A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Centro de Referência da Assistência Social (Cras/Sudeste I), promoveu na manhã desta quinta-feira, (20/05), na avenida principal do Bairro Dirceu Arcoverde, zona Sudeste de Teresina, uma mobilização em alusão ao dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A ação faz parte da campanha “Respeite-me! Meu corpo não é brincadeira! Chega de violência contra crianças e adolescentes” e tem como objetivo chamar atenção da sociedade de como identificar e denunciar situações de abuso e exploração sexual infantil.

Os dados da Gerência de Proteção Social Básica Especial (GPSE), por meio da Divisão de Média Complexidade, informou que a região Sudeste apresentou de janeiro a abril de 2021, uma redução no número de casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, quando comparado às ocorrências do ano passado. Em 2020, o número de ocorrências registrou oito casos de abuso sexual com crianças/adolescentes na região Sudeste, já nos quatro primeiros meses deste ano, foram três casos registrados.

Segundo Darlane Leite, gerente do CRAS Sudeste I, a queda no número de ocorrências de abuso sexual na região Sudeste de Teresina é explicado, principalmente, pela conjuntura da pandemia e falta de denúncias por parte da família.

“Tudo foi impactado pela pandemia da Covid-19. A principal explicação da queda no número de casos de abuso sexual analisado, até então, entre os de 2020 para 2021, é que a maioria dos personagens que fazem a identificação do abuso sexual não está atuando, diretamente, com as crianças e com os adolescentes, devido ao distanciamento social. No caso, muitas denúncias são feitas por professores, agentes de saúde, por profissionais dos Cras e profissionais de outras políticas. Até porque, normalmente, as famílias não fazem a denúncia das ocorrências, por envolver parentes, como um irmão, um tio, um avô, e acabam preferindo omitir a situação”, esclareceu.

A mobilização contou com a presença de representantes: das quatro unidades de Cras Sudeste, do Conselho Tutelar da região Sudeste e da Associação de Moradores do Itararé (AMI). Durante a ação, houve orientação ao público, solta de balões e foguetes, que marcaram o ato público.

A ação tem como objetivo chamar atenção da sociedade de como identificar e denunciar situações de abuso e exploração sexual infantil. Foto: AScom (Semcaspi)