MIS de Teresina recebe novas doações e convida a população a contribuir com o acervo do museu

MIS de Teresina recebe doações (Foto: Ascom FMC)

O Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS), recentemente inaugurado, segue ampliando seu acervo com o apoio da comunidade. Nesta semana, o diretor do museu, Paulo Dantas, anunciou a chegada de novas peças doadas pelo senhor Veloso e pela senhora Margarete, amigos e colaboradores da instituição.

As peças passam a integrar o acervo do MIS, que ainda está em processo de formação e tem como foco preservar e valorizar objetos ligados à tecnologia, ao som e ao audiovisual. Segundo Paulo Dantas, essas contribuições são fundamentais para construir, aos poucos, o patrimônio do museu.

“O MIS ainda não dispõe de um acervo fixo, e são essas doações da sociedade que vão compor o museu. O que é velho para alguns pode ser novidade e aprendizado para as novas gerações”, destacou o diretor.

MIS de Teresina recebe doações (Foto: Ascom FMC)

O gestor também reforçou o convite à população para conhecer o espaço e contribuir com a construção coletiva do acervo. Pessoas que possuam equipamentos antigos de som, imagem ou audiovisual e que desejem doá-los podem procurar o museu.

O Museu da Imagem e do Som de Teresina está localizado na Rua Barroso, 1161, ao lado da Rua Climatizada, no Centro da cidade. “Prometemos salvaguardar todo o material da melhor maneira possível”, completou Paulo Dantas.

Projeto resgata a memória cultural de Teresina através da digitalização da revista Cadernos de Teresina

Edição da revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de digitalização e divulgação das edições da Revista Cadernos de Teresina, um importante registro da produção cultural e intelectual da capital piauiense. O projeto prevê a publicação semanal de cada exemplar, permitindo que o público volte a ter acesso a esse acervo histórico.

Nesta semana, será disponibilizada a segunda edição da revista, publicada originalmente em agosto de 1987, durante a gestão da então presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Eugênia Ferraz, e do superintendente Noé Mendes. Com textos, crônicas, ensaios e poesias que refletem a efervescência cultural da época, a revista foi criada com o intuito de ser uma plataforma de expressão para artistas, escritores e pensadores locais.

A publicação desta edição ganha um significado especial ao trazer, como destaque, um poema do escritor William Melo Soares, o Poetinha, que faleceu recentemente. Figura marcante da cena literária teresinense, William deixou um legado de sensibilidade, lirismo e forte ligação com a cidade. Sua obra permanece viva entre leitores, colegas de ofício e admiradores da poesia piauiense. Em homenagem ao autor, a Fundação escolheu destacar o poema “Lua Acima Rua Abaixo”, no qual o poeta percorre, com palavras suaves e melancólicas, os caminhos da cidade que tanto amou.

LUA ACIMA RUA ABAIXO
William Melo Soares

Caso você siga
rua abaixo
lua acima
percorra toda a cidade
por entre becos e esquinas
procure um rastro de estrela
no céu de Teresina

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
passe pelo cais do rio
de um vapor que evaporou
pro remanso de outras águas
deixando ondas no peito
do mano velho barqueiro

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
no movimento das barcas
me envolva num abraço
só não toque no meu manto
de solidão e cansaço

A série de publicações continuará, semanalmente, sempre com uma nova edição da revista sendo disponibilizada nos canais oficiais da Fundação Monsenhor Chaves. O projeto reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e o incentivo à leitura e à reflexão sobre a identidade teresinense.

LINK PARA O ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 2 COMPLETO: https://drive.google.com/file/d/157cdAeX3XPcmIJXE6RBjnyhC-Bwv79jr/view?usp=drivesdk

Cadernos de Teresina renascem em formato digital e resgatam 31 anos de memória cultural

Cadernos de Teresina renascem em formato digital (Foto: Ascom FMC)

O ano era 1986. Outros tempos. Viajar pela cultura é também folhear os Cadernos de Teresina – a revista periódica que, a cada quatro meses, reunia nas páginas impressas a produção, as vozes e os olhares de quem fazia e amava a cultura local. E ainda ama, porque muitos daqueles personagens continuam hoje empenhados em manter viva a memória cultural do município.

Um deles é Jairo Cezar Sherlock, servidor da Fundação Monsenhor Chaves desde a sua criação, em 1986. Ele acompanhou de perto o nascimento da revista. “Tive o prazer de participar do projeto Cadernos de Teresina. Nos anos 90, os meios de divulgação cultural eram poucos, quase restritos aos jornais. O prefeito da época, Wall Ferraz, implementou alguns projetos, entre eles a revista. Como havia dificuldades técnicas, gráficas e de impressão, optou-se por lançá-la de quatro em quatro meses. Assim, ao longo de 31 anos, surgiram 42 edições, que chegaram a bibliotecas e foram citadas em pesquisas acadêmicas. Foi um projeto pungente, aceito por muita gente, e hoje é emocionante reencontrar essas revistas espalhadas por acervos e memórias.” explica Jairo.

Mas afinal, por que revisitar esse tempo?

Porque viajar é também resgatar. É tocar as origens, trazer à tona o que guarda a memória, ou aquilo que o esquecimento ameaça apagar. É mergulhar nos arquivos que registraram histórias, ideias e sentimentos, quando cada lembrança ainda era gravada em papel, em imagens e em palavras que permanecem.

Os Cadernos de Teresina foram muito mais que uma revista: foram espaço de encontro entre acadêmicos, escritores, poetas, contistas, artistas visuais e fotógrafos. Suas páginas reuniram ensaios, reportagens, depoimentos de personalidades já falecidas e registros de quem ajudou a construir a identidade cultural da cidade. São arquivos vivos. Memórias que ainda respiram nas páginas, nos cadernos, nas histórias de quem os fez e de quem os lê.

Em 1986, circulava o número 1. Em 2017 a edição de número 42 encerrava um ciclo. Era o fim, até então. Porque a memória não desaparece, apenas se recolhe à espera de ser revisitada.

Agora, um novo projeto nasce: a Fundação Monsenhor Chaves vai digitalizar todo o acervo dos Cadernos de Teresina, ao longo deste ano, tornando-o disponível online. Será um gesto de preservação, mas também de renascimento.

E por que não permitir que essas páginas voltem a pulsar em novas formas? Que as crônicas, as fotografias, os ensaios e as vozes que ali habitam possam novamente inspirar, ensinar, emocionar?

O convite está feito: embarque nessa viagem pela memória cultural da capital.

Casa da Cultura Dona Carlotinha está aberta ao público com exposições de acervos e atividades culturais

Casa da Cultura Dona Carlotinha (Foto: Ascom)

A Casa da Cultura Dona Carlotinha, espaço cultural e patrimônio histórico do período colonial pertencente à Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), atualmente abriga e exibe grande parte do acervo instalada na Casa da Cultura de Teresina. O espaço, fica localizado nas proximidades da praça João Luiz Ferreira, no Centro de Teresina.

O prédio foi residência do historiador e literato piauiense, Dr. Anísio Brito de Mello, que deixou sua marca na história da capital como diretor da Biblioteca Estadual do Piauí, Arquivo Público, Museu do Piauí, Escola Normal e do Liceu Piauiense. Após sua morte, a residência passou a pertencer à viúva, Carlota de Moraes Brito Mello, conhecida como Dona Carlotinha, a quem dá nome a casa nos dias atuais.

Casa da Cultura Dona Carlotinha (Foto: Ascom)

A assistente administrativa, Mara Kelly, destaca algumas das atividades oferecidas na Casa da Cultura Dona Carlotinha. “Além das obras expostas aqui, temos também exposições de livros que são trocados regularmente, para que fique mais dinâmico para os visitantes e temos também alguns projetos, como exposição de arte, lançamento de livros e oficinas de Arte Urbana”, pontua.

A diretora da Casa Dona Carlotinha, Marilene Evangelista, faz um convite ao público para conhecer o espaço. “Venham conhecer a nossa memória para que no futuro a gente tenha conhecimento sobre o que aconteceu na nossa cidade em forma de cultura”, concluiu a diretora.

Casa da Cultura Dona Carlotinha (Foto: Ascom)

A Casa da Cultura Dona Carlotinha conta com seis coleções de grandes personalidades de Teresina, além de salas dedicadas à geologia e paleontologia e numismática, e encontra-se aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 8 h às 13 h.