Prefeitura vai criar mais três parques ambientais em Teresina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), vai criar mais três parques ambientais em Teresina. A informação é da secretária da Semam, Elisabeth Sá, que afirmou já existir um convênio entre o Ministério da Integração Nacional através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para criação desses novos espaços de área verde e preservação ambiental na cidade.

“A licitação já foi realizada para a contratação de uma empresa técnica especializada para elaboração dos projetos executivos de criação dos três parques. Um será no Residencial Jacinta Andrade, onde já estamos com esse trabalho de reflorestamento, outro será no Vale do Gavião e vamos criar também o Parque da Pigoita, na zona sul de Teresina,” afirmou a secretária.

Teresina possui hoje doze parques ambientais já em funcionamento, devidamente regulamentados pela legislação ambiental. Os parques ambientais são áreas que impactam positivamente na qualidade de vida das cidades, desempenhando funções de lazer, esporte, cultura, recreação e equilíbrio ecológico.

População participa de discussão sobre os impactos ambientais da nova ponte sobre Rio Poti

Com significativa participação popular, a Prefeitura de Teresina realizou, na Associação de Moradores do bairro Água Mineral, uma audiência voltada para as discussões relacionadas aos impactos ambientais da construção da nova sobre o Rio Poti. A ponte interligará o referido bairro, nas imediações do balão da Coca-Cola, à Universidade Federal do Piauí (UFPI), próximo ao Setor de Esportes.

Durante a audiência, organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), a equipe da empresa responsável pela elaboração do projeto executivo de implantação da ponte socializou os trabalhos desenvolvidos, o que inclui o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).

O presidente da Associação de Moradores do bairro Água Mineral, João de Deus Gomes, que acompanhou a discussão, pontuou que a obra tende a trazer mais pontos positivos do que negativos. “Essa ponte certamente vai trazer mais desenvolvimento para nossa comunidade. Eu, inclusive, trabalho na zona Leste e sei o quanto isso vai ajudar na minha mobilidade, assim como de milhares de pessoas que precisam se deslocar diariamente para essa região”, disse a liderança comunitária.

Ascom

Os trabalhos apresentados apontam efeitos ambientais que serão causados, por exemplo, na fauna, flora, ar, solo, água e vegetação. No aspecto da vegetação, os impactos se darão com a retirada de cerca de 70 árvores, que serão devidamente compensadas com a criação de um parque ambiental.

“Como forma de compensar ambientalmente a supressão dessas árvores, faremos a inserção de espécies semelhantes, que serão plantadas em um novo parque ambiental, a ser criado nas imediações da área intervenção da obra. O terreno a ser destinado para esse parque possui aproximadamente cinco hectares”, destaca o secretário da SEMAM, Olavo Braz.

Além de gestores e técnicos da Prefeitura de Teresina, vereadores e diversos representantes de entidades públicas também marcaram presença durante a audiência, a exemplo do IBAMA, EMBRAPA, SEMAR, UFPI, CREA-PI, CAU-PI e Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Conclusão do estudo

Por meio das conclusões do estudo foi destacado que os impactos positivos terão longa duração, enquanto os impactos negativos, em sua maioria, são de baixa e média duração e apresentam-se, principalmente, na fase de instalação.

A nova ponte sobre o rio Poti vai contribuir para o aumento do número de empregos, seja dos operários da construção das vias em razão da abertura de vagas de trabalho, seja em razão do surgimento das empresas beneficiadas.

Contribuirá, ainda, para o aumento da arrecadação pública, do comércio legal, para o aumento da demanda de bens e serviços, da qualidade de vida de seus usuários com a facilitação do deslocamento entre os bairros, assim como trará melhoria nas condições de saúde e educação da população que poderá ter melhor acesso aos hospitais e escolas, como o acesso mais rápido e fácil ao campus da UFPI.