Em pesquisa inédita, 89% das gestantes de Teresina afirmam que calor impacta sua saúde física

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, divulgou, nesta quarta-feira (18), os resultados da pesquisa inédita “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada em parceria com o Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas. Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa, sendo que 66% sente desconforto frequente por conta do calor e 44% disse que enfrenta uma intensidade extremamente alta de calor.

Os dados foram apresentados pela líder da pesquisa, Elisa Carvalho, e pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. A solenidade foi comandada pelo secretário de Planejamento e Coordenação, João Henrique Sousa.

“Temos dados significativos que nos indicam a necessidade de formatação de políticas públicas para o atendimento dessas mulheres. Em sua maioria, são mulheres pretas e pardas, que permanecem em casa o dia todo e se locomovem a pé pela cidade. Nesse trabalho pudemos compreender a necessidade de mudanças estruturais nos serviços de saúde, mudanças de comportamento e, especialmente, a necessidade de nos unirmos nesse trabalho”, afirmou Leonardo Madeira.

Ao todo, 89% das entrevistadas declara que o calor impacta sua saúde física, com 82,24% afirmando que tem piorado os sintomas de cansaço ou fadiga e para 50,61% aumentou a dificuldade de respirar. Elas relataram ainda que percebem que o calor afeta seus bebês: entre as que notaram o bebê mais agitado, apresentaram como sintomas físicos o cansaço (92%) e dificuldade de respirar (63%). E, de forma espontânea, elas manifestaram os sintomas relacionados ao calor que as levaram a procurar o médico: assaduras no corpo, falta de ar, dermatite, coceira, mal estar, dor de cabeça, insônia, confusão mental, enxaqueca, pressão baixa, sangramento no nariz e piora na ansiedade.

Ainda sobre sintomas físicos, 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico durante a gravidez e 75% acreditam que os sintomas foram agravados pelo calor.

Quando perguntadas se estavam seguindo alguma orientação médica específica para lidar com o calor, 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde, 25% não buscou orientações e 12% afirmou que estava seguindo as orientações. Porém, ao responderem sobre quais seriam essas orientações passadas, 90% afirmou que seria beber água e 15% tomar mais banhos. No total, 68% avaliam que bebem pelo menos 2,5 litros de água diariamente. Além disso, 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação.

O questionário também avaliou o impacto emocional do calor nas gestantes. Do total de entrevistadas, 61% afirmou que sente de forma significativa esse impacto.

Para Elisa Carvalho, a pesquisa evidenciou que as mulheres sentem falta de informação, de um cuidado mais específico por parte dos profissionais de saúde e orientação. “Fomos muito felizes em aplicar um questionário que permitiu que essas mulheres pudessem manifestar o que estavam sentindo e passando no seu cotidiano e o que percebemos com isso é que elas precisam é de informação, de orientações mais direcionadas às formas de mitigar o calor extremo, de se sentirem mais confortáveis em casa e minimizar os sintomas”, explicou.

Perfil geral

84% das mulheres são pardas e pretas, com média de idade de 27 anos, 60% se locomovem a pé para as consultas e 53% se locomovem a pé no dia a dia.

Entre as que estão no grupo de 15% que declararam ter problema de saúde antes da gravidez, 34% apontaram a hipertensão, 18% o diabetes e 18% a anemia.

Para amenizar o calor

Sobre as medidas que adotam contra o calor extremo, 81% delas disseram que buscam um local fresco, 20% ficam no quarto com ar-condicionado e 20% ficam no quintal ou áreas cobertas da casa. Por outro lado, 70% afirmam que não frequentam parques ou praças, sendo que 34% afirmam que não gostam desses ambientes, 20% não tem acesso e 18% não se sentem seguras em parques e praças.

79% usam roupas específicas para lidar com o calor, como vestidos e shorts. 69% não consideram suas residências adaptadas ao calor extremo.

Falta informação

Do total de entrevistadas, 84% sentem que não tem acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez e 15% disseram que tem acesso. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas UBSs.

Calor e preocupação

As gestantes relataram de forma espontânea também a preocupações sobre o impacto do calor na sua saúde: piorar a falta de ar e evoluir para algo mais grave, gatilho de ansiedade, insolação, ter um AVC, medo de eclâmpsia, passar mal, desmaio, medo do parto prematuro, infarto, tontura, agravar o emocional, pensamentos agoniantes, medo da depressão subir muito e colocar a vida dela e do filho em risco.

Caráter inédito

Teresina é uma das poucas cidades do planeta a pesquisar cientificamente, com equipes em campo, como o calor extremo tem afetado sua população de mulheres gestantes. Ao propor o tema “O impacto do calor extremo e altas temperaturas no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina” no desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus” do Fundo de Populações das Nações Unidas, a Agenda Teresina 2030 foi uma das seis selecionadas no mundo e premiada com recurso que financiou a realização desta pesquisa.

Teresina inicia planejamento para implementar programa de pagamento por serviços ambientais

Teresina foi a única cidade brasileira a vencer um desafio proposto pelo Programa UrbanShift e pelo C40 Cities. Como resultado, a capital receberá uma consultoria técnica especializada para a elaboração de um projeto que visa implementar um programa voltado ao incentivo e à promoção de serviços ambientais na cidade. A participação no desafio foi viabilizada pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.

O programa prevê pagamento para instituições, organizações sociais, cooperativas e pessoas físicas que realizarem serviços ambientais, como arborização urbana e coleta de resíduos sólidos, entre outras iniciativas que contribuam para a preservação ambiental.

“Essa premiação é extremamente importante para nós, pois permitirá o desenvolvimento de uma política pública essencial, que é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Essa prática já tem mostrado bons resultados em grandes centros urbanos. Teresina dará um passo significativo ao estruturar essa política, incentivando cada vez mais a sociedade a participar de ações ambientais. Esses pagamentos representam um mecanismo importante para a preservação do meio ambiente e a valorização de pessoas que se dedicam a isso em suas comunidades”, explica o coordenador da Agenda Teresina 2030.

O C40 Cities é uma organização internacional que promove ações e projetos de adaptação climática em diversos países, em parceria com instituições públicas e privadas. Em Teresina, a Agenda Teresina 2030 tem trabalhado em conjunto com o C40, desenvolvendo iniciativas voltadas à adaptação da cidade frente aos desafios da crise climática.

Teresina recebe consultoria para planejar sistema de eletromobilidade do transporte público

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e a Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans) firmaram parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH – Cooperação Alemã no Brasil, para receber assistência técnica na implantação de projetos de eletromobilidade no transporte público urbano. Esse acordo marca um passo importante para modernizar e tornar mais sustentável a mobilidade urbana da capital piauiense.

A cidade de Teresina foi contemplada no edital de mobilidade sustentável do Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – do governo federal. A Agenda Teresina 2030 ficará responsável pelo planejamento desse modal, com o suporte técnico da GIZ.

A cooperação terá início ainda em dezembro, com a visita de técnicos da GIZ a Teresina. Durante essa missão, será definido um cronograma de atividades com metas para os meses de janeiro e fevereiro. Além disso, serão realizadas inspeções nos locais destinados à instalação dos eletromodais, visitas ao Centro de Comando Operacional e reuniões com as equipes técnicas da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

“Essa iniciativa é um primeiro passo para que Teresina possa planejar uma transição no modelo do transporte público, pensando no futuro e na sustentabilidade ambiental”, destacou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A emissão de gases do efeito estufa pelo setor do transporte é o principal fator de contribuição da capital para as mudanças climáticas. Esses dados foram confirmados pelo estudo realizado durante a elaboração do Plano de Ação Climática. Por isso, é fundamental que a cidade tenha um planejamento para que possa fortalecer seu transporte público coletivo, com foco em sustentabilidade.

Agenda Teresina 2030 e ONU promovem evento para discutir justiça climática na capital

As populações mais vulnerabilizadas em virtude da mudança do clima serão o foco do I Fórum de Justiça Climática de Teresina, evento organizado pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). O fórum vai abordar os diversos aspectos e impactos dos eventos climáticos extremos nas populações de idosos, gestantes, crianças, trabalhadores e mulheres.

Em sua programação, o I Fórum de Justiça Climática de Teresina terá a participação de especialistas locais e também do UNFPA/ONU, com uma palestra magna e mesas redondas para aprofundar as discussões.

“Esse evento é o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Comissão de Justiça Climática de Teresina (COMJUCA). É uma oportunidade para chamarmos a atenção da sociedade, de um modo geral, para a situação dessas populações mais vulneráveis ao calor extremo, à intensa radiação solar, às consequências das chuvas torrenciais, à falta de acesso a saneamento básico e soluções de adaptação a esse contexto de mudanças climáticas”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Nesse cenário de desigualdade intensamente vinculado às condições impostas pela emergência climática, Teresina tem grupos de populações vulnerabilizadas e impactadas pelos eventos extremos, que se tornam cada vez mais constantes. A capital piauiense foi a décima no Brasil a construir o seu Plano de Ação Climática, documento que traz um diagnóstico da emissão de gases do efeito estufa e suas consequências, um amplo estudo de vulnerabilidades da cidade, bem como os fenômenos extremos que já se manifestam no clima, na biodiversidade, nas pessoas e nas estruturas públicas e traz ainda os prognósticos para o futuro. Não apenas o calor já costumeiro, mas chuvas, ilhas de calor, deslizamentos, inundações, enxurradas e queimadas vêm se intensificando e afetando sobremaneira a vida de grupos sociais de forma mais intensa e indistinta.

A partir desse plano, criou-se um ecossistema de discussão acerca dos dados e a busca por integrar esforços, instituições, poder público, universidades, especialistas e população em geral para que a cidade conquiste resiliência e consiga se adaptar à nova realidade. A Agenda Teresina 2030, então, propôs e a Prefeitura Municipal de Teresina instituiu, em abril deste ano, a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA, um importante instrumento de intercessão nas discussões para atendimento dessa população mais vulnerabilizada frente à crise do clima.

O I Fórum de Justiça Climática de Teresina tem a participação efetiva dos membros do COMJUCA na formatação das mesas redondas e na condução das discussões. O evento será realizado no dia 28/11, no Sesc Cajuína. As inscrições serão abertas e podem ser realizadas através do link https://www.even3.com.br/forum_de_justica_climatica_de_teresina/

 

Prefeitura de Teresina prepara inauguração do Museu da Imagem e Som “Torquato Neto”

Nesta segunda-feira (18), a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), promoveu uma reunião para iniciar os preparativos da inauguração do Museu da Imagem e do Som (MIS), Poeta Torquato Neto. O encontro foi coordenado pelo secretário municipal de Planejamento, João Henrique Sousa, a equipe técnica da Semplan e do cerimonial da Prefeitura, bem como o coordenador geral do Museu, o artista visual e fotógrafo Antônio Quaresma. A inauguração do MIS está prevista para o dia 20 de dezembro.

“É uma alegria muito grande presenciarmos um feito desta magnitude. O poeta Torquato Neto tem uma expressão regional e nacional muito grande e a gestão do Prefeito Dr Pessoa entregará este verdadeiro complexo de cultura para o município. É uma realização estar a frente de um trabalho como este. Temos uma verdadeira equipe engajada neste evento e certamente será um sucesso”, explicou João Henrique Sousa.

Por meio de recursos do Banco do Brasil, a Prefeitura de Teresina investiu cerca de R$ 8 milhões para a construção do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com o objetivo de promover a cultura para a população e ser um polo para a educação e a arte teresinense, além do espaço dedicado a Torquato Neto, o museu contará com uma pinacoteca, salas especiais para edição de vídeo, gravação de som, revisão de filmes e digitalização de fotografias. O MIS também terá biblioteca, restaurante, auditório, lojas, cafeteria e salão externo.

Localizado no centro da capital, no cruzamento da Rua Climatizada com a Rua Barroso, o MIS está sediado no antigo prédio da Câmara Municipal de Teresina. A construção do museu ocorreu em duas etapas. A primeira fase foi de restauração, modernização e ampliação da infraestrutura do prédio. Já a segunda etapa, em andamento, corresponde as instalações finais e questões relacionadas à museologia.

O nome do MIS é uma homenagem ao poeta, compositor e artista teresinense Torquato Neto, um dos principais nomes do movimento cultural brasileiro Tropicália e da arte do estado. No final de 2023, as obras de “Anjo Torto”, como era conhecido Torquato, foram reconhecidas como patrimônio imaterial do Brasil, por meio da Lei nº 14.742, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e sancionada pelo governo em 1º de dezembro de 2023.

Visita técnica

No último sábado (16), o Prefeito de Teresina, Doutor Pessoa, visitou as instalações físicas do Museu da Imagem e Som. Acompanhado do secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, do superintendente executivo da SAAD Centro, José Alberto, da chefe do cerimonial, Sibene Lustosa, pode verificar os espaços que serão utilizados para o acervo do poeta Torquato Neto.

Teresina está inserida em plataforma que mede impacto de ação climática de governos e empresas no mundo todo

A cidade de Teresina está inscrita na plataforma CDP (Carbon Disclosure Projet) Iclei Track, que mede impacto de ações climáticas idealizada no mundo todo. O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que mobiliza investidores, companhias e governos com o objetivo de construir e acelerar ações colaborativas para promoção do desenvolvimento sustentável. A plataforma mede, anualmente, o desempenho dos entes inscritos e isso permite a construção de políticas públicas mais assertivas.

A iniciativa é da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e o objetivo é concectar a capital piauiense com outras instituições ao redor do mundo que possam contribuir com projetos, obras e ações da Prefeitura de Teresina com foco em resiliência, adaptação climática, promoção da biodiversidade e ampliação da abrangência dos ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) na gestão pública.

A plataforma é o principal instrumento de relatórios climáticos do mundo e mecanismo de responsabilização de progresso para governos locais e suas cidades. O objetivo é ajudar gestões a entender seu impacto, além de apoiar tomada de medidas ambientalmente responsáveis. Em 2023, mais de 1.100 cidades relataram mais de 8.000 ações de sustentabilidade urbana, como eficiência energética e aumento de espaços verdes.

“A base de dados gerada pelo CDP permitirá que a Prefeitura de Teresina tenha elementos técnicos e informações que possam alicerçar a construção de ações, de intervenções com obras e dinâmicas públicas com foco na resiliência. Teresina vive, assim como todo o país e o mundo, os impactos diretos dos eventos extremos. A população e as gestões públicas são diretamente afetadas e nós precisamos mapear esses impactos e nos conectarmos a oportunidades de investimentos, elaboração de projetos e união com parceiros para enfrentarmos esses desafios”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Sobre o CDP

O Carbon Disclosure Projet interliga governos, empresas, investidores e cidades na construção de uma economia verdadeiramente sustentável. A instituição promove a mensuração de dados com foco na redução das emissões de gases do efeito estufa e a restauração da biodiversidade.

A plataforma gera relatórios anuais transparentes de informações climáticas, que são considerados uma prática recomendada global. Esses dados são utilizados por entidades como as Nações Unidas, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial, para informar políticas climáticas e iniciativas que ajudam a construir um planeta e uma economia sustentáveis.

Prefeito Dr. Pessoa visita obras que contemplam os bairros Nova Brasília e São Joaquim

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, visitou, nesta manhã de quarta-feira (23), as obras que estão em andamento através do Viver+Teresina, programa de investimentos com foco na adaptação da cidade aos efeitos da emergência climática, que contemplam os bairros Nova Brasília e São Joaquim, zona Norte.

Para Dr. Pessoa, o projeto é bastante ousado para ser concluído em 04 anos. “O que eu vejo, o que fizeram em tantos anos, nós fizemos em 04 anos, vocês viram de 2021 quando assumimos, alguém ficar mais alagado aqui? Não. Porque nós colocamos as bombas de drenagem para funcionar, fomos trabalhando junto com a justiça, hoje todas essas pessoas que morarão aqui, estarão com moradia própria, sem pagar um centavo, um dos locais que deslocamos algumas pessoas em situação de vulnerabilidade quando chovia ficavam na lama, para o Residencial Leonel Brizola, mais o objetivo social ampliado vai desde da educação, desde o esporte e lazer”, destacou.

A Lagoa da Piçarreira e Lagoa do São Joaquim, localizada na zona norte, serão urbanizadas com a construção de uma quadra poliesportiva com cobertura, quadra de areia e playground para as crianças. Já foi feita a drenagem na área. A obra tem orçamento previsto entre R$ 5 e 6 milhões.

De acordo com o diretor-geral do Viver+ Teresina, Bruno Quaresma, essa é mais uma obra sendo implementada na gestão de Dr. Pessoa. “Já entregamos duas outras completas na gestão. Essa aqui é a nossa cereja do bolo, é uma obra muito importante. A Lagoa do São Joaquim é uma lagoa que recebe água das outras lagoas e joga para Oleiros. Então quando chove internamente dentro da cidade, ela é como se fosse um meio de drenagem para jogar para fora por Rio Parnaíba. E aqui a gente pensou em grandes inovações sociais, esportivas para a população”

Segundo Bruno Quaresma, foi realizada uma estimulativa com todo mundo que mora em torno da lagoa. “Todos os equipamentos que estão aqui foram validados pela população. Aqui onde nós estamos pisando vai ser um centro de atletismo. Então no Norte tem aí grandes atletas. Então eles pediram um centro de treinamento de atletismo, que será bem aqui nesse local. Trabalhamos também com a primeira infância, fizemos brinquedos e equipamentos para a primeira infância. E o nosso objetivo aqui é trabalhar o mais rápido, focado para tentar entregar o máximo possível na gestão do Dr. Pessoa, que foi realmente uma cobrança que ele fez a nós, a entrega dessas obras que ficaram pendentes da época do Lagoas do Norte”, concluiu diretor-geral do Viver+ Teresina.

SEMPLAN recebe equipe de transição de governo e inicia entrega de documentos e reuniões técnicas

Um encontro entre as equipes de transição do governo, focado na garantia da continuidade dos serviços públicos ocorreu nesta quarta-feira (23), na Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), da Prefeitura de Teresina. O Secretário João Henrique Sousa recebeu os representantes José João Braga e Kleber Montezuma para uma reunião técnica com os secretários executivos do Planejamento.

Para João Henrique, a transição de governo segue sendo tranquila e todo o time estará à disposição para ceder as informações necessárias. “Estamos muito felizes por começar a receber essas visitas da equipe eleita. Reunimos os secretários executivos do Planejamento para iniciar algumas demandas e contribuir de forma totalitária neste período. Temos tido encontros muito tranquilos e cordiais e seguiremos neste propósito, conforme a orientação do prefeito Dr Pessoa”, conclui o secretário.

A reunião contou com a participação do Secretário Executivo de Captação de Recursos e Monitoramento, Ítalo Portela, do Secretário de Planejamento Estratégico e Gestão, Jivago Gonçalves, e do Secretário de Planejamento Urbano, Carlos Affonso.

“Ficamos gratos pela recepção e é uma felicidade para a cidade ter aqui uma equipe competente e que tem nos dado segurança e tranquilidade para recebermos as informações necessárias, os dados do município, de forma muito técnica e transparente. Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que a cidade precisa e seguiremos neste clima de tranquilidade”, disse Kleber Montezuma, ao lado de José João, representantes da equipe do governo eleito.

Primeira reunião entre as equipes de transição da Prefeitura de Teresina aconteceu nesta quinta-feira (17)

Encontro de equipes de transição da Prefeitura de Teresina (Fotos: Dantércio Cardoso/SEMCOM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Comissão de Transição de Governo, se reuniu, nesta manhã de quinta-feira (17), com a equipe da nova gestão para definir estratégias e articular as ações e projetos em andamento, de planejamento, finanças, saúde, educação, entre outras pastas importantes que compõem a administração pública municipal. A reunião aconteceu no Salão Nobre, do Palácio da Cidade.

O encontro das duas equipes foi presidido pelo secretário municipal de Planejamento, João Henrique, que está à frente da comissão da prefeitura. Segundo ele, a transição é um passo muito importante que visa a continuidade dos trabalhos para que os munícipes tenham menos impacto possível com a mudança de um governo para outro. “E pretendemos fazer uma transição tranquila e democrática pensando no melhor para nossa cidade”, declarou João Henrique.

O secretário municipal de Governo, Michel Saldanha, falou que, a partir deste momento de apresentação das equipes, eles estarão à disposição para as solicitações que venham a ser viabilizadas. “Nós temos sido muito enfáticos e orientados no sentido de viabilizar as informações que sejam necessárias e solicitadas para que esse processo aconteça da melhor forma possível. Sempre pensando no interesse público, sempre pensando na continuidade das ações da Prefeitura de Teresina para a sua população, que é o que realmente importa”, falou Saldanha.

O que é transição de governo?

Na transição de governo, o chefe do Poder Executivo em término de mandato passa informações ao candidato eleito sobre as ações, os projetos e os programas em andamento, visando dar continuidade à gestão pública. Deste modo, sugere-se que seja instalada uma equipe de transição. Tal comissão deverá ser constituída por representantes do governo em exercício, com indicação de seu respectivo coordenador de transição, podendo ser integrado por secretários de governo, especialmente, das áreas de finanças e jurídico.

Equipe do prefeito Dr. Pessoa:

João Henrique Sousa – SEMPLAN (coordenação);

Michel Saldanha – SEMGOV

Danilo Bezerra – SEMF

Ítalo Costa – FMS

Esdras Avelino – FMS

Ronney Lustosa – SEMA

Reinaldo Ximenes – SEMEC

Ricardo Martins – PGM

Socorro Bento – SEMCASPI

Kennedy Glauber – IPMT

Equipe do prefeito eleito Silvio Mendes:

– Jeová Barbosa de Carvalho Alencar (coordenador);

– Isaac Samuel Pereira de Meneses;

– Miguel Antonio de Oliveira Neto;

– João Eulálio de Pádua;

– Joel Rodrigues da Silva;

– Daniel Pereira da Silva Monteiro Rosa;

– José João de Magalhães Braga Júnior;

– Marcos Antônio Parente Elvas Coelho;

– Marco Antônio Ayres Corrêa Lima;

– Wilson Gomes Vieira.

Comissão de Justiça Climática discute diagnósticos estratégicos para políticas públicas em Teresina

A Comissão de Justiça Climática (COMJUCA), instituída de forma pioneira no Brasil pela Prefeitura de Teresina, realizou mais um encontro nesta quarta-feira (16). O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção da justiça climática na capital.

Na pauta da reunião, a equipe apresentou diagnósticos estratégicos para definição de ações e políticas públicas para públicos específicos, como crianças, idosos, pessoas em situação de rua, migrantes, grávidas e trabalhadores expostos. Dentre os dados apresentados, destacam-se os números relativos a situações de crianças expostas às altas temperaturas.

De acordo com a secretária executiva de Ensino da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Janaína Moura, o grupo desenvolveu uma pesquisa entre diretores(as),pedagogos(as),professores(as),famílias. “Foram mais de 550 pessoas que cederam informações muito importantes para a construção de um relatório inicial que nos revela muitos dados importantes. Podemos notar que 98% das pessoas entrevistadas entendem que o calor tem prejudicado o desenvolvimento e aprendizado das crianças. Então, através do COMJUCA nós poderemos atuar e minimizar os impactos na vida dessas pessoas”, explica.

Outro dado importante no levantamento com foco nas crianças do município de Teresina é de que 81% dos participantes da pesquisa entendem que o calor extremo tem prejudicado a frequência escolar desses alunos. Um dado relevante foi sobre as pessoas em situação de rua. De acordo com a equipe ligada a Assistência Social no município, existem mais de 1.000 pessoas nesta condição, vulneráveis à desidratação, queimaduras por incidência solar e doenças de pele, sobrecarga cardiovascular e outros prejuízos à saúde humana.

A Comissão Municipal de Justiça Climática pretende organizar um Fórum Municipal para apresentar de forma consolidada os dados coletados sobre os diversos grupos de atenção. De acordo com o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, o evento deve ocorrer no início do mês de Dezembro e reunir a população em geral, gestores públicos, instituições privadas e demais atores que podem colaborar com a Justiça Climática em Teresina.

“Hoje recebemos muitas informações importantes de alguns setores sensíveis da nossa sociedade. Alguns dados relativos às crianças da nossa cidade e também a pessoas em situação de rua. Com base nisso, iremos pautar o trabalho da Comissão para promover justiça climática nesses públicos. Por isso, começamos a conversar sobre a realização de um Fórum no mês de Dezembro para consolidar estes dados que iniciamos a coleta. São desigualdades que afetam de forma significativa a vida das pessoas e que, muitas vezes, pequenas ações podem melhorar a vida de cada uma e vamos juntos buscar este equilíbrio”, explicou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

A comissão é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de Produção Agrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.