Os problemas da política habitacional enfrentada por mulheres teresinenses foi debatida em reunião da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Pensando nisso, a secretária da Mulher, Karla Berger, recebeu nesta segunda-feira (21), o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), que expôs algumas das dificuldades enfrentadas na capital pelo gênero feminino.

Segundo Karla Berger, a secretaria vai realizar um levantamento de mulheres e casas que podem receber mulheres em situação de vulnerabilidade e violência. “Nosso objetivo é oferecer saídas para as mulheres agredidas, principalmente se ela tem um problema habitacional, para que a SMPM possa realizar a articulação e assistência necessária”, ressalta.

O MNLM é um movimento social brasileiro criado em julho de 1990 com representação de 14 estados. Na ocasião, Anísia Teixeira, a representante do movimento no Piauí, apresentou alguns dos problemas que envolvem falta de habitações, além de apontar possíveis soluções a nível regional.

“Essas casas e prédios ociosos em Teresina, alguns sem regularização, podem servir para as mulheres que não têm para onde ir. Muitas vezes um abrigo não é conveniente e seguro para essa mulher. Então o ideal é destinar esses imóveis às mulheres em situação de violência doméstica ou familiar ou que tenham alguma deficiência”, considerou Anísia Teixeira.

Segundo a representante, além da falta de acesso à moradia é preciso incentivar a autonomia financeira das mulheres. “Queremos discutir incentivo a política habitacional para mulheres, além disso viemos apresentar quais empreendimentos são organizados por mulheres na cidade como as lavanderias, as feiras e outros. Nossa intenção é incentivar a independência financeira dessas mulheres”, finalizou.

Dentro da agenda, o MNLM realizará audiências públicas com os vereadores municipais. No dia 25 de março será promovido uma ação sobre o feminicídio na capital.