UBS Adelino Matos realiza Semana da Gestante

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Adenilo Matos, localizada na zona norte da cidade, está realizando a Semana da Gestante. Com dinâmicas, rodas de conversa, lanches e distribuição de brindes, o objetivo é aumentar o vínculo da gestante com a UBS e com a maternidade de referência, acolhê-las e trazer toda a equipe para ajudar tanto as gestante quanto as familiares.

“Estamos abordando temas como direito das gestantes, saúde bucal, gravidez, pós-parto, importância do pré-natal, trabalho de parto, puerpério e amamentação”, explica Jaqueline Gomes, coordenadora da UBS.

A Unidade segue o protocolo de acompanhamento das gestantes de acordo com sua classificação de risco: o pré-natal nos casos de baixo e médio risco é feito exclusivamente na unidade, com médico e enfermeiro, enquanto os casos de alto risco são acompanhados pela UBS em parceria com a Maternidade Evangelina Rosa.

Quando a mulher suspeita da gravidez basta procurar a equipe Estratégia Saúde da Família, que vai solicitar os exames e fazer os encaminhamentos necessários, em um trabalho integrado entre médico, enfermeiro e odontólogo.

 

UPA do Promorar presta quase 40 mil atendimentos médicos de urgência e emergência

Ascom FMS

Os casos de urgência e emergência em Teresina têm sua resolutividade garantida graças às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), serviços intermediários entre as Unidades Básicas de Saúde e os Hospitais. Na zona Sul, a população conta com a UPA do bairro Promorar, que somente no primeiro trimestre de 2019 prestou quase 40 mil atendimentos médicos.

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e sem necessidade de agendamento prévio. Elas são responsáveis por prestar atendimento de média complexidade, como vítimas de acidentes e problemas cardíacos e contribuem para desafogar as urgências dos hospitais do SUS e reduzir o tempo de espera por atendimento. “Nos plantões diurnos a UPA do Promorar conta com três médicos clínicos, dois pediatras e um cirurgião, além de um médico de plantão e uma equipe de enfermagem na sala vermelha, onde estão os pacientes mais graves”, informa o diretor Danilo Soares.

Nos meses de janeiro, fevereiro e março desde ano a unidade realizou 39.094 atendimentos médicos, sendo 24.463 atendimentos clínicos, 10.771 na área de pediatria e 3.860 atendimentos cirúrgicos. Este número supera o de 2018, que no mesmo período contou com um total de 35.184 atendimentos médicos, sendo 22.817 na área clínica, 8.575 na área pediátrica e 3.792 na área cirúrgica. “Pudemos observar um aumento nos atendimentos pediátricos, que acontecem devido à sazonalidade, o aumento em doenças comuns nesta época do ano”, explica o diretor.

“As UPAs trabalham com o sistema de classificação de risco, em que o paciente não é atendido por ordem de chegada e sim de acordo com a gravidade do problema, em casos que são identificados por cores. Ou seja, dependendo da cor eles se tornam prioridade ou não”, explica Danilo Soares. No primeiro trimestre de 2019 o maior número de atendimentos foram os do tipo verde, considerados pouco urgentes, com 26.485 atendimentos. As maiores queixas dos pacientes foram de sintomas como febre, dor abdominal, dor de cabeça e vômitos.

Os casos de emergência são os de cor vermelha, que são internados em uma sala especial com sete leitos. Os casos de cor amarela, que requerem atendimento médico de urgência, são internados em uma sala que conta com oito leitos adultos e sete pediátricos. Na ala pediátrica da sala amarela está Ana Luísa, de 10 anos. Sua mãe, Samara Gomes, conta que ela está com uma infecção na perna (celulite) e por isso está em observação e tratamento, para melhora ou regulação para outro hospital dependendo de sua evolução. “Desde que chegamos temos sido bem atendidas aqui. A gente recebe todo dia a visita do médico e os enfermeiros estão sempre monitorando. Ela melhorou bastante desde o dia que chegou”, avalia a mãe, que reside na zona Sul e utiliza os serviços da UPA pela segunda vez.

O sistema de cores auxilia na resolutividade das UPAs e a avaliação para classificação é a primeira coisa a ser feita quando um paciente chega e recebe socorro. Após a estabilização, o paciente deve ser transferido pela regulação do SUS para os hospitais do município para dar continuidade no tratamento ou recebe alta e volta posteriormente para reavaliação e verificação da resposta à medicação, que pode ser administrada em casa.

A UPA realiza ainda procedimentos como medição de pressão arterial, raio x, exames laboratoriais, suturas, curativos, administração de medicação, inalação e atendimento de urgência odontológico. No primeiro trimestre de 2019, foi realizado um total de 111.257 procedimentos, sendo que aquele com maior número é administração de medicamento, executada 37.216 vezes.

 

Rede de Saúde notifica quase 600 tentativas de suicídio e automutilações

Os serviços de saúde de Teresina notificaram, somente em 2018, o total de 583 casos de violências autoprovocadas, correspondendo a 97,43% tentativas de suicídio e 2,57% automutilações. O dado foi divulgado nesta semana pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que dispõe de rede extensa de assistência à saúde mental.

Entre os casos registrados, 79% dos pacientes eram do sexo feminino e 21% masculino. O levantamento da FMS abrangeu o estudo da faixa etária mais vulnerável às automutilações e tentativas de suicídio na capital piauiense: 39,62% tinha idade compreendida entre 20 e 34 anos; seguido por 24,70% entre 15 e 19 anos e 24,19% com 35 a 49 anos de idade. Já a notificação dessas violências envolvendo pessoas com 10 a 14 anos correspondeu a 6,17%; 3,95%; com 50 a 64 anos e apenas 0,69% com idade inferior a 10 anos e superior a 65 anos.

Quem faz parte desses números é a estudante Diuliene Santos, de 33 anos, que procurou ajuda no CAPs. Diagnosticada com o transtorno de personalidade, ela apresentava como sintoma a automutilação. “Fui sozinha ao Centro. Tem pessoas que acham que a automutilação é modinha, mas é doença séria, que tem que ser tratada como tal. Foi difícil, mas venci com a ajuda de profissionais que me auxiliaram em todos os minutos”, relembra.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, Teresina vem cumprindo a Lei Federal 13.819/2019 que instituiu no Brasil a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. “A nova legislação chama atenção para o problema e estimula a notificação dos casos  pelos serviços de saúde. “Também contribui para garantia da assistência adequada, instiga a rede de saúde a organizar mecanismos de prevenção e une vários órgãos, como saúde, educação, imprensa e política para sensibilizar a população sobre o tema”, observa.

O médico psiquiatra da FMS, Francisco de Brito, explica que, em caso de automutilação, tentativa de suicídio ou qualquer outro transtorno psíquico, a conduta dos responsáveis deve ser acolhedora e não julgadora. “Não se deve punir, brigar ou colocar a criança ou adolescente que apresenta esses sintomas de castigo. É preciso compreender, conversar, procurar atendimento na rede de saúde mental. É fundamental uma consulta psiquiátrica para avaliar diagnóstico e iniciar tratamentos”, alerta.

Conheça a rede de saúde mental de Teresina

A rede de saúde mental mantida pela Prefeitura de Teresina é extensa. São 90 Unidades Básicas de Saúde, que podem tratar transtornos mentais leves e, se constatada a necessidade, fazem o encaminhamento do paciente para psicólogo ou psiquiatra. A cidade conta ainda com sete CAPSs, que acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, além do Provida, ambulatório voltado especificamente para aqueles que tentaram suicídio.

Nos casos de urgências psiquiátricas, a exemplo de tentativa de suicídio, a população pode acionar a ambulância do SAMU ou ir por meios próprios para o hospital Areolino de Abreu, unidade que tem psiquiatras 24 horas e é referência para atender casos de urgência psiquiátrica, sem comprometimentos clínicos. Se houver comprometimentos clínicos, a exemplo de um corte profundo, é preciso ir primeiramente para os hospitais de bairro da cidade.