FMS vai disponibilizar canetas para aplicação de insulina em diabéticos 

A partir do dia 14 de agosto a Fundação Municipal de Saúde (FMS) passará a oferecer canetas aplicadoras de insulina para pessoas com diabetes do tipo 1 e 2, de até 16 anos e a partir dos 60 anos. O dispositivo estará disponível nas 64 Unidades Básicas de Saúde de Teresina e vai permitir que o tratamento da doença seja mais simples, prático e confortável, já que substitui o método convencional de aplicação da insulina com seringa.

Para receber as canetas de insulina basta que pessoas que se encaixam nesses requisitos dirijam-se às UBSs. “Os pacientes terão acesso ao dispositivo logo após avaliação médica na Unidade. Eles poderão receber as canetas e insulinas NPH e regular na farmácia desses locais”, afirma o gerente da farmácia da Atenção Básica, Handerson Lima.

Ele explica ainda que as equipes das UBSs irão tirar dúvidas dos usuários sobre a forma de uso desses novos materiais. “As canetas são mais fáceis de manusear do que as seringas. Elas também têm botão para dosagem de insulina de acordo com a prescrição médica. É um tratamento mais simplificado para crianças, jovens e idosos.  Com essa nova tecnologia, a FMS pretende atingir maior controle glicêmico desse público”, disse o gerente.

Atualmente, a Fundação tem cadastrado no e-SUS 25.849 pacientes com diabetes, que são monitorados pelas UBSs. “Essas Unidades realizam acompanhamento de usuários com doenças crônicas, como diabetes. Eles também recebem medicações e insumos para controle e tratamento da doença”, afirma o presidente da FMS, Manoel de Moura Neto.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento de glicose no sangue e que não tem cura, mas tem controle. É essencial que o usuário tenha alimentação adequada, faça exercícios físicos e utilize as medicações de acordo com as orientações médicas. As complicações do diabetes podem atingir coração, olhos, nervos, rins e artérias, podendo até mesmo levar o paciente a óbito. O tratamento realizado de forma adequada pode retardar ou prevenir todos esses problemas.

 

Teresina ganha destaque pela gestão fiscal

O cenário de crise econômica no Brasil tem exigido maior rigor fiscal dos estados e municípios, mas mesmo neste panorama, Teresina tem mostrado grande eficiência na gestão dos seus recursos. A capital piauiense tem os melhores resultados em educação no país, mesmo com o menor custo por aluno. A saúde é outro ponto forte na administração municipal, sendo responsável pela maior parte dos atendimentos realizados no estado.

O relatório do anuário Multicidades, organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, colocou Teresina em situação privilegiada em relação às demais capitais nordestinas, que compartilham as mesmas regras de distribuição de recursos e possuem características regionais semelhantes. Ela apresenta a maior receita corrente per capita entre as capitais do nordeste, totalizando R$ 3.044,17 por teresinense. O montante chega a ser maior, inclusive, que a média regional de R$ 2.2331,62. A alta nas receitas correntes permite que o poder público municipal seja mais eficaz ao lidar com as despesas de serviços para a população. Hoje, o município aplica mais de 39%  na área de saúde, enquanto a média das capitais do Nordeste é de 25%.

“Nosso trabalho é manter um equilíbrio fiscal e a gestão municipal tem feito isso: é a capital que mais investe em termo per capita entre as demais do Nordeste. Nosso objetivo é aumentar o investimento no município para melhorar a infraestrutura da cidade e a qualidade de vida dos cidadãos”, comenta  Eduardo Speeden, coordenador de execução orçamentária da Prefeitura.

Quando se fala em equilíbrio fiscal do poder executivo, a administração atua em duas frentes de trabalho: a arrecadação e as despesas. Nesse sentido, o equilíbrio entre o que se arrecada e o que se gasta, como as obras em desenvolvimento, a folha de pagamento e as dívidas públicas, pode garantir a melhor aplicação dos recursos em áreas fundamentais, como a saúde e a educação.

“Teresina recebe muitos pacientes, não só do estado, mas também de outros. Por isso, a Prefeitura desenvolve um programa de monitoramento das despesas de custeio. A gente sempre busca melhorar os processos para que os gastos sejam cada vez mais eficientes. O município investe suas receitas próprias na saúde para melhorar o serviço ofertado à população”, comenta Eduardo Speeden.

SDUs apresentam resultados da aplicação da Lei das Calçadas

A Lei Municipal nº 4.522, de 07 de março de 2014, estabelece os princípios para a execução e manutenção das calçadas e passeios públicos, como acessibilidade, segurança e autonomia, desenho urbano, nível de serviço e conforto e sustentabilidade.

A Lei dispõe ainda sobre as partes integrantes da calçada, padrões, projeto, conservação e limpeza, obras e serviços nas calçadas, vias e logradouros públicos, trânsito público, localização de trailers, bancas de jornais, revistas e livros, publicidade, terrenos não edificados e da edificação compulsória, bem como responsabilidades  e penalidades.

Mostrando o resultado da aplicação da Lei, as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs), divulgaram relatório onde constam as notificações realizadas pelos órgãos durante este ano, até o mês de agosto.

Na zona Sul ocorreram 255 notificações; na zona Leste, entre fiscalizações em terrenos baldios e imóveis edificados, foram 256 notificações. Já na zona Sudeste aconteceram 65 notificações de obstrução de via pública e na zona Norte foram 300 notificações.

De acordo com Paulo Lopes, gestor da SDU Sul, a aplicação da Lei das Calçadas é de grande importância para a garantia do direito de ir e vir das pessoas. “Essa Lei está inserida em um amplo contexto de política de desenvolvimento urbano para Teresina, no sentido de garantir o bem-estar de todos, melhorando, inclusive, as condições de acessibilidade da população”, afirmou.