Atenção Básica de Teresina realizou 876.768 atendimentos médicos e de enfermagem

Ascom/FMS

Em 2019, a Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS) prestou 876.768 atendimentos médicos e de enfermagem à população do município de Teresina. A capital tem 263 Equipes de Saúde da Família distribuídas em 90 Unidades Básicas de Saúde, que juntas realizaram 2.070.395 procedimentos de enfermagem, dentre eles coleta de exames laboratoriais, antropometria, administração de medicamentos, curativos, trocas de sonda vesical; 31.843 coleta de citopatólogico de colo uterino e 23.503 visitas domiciliares por profissional de nível superior (médico e enfermeiro).

A capital possui população de 861.442 habitantes com cobertura de 100% de atenção básica, organizada em quatro regionais de saúde a fim de facilitar o processo de gestão e organização das equipes. Atualmente, 35% do orçamento municipal de Teresina é gasto com saúde. “Segundo a Organização Mundial de Saúde, a atenção básica é um serviço eficaz e age sobre as principais causas de problemas de saúde e riscos ao bem-estar, lidando com os desafios emergentes que ameaçam a saúde das pessoas, constituindo a principal porta de entrada no Sistema Único de Saúde.  Seu objetivo é orientar sobre a prevenção de doenças, solucionar os possíveis casos de agravos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade”, explica Karoline Alencar Rodrigues, gerente de Informações em Saúde da Atenção Básica da FMS.

A atenção básica funciona, portanto, como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos. No Brasil, há diversos programas governamentais relacionados à atenção básica, sendo um deles a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por exemplo. Consultas, exames, vacinas e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas UBSs. A atenção básica também envolve outras iniciativas, como: as Equipes de Consultórios de Rua, que atendem pessoas em situação de rua; o Programa Brasil Sorridente, de saúde bucal; o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), que busca alternativas para melhorar as condições de saúde de suas comunidades.

Acesso ao cartão SUS está disponível em todas da Unidades de Saúde em Teresina

O Cartão Nacional de Saúde, também conhecido como Cartão SUS, é o documento de identificação do usuário do SUS, que possibilita o acesso a suas informações pelos profissionais de saúde. Em Teresina, o cidadão pode adquirir seu cartão em qualquer uma das 90 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.

O registro do Cartão SUS contém os dados dos pacientes da rede pública de saúde, o que possibilita a criação do histórico de atendimento de cada cidadão, por meio do acesso às Bases de Dados dos sistemas envolvidos neste histórico. Ele garante ao cidadão atendimento nas UBSs e hospitais que integram a rede do SUS, facilitando a marcação de consultas e assegurando o acesso a medicamentos gratuitos. Além disso, ele garante assistência integral à Saúde, desde o início, na Atenção Básica, até outros níveis de assistência, como especialidades e alta complexidade, caso seja necessário.

Kledson Batista, gerente de Ações Estratégicas da Fundação Municipal de Saúde (FMS), explica que o cartão SUS é vinculado ao CPF de cada pessoa. Para adquirir o seu, basta o usuário se dirigir ao setor de marcação de consultas (SAME) da UBS mais próxima. “Ele deve portar um documento de identidade e um comprovante de residência. Lá, o servidor do SAME vai entrar no Cadastro Nacional que emite o cartão e vai cadastrar o CPF, e vai sair um cadastro que é vinculado a este CPF”, afirma.

Ainda segundo o gerente, é importante que cada cidadão tenha o seu cartão SUS, pois a vinculação ao CPF viabiliza os dados que serão usados para financiamento da saúde. “A partir de agora, o financiamento não será mais per capita e sim por quantidade de pessoas que utilizam a atenção básica. Por isso, é importante que os usuários não apenas tenham o Cartão SUS como também se cadastrem nas Unidades Básicas de Saúde”, disse Kledson Bastista.

Em Teresina, a meta é cadastrar 344 mil pessoas nas UBS até abril de 2020, pois a capital possui 864 mil habitantes e 520 mil já são cadastrados. Para realizar esse cadastramento da população, os Agentes Comunitários de Saúde da FMS, devidamente fardados, estão visitando os domicílios de Teresina. Mas a recomendação da FMS é de aqueles que não receberam essa visita e que não são cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde devem se dirigir a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela capital, portando os documentos pessoais, como o CPF e o cartão do SUS, se tiverem.

Agentes Comunitários de Saúde são capacitados na UBS Boa Hora

A Equipe de Saúde da Família 235, da Unidade Básica de Saúde (UBS) João Cirilo, da localidade Boa Hora, zona rural de Teresina, realizou o 1º Curso de Imersão em Atenção Primária à Saúde (APS) destinado para capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em relação ao novo modelo de financiamento da APS. O modelo busca ampliar o acesso da população aos serviços de saúde para garantir a universalidade do SUS.

“O foco é atender às necessidades e prioridades epidemiológicas, demográficas, socioeconômicas e espaciais, entre outras. Isso será estimulado por meio do componente de capitação ponderada, que considera as diferentes características da população cadastrada e as particularidades dos territórios, de acordo com a classificação geográfica do IBGE, assim proporcionando equidade na forma de transferência dos recursos aos municípios”, explica  Lívia Maria Mello Viana, enfermeira da UBS João Cirilo.

Segundo a enfermeira é necessário um momento de parada das práticas anteriores, revisão e estudo dos indicadores e política proposta e início de atividades em consonância com as exigências do Ministério da Saúde (MS). “E foi isso que propusemos aos nossos ACS: um esforço conjunto de estudo e trabalho para que, em março – ao final do Curso, a área esteja totalmente coberta e a prática laboral dos ACS em afinidade com o que preconiza o ministério”, destaca.

Como ação inicial do Curso foi entregue o Instrumento de Cadastro, Acompanhamento e Supervisão da APS aos ACS (popularmente chamado de ‘Caderno dos ACS’), bem como as instruções de utilização. As etapas seguintes serão: estudo dos princípios da APS, ampliação e correção de cadastros individuais e domiciliares, redução de inconsistências e avaliação dos consolidados.

 

FMS realiza atividade alusiva ao Janeiro Branco para os servidores da sede do órgão

Ascom/FMS

Uma palestra com o tema “Casas que Curam” foi ministrada hoje, 17, no auditório da sede da Fundação Municipal de Saúde (FMS). A atividade levou a todos a uma imersão em neurociência aplicada à arquitetura, design biofílico,  psicologia ambiental, psicodinâmica das cores e nas nossas memórias.

O momento foi desenvolvido pensando no Janeiro Branco, uma campanha dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos.

“O ambiente em que estamos inseridos muitas vezes refletem nossas emoções. Em qualquer fase da vida que esteja, a arquitetura pode ajudar você a viver num ambiente energeticamente harmonizado”, diz Hociomara Lis, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da FMS. A palestra “Casas que Curam” foi ministrada pela arquiteta Ana Carolina Nogueira, criadora do tema “Morar afetivo”, que é uma expressão definidora da linguagem de seus projetos.

Teresina tem baixo risco de infestação pelo Aedes aegypti, aponta levantamento

Ascom/FMS

Teresina registra baixo risco de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. É o que indica o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2020, divulgado nesta sexta-feira (17), pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Segundo a pesquisa, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da capital foi de 0,7%.

A pesquisa, feita entre os dias 08 e 14 de janeiro, foi realizada em todos os bairros da capital, que foram divididos em 32 estratos. Durante o LIRAa, que é feito quatro vezes ao ano, os agentes de endemias da FMS percorrem os imóveis em busca de focos do mosquito em potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. Os dados obtidos servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya.

“Este resultado de 0,4% é fruto do trabalho de rotina dos agentes de endemias e das ações de intensificação que são realizadas durante todo o ano, como a Faxina nos Bairros”, comenta Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS. A Faxina acontece todos os sábados em dois bairros de diferentes zonas da cidade. Neste sábado (18) será a vez dos bairros Samapi e Alto Alegre, zonas Leste e Norte respectivamente.

Na Faxina nos Bairros, os moradores dos locais são orientados pelos agentes de saúde a fazer uma limpeza dentro de suas casas e depositar o lixo na calçada no sábado, quando ele será recolhido pelas equipes da SDU. “Pedimos especial atenção para o lixo que não é recolhido pela limpeza regular, como eletrodomésticos e móveis de grande porte”, diz a gerente. Ainda no sábado, a equipe da FMS faz uma caminhada educativa, orientando a população sobre medidas preventivas de combate à dengue, zika e chikungunya e os males trazidos por estas doenças. As equipes se reúnem em um ponto de encontro a partir das 8h da manhã e de lá iniciam o percurso.

No Samapi, o ponto de encontro será na Capela Nossa Senhora das Graças, e será percorrido o quadrante formado pelas ruas José Torquato Viana, rua Apolo XI e Avenida Maria Antonieta Burlamaqui. Já no Alto Alegre, o ponto de encontro será no CMEI Anita Ferraz, com percurso no quadrante formado pelas ruas Castelo do Piauí, Amarante, Pescador Raimundo Salvino, Sapucaia e João Isidoro França.

“É bom ressaltar que o período chuvoso está iniciando e que a oferta de potenciais criadouros deve ser reduzida, ou seja, as pessoas devem ser vigilantes nos seus ambientes residenciais, de trabalho, de lazer e religiosos, e com isso retirar todo e qualquer depósito que possa acumular água e se transformar num criadouro. A responsabilidade é de todos”, alerta Oriana Bezerra.

FMS alerta que manchas na pele podem ser sinal de Hanseníase

Uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde e não incomoda pode ser perigosa e sinal de Hanseníase. A informação foi enfatizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina durante o Janeiro Roxo, campanha mundial que busca incentivar o diagnóstico e o tratamento precoce da doença infecto-contagiosa e combater o preconceito.

Somente em 2019 Teresina apresentou 311 novos casos de Hanseníase, o que representa uma diminuição de 11% se comparado ao ano de 2018. “A Hanseníase afeta os nervos e se manifesta por meio de lesões na pele. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ter, por exemplo, problemas de visão e apresentar incapacidades físicas”, explica o médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio.

Kelsen explica ainda que a transmissão acontece por gotas de secreção que o paciente, sem tratamento, elimina quando respira , fala, tosse ou espirra. “Os familiares, por terem um contato prolongado e íntimo com a pessoa doente não tratada, têm maior risco de adoecer. É por isso que a FMS realiza periodicamente a vigilância dos contatos, que significa avaliar as pessoas que convivem com quem tem a doença”, explica.

A FMS intensifica as ações de combate à doença em janeiro, mas o trabalho de vigilância acontece durante todo o ano. “Em parceria com a Educação, por exemplo, a FMS realiza campanha de Hanseníase e verminose nas escolas. Os pais das crianças recebem ficha e para preenchê-la eles devem observar o corpo dos pequenos em casa, avaliando se tem alguma mancha”, explica Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

Confira locais para diagnóstico e tratamento da Hanseníase

Em caso de mancha suspeita, a recomendação é de que a pessoa se dirija para uma das 90 Unidades Básicas de Saúde de Teresina para ser avaliada e receber o tratamento médico adequado. Caso haja necessidade, a pessoa também pode ser direcionada para locais de referência: Hospital Universitário do Piauí, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do Hospital Getúlio Vargas.

Livro “Mulheres de Cinema” de Karla Holanda será lançado em Teresina

Teresina recebe, no próximo dia 23, o lançamento do livro “Mulheres de Cinema” com a organização de Karla Holanda, diretora do filme Kátia (2012), um documentário que traz a história da primeira trans a ocupar um cargo político no país, a piauiense Katia Tapety. O evento acontece na Oficina da Palavra, a partir das 19h, com um bate papo sobre a obra com a organizadora, que traz um olhar diferenciado acerca da produção audiovisual.

O lançamento conta com parceria da Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, e visa ampliar as discussões sobre a produção audiovisual e a participação da mulher. O livro reúne histórias do cinema mundial sob uma perspectiva inédita, que é a feminina. A organizadora é autora também de ‘Feminino e Plural: Mulheres no cinema brasileiro’, livro que se tornou referência no assunto, tendo sido indicado ao Prêmio Jabuti em 2018. A nova coletânea da autora se propõe a pensar onde estavam as cineastas em determinados períodos em que a história do cinema canonizava diretores e suas obras, e discutir os filmes realizados por elas.

A publicação aborda ainda as frentes de pensamento que essa filmografia abre, nas dimensões histórica, teórica, estética, política, ética, humana – tudo isso reunido em um só volume. Ao analisar a participação das mulheres como diretoras em inúmeros países da América – em especial a Latina, da Europa, da África e da Ásia, abre-se espaço a cinematografias contra hegemônicas, pertencentes a contextos “menores”.

Karla Holanda é piauiense natural de Parnaíba e uma das mais importantes pesquisadoras sobre participação feminina na produção audiovisual. Professora e atual chefe do Departamento de Cinema e Video da Universidade Federal Fluminense, é doutora em Comunicação (UFF), onde estudou a produção documentária independente, centrando-se no Programa DocTV; é mestra em Multimeios (Unicamp), onde desenvolveu pesquisa sobre o documentário feito no Nordeste. Seu campo de interesse de pesquisa gira em torno de documentário, autoria feminina, televisão, produção independente, regionalização. Através do Grupo de Pesquisa Documentário e Fronteiras, do qual é líder, desenvolve os projetos de pesquisa Documentário de autoria feminina no Brasil e Cartografia do documentário brasileiro, que resultou no Catálogo Documentário Brasileiro (documentariobrasileiro.org). Como cineasta, recebeu alguns prêmios de fomento e em festivais. Dirigiu o longa Kátia (2012) e os curtas Vestígio (2002) e Riso das Flores (2004), além de uma série de documentários sobre escritores brasileiros (1992-1999), dentre outros.

 

Laboratório Raul Bacellar realizou mais de 2 milhões de exames em 2019

Ascom/FMS

A Prefeitura de Teresina, através do Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacellar, realizou 2.806.951 exames, de janeiro a dezembro de 2019. Foram 2.236.203 exames de rotina, 240.349 exames de urgência ambulatorial e 290.062 exames de urgência em internados, nas especialidades de bioquímica, hematologia, imuno-hormônios, uroanálise, baciloscopia, citologia e parasitologia.

O laboratório Raul Bacellar realiza uma média de 220 mil exames por mês e atende toda a rede SUS em Teresina, o que inclui 90 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 10 hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPA), entre outros. “Com a modernização, os resultados dos exames solicitados com urgência saem em até 3 horas. Já os de rotina estão disponíveis em até três dias. Qualquer usuário pode acessar o resultado de seu exame por meio do site da Fundação Municipal de Saúde”, diz Evelma Vasconcelos, diretora do Raul Bacellar.

Desde agosto de 2019 o laboratório Raul Bacellar funciona em nova sede, que segue os padrões de biossegurança do Ministério da Saúde, para a realização de exames laboratoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Localizado na Rua Professor Joaquim Gomes s/n, ao lado da Praça Prefeito João Mendes do bairro Saci, zona Sul, o prédio vem para comportar o novo momento de mudança e modernização do laboratório, que nos últimos três anos passou por um processo de automatização e informatização do seu processo de trabalho.

A nova estrutura também vai trazer mais segurança e melhores condições para seus funcionários, como comenta a diretora Evelma Vasconcelos. “Com nossa nova sede poderemos atender ainda melhor a rede, além de nossos profissionais estarem trabalhando em ambiente adequado com todos os Equipamentos de Proteção Individual”, afirma.

Atualmente o Laboratório Raul Bacelar conta com uma equipe de 135 colaboradores nas mais diversas áreas, como administrativa, técnica laboratorial e bioquímica. Nos postos de coleta do Raul Bacelar, todos estão informatizados, imprimindo os resultados na própria unidade, bem como o usuário pode acessar estes resultados em qualquer computador. Para que o paciente visualize seu exame basta acessar o site da FMS, ou ainda o site www.pulsesaude.com.br .

“Quando ele sai da sala de coleta ele recebe um usuário (localizador) e senha para que possa ter acesso ao resultado de seus exames. É fácil e rápido e faz com que o paciente não precise ir à unidade de saúde várias vezes ver se seus exames estão prontos. O paciente ainda pode imprimir o resultado, de casa, ou na própria unidade de saúde”, finaliza a diretora do Raul Bacellar.