Ascom/ SEMAM

Teresina guarda uma riqueza de troncos vegetais fossilizados em posição de vida, datado de aproximadamente 280 milhões de anos: a Floresta Fóssil do Rio Poti. A importância desse patrimônio natural foi o tema de um treinamento realizado, nesta sexta-feira (05), no Parque da Cidade, com uma equipe de técnicos da Prefeitura de Teresina, ligados às Secretarias Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM) e de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN). Brevemente a área passará por uma intervenção, a fim de preservar e valorizar esse valioso acervo.

Com o tema “Quem vai cuidar tem que conhecer: o potencial paleontológico, arqueológico e arquitetônico da Floresta Fóssil de Teresina”, o treinamento contou com bate-papo ministrados por profissionais renomados no assunto, como o paleontólogo da Universidade Federal do Piauí, Juan Carlos Cisneros, da arqueóloga da Superintendência do IPHAN Piauí, Luzia Leal, e  da arquiteta da SEMPLAN, Danielly Bezerra.

Segundo o secretário executivo da SEMAM, Claudinei Feitosa, esse momento foi promovido com a intenção de envolver ainda mais as equipes técnicas em torno da importância daquela área, para que elas contribuam ainda mais com a preservação do local.

“Já que aquela área vai receber um grande investimento com estruturação do parque, que vai incluir, por exemplo, um Museu de Paleontologia e um Centro de Apoio ao Visitante, é essencial treinarmos os técnicos das secretarias diretamente envolvidas. Dessa forma eles contribuem com a preservação desse nosso patrimônio. Afinal, só valorizamos e cuidamos daquilo que conhecemos”, destacou o secretário executivo da SEMAM, Claudinei Feitosa.

Durante esse treinamento, os profissionais abordaram diversos pontos relevantes ligados ao tema, destacando, por exemplo, onde há incidência de ocorrência de troncos petrificados na região da grande Teresina, as organizações governamentais com responsabilidade direta, as legislações municipal, estadual e federal, e a apresentação do projeto de intervenção da Floresta Fóssil. A partir das explanações, os técnicos puderam sanar suas dúvidas e conhecer mais sobre o assunto.

Sobre a reestruturação do Parque Floresta Fóssil

Para oferecer uma estrutura para o visitante, a Prefeitura de Teresina vai realizar uma intervenção no Parque Municipal da Floresta Fóssil, resultado de uma parceria com CAF- Banco de Desenvolvimento da América Latina. Com a reforma, o Parque contará, por exemplo, com um Museu de Paleontologia, Centro de Apoio ao Visitante e um Bloco de Administração. A obra, cuja licitação já está finalizada, receberá um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.

A área é tombada desde 2010 pelo Ministério da Cultura. Mas ainda em 1993, através de um Decreto Municipal, foi assegurado como Parque Municipal da Floresta Fóssil do Rio Poti. O local guarda informações importantes que representam fontes de pesquisa para estudiosos, uma vez que fornece dados de como a paisagem e o clima foram modificados ao longo do tempo no Piauí.