A primeira obra do Viver+Teresina teve início no mês de julho e segue avançando para ser finalizada no primeiro semestre de 2024 à população do bairro Nova Brasília, zona Norte da capital. A intervenção feita pelo Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), está transformando a região, que antes era utilizada como lixão.
Carroceiros e população em geral iam até o local para despejar todo tipo de resíduo: desde o lixo doméstico até restos de podas, de entulho de obras até animais mortos. Tudo isso ao lado de uma Unidade Básica de Saúde, uma escola e uma lagoa, que está completamente degradada.

Orçada em R$ 2,1 milhões, a obra está implementando equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A intervenção está sendo feita no trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS.
O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.
“Nossa equipe tem trabalhado intensamente para transformar Teresina em uma cidade mais resiliente e adaptada aos efeitos da emergência climática. Precisamos de mais áreas verdes, de lagoas preservadas e com total capacidade de contribuir com a drenagem da região. Teresina está aquecendo mais intensamente que a média do resto do mundo e por isso precisamos agir. Essa é a nossa primeira obra e já temos projetos para várias outras”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do programa.

O Viver+Teresina trabalha com a elaboração de projetos e ações voltados à adaptação da cidade a essa nova realidade imposta pela emergência climática. “Teresina precisa se adaptar aos riscos de alagamentos, queimadas, arboviroses e ondas de calor, que serão cada vez mais frequentes, como está acontecendo agora, com a influência do El Niño. Os fenômenos extremos precisam ser mapeados e a cidade preparada para que eles afetem o mínimo possível a vida da população”, explica Bruno Quaresma.

