Teresina é pioneira ao implantar ambulatório para tratar doença de parkinson

Ascom/FMS

Teresina é pioneira na implantação de ambulatório voltado para o tratamento da doença de Parkinson e outras doenças neurológicas que acarretam movimentos anormais do corpo. O espaço, que é mantido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizou 375 atendimentos, somente de janeiro a setembro deste ano.

O ambulatório fica localizado no Centro de Saúde Lineu Araújo, no Polo de Saúde da capital. O acesso da população ao serviço se dá através de encaminhamento de especialistas da rede SUS ou das Unidades Básicas de Saúde (UBS). “As pessoas que sofrem com movimentos anormais têm um atendimento qualificado no ambulatório, que abrange consultas e entrega de medicações”, argumenta o presidente da FMS, Charles Silveira.

Em relação à procedência dos pacientes, há registro de acompanhamento de pessoas de Teresina e oriundos de vários municípios do Piauí, como Altos, Barras, Bom Jesus, Campo Maior, Capitão de Campos, Cocal de Telhas, Itainópolis e Demerval Lobão.

A doença de Parkinson é caracterizada pela lentidão de movimentos, não tem cura, mas tem tratamento sintomático. “Um terço dos pacientes com esse diagnóstico pode apresentar tremor clássico. A pessoa pode ter ainda alterações de memória, de raciocínio e facilidade de quedas, em razão da instabilidade da postura”, afirma Denise Cury, neurologista da FMS.

Embora seja mais comum em idosos, o Parkinson também acomete jovens. É o caso da Michele Kelly, de 22 anos de idade. Ela se mostra satisfeita com o atendimento do ambulatório. “Foi a Dra. Denise Cury que me salvou”, conta. A mãe dela, Maria Valquiria, relembra que a filha chegou muito debilitada. “Mas hoje vejo que ela está bem melhor, graças a esse ambulatório”, afirmou.

Já a dona de casa Nilza Maria Santana, de 68 anos de idade, conta que também foi diagnosticada com Parkinson. Ela é acompanhada no ambulatório e já sentiu melhoras significativas. “Eu não conseguia andar direito, me tremia muito. Agora, com as consultas e remédios, diminuiram os tremores do corpo, ando sozinha, vou para todo lugar e consigo fazer as minhas atividades diárias”, afirma.

“O nosso usuário com Parkinson realiza consultas periódicas, já que se trata de doença crônica. É importante que essa pessoa também seja acompanhada por equipe multiprofissional”, afirmaDenise Cury, finalizando que não há medida específica para prevenção dessa doença, mas que a recomendação é que a população mantenha estilo de vida saudável, com dieta e atividade física.

O local também atende pessoas com doenças neurológicas que se manifestam como movimentos anormais do corpo. “Podemos citar as coreias (movimentos involuntários e rápidos que se assemelham a uma dança), distonias (contrações musculares involuntárias que acarreta movimento repetitivo de torção), ataxias (perda da coordenação que afeta movimentos) e tremores”, finaliza Denise.

Hospital do Promorar realiza mais de mil curativos em pacientes com feridas complexas

Ascom/FMS

Toda pessoa com ferida complexa no corpo e que não cicatriza rapidamente precisa de atendimento especializado de enfermagem (estomaterapia). Para garantir a assistência a este público, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) mantém o Ambulatório de Feridas Complexas, que funciona no Hospital Geral do Promorar, zona Sul de Teresina. Somente de janeiro a março de 2019 foram realizados 1.177 curativos em pacientes com feridas complexas.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, o Ambulatório de Feridas conta com excelente estrutura. “O serviço funciona adequadamente e está preparado para ofertar uma assistência de qualidade às pessoas que sofrem com feridas complexas. Os profissionais são capacitados e, inclusive, utilizam materiais de alto custo. Percebemos que o tratamento apresenta uma boa resolutividade dos casos”, afirmou.

Em Teresina, para que a população tenha acesso ao Ambulatório de Feridas, é necessário que o usuário se dirija à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. Ali, terá avaliado o estado da ferida, que pode ser tratada pela equipe da Unidade. Se houver necessidade de atendimento especializado, ele será encaminhado ao ambulatório do Promorar. O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) também faz encaminhamento de paciente, quando necessário.

Segundo Raquel Rodrigues, enfermeira do Ambulatório de Feridas, as Unidades Básicas de Saúde estão preparadas para atender diversas patologias, inclusive pessoas com feridas com menor complexidade. “Agora, se a ferida não cicatriza antes de três meses, independentemente do tipo, é preciso que o paciente seja encaminhado para tratamento no nosso ambulatório. O HUT também nos encaminha pacientes que apresentaram feridas em decorrência de uma urgência”, explicou.

Raquel afirma ainda que é perceptível a satisfação do usuário atendido. “Há pessoas que relatam que tinham perdido as esperanças em cicatrizar a ferida. Aqui, conseguimos dar resolutividade para quase 100% dos casos. É feito o diagnóstico de enfermagem, mensuração da ferida e todas as intervenções necessárias. No prontuário do paciente, fica tudo registrado, inclusive fotografias da ferida, para que possamos acompanhar a evolução do tratamento”, informou.

 

FMS mantém ambulatório para tratar doença de Parkinson e distúrbios de movimentos em Teresina

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre Parkinson, que é celebrado nesta quinta-feira (11), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou levantamento que aponta que no primeiro trimestre de 2019 cerca de 130 pessoas foram atendidas no ambulatório para tratar doença de Parkinson e outros Distúrbios de Movimentos. O serviço fica localizado no Centro de Saúde Lineu Araújo e está disponível à população todas as segundas-feiras, a partir das 13h.

Para o presidente da FMS, Charles Silveira, “o ambulatório representa um avanço na rede de saúde municipal e está preparado para oferecer uma boa assistência, contribuindo com a qualidade de vida e sobrevida desses usuários, que sofrem com movimentos anormais. O atendimento da rede do SUS é completo e abrange o tratamento e também o fornecimento gratuito das medicações”, afirma.

A doença de Parkinson se caracteriza pela lentidão de movimentos, geralmente em um lado do corpo. “O tremor só está presente em um terço dos pacientes com esse diagnóstico. É uma doença comum em idosos, mas também se manifesta em jovens e não tem cura, mas tem medicamentos eficazes para o controle dos sintomas”, afirma Denise Cury, neurologista da FMS, especialista em distúrbios de movimentos.

“O usuário com doença de Parkinson precisa ser acompanhado periodicamente por neurologista, para que a medicação seja adequada ao logo da evolução da doença. Lembramos também que, apesar de não existir uma medida específica para prevenção de doença de Parkinson, todos nós precisamos manter um estilo de vida saudável, principalmente com dieta equilibrada e prática de atividades físicas regulares”, finaliza Denise Cury.

Segundo Mariluce Ferreira, diretora do Lineu Araújo, o ambulatório atende também usuários com outras doenças neurológicas que se manifestam como movimentos anormais do corpo. “Para ter acesso, basta que o usuário se dirija a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde. Se for constatada a necessidade, ele é encaminhado para o nosso ambulatório. Os médicos especialistas da rede do SUS, durante consulta, também podem fazer esse encaminhamento”, finaliza.