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Os 1.457 alunos da Rede Municipal de Ensino de Teresina com necessidades especiais estão recebendo um apoio extra para participarem das atividades não presenciais e têm tido um bom desempenho nestes tempos de pandemia e aulas remotas. Esse é um dos motivos para se comemorar durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que é celebrada de 21 a 28 de agosto.

 

Em casa, eles assistem às mesmas aulas dos alunos da classe regular, mas recebem dos professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) um conjunto de atividades diferenciadas. O objetivo é manter uma rotina de acompanhamento pedagógico de forma individual, respeitando as singularidades de cada aluno. A Secretaria Municipal de Educação (Semec) mantém um setor exclusivo para atender as demandas deste público, disponibilizando 692 auxiliares de apoio à inclusão, que continuam atuando durante o período de regime das aulas remotas.

 

Segundo a coordenadora de Educação Inclusiva da Semec, Samara Moura, a semana é importante para lembrar os desafios de uma educação inclusiva de verdade. “Todos os dias aprendemos um pouco mais e levamos para as escolas medidas que impulsionam o aprendizado das crianças com necessidades especiais. Nesse período de isolamento social, também tivemos que nos reinventar, mas receber o retorno positivo das famílias é animador”, comenta. Ela conta, ainda, que as crianças que não têm acesso às ferramentas online, recebem em casa kits com as atividades pedagógicas.

 

Outro importante meio de apoio para alunos da Rede Municipal com transtornos e/ou dificuldades de aprendizagem é o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar – CMAM, localizado no Centro de Teresina. O CMAM também atende alunos que ainda não têm o diagnóstico de deficiência intelectual ou autismo, somente a suspeita da escola, visando o diagnóstico e os devidos encaminhamentos. O Centro já retornou às atividades médicas, e somente as atividades de terapias continuam online.

 

A equipe multidisciplinar é composta de psiquiatra, neuropediatra, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e serviço social. Até 2019, já foram realizados 4.064 atendimentos médicos, e 275 crianças e adolescentes foram beneficiadas com terapias no próprio CMAM.  Em 2020, puderam ser realizados 406 atendimentos médicos e 36 alunos em terapia.