Unidade Básica de Saúde incentiva idosos a cuidarem da saúde

A Unidade Básica de Saúde (UBS) da Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, realizou reunião esta semana do grupo Eu Vivo Ativo/a (EVA) com os idosos do bairro Santa Maria das Vassouras, que é atendido pela unidade. Participaram da atividade 12 idosos, com idades entre 62 e 79 anos.

Foi realizado o acompanhamento em saúde com a verificação de pressão arterial, educação em saúde abordando técnicas de respiração e relaxamento, práticas corporais, alongamento e exercícios de coordenação motora. A Enfermeira Lívia Maria destaca que a importância do grupo está em propiciar aos idosos uma atividade planejada e específica para eles onde há o momento de interação e valorização do cuidado com o idoso. “Além da realização do acompanhamento de rotina dos mesmos, com renovação de receitas. O grupo tem uma boa adesão e os idosos sempre vão muito animados para os encontros”.

Segundo site do Ministério da Saúde, o perfil epidemiológico da população idosa é caracterizado pela tripla carga de doenças com forte predomínio das condições crônicas, prevalência de elevada mortalidade e morbidade por condições agudas decorrentes de causas externas e agudizações de condições crônicas. A maioria dos idosos é portadora de doenças ou disfunções orgânicas, mas cabe destacar que esse quadro não significa necessariamente limitação de suas atividades, restrição da participação social ou do desempenho do seu papel social.

Para planejar ações voltadas para a população idosa é necessário saber quantos idosos vivem no território de abrangência e conhecer suas diferentes necessidades. Uma forma de planejar o cuidado a partir dessas necessidades é classificar as pessoas idosas de acordo com sua capacidade funcional e com os cuidados de que necessitam. Esses critérios podem ser identificados durante as visitas domiciliares e nas avaliações propostas na Caderneta da Saúde da Pessoa Idosa, que foi estruturada pelo Ministério da Saúde (MS) para ser um instrumento estratégico de acompanhamento longitudinal das condições de saúde da população idosa nos serviços de saúde.

Documentário aborda projeto premiado da UBS Poty Velho

O projeto Memória Ativa: Idoso Contador de Estória, Lenda e outros Causos ganhou o prêmio de melhor experiência do Piauí durante a 16ª Mostra Brasil Aqui tem SUS realizada no mês de julho de 2019, em Brasília. Como premiação garantiu a produção de um documentário para o Projeto Webdoc/Conasems, uma websérie documental que apresenta experiências exitosas das Secretarias Municipais de Saúde de todas as regiões do país. As gravações aconteceram nos dias 9 e 10 de janeiro em Teresina e em breve estará disponível na internet.

O projeto é desenvolvido na Unidade Básica de Saúde Poty Velho com o grupo de idosos local e coordenado pela enfermeira Nancy Loiola, em parceria com as profissionais Alexandrina Marinho, Deianna Sobral, Juraci Teixeira, Cecília Lima e Zulmira Barreira.

Luzia Maria Aguiar, 79 anos, participa do projeto e avalia a experiência. “Sempre participamos das reuniões, palestras, passeios. É um projeto muito importante, mudou muita coisa em minha vida, em minha memória. Temos muita coisa para contar”, comemora.

A coordenação do projeto explica que as ações trabalham para estimular memória dos idosos. “Durante 2017 e 2018 trabalhamos todas as memórias, dentro do projeto Memória Ativa, memória visual, olfativa, gustativa e de linguagem. Em 2019 escolhemos abordar as lendas. No encontro com as idosas perguntamos como elas ouviram as lendas quando eram mais jovens. Pretendemos no final do nosso projeto lançar um livro dessas lendas contadas pelos moradores do Poti Velho, que é o bairro mais antigo da cidade”, comenta a enfermeira Nancy Loiola.

Ela ressalta ainda a importância de cultivar a consciência que da mesma forma são feitas atividades físicas para manter o corpo com saúde, é fundamental realizar atividades para manter o cérebro vivo. “Com isso essas senhoras mantem a memória ativa e trazemos um resgate da nossa cultura, da nossa história. Um empoderamento para elas. Evitamos a depressão, o isolamento social e promovemos um melhor vínculo entre os profissionais e a comunidade, facilitando todo o processo de adesão ao tratamento”, destaca.

Segundo o presidente interino da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Francisco Pádua, a valorização dos trabalhos dos profissionais da Atenção Básica é essencial. “Nós parabenizamos os nossos servidores que participam do projeto. Eles conhecem as necessidades dos bairros e tiveram boas ideias levando soluções inovadoras. Fazem a diferença no atendimento dos usuários do SUS. Estes trabalhos locais podem, inclusive, direcionar ações em outros estados para aperfeiçoar a rede pública de saúde”, pontua.