FMS e Ministério da Saúde debatem sobre acidente de trânsito em Teresina

Ascom/FMS

Somente no ano de 2018, 148 pessoas morreram em decorrência de acidente de trânsito em Teresina e 2.503 tiveram ferimentos graves. Os dados foram extraídos do relatório do Projeto Vida no Trânsito (PVT) e discutidos hoje (08) em reunião envolvendo representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da STRANS e do Ministério da Saúde.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, os impactos dos acidentes de trânsito nos serviços de saúde de Teresina são altos. Ele defende que é preciso uma ação integrada, envolvendo cidadão, iniciativa privada, poder público e escolas para reverter essa situação. “Iremos unir forças para reduzir os acidentes de trânsito na capital e proteger vidas”, informou.

Todo trimestre, o PVT faz relatório extenso com a radiografia dos acidentes ocorridos em Teresina, utilizando informações do BPRE, HUT, SAMU, PRF e CIPTRAN. “Percebemos que o SAMU precisa aperfeiçoar o seu banco de dados e é isso que iremos fazer. Assim, será possível fornecer essas informações com mais agilidade e, então, subsidiar ações de prevenção e intervenção nessa área”, destacou o presidente da FMS.

De acordo com Sheyla Marina, membro da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde, a reunião foi produtiva para destacar a importância de medidas de enfrentamento à violência no trânsito. “A responsabilidade pelo trânsito mais seguro não é só do poder público, a sociedade tem que se envolver e adotar medidas protetivas que irão salvar vidas”, ressaltou.

No relatório do PVT, um dado que chamou atenção foi o crescimento de óbitos envolvendo pedestres da terceira idade. “Outro ponto que merece destaque são os acidentes envolvendo motociclistas, que geralmente são pessoas jovens, em idade produtiva, que poderiam estar trabalhando ou construindo famílias. É preciso intervenção e colaboração de todos para mudar essa realidade”, disse Elaine Monteiro, chefe do Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes da FMS.

Como evitar acidentes de trânsito:

1.Respeitar as leis de trânsito;

2.Utilizar equipamentos de proteção individual (cinto de segurança e capacete);

3.Atravessar na faixa de pedestre;

4.Respeitar o limite de velocidade da via;

5.Não dirigir alcoolizado;

6.Não usar o celular ao volante.

Blitz educativa encerra atividades do Maio Amarelo na capital

Ascom/Strans

Nesta sexta-feira (31) foi realizada a última atividade do Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização e prevenção de acidentes de trânsito, na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsitos (Strans) juntamente com os órgãos parceiros participaram de uma blitz educativa na Avenida João XXIII, com objetivo de alertar motociclistas, motoristas e pedestres sobre os perigos no trânsito e a importância de respeitar as leis.

Ao longo deste mês foram feitas ações nas escolas municipais e estaduais, nos hospitais, nas ruas, praças e instituições. Foram levadas informações, serviços de saúde e palestras educativas sobre o trânsito para a população. A gerente de educação no trânsito, Samyra Motta, faz uma avaliação positiva das ações e afirma que as mensagens de conscientização atingiram diversos públicos em toda a capital. Ela ainda lembra que, mesmo com o término do mês, as atividades continuam durante o ano.

“Foi um mês intenso, com muitas atividades voltadas para o trânsito. Conseguimos levar nossa mensagem para todos os públicos, porque percorremos as escolas e conversamos com crianças e jovens, fomos nos hospitais, onde falamos com adultos e idosos, nas instituições, onde falamos com os motoristas, nas ruas, onde falamos com a população de forma geral. Então, com ajuda dos órgãos parceiros, conseguimos provocar as pessoas de modo que elas se conscientizem para um trânsito mais seguro. Também lembramos que essa conscientização não termina no mês de maio. As atividades continuarão por todo o ano”, disse.

HUT realiza ações educativas em alusão ao Maio Amarelo

Ascom HUT

Com o intuito de sensibilizar seus pacientes, acompanhantes e servidores sobre prevenção de acidentes de trânsito, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realizou durante toda a manhã desta quarta-feira (14) ações educativas em alusão ao Maio Amarelo. Em parceria com a Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF), Superintendência Municipal de Transportes de Trânsitos (STRANS) e Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) foram realizadas palestras e blitzen educativas, distribuição de panfletos informativos e lacinhos amarelos, símbolo da campanha.

Josélia Carvalho, assistente social do HUT, coordenou a campanha no hospital e falou da importância de se realizar ações como essa. “Por ser um hospital de urgência e emergência, nós atendemos a maior demanda de vítimas de acidentes de trânsito, não só da capital, mas também pacientes de outras cidades do estado do Piauí e Estados vizinhos. Temos uma demanda bem significativa envolvendo vítimas de acidente de trânsito, portanto ter acesso a essas informações de como prevenir, pode no futuro ajudar a diminuir esses números. Educação no trânsito é essencial e fundamental na vida de todos nós”, destacou Josélia.

Daniel Veras, inspetor da Polícia Rodoviária Federal, explicou o porquê do HUT fazer parte da campanha Maio Amarelo. “A gente sabe que mais de 80% das pessoas vítimas de acidentes de trânsito atendidas no HUT foram acidentes envolvendo motocicleta. Nossa ação é direcionada, principalmente, para esse público. Existe uma campanha mundial onde todos os órgãos se juntam, e nós da Polícia Rodoviária Federal estamos aqui para sensibilizar nossa população e contribuir para reforçar a necessidade de se obedecer as leis de trânsito”, disse o inspetor.

Samyra Motta, gerente de educação no trânsito da STRANS, explica que essas informações precisam ser repassadas para que as pessoas tenham uma postura melhor no trânsito. “Nada melhor do que estar aqui conversando com todos para que adotem uma postura melhor no trânsito e não precisem voltar aqui outra vez. Um dos fatores de riscos que a gente trabalha mais é alta velocidade, pois agravam e muito o acidente no trânsito. Outro fator preocupante é a combinação de bebida alcoólica e direção, pois a pessoa perde a noção de tempo e espaço”, explicou Samyra.

Lucas da Silva, 29 anos, trabalha como mototaxista e está internado no HUT após ter sofrido um acidente de trânsito a poucos metros de sua casa. “Eu estava saindo de casa, a poucos metros, um cara veio em minha direção e colidiu de frente comigo. Ele estava embriagado, na contramão e a moto com o farol apagado. Tive fratura exposta na perna. Já passei por cirurgia e agora é esperar ter condição de alta” disse o paciente.

No primeiro trimestre desse ano, o HUT atendeu 3.231 vítimas de acidente de trânsito, destas 2.734 foram vítimas envolvendo motocicletas, o que corresponde a 85% do total de acidentes. Os demais foram 327 atropelamentos, 136 vítimas de acidentes de carro e 34 com outros veículos. Durante todo o ano de 2018, o HUT atendeu 10.631 casos de acidentes de trânsito.

O ‘Maio Amarelo’ é uma campanha intitulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de reduzir os acidentes de trânsito. Este ano, em sua 6ª edição a campanha traz o tema “No trânsito, o sentido é a vida”, aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito e recomendado na Resolução nº 771, de 28 de fevereiro de 2019.

HUT registra aumento de 64% em acidentes de trabalho graves

No primeiro trimestre deste ano o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou 146 casos de acidentes de trabalho graves, o que corresponde a um aumento de 64% se comparado com o mesmo período do ano passado, que contabilizou 89 casos. Dentre esses atendimentos 130 foram homens e 16 mulheres. Com relação ao tipo, os acidentes de trajeto correspondem a 54% do total, com 79 notificações, seguido pelo acidente típico, com 63, e os não informados, com 4 notificações.

Durante o ano de 2018 o NHE do HUT notificou 546 casos de acidentes de trabalho graves. De acordo com o enfermeiro Rui Cipriano, gerente do NHE, ter conhecimento sobre o perfil desses pacientes é essencial para ajudar na elaboração de políticas públicas pelos órgãos competentes.

“Quanto mais detalhados forem os dados, mais informações teremos para montar o perfil dessas pessoas. Por exemplo, sabemos que quanto ao tipo de acidente o HUT realizou 79 atendimentos de vítimas de acidentes de trabalho graves durante o deslocamento para o trabalho ou vice versa. Isso representa 54% do total desse tipo de atendimento. A partir dessa informação é possível o planejamento de ações de prevenção e controle de acidentes de trabalho”, explicou o gerente.

No ano de 2018, considerando os acidentes de trabalho graves e não graves, o HUT realizou 4.556 atendimentos. Dentre esses, 3.941 foram homens e 615 mulheres. Com relação aos tipos de acidentes 2.694 foram vítimas de acidentes típicos, ou seja, que ocorrem durante o exercício do trabalho a serviço de uma empresa e 1.791 foram acidentes de trajeto, quando ocorrem no percurso do local de residência para o trabalho ou vice versa.

Luciano Richelly, 43 anos, natural de Campo Maior, é artesão e está internado no HUT após ter os dedos da mão esquerda decepados durante o manuseio de uma lâmina que utiliza para cortar madeira. Segundo Luciano, no momento do acidente ele estava usando os equipamentos de proteção individual, porém, eles não foram suficientes para evitar a perda dos dedos. “Eu estava manuseando uma máquina reta, quando chegou uma cliente me solicitando um serviço, a lâmina da máquina estava cega e de repente ela travou, virou e atingiu meus dedos”, explica Luciano.

Pode ser classificado como acidente de trabalho aquele que ocorre no exercício de uma atividade remunerada que provoque lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar a morte, a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.