FMS disponibiliza nova vacina contra meningite para adolescentes

Ascom/FMS

A rede de saúde em Teresina passa a oferecer a vacina meningocócica ACWY (conjugada), que protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana. É destinada aos adolescentes na faixa etária entre 11 e menores de 13 anos e está disponível nas 68 Unidades Básicas de Saúde que não atendem exclusivamente síndromes gripais.

A nova vacina foi implantada no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) este ano, devido ao aumento no número de óbitos causados pela doença no país. “Isso porque a meningite W, um dos tipos contemplados pela vacina, é considerada a forma mais grave da doença, que pode levar a internações ou mesmo a morte”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba.

Ela explica que, para se vacinar, os adolescentes devem procurar as UBS munidos da sua caderneta e acompanhados por um responsável. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil disponibiliza a vacina meningocócica C (conjugada) na rotina de vacinação para as crianças menores de cinco anos. “Quem já recebeu a vacina meningocócica C quando criança pode ser imunizado com a ACWY, se estiver na faixa etária de 11 a 12 anos, 11 meses e 29 dias”, orienta a diretora.

A meningite é uma inflamação da membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal (meninge). Também pode ser causada por vírus e fungos, mas a versão provocada pelas bactérias Neisseria meningitidis, ou meningococos, são as mais graves. Essa bactéria é encontrada em 12 tipos, sendo os A, B, C, W e Y os mais comuns. “Na maioria dos casos, os pacientes começam apresentando febre, seguida de vômito e dores na nuca, sintomas que se desenvolvem rapidamente e podem levar à morte. Os sobreviventes podem ainda sofrer sequelas como surdez, alterações cerebrais e amputações”, alerta Amariles Borba.

Devido à sua gravidade, evolução rápida e potencial de causar epidemias, a meningite é tida como um problema de saúde pública, sendo uma importante causa de morbimortalidade no mundo.

Novo projeto do Lagoas do Norte vai oferecer aulas de circo e teatro para crianças e adolescentes

O Programa Lagoas do Norte, desenvolvido pela Prefeitura de Teresina, iniciou licitação para implementar o projeto Circo Social, que tem como objetivo oferecer aulas de circo, teatro e dança para crianças e adolescentes da região, principalmente aquelas que integram famílias beneficiadas diretamente pelo programa. O processo licitatório é necessário para contratação de empresa especializada.

“O projeto Circo Social de Teresina foi pensado como uma alternativa de fortalecimento das ações de prevenção da violência, estimulando as habilidades de crianças, adolescentes e jovens que estejam passando por situações de risco na escola, na comunidade e no contexto familiar. Trata-se de um belo projeto, que vai levar cultura e o ensino de arte a esse público que precisa de mais oportunidades”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Ela explica que a proposta é abrir, inicialmente, 250 vagas para cursos de circo, dança e teatro com carga horária de 20 horas semanais. Cada aluno poderá escolher duas modalidades a serem desenvolvidas no período de um ano.  A iniciativa está sendo articulada diretamente através de parceria com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas.

A inovação na proposta do projeto é a integração da modalidade Circo Escola, que oferece cursos para quem deseja ter formação como técnico de iluminação, técnico de som para espetáculos e shows, além de gestão cultural.

Márcia ressalta que a iniciativa faz parte de uma das áreas de atuação do Programa Lagoas do Norte, que também tem forte presença com ações para desenvolvimento econômico e social da região. “Temos, por exemplo, diversas ações referentes à segurança pública e de gênero. Entre elas, destacam-se algumas já realizadas, como a elaboração e implantação do Plano Municipal de prevenção da Violência e a revisão e implementação do Plano Municipal de Políticas para Mulheres”, explica Márcia Muniz.

Campanha distribuirá máscaras com estampas informativas de combate à exploração sexual

Ascom/Semcaspi

No dia 18 de maio, se reconhece oficialmente a luta de enfrentamento ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha de conscientização em alusão à data, articulada localmente pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), contará com a produção de máscaras de proteção com estampa temática. As unidades da rede socioassistencial devem começar a receber o material na próxima semana para distribuição aos colaboradores e ao grande público.

“Estamos fazendo uma campanha que contextualiza o momento em que vivemos, que é de combate ao Coronavírus, trazendo como pauta justamente o enfrentamento à exploração sexual da criança e do adolescente. A construção de uma sociedade livre desses tipos de abuso é a sociedade pela qual lutamos, e acreditamos que Teresina caminha junto, nesse sentido”, explicou o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Segundo Layla Paiva, técnica da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) da Semcaspi, o novo contexto de isolamento social fez com que a campanha tivesse de achar novos caminhos de conscientização. “Nos anos anteriores sempre fizemos campanhas com abordagens, panfletagens, distribuição de material informativo e apresentações culturais. Porém, por conta da Covid-19, pensamos em algo diferente. A confecção das máscaras já é uma sugestão do Fórum Nacional”, explica.

Em Teresina, a rede municipal de combate à exploração da criança e do adolescente conta com as quatro unidades dos Centros de Referência em Assistência Social (CREAS) e com a Casa de Zabelê. As equipes são capacitadas para atender essas demandas de crianças e adolescentes que sofrem situações de violência e exploração sexual.

“Já a Casa de Zabelê é uma unidade específica para atender essas adolescentes do sexo feminino”, explica Layla. O espaço realiza atividades profissionalizantes e de fortalecimento de vínculos e conta com equipe psicossocial. Atualmente, a meta de atendimento, de 100 adolescentes, já foi ultrapassada.

A população pode ser encaminhada tanto aos CREAS, quanto aos Conselhos Tutelares, através do contato com o 153. As ligações são gratuitas e o sigilo do nome do denunciante é mantido. As denúncias podem ser feitas também por meio do Disque Direitos Humanos: o Disque 100, serviço nacional de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Os casos recebidos são analisados, tratados e encaminhados aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, no prazo máximo de 24 horas. O objetivo é romper o ciclo de violência e garantir a proteção da vítima.

Projeto incentiva acolhimento temporário de crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram afastadas do convívio familiar por medida protetiva judicial, recebem acolhimento temporário nas casas Reencontro e Punaré. As unidades institucionais são mantidas pela Prefeitura de Teresina e, com o isolamento social, foi registrado um aumento de 16% em medidas que demandam acolhimento institucional.

Atualmente, segundo a gerente da Casa Reencontro, Marina Pinheiro, a unidade está responsável por 50 crianças. Algumas delas estão recebendo acolhimento provisório em residência de funcionários, visto que estes são cadastrados como padrinhos afetivos, mas outras 27 crianças continuam presentes na instituição. Com isso, a lotação é uma preocupação a mais neste momento de pandemia do coronavírus.

“É um momento muito difícil, todos os dias a equipe de psicólogos da casa conversa com as crianças para tentar diminuir o impacto do isolamento social e também damos orientações de higiene a elas. Normalmente recebíamos muitas visitas, da família, padrinhos e voluntários”, afirma a gerente.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) suspendeu todas as atividades recreativas externas e visitas nos abrigos para garantir a segurança dos acolhidos e funcionários e também adotou algumas estratégias para minimizar os riscos de contágio nas unidades. “Agora, estamos funcionando apenas internamente, com funcionários e crianças. As visitas foram suspensas e o quadro de funcionários está funcionando por escala. O objetivo é diminuir a circulação de pessoas dentro da casa e garantir que as crianças e profissionais estejam protegidas dentro da unidade”, informa Marina Pinheiro.

Janaína Carvalho, chefe de gabinete da Semcaspi, explica que as novas medidas foram tomadas para viabilizar o acolhimento provisório das crianças institucionalizadas e dar mais segurança a elas. “Estamos seguindo a Portaria nº 1.025/2020 emitida em 20/03/2020, pela 1º Vara da Infância e Juventude, em que ficou facultado às entidades de acolhimento a entrega de crianças e adolescentes para servidores das referidas entidades, ou para famílias cadastradas nos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora, durante toda a situação de emergência em saúde decorrente da Covid-19”, afirma.

Para evitar os possíveis riscos de contágio provenientes do ambiente coletivo, em acordo com os dispositivos legais, a Casa Reencontro, por meio do Serviço de Acolhimento Familiar “Partilhando Cuidado”, está avaliando a situação e dará início dará início ao processo de cadastramento de famílias acolhedoras para que crianças sejam acolhidas temporariamente.

Família Acolhedora

O Família Acolhedora é um serviço ofertado pela Semcaspi que seleciona famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar por decisão judicial. O objetivo é oferecer um ambiente afetivo e cuidados aos acolhidos, o serviço dispõe ainda de uma bolsa-auxílio de R$ 500 (ou R$750, caso a criança possua alguma necessidade especial) que deve ser utilizada exclusivamente para o custeamento do bem-estar do acolhido.

Para fazer parte do programa é preciso estar em acordo com alguns critérios, que são: residir em Teresina, ser maior de 21 anos, ter disponibilidade afetiva para cuidar de crianças ou adolescentes, não apresentar problemas psiquiátricos, não ser dependente de substâncias psicoativas e não responder a processo judicial. As famílias interessadas podem entrar em contato com a equipe técnica pelo telefone (86) 3234-1652 ou pelo Instagram @familiaacolhedora1 para mais informações.

Prefeito recebe representantes da Associação Down The Amo

Rômulo Piauilino

O prefeito Firmino Filho recebeu, nesta sexta-feira (14), representantes da Associação Down The Amo, que atende a crianças e adolescentes com síndrome de down. O objetivo do encontro era pedir ajuda à Prefeitura para a aquisição da sede da Associação.

“Da nossa parte, só podemos agradecer a iniciativa desse grupo de mães que se mobilizou por uma causa tão nobre. De já, afirmamos que temos todo o interesse em ajudar essa Associação. Vamos fazer uma busca para ver qual espaço pode ser disponibilizado para abrigar essa sede. Essas crianças e adolescentes merecem todo respeito e igualdade de oportunidades”, disse Firmino.

A associação existe há cinco anos e tem 180 famílias cadastradas. “Nosso objetivo é ter uma sede para que possamos continuar desenvolvendo nossas atividades e defendendo os direitos desse público. Precisamos fazer com que essas crianças se sintam incluídas na sociedade, nossa bandeira é essa”, explica a presidente da Down The Amo, Elizângela Sales.

Elizângela aproveitou a oportunidade para convidar o prefeito a participar de um evento em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março. “Ainda estamos organizando como será, mas garanto que vai ser uma festa bonita. Queremos mostrar para a sociedade que nossos filhos existem, que são seres capazes, que têm muito a contribuir para a sociedade”, disse.

CAPS Infantil realizou mais de 4 mil atendimentos individuais em 2019

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, realizou em 2019 um total de 4.079 atendimentos individuais de crianças e adolescentes de até 17 anos com transtornos mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas.

O Centro funciona de 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos. “O Centro tem 770 prontuários de crianças em aberto, ou seja: atende todas essas crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e problemas relacionados ao uso e abuso de álcool e outras drogas e suas famílias de referência dentro da abrangência do território. Dessa forma é possível a reorganização social, emocional, educacional e laborativa para a vivência plena da cidadania”, explica Sayonara Lima, coordenadora do CAPS.

Em 2019 aconteceram 5.542 atendimentos familiares no CAPSi. Foram 116 atendimentos domiciliares, 119 atendimentos a crises, 401 admissões, 427 acolhimentos masculinos, 260 acolhimentos femininos e 884 buscas ativas. O acesso aos serviços do CASPi se dá mediante demanda espontânea, busca ativa ou encaminhada, sendo que o processo de acolhimento é efetivado mediante triagem realizada por um profissional da equipe multiprofissional.

As atividades realizadas no CAPSi são: atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico e de orientação, entre outros); atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo e atividades de suporte social, entre outros); atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível superior ou nível médio; visitas e atendimentos domiciliares; atendimento à família; atividades comunitárias enfocando a integração da criança e do adolescente na família, na escola, na comunidade ou quaisquer outras formas de inserção social; desenvolvimento de ações inter-setoriais, principalmente com as áreas de assistência social, educação e justiça e apoio matricial às equipes na atenção básica visando atendimento conjunto em situações complexas que envolve a saúde mental do território área.

 

CAPSi estimula criatividade de adolescentes com projeto de produção de bijuterias

Ascom/FMS

Produzir bijuterias, além de um hobby, pode ser uma forma de desenvolver autoestima, estimular a mente e enaltecer o cuidado em saúde mental. Foi com este pensamento que funcionários do Centro de Atenção Psicossocial infanto-juvenil (CAPSi) idealizaram o projeto Entrelace as Contas, que ensina adolescentes de 14 a 18 anos a produzir peças de bijuteria. (mais…)

Caminhada alerta para abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Ascom/Semcaspi

O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Sul II promoveu, na manhã de hoje (20), uma caminhada de sensibilização e combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em Teresina. A atividade faz parte da campanha “Faça Bonito”, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no último 18 de maio. (mais…)

CAPSi presta atendimento psicológico no Parque Rodoviário

Ascom/FMS

O período após uma tragédia é decisivo para crianças e adolescentes, cuja saúde mental deve ser acompanhada de perto para evitar traumas e assimilar a nova situação. Por isso, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) está com uma equipe no Parque Rodoviário, como parte de uma força tarefa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) para atendimento às vítimas da inundação acontecida no último dia 4 de abril.

A ação faz parte da mobilização organizada pela Gerência de Saúde Mental da FMS, que desde a semana passada tem elaborado o diagnóstico situacional e oferecido apoio emocional e psicológico à comunidade. Como centro responsável pela saúde mental de crianças e adolescentes, o CAPSi tem concentrado seu trabalho nas escolas e creches da região. “Estamos visitando a escola e a creche pela manhã e acolhendo as demandas que o pessoal vai identificando. Eles então são encaminhados para o psicólogo designado especialmente para o atendimento às vítimas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

Sayonara Lima explica a importância do acompanhamento especial voltado para o público infantojuvenil, que passou por um momento de desespero atrelado à situação de vulnerabilidade que elas vivem. “Suas casas são seus lugares seguros, ver esse lugar desaparecer ou ser invadido é ver sua segurança ir também. Elas precisam de cuidado, de uma escuta especializada para que possam seguir em frente, com condições de lidar com as adversidades que ainda podem encontrar”, disse a coordenadora.

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira atende crianças e adolescentes de até 17 anos com transtorno mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro funciona de 8h às 18h de segunda a sexta-feira. O Centro é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos.