“Foram até o final da história”, diz pai após auxílio da Guarda Municipal para encontrar filho

O que deveria ser um sábado normal de compras no Centro da capital acabou por se tornar um dia de apreensão e medo para Daniel Charles e sua família. É que o filho dele, de apenas 7 anos, se perdeu dentro de uma loja e passou várias horas desaparecido. A família acionou a Guarda Municipal de Teresina, que acompanhou o caso até que o garoto fosse localizado na cidade de Timon.

“O pai estava bastante agitado. Acionei as outras viaturas no Centro e prosseguimos as buscas, sempre perguntando nas paradas de ônibus e aos mototaxistas para ver se tinham alguma informação. Ninguém havia visto o menino em lugar nenhum”, relatou o agente que atuou na ocasião.

Segundo o pai, o garoto e toda a família estavam em uma loja de departamentos situada na Rua Álvaro Mendes quando Isaías se perdeu dos pais. Às 13h30, quando a loja fechava, a preocupação da família só aumentava. Percorreram setores do prédio, recorreram aos seguranças e não conseguiram localizar o filho, que costumava esperar o casal no corredor de brinquedos.

A família já havia interceptado uma viatura da Guarda Municipal, que patrulhava a Rua Paissandu. Os agentes deram início às buscas, descrevendo a criança e suas vestes aos que passavam. Até que finalmente uma ligação: Isaias estava no depósito de bebidas de um amigo, em Timon, cidade vizinha do Maranhão.

“A situação só foi aliviada quando os meninos da Guarda Municipal foram com a gente até o local onde ele estava. Achávamos que poderia ser um sequestro, alguém querendo extorquir a gente.”, relatou o pai, quando notou a distância considerável entre a loja no Centro e o depósito e temeu uma armadilha.

Como chegou a Timon

Segundo Isaías, ao se perder da família, ele decidiu ir atrás de algum conhecido que pudesse ajudá-lo. Encontrou, passando na frente da loja, um amigo do pai que morava próximo à família, em Timon, e decidiu seguir a pé até lá. Reconheceu o depósito onde Daniel eventualmente fazia compras e deixava panfletos do projeto social do qual está à frente. Lá, pediu que o dono do comércio, situado na Avenida Teresina da cidade vizinha, entrasse em contato com o número impresso no material.

A equipe acompanhou a família até que fosse reunida novamente com o garoto, se certificando que o momento acontecesse com segurança. “Os Guardas foram muito atenciosos, nos deram todo o apoio e fiquei muito agradecido”, disse Daniel, passado o susto. “Estou muito feliz com a prestação de serviço que está sendo feita no Centro! A todo momento estavam em contato com a gente, dando força, e se prontificaram a ir conosco no local: foram até o final da história”, relatou.

“Estávamos toda hora pedindo fotos do garoto e pedindo informações”, confirmou o agente da Guarda Municipal sobre a operação.

Prefeitura mantém atendimento para 518 famílias vítimas do período chuvoso em Teresina

As famílias afetadas pelo período chuvoso em Teresina seguem recebendo assistência e acolhimento oferecidos pela Prefeitura de Teresina. O atendimento se dá por meio do programa Cidade Solidária, voltado a famílias desabrigadas. As vítimas são removidas da área de risco com o auxílio do aluguel social. O último levantamento mostra que 518 famílias estão inclusas no programa. Dessas, 204 famílias foram incorporadas ao programa depois do período chuvoso.

 

“O programa é fundamental para a garantia de um atendimento digno às famílias que perderamm suas residências, porque ele faz com que situações de calamidades públicas sejam resolvidas de forma mais digna. Antes, havia um cenário onde as pessoas eram colocadas em creches, galpões, muitas vezes todos amontoados. Hoje, você pode ser acolhido por um parente ou alugar uma casa, com o auxílio do município”, destaca Celene dos Santos, chefe da Divisão de Articulação da Rede Socioassistencial da Semcaspi.

 

O Cidade Solidária atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos, em consequência das chuvas, infortúnios, incêndios, alagamento, transbordamento de rios ou lagoas ou ainda, situações de vulnerabilidades temporárias. O trabalho é executado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDU’s) e Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

A população pode tirar dúvidas sobre o Cidade Solidária entrando em contato com a Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), por meio do 3215-7593.

 

Projeto de lei aumenta auxílio financeiro emergencial para desabrigados em Teresina

A Prefeitura de Teresina encaminhou um projeto de Lei para a Câmara Municipal que altera o artigo 8º da Lei Nº 4.916/2016, que dispõe sobre o valor de aluguel das residências que acolhem as famílias desabrigadas. Com a alteração, o auxílio financeiro passaria de R$250 para R$300. A Lei regulamenta os Benefícios Eventuais e promove o auxílio para atender a população em situação de calamidade pública.

O decreto emergencial faz com que essa alteração seja pelo período de 90 dias — podendo ser prorrogado por igual prazo. Dessa forma, as famílias poderão receber 300 reais mensais, para alugar uma residência ou se solidarizar com outra família, de forma que ela possa ser acolhida com maior dignidade.

O secretário Samuel Silveira ressalta que o projeto vem em um momento necessário, devido a cheia dos rios e também por conta da tragédia no Parque Rodoviário.

“A Prefeitura de Teresina, em decorrência do desastre que aconteceu no Parque Rodoviária, bem como do aumento do volume de águas nos rios Parnaíba e Poti, está buscando um meio adequado para tornar ainda mais atrativo o abrigamento por meio do Programa Cidade Solidária. É importante resgatar a informação que no início dessa gestão o valor era 180 reais. Portanto, na medida que se valoriza quem abriga e fortalece a solidariedade, ao mesmo tempo se evita que as pessoas vítimas de um infortúnio dessa natureza fiquem no relento, sem nenhum acolhimento”, reforça o secretário.

Como ter acesso ao programa

Para ser incluso no Cidade Solidária, a Defesa Civil precisa identificar a situação, através de atendimento que pode ser solicitado pelo número 153. Notando o risco na área, o órgão repassa a demanda para a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) ou Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR) da região. Em seguida, a SDU/SDR se dirige ao local, avalia a situação e, sendo necessária a inclusão da família no Cidade Solidária, encaminham a demanda à Semcaspi, que fica responsável pela assistência através da ajuda financeira.

O Programa possui duas linhas de atuação: o ‘Família Solidária’ e o ‘Residência Solidária’. No primeiro, a pessoa acolhida indica outra família para lhe receber e a Prefeitura repassa uma ajuda de custo. No segundo, a família deve indicar um imóvel para alugar e a Prefeitura arca com o pagamento no prazo de um ano.

Sistematicamente, a família também é acompanhada pela Semcaspi, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), sendo fornecido, caso necessário, cesta básica, kit acolhimento e kit limpeza.

Mais de 220 famílias de áreas de risco estão inclusas no “Cidade Solidária”

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou, nesta segunda-feira (25), os números atualizados de atendimento do Programa Cidade Solidária. Segundo a secretaria, atualmente, 224 famílias estão incluídas no programa e recebem o auxílio emergencial da Prefeitura de Teresina.

Parte deste número se deve à incidência de chuvas na capital, que gerou riscos de desabamentos de casas e/ou alagamentos em algumas regiões de Teresina, em 2018 e início de 2019. As solicitações de inclusão no Cidade Solidária chegam após a identificação de riscos em residências, feita pela Defesa Civil Municipal, órgão também vinculado à Semcaspi. As famílias vítimas das últimas chuvas na capital também estão sendo incluídas no programa.

“O programa é fundamental para a garantia de um atendimento digno às famílias que perdem suas residências porque ele faz com que situações de calamidades públicas sejam resolvidas de forma mais digna. Antes havia um cenário onde as pessoas eram colocadas em creches, galpões, muitas vezes todos amontoados. Hoje você pode ser acolhido por um parente ou alugar uma casa com o auxílio do município”, destaca Selene dos Santos, chefe da Divisão de Articulação da Rede Socioassistencial da Semcaspi.

O “Cidade Solidária” é executado em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbanos e Habitação (SEMDUH), por meio da SDU ou SDR. O programa atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos, em consequência das chuvas, infortúnios, incêndios, alagamento, transbordamento de rios ou lagoas ou ainda, situações de vulnerabilidades temporárias.

“Com a oferta do aluguel social, a Prefeitura de Teresina fomenta a solidariedade por meio da própria família ou de residentes da mesma comunidade, que recebem outra família. Com as constantes e fortes chuvas que atingem a capital a importância desse programa é reforçada. Não vemos mais pessoas alojadas em galpões ou em escolas, como antigamente”, reforça Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.

Como ter acesso ao programa

Para ser incluso no Cidade Solidária, a Defesa Civil de Teresina precisa identificar a situação, através de atendimento que pode ser solicitado pelo número 153. Notando o risco na área, o órgão repassa a demanda para a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) da região ou Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR). Em seguida, a SDU/SDR se dirige ao local, avalia a situação e, sendo necessária a inclusão da família no Cidade Solidária, encaminha a demanda à Semcaspi, que fica responsável pela assistência através da ajuda financeira.

O Programa possui duas linhas de atuação: o ‘Família Solidária’ e o ‘Residência Solidária’. No primeiro, a pessoa acolhida indica outra família para lhe receber e a prefeitura repassa uma ajuda de custo no valor de R$ 250. No segundo, a família deve indicar um imóvel, no valor de até R$ 250, para alugar e a Prefeitura arca com o pagamento no prazo de um ano. Sistematicamente, a família também é acompanhada pela Semcaspi, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), sendo fornecido, caso necessário, cesta básica, kit acolhimento e kit limpeza.