Resiliência urbana: Viver+Teresina licita obra de drenagem que vai resolver problema de alagamento no Parque Alvorada

O Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, está licitando a contratação de uma empresa que fará a obra de drenagem que resolverá o problema de alagamento em alguns pontos do bairro Parque Alvorada, zona norte da capital. A obra está orçada em cerca de R$ 1 milhão, com recursos oriundos de financiamento do Banco do Brasil.

O Parque Alvorada tem um problema corriqueiro, anual, de inundações localizadas. Com a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, Teresina deverá receber um volume maior de chuvas nos próximos anos. E essa obra vai prevenir o agravamento dos alagamentos na região. Além desse efeito, as mudanças climáticas também estão provocando o aumento do período de B-R-O Bró.

“Estamos implementando projetos com foco em sustentabilidade para que Teresina se torne uma cidade mais resiliente, capaz de gerenciar seus problemas de infraestrutura de forma ambientalmente responsável. Nós temos o mapeamento desses problemas e estamos nos debruçando sobre ele”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

O projeto buscou atender às necessidades de se utilizar uma solução baseada na natureza. Por isso, além da construção de galerias, a água será drenada para a lagoa localizada no bairro Nova Brasília.

“Como a gente sabe, as mudanças climáticas têm provocado efeitos em todo o mundo e Teresina não é diferente. Existe a expectativa de que o volume de chuvas aumente consideravelmente. Então, essa obra faz parte de um planejamento do Viver+Teresina para impedir que vários pontos da cidade sofram ainda mais com esse problema no futuro”, afirma Renan Gomes, engenheiro do Viver+Teresina.

Agenda 2030 programa lançamento do Plano de Ação Climática de Teresina

Teresina ganhará um plano que institui as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas e seus efeitos. O Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan. O órgão está finalizando o relatório para que seja apresentado à população em outubro.

O Plano de Ação Climática contempla estudos da atual situação da cidade e projeta os cenários de médio e longo prazos para aumento da temperatura média registrada na cidade, alagamentos, queimadas, riscos de desabamentos e outros efeitos da mudança climática.

Teresina tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização da cidade, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com esse estudo, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.

Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

Prefeitura de Teresina apresenta projeto de Integração das Bacias dos Rios Parnaíba e Poty

Prefeitura de Teresina apresenta projeto de integração das bacias dos rios Parnaíba e Poty (Fotos: SEMCOM/Dantércio Cardoso)

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, participou, na manhã desta quarta-feira (30), da apresentação do projeto de Integração das Bacias dos Rios Parnaíba e Poty, ocorrida no auditório da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf. A explanação foi conduzida pelo diretor executivo da ETURB, Edmilson Ferreira, e dos assessores técnicos (engenheiros) Norbelino Lira e Osvaldir Nascimento.

O projeto, que será a transposição de águas do rio Parnaíba para o rio Poty, já é uma pauta em avaliação em Brasília pelo Ministério de Integração Nacional e foi feito pelo engenheiro Noberlino Lira. Hoje, o projeto foi levado à superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf, onde se busca firmar uma parceria.

Segundo o prefeito Dr. Pessoa, a ideia da interligação das bacias vai possibilitar um melhor abastecimento d’água na zona rural da capital, fazendo com que a produção agrícolas se desenvolva. “Uma capital que tem uma das maiores extensões de terra, terra em abundância e solo fértil, mas que só produz 8%, o restante que consumimos vem de fora, um projeto desses vai gerar uma produção agrícola enorme, e com isso gerar emprego e renda”, pontuou dr. Pessoa.

O superintendente da Codevasf, Dr. Marcelo Filho, alerta, no entanto, que é necessário elaborar estudos que dimensionem os impactos socioambientais da obra.

“Bom, recebemos o prefeito de Teresina junto da sua equipe da ETURB, que nos trouxe aqui essa ideia, o início de um estudo belíssimo, um projeto que vai atender uma área de seis mil hectares, para que os nossos produtores rurais possam produzir mais. Tem outra questão importante, da perenização do Rio Poty, que resolveria o problema dos aguapés, que acontece no mês de setembro e outubro, onde o rio fica com a calha baixa e mais lento, prejudicando toda a área ali. Vejo com alegria a prefeitura acreditar na Codevasf para que juntos possamos tocar em frente, fazer os estudos técnicos e as viabilidades para, em seguida, alocar recursos para essa obra grandiosa de Teresina” disse Marcelo Filho.

De acordo com o diretor executivo da ETURB, Edimilson Ferreira, o projeto está orçado aproximadamente em R$ 130 milhões, mais são possibilidades enormes de prosperar. “O projeto visa emancipar a questão de Teresina na área rural, não só em relação a produção agrícola, mas também a psicultura. Podemos fazer várias melhorias e alcançar a produção nesse grande cinturão de Teresina e, também, iriamos sanar aqueles problemas da curva São Paulo. A partir da entrada dessa área do rio, da transposição, faríamos também o arraste da poluição. O melhor de tudo é que esse projeto trará benefícios naturais para a população de Teresina”, falou o diretor.

Resiliência urbana: Prefeitura de Teresina busca investimentos e apoio para enfrentamento às mudanças climáticas

A Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan, tem percorrido eventos promovidos por instituições de renome nacional e internacional em busca de apoio para o desenvolvimento de políticas públicas que tornem Teresina uma cidade mais resiliente diante dos desafios das mudanças climáticas.

O B R O Bró cada vez mais intenso e mais extenso e chuvas também mais torrenciais já são realidade para a população e a infraestrutura urbana precisa se adaptar. Mais áreas verdes, soluções de engenharia e arquitetura baseadas na natureza que tornem a cidade com capacidade de se adaptar aos níveis de chuva esperados para os próximos períodos chuvosos e aos níveis de calor intenso são os principais objetivos dos projetos que deverão ser executados.

O coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, tem encabeçado o planejamento dessas ações e a busca por parcerias. “Teresina tem sofrido com ondas de calor cada vez mais severas. Essa não é uma condição exclusiva da nossa cidade. Nós temos observado isso praticamente em todas as capitais do país e em diversas regiões do mundo. Teresina precisa, diante dessa condição, buscar parceiros, buscar apoio financeiro para o enfrentamento às mudanças climáticas”, afirma.

Quentura

Estudos comprovam que Teresina está aquecendo duas vezes mais que a média global. A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI – afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Efeitos

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período quente com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Mitigação

A Agenda 2030 trabalha em parceria com o Viver+Teresina. Ambas as equipes estão vinculadas à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.

O Viver+Teresina, criado em abril deste ano, tem como foco a realização de obras que minimizem os efeitos das fortes chuvas e das ondas de calor, principalmente buscando soluções de engenharia e arquitetura baseadas na natureza.

A primeira obra já está em andamento. É a urbanização no bairro Nova Brasília, orçada em mais de R$ 2 milhões. Estão sendo implementados equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A obra compreende o trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS da Nova Brasília.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de vôlei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Agenda 2030 e IAB reúnem gestores em oficina para formatação de plano com foco na primeira infância

A Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), a Urban95 e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realizaram hoje (28) uma oficina junto a representantes de diversos órgãos da Prefeitura de Teresina para a formatação do Plano Bairro Amigável à Primeira Infância.

A iniciativa tem como principal objetivo fazer um levantamento de todas as ações que possam estar sendo planejadas ou executadas que tenham como foco as crianças de 0 a 6 anos e, com base nisso, unificar as estratégias de atuação.

“Teresina tem um Plano Municipal para a Primeira Infância e lá estão previstas diversas ações transversais e essas secretarias e superintendências são protagonistas dessas ações. O que estamos fazendo é a convergência delas com o único propósito de proporcionar às nossas crianças uma cidade que as possa oferecer um ambiente mais acolhedor, estimulante, saudável e seguro”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

O encontro aconteceu na sede do programa Viver+Teresina, também integrante da Semplan. O grupo tem em fase de planejamento diversas obras e iniciativas voltadas para a construção de espaços de brincadeira, estímulo e aprendizado.

“Para nós essa oficina proporcionou um contato mais estreito com esses outros órgãos que serão aqueles que utilizarão e coordenarão esses equipamentos que estamos projetando. Então, é muito importante que possamos trabalhar em conjunto”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Além da equipe do Viver+Teresina, participaram da oficina representantes da Secretaria Municipal de Educação – Semec; Fundação Municipal de Saúde – FMS; Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP); Superintendência Municipal de Ações Descentralizadas – SAAD Norte; e Guarda Municipal.

Semplan participa de rodada de apresentações de projetos de enfrentamento à crise climática promovida pela C40 Cities

Teresina tem se inserido na discussão nacional e mundial acerca da crise climática, cujos efeitos tem se intensificado, como se percebe com as ondas de calor, ciclones, seca intensa e chuvas extemporâneas. Durante toda a semana passada, a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) esteve presente na Academia Urbanshift de Financiamento para a adaptação Climática para Cidades Brasileiras, evento promovido pela C40 Cities, uma rede global das principais cidades do mundo que estão unidas em ação para enfrentar a crise climática.

A Academia Urbanshift de Financiamento para a Adaptação Climática para Cidades Brasileiras é uma capacitação para financiamento de projetos bem-sucedidos de resiliência climática em todo o Brasil. Participaram as cidades de Belém, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas, Porto Seguro, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Teresina.

Também estiveram representantes do Gap Found, do Banco Mundial, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), The Nature Conservancy do Brasil (TNC Brasil), do World Resources Institute Brasil (WRI Brasil) e dos Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei América do Sul), entidades especialistas em financiamento para apoiar projetos de adaptação climática.

O secretário executivo de Planejamento Estratégico e Gestão da Semplan, Jivago Gonçalves, e o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, representaram a Prefeitura de Teresina no evento.

“Teresina teve essa grande oportunidade de participar de uma academia de financiamento climático, onde pudemos manter contato com instituições nacionais e internacionais para apresentar nossos desafios, que são muitos. Conseguimos falar um pouco da nossa cidade, dos problemas que temos e de soluções. Temos certeza que conseguimos nos aperfeiçoar para elaborarmos um bom projeto e obtermos o apoio de instituições para o enfrentamento às mudanças climáticas na nossa capital”, afirma Leonardo Madeira.

Viver+Teresina: ao completar 171 anos, Teresina vive desafios de se tornar sustentável e inovadora

Teresina sempre conviveu com esse calor, que estimulou até a criação de uma expressão para caracterizar o período do ano em que ele se intensifica: B R O Bró (terminação “bro” dos meses setembro, outubro, novembro e dezembro). E nesses 171 anos, a cidade que se criou nas margens de rios, lagoas e riachos, já sente os efeitos das mudanças climáticas e inicia um trabalho para preservar suas reservas naturais, com respeito ao meio ambiente e foco na sustentabilidade. Trata-se do Viver+Teresina, que tem como proposta para utilizar soluções de engenharia e arquitetura baseadas na natureza de forma inovadora para que a cidade possa conviver melhor com essa quentura que está se intensificando a cada ano por conta das mudanças climáticas.

Lançado em abril deste ano, o Viver+Teresina é um grupo ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan que se baseia em estudos sobre a real e atual situação da capital no contexto da emergência climática para buscar um freio desse processo.

Com base nos estudos realizados pela equipe da Agenda 2030, também ligada à Semplan, constatou-se que Teresina tem apresentado nível de aquecimento superior ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

Causas e efeitos

A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com estudo do Cesu, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.
Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

O Viver+Teresina, como braço operacional, propõe iniciativas que busquem, por exemplo, a diminuição dos pontos de calor na cidade. Além de novos parques, aumentando a cobertura vegetal, alguns equipamentos públicos deverão ser reformulados, como os mercados públicos. Esses locais concentram grande número de pessoas principalmente aos fins de semana e deverão ter sua estrutura repensada para que sejam pontos em que a temperatura seja mais amena, propício ao caminhar dos frequentadores, e com melhor organização do seu funcionamento. Também estão no escopo dos investimentos, a urbanização de áreas alagáveis degradadas, transformando-as em locais de prática esportiva, cultural e social, com foco na sustentabilidade e recuperação ambiental. Ainda estão no radar, projetos que buscam melhorar a drenagem e acesso ao saneamento, criação de um ecossistema de inovação e fortalecimento social a partir de fomento à economia sustentável.

A equipe é multidisciplinar e busca desenvolver um trabalho transversal com outros órgãos do município, elaborando projetos e ações com foco em inovação e soluções baseadas na natureza. Ela vem passando por qualificações técnicas e se aperfeiçoando constantemente. A preocupação é em desenvolver e aplicar novas soluções baseadas na natureza, com foco em sustentabilidade, utilização de materiais reaproveitados, inovação e uma nova forma de implementação de obras públicas.

Para este ano, estão programados R$ 17 milhões em investimentos. Entre as obras estão: Urbanização Nova Brasília

Já iniciada, a obra que já está sendo licitada é trata da urbanização de uma área próxima à lagoa no bairro Nova Brasília, orçada mais de R$ 2 milhões. Serão implementados equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A obra compreende o trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS da Nova Brasília.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Parque Primeira Infância

Em parceria com a Urban95 e Agenda 2030, o Viver+Teresina está elaborando o projeto de um parque totalmente voltado para a primeira infância que será construído no residencial Parque Brasil, localizado na Grande Santa Maria da Codipi. O parque tem uma proposta inovadora, tanto no uso de materiais não convencionais como no seu objetivo.

As equipes realizaram processos de escuta ativa e elaboraram um diagnóstico da situação de vulnerabilidade dessa comunidade e das condições de vida das crianças de 0 a 6 anos e seus cuidadores. Com base nesse diagnóstico, concluiu-se que há a necessidade de um espaço de convivência, brincadeira e ludicidade para essas crianças. O projeto está sendo pensado para contemplar áreas de brincar, jardins, convivência e experimentação da natureza, além de espaços para que os cuidadores também possam socializar. Estarão contidos nesse projeto diversos tipos de materiais inovadores para que as crianças possam desenvolver a motricidade, os sentidos e a socialização entre elas. Além disso, o espaço será totalmente arborizado, contribuindo para que a comunidade possa ter uma área verde, o que ajuda na queda das temperaturas e sensação térmica.

O projeto está em fase de elaboração e deverá ser licitado no segundo semestre desse ano.

Fossas ecológicas

Esse projeto-piloto contempla a construção de 50 fossas ecológicas no povoado Santa Luz, zona rural leste de Teresina. O projeto, já finalizado, utiliza pneus e resto de entulho para construir os equipamentos e proporcionar que famílias em situação de vulnerabilidade possam ter acesso a saneamento, atendendo a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU.

O sistema da fossa ecológica é sustentável porque reutiliza pneus e restos de entulho de construção. A camada de pneus funciona como uma câmara de fermentação do material que vem do vaso do banheiro. Ao redor da camada e pneus, é colocada uma outra de entulho cerâmico que abrigam os microorganismos que decompõem o esgoto. Por cima fica uma camada grossa de brita, seguida por uma de areia e outra de terra. Esse sistema permite a perfeita decomposição de todo o material que vem do vaso do banheiro e finaliza com a evaporação do que sobra, que é água.

Na camada mais superficial, estão plantas de espécies frutíferas com folhas grandes, como bananeiras. É essencial que sejam desse tipo porque elas requerem mais água para se desenvolverem.

Se houver nos dejetos qualquer agente que cause doenças nos dejetos que chegam ao sistema fica retido, já que o sistema é todo fechado por uma parede de cimento. Por isso, os frutos produzidos pelas plantas são comestíveis. Existem estudos comprovando a qualidade dos alimentos produzidos e a inexistência de microorganismos provenientes dos dejetos.
Em cada sistema de fossas são utilizados 28 pneus. Elas medem 1,40m de altura; 1,30m de largura e 5m de comprimento. A construção segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Cada família beneficiada será atendida também com treinamento sobre o manejo adequado do sistema, para que ele funcione plenamente.

O projeto piloto contemplará a construção de 50 fossas na comunidade Santa Luz, zona rural leste de Teresina. A equipe de agentes de saúde da região estão fazendo um mapeamento para a definição das famílias que serão beneficiadas. E a equipe social do Viver+Teresina está fazendo o reconhecimento de campo para, em breve, iniciar o processo de escuta ativa junto à comunidade.

 

Jardins de chuva

Quando se pensa em drenagem, a imagem que se cria na mente é de um conjunto de galerias e canais por onde a água da chuva deve se escoada, com alto investimento e obras que demoram para serem finalizadas.

Porém, o Viver+Teresina está elaborando um projeto que objetiva diminuir o impacto das fortes chuvas nos bairros mais atingidos em todas as zonas da cidade. Os jardins de chuva são estruturas com camadas filtrantes no solo e plantas que permitem o escoamento de parte da água das chuvas de forma mais rápida. Por não necessitarem de grande espaço para serem construídas, essas estruturas podem ser espalhadas por toda a cidade.
O projeto está em fase de concepção e elaboração.

Urbanização do São Joaquim

O Viver+Teresina vai iniciar em breve a urbanização de uma área de degradação ambiental no bairro São Joaquim. O projeto foi construído em parceria com a população e contemplará a instalação de equipamentos esportivos, de lazer e socialização para todas as faixas etárias.

Além disso, voltará um olhar especial para a lagoa, degradada por conta do acúmulo de lixo ao longo de muitos anos. Além do lixo que é jogado pela população, a lagoa recebe esgoto, o que compromete sua fauna e flora. O projeto está em fase de finalização e em breve será licitado.

Agenda 2030 e ONU fazem parceria para desenvolvimento de ações sobre efeito das mudanças climáticas na população de Teresina

A população mais socialmente e financeiramente vulnerável é a mais afetada pelas mudanças climáticas. O calor e os eventos extremos provocam o envelhecimento precoce e várias enfermidades e isso será objeto de uma parceria entre a Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, escritório da ONU voltado para populações em situação de vulnerabilidade.

A cooperação foi discutida em reunião entre o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira; Luana Silva e Pedro Pinheiro, do Programa de Gênero, Raça e Etnia da UNFPA, em Brasília, nesta quinta-feira (10).

“Vamos assinar um memorando de intenções com a UNFPA para desenvolver vários trabalhos. Vamos fazer uma pesquisa importante para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre o envelhecimento precoce da população e vários aspectos de saúde, especialmente na população mais vulnerável”, afirma Leonardo Madeira.

Os termos da cooperação preveem a realização do estudo e capacitação dos servidores de secretarias estratégicas da Prefeitura de Teresina, como as que trabalham políticas públicas nas áreas de assistência social, mulheres e saúde.

O Fundo de População das Nações Unidas é o organismo da ONU responsável por questões populacionais e atua junto a estados e municípios no apoio ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas para setore da população mais vulnerável sob vários aspectos.

Semplan participa do FinanCidades e apresenta desafios de Teresina para se tornar uma cidade sustentável

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) participou nesta quinta-feira (10) do FinanCidades, uma rodada de negócios promovida pela instituto WRI Brasil e pela Rede para Financiamento de Infraestrutura Sustentável em Cidades, na qual mais de dez instituições financeiras avaliarão propostas voltadas à sustentabilidade urbana.

O evento teve o objetivo de catalisar parcerias e impulsionar a implementação de projetos verdes e de baixo carbono por cidades brasileiras. Além de Teresina, outras 41 cidades expuseram seus projetos e desafios.

A capital piauiense foi representada pela Agenda 2030 da Semplan, através do seu coordenador Leonardo Madeira.

“Esse evento foi muito importante para Teresina. Nele, pudemos apresentar nossos desafios e propostas para instituições que financiam projetos em todo o mundo. Com nossa expertise e mostrando resultados que já temos alcançado nos últimos anos, demonstramos que Teresina tem interesse em se tornar uma cidade sustentável e inteligente”, disse Leonardo Madeira.

Durante o FinanCidades, o coordenador da Agenda 2030 teve a oportunidade de estabelecer diálogos com os representantes de quatro instituições: Alexandre Takahashi, do New Development Bank (BRICS); Eri Taniguchi, da JICA; João Paulo de Oliveira, da Caixa; e André Luís Souto, do BNDES.

Expertise

A cidade de Teresina já vem desenvolvendo obras e ações com foco em sustentabilidade e no enfrentamento das mudanças climáticas através do Viver+Teresina.

A equipe tem se debruçado sobre as análises climáticas e desenvolvido projetos de engenharia e arquitetura, utilizando soluções baseadas na natureza, para minimizar os efeitos extremos, como alagamentos e o calor, que impactam a vida da população.

O Viver+Teresina é um braço da Semplan que executa os projetos em parceria com diversos organismos financeiros, como Banco do Brasil e CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

 

PMT participa de relançamento do Programa Regularizar e entrega mais de 130 registros

O Secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, e o presidente da ETURB, João Duarte, em solenidade no TJ. (Foto: Ascom/SEMPLAN)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) e Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (ETURB), participou na manhã desta terça-feira (08), da solenidade de lançamento da nova fase do programa Regularizar. Esta é uma parceria entre as gestões municipais e estadual, por meio do Justiça do Piauí (TJ-PI).

O programa Regularizar tem como objetivo proporcionar celeridade durante o processo de regularização de imóveis no Piauí. Durante o evento foram entregues mais de mil registros de propriedade de imóveis.

 

O Secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, e o presidente da ETURB, João Duarte, estiveram presentes representando o prefeito Dr. Pessoa. A solenidade foi marcada também pela presença do Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, do governador do Piauí, Rafael Fonteles, do presidente do TJ-PI, desembargador Hilo de Almeida, e de representantes de órgãos da União.

Por meio da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (ETURB), mais de 130 registros de imóveis foram entregues aos moradores do Residencial Recanto dos Pássaros, localizado no bairro Bom Princípio, zona sudeste da cidade. “Estamos muito felizes por termos aderido ao Programa Regularizar, do TJ-PI, especialmente por podermos agilizar nossos processos de regularização fundiária. Hoje Teresina tem mais de 90 mil imóveis passíveis de regularização e estamos investindo nossas forças nesse trabalho para garantir cidadania à população”, afirma o presidente da ETURB, João Duarte.

A regularização fundiária valoriza o imóvel, integra a área ao ordenamento territorial do município, facilitando a instalação de equipamentos públicos e serviços na região, tais como hospitais, escolas, creches e espaços de convivência. “É um projeto excelente e Teresina tem avançado neste assunto, por meio do trabalho da ETURB, comandado pelo João Duarte. Digo que estas entregas de títulos têm sido prioridade na gestão do prefeito Dr Pessoa. Quando regularizamos um imóvel, damos segurança jurídica ao teresinense, que sairá de uma realidade de ocupação para uma realidade de regularização”, acrescentou João Henrique.

Por meio dessa parceria com o Tribunal de Justiça, os processos de regularização fundiária serão finalizados mais rapidamente, pois há uma relação direta da ETURB com o cartório.