No mês de aniversário de Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) comemora a evolução da área da saúde pública na capital piauiense, que a torna centro de referência médico-hospitalar da região Meio-Norte do país. Em todos os níveis de atenção, foram registrados avanços significativos, a exemplo da expansão das Unidades Básicas de Saúde, garantindo o atendimento de 100% da cidade.
“Nossa história de fortalecimento da Atenção Básica em Teresina já tem duas décadas. Começamos levando as Equipes de Saúde da Família aos bairros mais afastados. No primeiro momento, tivemos impacto significativo nos indicadores da saúde da nossa população. Nós começamos com três equipes em 1997, hoje são 264 equipes e 90 Unidades Básicas de Saúde, melhorando sensivelmente os indicadores da cidade”, conta o prefeito Firmino Filho.
O gestor afirma que os resultados satisfatórios que estão sendo colhidos vêm da atuação da Prefeitura. “Teresina é a terceira capital do país que mais investe em saúde e estamos gastando 35% dos nossos recursos próprios nessa área, porque acompanhamos todos os projetos do Governo Federal e tivemos coragem de avançar, especialmente na área da urgência. Agora, temos uma rede gigantesca, incluindo o HUT, que é o maior hospital de urgência do Piauí”.
Na área pré-hospitalar, Teresina foi pioneira, ainda em 1990, ao criar o programa S.O.S Teresina, iniciativa da Prefeitura, que tinha ambulâncias para sanar a falta de atendimento pré-hospitalar. Somente em 2003, o Governo Federal criou o SAMU no Brasil. É o que relembra Clara Leal, enfermeira que dirigiu o programa. “Nessa época, com o S.O.S, foi possível aumentar o acesso da população aos hospitais públicos”, ressalta.
Clara Leal também destacou como um grande passo a implantação do Laboratório Raul Bacellar, voltado à realização de exames laboratoriais. “Até então, cada hospital tinha um laboratório, mas com capacidade reduzida. Hoje, o Raul Bacellar é referência para o estado e realiza mais de 109 tipos de exames para diagnóstico de variados tipos de doenças”, conta ela.
Para o presidente da FMS, Charles Silveira, a Prefeitura tem realizado um trabalho incansável para atender cada vez melhor o usuário que procura pelos serviços de saúde da cidade. “Nós avançamos bastante na saúde e, nesse processo de buscar sempre a evolução, é importante olhar para trás não só para aplaudir os acertos, mas também para corrigir os erros praticados na área. Buscamos essas análises e também ter uma gestão baseada no diálogo, a embasar a tomada de decisões da gestão”, afirmou.
Ele destaca ainda a criação de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), localizadas nos bairros Satélite, Promorar e Renascença, a partir do ano de 2015. Com essa quantidade, as Unidades garantem a cobertura de 100% da capital piauiense, conforme parâmetros do Ministério da Saúde. “As estruturas são magníficas e permitem o atendimento de urgências e emergências a qualquer dia e horário”, finaliza.
Saúde psicossocial
As mudanças também foram notadas na área da saúde psicossocial, já que, há pouco tempo, as pessoas com transtorno mental só tinham a internação como experiência de cuidado. Agora, a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem um atendimento integral e humanizado. Diagnosticada com esquizofrenia, Loide Costa vivenciou essa transição de tratamento. “Antes, a gente vivia no anonimato, com isolamento total. Agora, sou atendida no CAPS e tudo mudou para melhor”, afirma.
“Na área hospitalar, as unidades mistas de saúde que existiam na capital passaram a ser hospitais de bairros, sob a gerência e a gestão da Prefeitura. Teresina também passou a fornecer órteses, próteses e materiais especiais a pessoas com deficiência, avançou na Atenção Básica e na saúde mental, Cardiologia, Oncologia e Nefrologia. Além disso, passou a fazer transplante de órgãos e hemodiálise”, relembra a assessora da FMS Alduína Rego.
Em relação ao trabalho das maternidades da Prefeitura de Teresina, Jesus Mousinho, diretora de Atenção Especializada da FMS, explica que, na década de 90, a Prefeitura implantou uma UTI neonatal na Maternidade Wall Ferraz e que a medida foi um grande avanço. “O porte do estabelecimento não o obriga a ter UTI e implantamos para aperfeiçoar o serviço. Atualmente, temos quatro maternidades, que atendem todos os preceitos da rede cegonha”, finaliza.
Outro avanço registrado foi a criação do sistema de regulação hospitalar da FMS, em 2017, que usou a tecnologia para modernizar os atendimentos à população. O serviço engloba autorizações para internações hospitalares e para transferências de pacientes de um hospital a outro. “Antes, o processo de transferência era feito por telefone e agora é online, o que deu agilidade e transparência ao trabalho”, afirma Vitória Urbano, diretora de regulação da FMS.
