Como parte da programação pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial, o CAPS II Sul promove o seu V Fórum Antimanicomial, que também será o IV Fórum Antimanicomial do Território Sul, reunindo todos os dispositivos que trabalham pela saúde mental daquela região. Será nesta quarta-feira (05), das 8h às 17h, no auditório do Centro Universitário Santo Agostinho.

Com o tema “Diálogos sobre a luta pela liberdade: a atenção psicossocial no território”, o fórum tem por finalidade estratégica estimular a territorialização do cuidado em saúde mental por meio de discussões, debates e formulações de propostas entre todos os setores da sociedade. “O trabalho em saúde mental deve feito em parceria entre diversas instituições de saúde, assistência social e outras áreas, de forma a proporcionar um cuidado em todos os aspectos da vida deste usuário”, diz a coordenadora do CAPS II Sul Ivana Napoleão.

Em pauta, estarão os avanços e retrocessos na política de saúde mental brasileira e a importância da luta por um cuidado sem manicômios, com participação ativa dos usuários, propondo mudanças e questionando as relações de estigma e exclusão que social e culturalmente se estabeleceram para as pessoas que vivem e convivem com os transtornos mentais. “Dentro dessa perspectiva Teresina tem avançado significativamente, com a implementação de dispositivos de base comunitária como CAPS, ambulatórios e residência terapêutica, de modo a proporcionar serviços que atendam o usuário de forma humanizada e qualificada”, conta Luanna Bueno, gerente de saúde mental da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

“Estão convidados a participar do evento os usuários do CAPS, seus familiares, profissionais, estudantes e demais interessados no tema”, informa a coordenadora Ivana Napoleão. Segundo ela, a luta antimanicomial representa um processo de mudança cultural, política e de inclusão na sociedade, e para que o mesmo se institucionalize são necessárias ações que promovam transformações de caráter social e cultural, que proporcionem a produção de cuidado no território a fim de que a pessoa com transtorno mental possa habitar e circular em todos os espaços cotidianos onde a vida acontece.

O Movimento da Luta Antimanicomial foi estabelecido no Brasil, em 1987, com o objetivo de superar o hospital psiquiátrico, denunciando os abusos, maus-tratos e todas as irregularidades ocorridas nesses dispositivos. Dá-se origem, a partir daí, a um movimento representado pela luta das pessoas com transtorno mental, de seus familiares e dos trabalhadores da Saúde Mental por um serviço de saúde digno que respeite as suas singularidades e lhes garanta a reinserção no convívio social.

V Fórum Antimanicomial do CAPS II Sul

IV Fórum Antimanicomial do Território Sul

Programação:

8h – Credenciamento

8h30 – Mesa de abertura

9h – Mesa I: Avanços e Retrocessos na Política de Saúde Mental Brasileira (Expositores: Luanna Bueno – Gerente de Saúde Mental de Teresina; Profa. Dra. Sofia Laurentino – Assistente Social – UFPI; Mediadora: Nayarad Braga – Assistente Social CRAS e CAPS Sudeste)

11h – Mesa II: Usuários Ativos, poítica fortalecida (Expositores: Âncora e Associação CAPS AD; Mediadora: Larissa – Assistente Social CRAS Sul I)

14h – Palestra: A Importância de Manter a Luta no Piauí (Expositor: Prof. Dr. Emanoel Lima – UESPI e FSA; Mediadora: Diana Monteiro – Enfermeira CAPS II Sul)

15h – Mesa III: Estratégias de Luta (Mediadoras: Sayonara Lima – Coordenadora CAPSi, Diaponira Santos – Assistente Social CAPS II Sul)