Programa Lagoas do Norte licita empresa para fazer estudos sobre o dique do Parnaíba

A necessidade de reestruturação do dique do Parnaíba já foi constatada por especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. Agora, o programa lançará a licitação para contratar uma empresa que ficará responsável por avaliar a atual situação da estrutura e apresentar soluções para o dique.

No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovaram que o dique, hoje, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985.  “Nós temos consciência de que o dique precisa de reparos. Estamos licitando a contratação dessa empresa e os estudos vão mostrar que tipo de intervenção precisa ser feita. A empresa deverá apresentar ao menos três propostas. A partir disso, a Prefeitura, em conjunto com a população e o Ministério Público, discutirá qual a alternativa mais eficiente para proteger as famílias de toda a zona norte da cidade”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e transformou-se numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

Segundo Tarcysio Ferreira, engenheiro do Lagoas do Norte, ao longo do tempo, o dique sofreu alguns tipos de intervenções, como a fundação de casas, poços e fossas, além de árvores de grande porte que cresceram na encosta (parte inclinada) do dique. “Além dessas intervenções na estrutura, houve um certo afundamento desta grande estrutura que diminuiu a cota em alguns trechos, além do assoreamento do rio. Com isso, se ocorrer um período chuvoso como foi na década de 1980, com os picos de cheias máximas nos dois rios, não se pode garantir que o dique seja eficiente para conter a água”, explica.

O edital de licitação deverá ser lançado até o fim deste mês. A empresa selecionada fará a avaliação e proporá ao menos três alternativas estruturais, determinando quais as obras e necessidades de desocupação da área em cada proposta. Essas alternativas serão discutidas pelo PLN com a população.

Moradores pedem avanço do Programa Lagoas do Norte para atender famílias em situação de risco

Ascom/Lagoas do Norte

As comunidades que vivem na região da Vila Apolônia, Olarias e nas margens da avenida Boa Esperança reuniram-se na manhã deste sábado (06) com os secretários de Planejamento e Governo e com a diretoria do Programa Lagoas do Norte para saberem sobre o andamento das obras e ações e tirar dúvidas acerca da situação das famílias que ainda vivem em áreas alagáveis. Apreensivos com a subida dos níveis dos rios Poti e Parnaíba e das lagoas, elas solicitaram que as obras do programa avancem para que o problema seja resolvido de forma definitiva.

Dona Francisca Maria, de 73 anos, relatou que vive em condições precárias e quer sair de sua casa para uma residência que possa oferecer segurança. “Eu moro em uma casinha de tijolo que, para onde a gente pisa, se derrete de lama. A casa é minha, mas o terreno não é. Me levaram para ver umas casinhas ali [no Residencial Parque Brasil] e eu não quero acordar. Eu gostei, amei, e vai chegar a hora de dizer ‘essa aqui é minha’. Que Deus dê um bom pensamento a todos que fazem o projeto Lagoas do Norte, que o que nós precisamos é sair da lama”, afirmou a moradora.

Durante a reunião, o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João, explanou aos moradores as obras que já foram executadas pelo Lagoas do Norte na região, os projetos que deverão iniciar em breve e o que ainda está sendo estudado e planejado para ser executado posteriormente. “A Prefeitura já fez a requalificação das duas primeiras lagoas da área, que são as lagoas do Lourival e do Cabrinha. Deveremos começar em breve a obra no entorno da Lagoa dos Oleiros, que é a maior de todas. O que será feito aqui é semelhante ao que foi feito lá nas outras. O Lagoas do Norte é um programa pensado e projetado para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente em áreas de risco e também pensado para melhorar as condições ambientais das lagoas, o saneamento básico e a drenagem dessa região”, explicou.

Já o secretário de Governo, Raimundo Eugênio, destacou que a Prefeitura tem um olhar especial para a zona Norte, pois foi onde Teresina nasceu. “Todos nós teresinenses temos um laço de ligação com a zona Norte. O que a Prefeitura tem feito é olhar para essa região para trazer a condição de vida que essa população merece”, disse.

A reunião foi organizada pela própria comunidade. Eles puderam tirar dúvidas sobre o andamento dos projetos desta segunda fase do programa, que iniciará em breve as obras de requalificação urbana e ambiental da Lagoa dos Oleiros e parte das lagoas do Mazerine, São Joaquim e Piçarreira.

Segundo a diretora geral do PLN, Márcia Muniz, as comunidades da Vila Apolônia e Olarias também serão contemplados. “Estamos em fase de desenvolvimento dos projetos executivos que contemplarão essas famílias. É importante estarmos em contato com os moradores para sabermos qual a sua realidade e no que o Lagoas do Norte está podendo contribuir para melhorar a vida dessas pessoas”, finalizou.

Rio Poti atinge “cota de atenção” e Programa Lagoas do Norte monitora região

Segundo dado divulgado pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o rio Poti atingiu uma “cota de atenção” de 8,0m nesta quarta-feira (03) na zona urbana de Teresina. O Programa Lagoas do Norte está realizando o monitoramento diário do nível dos rios Poti e Parnaíba junto aos órgãos federais responsáveis pelas medições. O aumento no nível das águas em decorrência das chuvas que caíram nos últimos dias tem demandado o trabalho diuturno das bombas na estação elevatória.

Esses equipamentos fazem o bombeamento das águas das lagoas para o rio Parnaíba. Com o aumento no nível das águas do Poti, o Parnaíba já está represado e as águas tendem a invadir o Parque Encontro dos Rios. A Defesa Civil Municipal está em estado de atenção, considera o estado de alerta para as populações ribeirinhas e monitora 56 áreas de risco em toda a cidade, sobretudo na zona Norte. Nos últimos 15 dias foi registrado acumulado de chuva de 500 mm. Essa atenção se redobra para áreas sujeitas a deslizamentos.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou na segunda-feira (1º) que a barragem de Boa Esperança apresentou volume útil de 82.99% no dia 31. Ainda de acordo com a Companhia, no dia 02 de março o volume da barragem era de pouco mais de 52%. A preocupação maior é com o rio Poti, que atingiu cota média de 7.28 metros nesta segunda-feira (1), na altura do município de Prata do Piauí.

O Programa Lagoas do Norte faz o monitoramento diário através de boletins divulgados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Inmet (Instituto Nacional de Metrologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ANA (Agência Nacional de Águas) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Estamos diariamente em contato com esses órgãos acompanhando a evolução das chuvas e o nível dos rios e lagoas que formam o complexo hídrico da região norte da cidade. Além disso, acompanhamos também a situação das famílias que moram nas beiras de lagoas, já que muitas delas estão em situação de risco imediato de inundação”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.

Minha Casa, Minha Vida completa 10 anos e tem projeto de residencial inovador em Teresina

Ascom PLN

Ao completar 10 anos de existência, o Minha Casa, Minha Vida executa, em parceria com o Programa Lagoas do Norte, a obra do residencial Parque Brasil. Esse residencial, com 1.022 unidades habitacionais, é um projeto piloto inovador em nível nacional, já que ele leva em consideração não apenas as casas e apartamentos, mas tem uma estrutura urbanística totalmente planejada para favorecer o transporte coletivo, o desenvolvimento do comércio na região e a qualidade de vida das pessoas que lá residirão.

Esse residencial tem um padrão jamais construído no Brasil. Ao todo, são 1.022 unidades, distribuídas em 350 casas e 672 apartamentos. Cada um tem área de 48 m², com sala, cozinha, dois quartos e banheiro. Os prédios de apartamentos são formados por três pavimentos.

O empreendimento será habitado por famílias que atualmente vivem em áreas de risco na zona norte da cidade, em condições insalubres. O projeto está inserido na segunda fase do Programa Lagoas do Norte, em parceria entre a Caixa Econômica e a Prefeitura, orçado em R$ 114.924.765,27 milhões, e já tem mais de 300 unidades habitacionais construídas.

O projeto prevê também a realização de obras de drenagem no residencial, o que vai garantir que as águas pluviais não afetarão as estruturas das unidades habitacionais nem as ruas. Também estão contidos no projeto as ligações hidráulicas e energia elétrica, assim como a iluminação pública.

Além dessas características, consta ainda a destinação de lotes maiores àquelas famílias que já possuem negócios em suas regiões de origem. Ao optarem por viver no residencial, elas terão terreno compatível para continuarem suas atividades comerciais. Uma outra característica que diferencia o projeto é a estrutura urbana voltada para propiciar o trânsito de ônibus dentro do residencial.

“O Programa Lagoas do Norte tem um olhar multissetorial e, um dos aspectos que move o desenvolvimento dos seus projetos é o social. Esse empreendimento, quando for finalizado, será oferecido às famílias que hoje vivem em condições insalubres como uma das opções de reassentamento. Esse residencial está localizado em frente à principal avenida da região, que é a avenida Poti Velho, possui um projeto de drenagem que garantirá a segurança hídrica que as famílias não possuem hoje, e conterá todos os equipamentos públicos necessários para o bem-estar dessas famílias, como transporte coletivo, escola, praças e comércio”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Mulheres da zona Norte buscam capacitação na área da construção civil

Ascom PLN

Lugar de mulher também é no canteiro de obras. Munidas de vontade de aprender e de conseguir a independência financeira, 29 mulheres moradoras da região Norte de Teresina estão fazendo os cursos de pintura de parede e aplicação de revestimento cerâmico, incentivadas pelo Programa Lagoas do Norte. Todas estão desempregadas e sem condições de contribuírem no sustento de suas casas e filhos. Para elas, o curso é uma alternativa e uma ferramenta para se inserirem no mercado de trabalho.

Pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego em 2011 mostram que, no Brasil, o número de trabalhadoras neste setor cresceu 65% em uma década. No ano de 2000, elas eram pouco mais de 83 mil entre 1.094 milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2008, o número subiu para 137. 969. Os dados revelam uma crescente e as mulheres da zona Norte de Teresina sabem que o principal fator que despertou as construtoras é a qualidade do serviço que elas desempenham numa obra.

“Vim fazer a inscrição com receio de não ter mais mulheres no curso. Estou gostando das aulas e vejo que não é só homem que tem a capacidade de trabalhar com pintura. A mulher tem conhecimento, é mais perfeccionista, tem mais capacidade de enxergar os defeitos, para nós tem que ser tudo perfeito e observamos mais que os homens”, afirma Maria dos Remédios Barbosa e Sousa, 34 anos, moradora do bairro São Joaquim.

Além de terem a disposição de fazerem o curso e se qualificarem, elas consideram que o fato de o mercado de trabalho ainda ser eminentemente masculino e o ambiente considerado machista não traz receio. Diante de qualquer insinuação sobre sua capacidade ou manifestação de preconceito, elas já têm a resposta.

“Não tenho medo de sofrer preconceito porque eu tenho certeza que eu vou saber fazer bem feito e ninguém vai me apontar o dedo só porque eu sou mulher. E, se acontecer, eu não vou parar. Se não quiserem me contratar porque eu sou mulher, vou bater em outras portas até conseguir emprego. Eu acredito que o mercado está aceitando mais mulheres nesse tipo de trabalho pelo nosso jeitinho, o nosso toque feminino. Então, eu tenho certeza que vou conseguir”, diz Maria do Socorro Barros de Oliveira, 41 anos, mãe de três filhos.

Um dos principais fatores que contribuíram para que elas procurassem os cursos foi a possibilidade de se tornarem independentes financeiramente. A maioria das mulheres que reside na região ainda depende dos maridos. Muitas fazem trabalhos informais, porém pouco contribuem com as contas de casa e o sustento dos filhos.

É o caso da Joseane Soares, 31 anos. “Eu já trabalho como autônoma, mas o dinheiro que eu ganho ainda não dá para ajudar em casa. Geralmente, é meu marido que paga as contas. Esse curso é uma forma de empoderamento. Meu marido disse para mim que esse era mais um curso que vai ficar na gaveta. Mas eu tenho boas expectativas e já até conversei com as meninas daqui do curso sobre a possibilidade de fundarmos uma cooperativa entre nós e oferecermos nossos serviços na vizinhança, na família da gente”, revela.

O Programa Lagoas do Norte teve a iniciativa de fazer a parceria para abrir os cursos na área da construção civil a partir da demanda da própria população e também das construtoras que têm atuado nas obras projetadas pelo programa na região. “Identificamos uma demanda de pessoas sem emprego na região de atuação do Lagoas do Norte e, como um dos componentes do programa é justamente o olhar para o social, buscamos operacionalizar esses cursos em parceria com a Fundação Wall Ferraz. A intenção é que essas pessoas se qualifiquem para que possam atuar na área da construção civil, nas obras que acontecem próximas das suas comunidades ou serem contratadas por qualquer empresa”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Os cursos foram projetados e estão sendo executados em parceria com a Fundação Wall Ferraz. Ao todo, 120 pessoas estão fazendo a capacitação. “O segmento da construção civil, mesmo em um momento de crise, se mantém ativo e traz um leque de possibilidades de atuação. No caso das mulheres, a atividade de pintora e aplicadora de revestimento acaba tendo um diferencial justamente porque são atividades que requerem maior zelo. Então, esse fazer bem feito tem contribuído para que essas mulheres quebrem o preconceito e o estigma de que o espaço da construção civil não é para elas. Nós esperamos resultados bastante positivos, especialmente a partir da articulação que está sendo pensada pela Prefeitura com as empresas que possuem atuação na área da construção civil na região do Lagoas do Norte”, acrescenta a presidente da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira.

O curso de pintor de obras tem um total de 80 horas/aula e acontece no prédio da administração do Parque Lagoas do Norte. Já o curso de aplicador de revestimento cerâmico está sendo ministrado no Centro de Capacitação do bairro Parque Alvorada e totalizará 140 horas/aula. Ao final, tanto as mulheres como os homens sairão com a mesma capacitação teórica e prática e poderão ser contratados pelas empresas que atuam na região dos 13 bairros de abrangência do Lagoas do Norte ou por qualquer empresa com atuação na cidade.

 

Justiça Itinerante espera atender mais de mil pessoas no Parque Lagoas do Norte

Os moradores da zona Norte de Teresina terão durante essa semana a possibilidade de acessar serviços jurídicos de forma ágil e perto de casa. O Parque Lagoas do Norte recebe desta segunda até a próxima sexta-feira (29) o projeto Justiça Itinerante, realizado pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e que visa facilitar para o cidadão comum o acesso a determinados serviços jurídicos.

Os atendimentos começaram nesta segunda-feira (25) e se estendem até a próxima sexta. A distribuição de senhas, no prédio da administração do Parque, começa às 7h30 da manhã e os atendimentos às 8h. A Defensoria Pública faz uma primeira triagem de cada caso e encaminha para os responsáveis por resolver a demanda jurídica. A expectativa é que centenas de pessoas sejam atendidas todos os dias, superando mil atendimentos ao fim da semana.

“O grande mote da Justiça Itinerante é chegar às pessoas de maior necessidade social e econômica, por isso que é um projeto tão exitoso e nós fizemos essa parceria para trazer esse serviço à população da zona Norte. A Defensoria está aqui fazendo uma triagem dos casos e encaminha para o Tribunal de Justiça, que vai dar os devidos encaminhamentos”, explica o diretor do Parque Lagoas do Norte, Jorgenei Moraes.

É um projeto que o TJ tem desde 2013 e que visa aproximar a Justiça da população. “Teremos vários atendimentos em diversos tipos de serviço, como exame de DNA, retificação de registro de nascimento ou de casamento, e também colocando o nome dos interessados para o casamento comunitário, que vai acontecer no dia 21 de junho, além de serviços oferecidos por parceiros, como o Sebrae e o INSS”, afirma o conciliador do Tribunal de Justiça do Piauí, Carlos Alberto Moura.

É recomendável que os interessados compareçam ao Parque Lagoas do Norte com os seus respectivos documentos de identificação, além de comprovante de residência e de renda. Entre os serviços oferecidos estão agendamentos para alistamento militar, emissão de carteira de trabalho e bolsa família, informações sobre aposentadoria e benefícios e atendimento do Procon Itinerante, além da homologação de Casamento Civil, reconhecimento de paternidade/exame de DNA através do Projeto Eu Tenho Pai; retificação de registro civil de nascimento, casamento e óbito; divórcio consensual, homologação de acordo de pensão alimentícia, restauração de assento de nascimento, reconhecimento e dissolução de união estável, suprimento/justificação de óbito, além de outras de natureza consensual.

“O serviço está sendo bem rápido e confortável, eu achei que fosse demorar mais tempo”, comentou Raimunda Nonata Rodrigues, que buscou o serviço para realizar um divórcio amigável.

PLN investe R$ 33 milhões em obras de reurbanização de lagoas da zona Norte

Durante o ano de 2019 o Programa Lagoas do Norte está concentrando os trabalhos nos projetos de requalificação urbana e ambiental das lagoas do São Joaquim e Oleiros e parte das lagoas do Mazerine e Piçarreira. Ao todo, serão investidos R$ 33 milhões em duas obras, financiadas pelo Banco Mundial.

36s projetos contemplam a revitalização das lagoas e suas margens, retirada do lixo, drenagem, limpeza da lâmina d’água e a implantação de parques lineares dotados de espaços para lazer e prática esportiva, possibilitando a preservação da fauna e da flora locais. “Vamos construir parques lineares urbanos na região da Nova Brasília e do São Joaquim, em parte do bairro Mafrense, que compreende as lagoas da Piçarreira e Oleiros. A Lagoa da Piçarreira é uma das mais belas da região e a população de Teresina desconhece. Ela tem uma lâmina d’água que permanece o ano inteiro e a nossa proposta é descobrir e apresentar essa lagoa para a cidade”, afirma Leonardo Madeira, diretor executivo do PLN.

A Lagoa dos Oleiros é a maior da região. Ela está situada nas proximidades do Parque Encontro dos Rios e, atualmente, não é possível ver o espelho d’água por conta da grande quantidade de vegetação que existe dentro dela. Ela está assoreada. O projeto prevê sua total revitalização.

Na Lagoa do Mazerine, até é possível ver a água. Porém, suas margens são depósito permanente de lixo, o que propicia o aparecimento de criadouro de mosquitos e outros insetos, contribuindo para o adoecimento da população que vive no entorno e o impedimento do uso total da rua que passa ao lado.

“Essas lagoas têm um papel e uma importância ambiental enorme para a região. Elas são abrigo de fauna e flora, contribuem para a condição microclimática e para a drenagem. É um sistema que precisa ser preservado por nós. Então, o que o Lagoas do Norte busca é colaborar para que o sistema de drenagem funcione, para que essas lagoas tenham uma qualidade melhor e para a preservação de todo esse ecossistema que existe na região, permitindo um uso sustentável por parte da população”, explica Leonardo Madeira.

Parque Lagoas do Norte recebe projeto Justiça Itinerante

O Parque Lagoas do Norte recebe durante a próxima semana o ônibus da Justiça Itinerante, projeto do Tribunal de Justiça do Piauí que levará diversos serviços, como orientação jurídica e expedição de documentos, gratuitamente para a população da região. O atendimento será disponível de segunda (25) a sexta-feira (29), das 8h às 17h.

Entre os serviços oferecidos estão agendamentos para alistamento militar, emissão de carteira de trabalho e bolsa família, informações sobre aposentadoria e benefícios e atendimento do Procon itinerante, além da homologação de Casamento Civil, reconhecimento de paternidade/exame de DNA através do Projeto Eu Tenho Pai; retificação de registro civil de nascimento, casamento e óbito; divórcio consensual, homologação de acordo de pensão alimentícia, restauração de assento de nascimento, reconhecimento e dissolução de união estável, suprimento/justificação de óbito, além de outras de natureza consensual.

“É um prazer para nós receber este projeto e garantir para a população atendida pelo Programa Lagoas do Norte o acesso a serviços tão importantes como esses, garantindo para estas pessoas a cidadania”, afirma o diretor do Parque Lagoas do Norte, Jorgenei Moraes.

“O Programa Lagoas do Norte, mesmo sendo mais focado nas questões ambientais e de drenagem, é multisetorial e busca aumentar a qualidade de vida da população daquela área em diversos setores, inclusive no acesso a serviços como esses”, afirma o secretário de planejamento e coordenação, José João Braga.

Prefeitura vai urbanizar mais quatro lagoas da zona Norte

O Programa Lagoas do Norte está analisando as propostas apresentadas pelas construtoras interessadas em executar as obras de requalificação urbana e ambiental da Lagoa do São Joaquim e parte das lagoas do Mazerine, Oleiros e Piçarreira. O projeto está orçado em torno de R$ 20 milhões.

Essas lagoas fazem parte de um complexo hídrico, que se comunicam devido à proximidade. Por conta disso, o projeto prevê intervenções de drenagem, interligações entre as lagoas, retirada do lixo e limpeza total da Lagoa do São Joaquim.

“Temos nessa região um sistema de vasos comunicantes. Isso significa que quando uma lagoa enche no período chuvoso, as águas transbordam para outra lagoa e, quando todas enchem, as águas seguem para a Lagoa dos Oleiros, que é a maior desse sistema. E lá já temos um robusto sistema que faz o bombeamento das águas excedentes para o rio. Agora, o programa entra numa fase de execução dos projetos elaborados após vários meses de estudos e planejamento, não só com a construção de obras que vão melhorar sobremaneira a condição ambiental e urbanística dessa área, mas também que vão garantir a segurança para as famílias”, afirma Leonardo Madeira, diretor executivo do Programa Lagoas do Norte.

Além disso, será feita a urbanização da área para que as pessoas possam frequentá-la e usufruir dos equipamentos públicos, com a criação de passeios, reforma do campo de futebol próximo ao Canal do São Joaquim, quiosques, playgrounds, academia popular, cobertura da quadra de esporte ao lado da UBS da Lagoa do Mazerine, construção de um prédio administrativo, plantio de mudas nativas e instalação de iluminação pública. As residências que vão permanecer também receberão melhorias, como a construção de muro nos fundos dos lotes.

Cerca de 200 edificações no entorno das lagoas estão situadas em uma quota de segurança abaixo do recomendado e, por isso, não oferecem condições de habitabilidade. A equipe do PLN já realizou visitas a essas unidades, reuniões coletivas e individuais com as famílias e a maioria dos processos de negociação já está em andamento.

Neste momento, o processo de licitação está em fase de análise das propostas. Ao final do prazo para análise, a empresa vencedora no processo será chamada para assinatura do contrato e início das obras.

 

Mais projetos

Essa obra está inserida na segunda fase do programa, assim como o projeto que prevê ainda a requalificação urbana e ambiental do trecho da Rua Manoel Aguiar, localizado entre as ruas Raimundo Pereira Carvalho e Roland Jacob, e parte da Lagoa dos Oleiros.

Um outro projeto também fará a requalificação total das margens da Lagoa dos Oleiros, com intervenções de drenagem, limpeza, instalação de pista de caminhada, academia popular, espaços para prática esportiva, quiosques e ciclofaixa. Além disso, outra obra está sendo estudada para a região da Avenida Boa Esperança, com reforço na estrutura do dique do Parnaíba para garantir a segurança da população de toda a zona Norte da cidade.

 

 

Programa Lagoas do Norte faz monitoramento da violência em escolas

Um dos trabalhados realizados pelo Programa Lagoas do Norte é contribuir para que as famílias que residem na sua área de abrangência possam ver, a cada dia, a violência mais distante de suas realidades. E as escolas da região, ambiente importante nesse contexto, tem recebido ações de monitoramento. Uma parceria com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas trouxe especialistas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flasco) para a realização de estudo e capacitação de profissionais.

 

As ações estão acontecendo em 11 escolas da área e inseridas no contexto do programa Vila Bairro Segurança, com os projetos “Educando para prevenir” e “Paz na escola”. As especialistas Miriam Abramovay, Ana Paula da Silva e Eleonora Figueiredo estão, desde o ano passado, desenvolvendo o projeto para sensibilizar os gestores, professores e a Guarda Civil Municipal sobre a questão. A equipe está elaborando um diagnóstico e planejando ações pontuais em cada unidade de ensino, além de um projeto geral para ser debatido e implementado junto aos alunos.

 

A intenção desse projeto é minimizar a ocorrência de violência nas escolas, melhorar o relacionamento entre os alunos, professores e gestores das unidades, diminuir os índices de evasão, repetência e abandono. Uma das estratégias é envolver esses agentes no planejamento e execução das ações.

 

“O Programa Lagoas do Norte vem desenvolvendo ações de enfrentamento à violência na região dos 13 bairros em que está inserido. Agora, nessa segunda fase do programa, contratamos a consultoria do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para construir esse diagnóstico das escolas que servirá como base para a proposição de intervenções em cada uma das escolas. O objetivo principal é reduzir todas as formas de violências no ambiente escolar, propiciando que essas crianças e adolescentes desenvolvam suas habilidades e possam se tornar adultos com uma compreensão mais ampla de vida”, afirma Márcio Sampaio, diretor do Lagoas do Norte.

 

Já na sua segunda etapa, esse projeto está promovendo uma capacitação em Convivência Escolar e Metodologia de Intervenção. Nessa fase, grupos de servidores foram divididos e foram às escolas para a coleta de informações, a partir de entrevistas com alunos, professores e diretores, além de observações do ambiente escolar. Os resultados apresentados indicam, entre os alunos, a existência de casos de bullying, automutilação, agressão física e depressão.

 

“Pudemos constatar que as escolas têm muito boa infraestrutura, são bem cuidadas, de primeiro mundo, fora do contexto brasileiro. Percebemos também que os diretores estão interessados. Então, nossa ideia é um projeto de convivência escolar porque sabemos que a violência se dá no cotidiano e através das relações sociais”, comenta Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Juventude e Políticas Públicas da Flasco e doutoranda na École Doctorale EPIC – Education Psychologie Information et Communication – Université Lumiere Lyon 2, França.

 

Ela explica que, a partir desse diagnóstico das escolas, será proposta uma intervenção específica para cada unidade de ensino. “Pode ser que numa escola seja necessário que se coloquem monitores na hora do recreio para coordenar atividades com os alunos, evitando que eles brinquem de forma violenta, por exemplo”.

 

Investimentos vão além das obras

Já em sua segunda fase de execução, o Programa Lagoas do Norte vem realizando projetos não apenas na área de infraestrutura, mas também em educação, assistência social, modernização da gestão pública e diversas outras áreas. O objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem na sua região de abrangência.

 

Além dessa intervenção para melhoria do ambiente escolar, o Programa Lagoas do Norte fez a reforma da Casa Punaré. O espaço, situado no bairro Parque Alvorada, e coordenado pela Semcaspi recebe adolescentes do sexo masculino que estão em situação de vulnerabilidade e violência. Lá, eles são atendidos por uma equipe multidisciplinar e participam de monitorias nas áreas de esporte, arte e lazer. A reforma foi finalizada recentemente e o prédio recebeu novos espaços para o trabalho junto às crianças, como uma sala de escuta, biblioteca e banheiros adaptados. A obra custou R$ 469.427,57.

 

Também pensando na empregabilidade de homens e mulheres que vivem na região, o Programa Lagoas do Norte estabeleceu uma parceria com a Fundação Wall Ferraz e está ofertando dois cursos de capacitação na área da construção civil: pintor de obra e aplicador de revestimento cerâmico. São 50 vagas, sendo 25 para cada curso, destinadas a homens e mulheres que residem na área de abrangência do programa. Os cursos têm o objetivo de capacitar essas pessoas para que elas trabalhem em obras que estejam sendo realizadas na própria região onde vivem.

 

Os (as) interessados (as) precisam ter pelo menos 18 anos, ensino fundamental incompleto, residir nos 13 bairros compreendidos pelo PLN e estar desempregado. No ato da inscrição, é necessário que o candidato apresente a cópia da carteira de trabalho e comprovante de que reside nos bairros atendidos pelo Lagoas do Norte (Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim).

 

O curso de pintor de obras terá um total de 80 horas/aula e acontecerá no prédio da administração do Parque Lagoas do Norte. Já o curso de aplicador de revestimento cerâmico será ministrado no Centro de Capacitação do bairro Parque Alvorada e totalizará 140 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas nos próprios locais das aulas até o dia 11 de março.