Urgências e emergências fazem plantão no feriado

As urgências e emergências dos hospitais públicos municipais de Teresina funcionarão normalmente no feriado de Corpus Christi, mas os serviços não essenciais funcionam até hoje (19 de junho) e voltam normalmente na segunda-feira (24).

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por serem serviços de urgência e emergência, estarão em funcionamento normal. Já as maternidades da rede municipal funcionarão normalmente somente para internações. O setor de exames laboratoriais funcionam em regime de plantão no horário das 7 às 19 horas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) funciona normalmente com médicos reguladores, operadores de rádio e telefonistas auxiliares de regulação médica durante todo o feriado. E a equipe do Centro de Zoonoses estará de plantão para recolhimentos de cães, gatos e atendimentos clínicos, bem como para administração de vacinas como a da raiva.

Por conta do feriado, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), salas de vacina e a parte ambulatorial dos hospitais (marcação de consultas e exames) só voltam a funcionar na segunda-feira (24). O Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo, por fazer parte da rede de atendimentos ambulatoriais, só funciona até esta quarta-feira, e volta a atender normalmente no dia 24 de junho.

A área administrativa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) também funciona até esta quarta-feira e volta com expediente normal na segunda-feira (24).

Teresina adere ao programa Crescer Saudável para enfrentar obesidade infantil

Ascom FMS

O município de Teresina aderiu ao Programa Crescer Saudável, iniciativa do Ministério da Saúde para o enfrentamento da obesidade infantil no país. A partir de agora, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) irá realizar uma série de ações, como a avaliação nutricional de crianças de 0 a 10 anos em 190 escolas municipais e encaminhamento daquelas acima do peso para assistência por nutricionista na rede pública de saúde.

As metas do Programa Crescer Saudável envolvem a prevenção, o controle e o tratamento da obesidade infantil de alunos de escolas públicas municipais que fazem parte do Programa Saúde na Escola. “Para tanto, iremos realizar ações de vigilância nutricional e incentivar a prática de exercício físico e de dieta balanceada, além de ofertar cuidados às crianças que apresentem obesidade”, ressalta a nutricionista da FMS, Theonas Gomes.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, o grupo de trabalho do Programa Saúde na Escola, que conta com a participação da Fundação Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) e Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), está implementando o cronograma para garantir o funcionamento do Programa Crescer Saudável a partir do mês de agosto de 2019.

A obesidade infantil ocorre quando o peso da criança atinge parâmetros superiores ao recomendado para a sua idade e altura. “Nestes casos, se a pessoa não fizer tratamento, os quilos extras podem gerar doenças sérias, como colesterol alto, hipertensão e diabetes. Há registro também de que o excesso de peso nessa faixa etária cause baixa autoestima e interfere nas relações sociais”, informa Theonas Gomes.

A nutricionista dá dicas de como os pais podem agir para prevenir a obesidade infantil de seus filhos. “Os pais e responsáveis devem evitar colocar no cardápio das crianças alimentos como macarrão instantâneo com tempero forte, sucos artificiais, refrigerantes, enlatados, linguiças industrializadas, petiscos e guloseimas ricas em açúcar, gordura e sódio. É fundamental que a criança mantenha hábitos de vida saudáveis, como a prática de atividade física, uma boa noite de sono e alimentação o mais natural possível”, finaliza.

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), no ano de 2018, em Teresina, aproximadamente 3 a cada 10 crianças ( 29%) com idade entre 0 a 5 anos  apresentam excesso de peso. Além disso, crianças com sobrepeso têm 55% de chance de se tornarem adolescentes obesos e 80% de chance de serem adultos obesos, além de serem mais propensas a desenvolver doenças crônicas não transmissíveis em idade mais jovem do que as que não têm excesso de peso.

 

HUT atendeu mais de duas mil pessoas vítimas de queda este ano

De janeiro a maio deste ano o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realizou 2.506 atendimentos de pessoas vítimas de queda. Dentre os tipos de quedas, está em primeiro lugar, a queda do mesmo nível com 1.645 atendimentos, ou seja, 65% desse total de atendimento.

Queda do mesmo nível é quando o paciente cai sem que haja elevação do nível do solo. As consequências da queda dependem, essencialmente, da forma como ocorre o impacto no solo e da parte do corpo que sofre a lesão. O médico ortopedista do HUT, Dr. André Leal, especialista em cirurgia de mão, explica que os idosos, em especial as mulheres são mais vulneráveis a sofrerem queda.

“As mulheres por conta da menopausa ocorre uma queda na produção de hormônios. Isso impede que o cálcio seja absorvido pelos ossos ocasionando a osteoporose. Isso acontece também com os homens, porém com menos intensidade”, explicou o ortopedista.

Quando relacionado pela faixa etária, os idosos com idade acima de 60 anos aparecem em primeiro lugar com 556 atendimentos, em segundo vem as vítimas entre 41 e 60 anos com 334 atendimentos e em terceiro pacientes entre 19 a 40 anos com 295 atendimentos. Além disso, temos os jovens com idade entre 11 e 18 anos com 184 atendimentos e crianças com idade entre zero e dez anos com 276 atendimentos.

Clara Leal, diretora geral do HUT, preocupada com esse grande número de casos de quedas com idosos, dá algumas dicas de como prevenir acidentes. “É necessário fazer uma ergonomia melhor na casa, adaptações que propiciem uma melhor locomoção para o idoso, por exemplo, tapetes, banheiros com suporte de sustentações, interruptores próximo a cama são fatores que podem evitar um acidente”, disse a diretora.

Francisca Rodrigues, 71 anos, por conta de uma queda está internada no HUT há 16 dias. “Eu estava sentada e quando fui levantar senti uma forte tontura. Não consegui me segurar e acabei caindo no chão. Na queda fraturei o fêmur. Fiz cirurgia e já estou me recuperando”, explicou a paciente.

Com relação aos outros tipos de queda o HUT atendeu esse ano 417 vítimas de queda de outras alturas, 128 de leito, 103 de escada e 76 atendimentos de outras formas de quedas. Em 2018, o HUT atendeu 6.370 vítimas de queda, a principal causa foi queda do mesmo nível com 4.189, em seguida 952 outras alturas, leito foram 377, objeto sobre a pessoa 339, escada 271 e 242 outros tipos de quedas.