Lagoas do Norte e Banco Mundial alinham cronograma para próximas obras em Teresina

Os técnicos do Banco Mundial e do Programa Lagoas do Norte se reuniram em Teresina para delinear o cronograma de início e andamento das próximas obras que serão realizadas na região de atuação do programa. Elas contemplam intervenções de drenagem, para minimizar os problemas de alagamentos, de urbanização no entorno das lagoas dos Oleiros, Piçarreira e São Joaquim e ainda a reestruturação dos diques dos rios Parnaíba e Poti.

Ao todo, estão contratados R$ 37 milhões, investidos em obras em andamento e outras que ainda serão começadas. Como é o caso da obra que iniciou pela Lagoa do Mazerine e se estenderá por uma das margens das lagoas dos Oleiros, Piçarreira e São Joaquim. Também está em andamento a obra do Canal do Matadouro, que tem como foco a drenagem da água pluvial e a urbanização do entorno, com a instalação de equipamentos de convivência comunitária e prática de esporte e lazer. Ainda serão iniciadas também as obras nas margens opostas da Lagoa da Piçarreira e Oleiros.

O projeto de reestruturação dos diques dos rios Parnaíba e Poti está sendo elaborado por uma empresa contratada pelo Programa Lagoas do Norte e segue a orientação de apresentar pelo menos três alternativas para cada trecho trabalhado, observando os aspectos estruturais, sociais e ambientais. Esse projeto deverá ser apresentado no início do segundo semestre e, com base nele, será estudada a melhor alternativa para reestruturar os diques.

“O Programa Lagoas do Norte tem uma sequência de obras a serem executadas. São obras que têm como principal objetivo trabalhar a drenagem e interligação dessas lagoas, fazendo com que a água das chuvas siga seu caminho e não cause mais danos à população. Como consequência disso, implementamos os equipamentos públicos no entorno dessas lagoas, possibilitando que a população tenha melhoria da sua qualidade de vida”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

Diretoria do Banco Mundial vem à Teresina conhecer novos projetos do Programa Lagoas do Norte

Renato Bezerra

Uma comissão formada por diretores e gerentes de alto escalão do Banco Mundial estão em Teresina para conhecer os novos projetos do Programa Lagoas do Norte. O programa é financiado pela instituição bancária e, nesta segunda etapa, estão sendo aplicados U$ 88 milhões em vários projetos que buscam a melhoria de vida da população que vive nos 13 bairros atendidos pelo programa.

Premiado nacionalmente e reconhecido internacionalmente, o Programa Lagoas do Norte tem sido apresentado pela instituição financiadora em eventos mundo afora. Ano passado, uma comissão de representantes de países como Etiópia, Gana e Indonésia estiveram em Teresina conhecendo o programa. Além disso, o prefeito Firmino Filho já foi a eventos em Washington (EUA) e Estocolmo (Suécia), por exemplo, levando a experiência do Lagoas do Norte. Na última sexta-feira (13), o diretor de Coordenação do PLN, Leonardo Madeira, apresentou o artigo “Requalificação urbana e ambiental como política pública para mitigação de riscos sócio ambientais” durante o III Congresso Brasileiro de Redução de Riscos e Desastres, em Belém (PA).

Participam desta missão Anna Wellenstein, diretora regional para desenvolvimento sustentável, Rita Cestti, gerente para o setor de águas para a América Latina, Maria Gonzales de Asis, gerente do setor de desenvolvimento social para a América Latina, Alexandra Bezeredi, especialista líder em desenvolvimento social, além de Juliana Garrido, gerente do projeto e especialista sênior em saneamento, Alberto Costa, especialista sênior em desenvolvimento social, Juliana Paiva, especialista em desenvolvimento social, Sofia de Abreu Ferreira, advogada sênior, e Soraya Melgaço, consultora especialista em desenvolvimento social.

Na manhã desta quarta-feira (18), Anna Wellenstein e Rita Cestti foram recebidas pelo prefeito Firmino Filho no Palácio da Cidade. “É uma alegria receber a diretoria do banco aqui na nossa cidade, especialmente nesse momento em que o programa acabou de entregar uma obra de grande importância para os moradores do bairro Mocambinho, o Parque Ambiental Matias Matos, e inicia outras obras de relevância na região”, destacou o prefeito.

O Banco Mundial realiza acompanhamento rotineiro dos projetos e ações do Lagoas do Norte através da gerência do programa junto à instituição financeira e dos especialistas nas áreas de engenharia e social. Nesta missão, as diretoras e gerentes conheceram os projetos concluídos recentemente, como o Parque Ambiental Matias Matos, outros que já estão sendo executados, como a construção do residencial Parque Brasil, e os que ainda estão em fase de instalação, como é o caso da requalificação urbana e ambiental total das lagoas do São Joaquim e Oleiros e parcial das lagoas do Mazerine e Piçarreira.

“Estamos recebendo essa missão do Banco Mundial em um momento em que vamos iniciar obras e ações no programa de grande relevância para a população que vive no entorno dessas lagoas. Ao mesmo tempo, vamos mostrar o impacto que o programa tem na melhoria de vida da população que já foi atendida”, afirma Márcia Muniz.

Firmino discute início de novas obras do Lagoas do Norte com especialistas do Banco Mundial

Rômulo Piauilino

Na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito Firmino Filho esteve reunido com as especialistas do Banco Mundial que acompanham a execução das obras e ações do Programa Lagoas do Norte, Juliana Garrido, Soraya Melgaço e Juliana Paiva, e também com o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João, e a diretora geral do programa, Márcia Muniz. Durante a reunião, a equipe apresentou ao prefeito as obras que estão iniciando e trataram sobre a infraestrutura do residencial Parque Brasil.

Com a montagem das unidades habitacionais deste residencial finalizada, agora a construtora está trabalhando na infraestrutura: rede de abastecimento de água e esgotamento sanitário, drenagem, pavimentação e energia. “Esse residencial foi totalmente projetado para garantir a segurança e qualidade de vida para a população que é atendida pelo Programa Lagoas do Norte e vai morar lá”, diz o prefeito Firmino Filho.

O residencial está sendo ofertado às famílias como uma das alternativas de reassentamento. Atualmente, essas pessoas vivem em áreas vulneráveis, em margens de lagoas, sem estrutura adequada de abastecimento e esgoto e sob risco de alagamento. Ele é uma das três opções de reassentamento previstas no Lagoas do Norte.

Além da infraestrutura do residencial, o grupo apresentou ao prefeito o planejamento para o início das obras no entorno das lagoas dos Oleiros, São Joaquim, Piçarreira e Mazerine. Essas obras estão orçadas em R$ 35 milhões no total e contemplam a despoluição das lagoas, melhorias habitacionais, pavimentação e iluminação pública, e a construção de estruturas para a prática do esporte e lazer.

“Essas obras que vamos iniciar representam um salto na qualidade de vida da população dessa região. Essa é a missão do Programa Lagoas do Norte”, finaliza Márcia Muniz.

Populares da região das Olarias apresentam demandas para representantes do Banco Mundial

Ascom/PLN

Moradores do bairro Olarias, situado na região do dique da avenida Boa Esperança, zona norte de Teresina, reuniram-se com membros do Banco Mundial, que estão em Teresina em missão de acompanhamento das obras e projetos do Programa Lagoas do Norte. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (12).

O senhor Luís Felipe da Costa é vazanteiro e dona Eliúde Gomes de Sousa Silva é cabeleireira, moram em casas que ficam às margens da avenida Boa Esperança, e solicitaram aos membros da instituição que financia o programa uma maior celeridade no andamento dos projetos porque temem pela segurança das casas de vários moradores, que estão em situação precária. Participaram da reunião as especialistas da área social do Banco Mundial, Soraya Melgaço e Juliana Paiva, e a diretora geral do PLN, Márcia Muniz.

“As pessoas que moram na Vila Apolônia, nas Olarias e nas comunidades próximas ao Encontro dos Rios vivem apavoradas porque as casas são de taipa e não vão resistir a mais um inverno. Muita gente não tem nem um banheiro, a lagoa é cheia de lixo, as crianças não tem aonde brincar e muita gente está sendo atropelada porque as casas são em cima da avenida, não tem por onde as pessoas andarem. O que a gente quer é que o projeto comece para que a gente tenha um lugar seguro para morar. A comunidade toda sabe que o Lagoas do Norte vai levar é benefício para nós, melhorar nossa realidade”, relatou Eliúde.

Gerente do programa junto ao Banco Mundial, a engenheira Juliana Garrido explicou aos moradores o andamento das ações do Lagoas do Norte e comunicou que os técnicos do programa farão reuniões com a população para explicar o que está sendo feito.

“Tivemos a oportunidade de receber esses moradores para conversar sobre o andamento do programa. Vamos realizar reuniões com a comunidade para explicar que uma empresa especializada fará um estudo detalhado dos diques do Parnaíba e Poti e as possibilidades de reestruturação desse dique. Também faremos uma outra obra na região, que é a requalificação urbana e ambiental da lagoa dos Oleiros, que contemplará essa comunidade. Além disso, as obras na área da lagoa do São Joaquim, no bairro Mafrense, deverão iniciar até o fim deste mês”, explicou Márcia Muniz.

O Lagoas do Norte segue a rotina de atendimento à população tanto na Unidade de Gerenciamento do Programa, como na Unidade de Projeto Socioambiental que compõem o programa. Nessas unidades os moradores podem tirar dúvidas sobre as intervenções na região.

 

Diretor do Banco Mundial avalia Programa Lagoas do Norte em visita ao prefeito Firmino Filho

O diretor da área de infraestrutura do Banco Mundial no Brasil, Paul Procee, esteve reunido com o prefeito Firmino Filho, na manhã desta sexta-feira (24), e discutiram sobre o Programa Lagoas do Norte até esta segunda fase.

Segundo Paul Procee, o programa prevê duas obras importantes para quatro lagoas da região. “Estou muito feliz vendo o quanto o programa já avançou com as obras e o reassentamento. O Residencial Parque Brasil é uma obra importante nesse sentido. O programa já alcançou importantes avanços na melhoria de vida da população”, avaliou.

Ficou previsto para a próxima fase as obras de requalificação urbana e ambiental das lagoas do Mazerine, Oleiros, São Joaquim e Piçarreira, que estão completamente degradadas.

Além disso, existe a previsão para a contratação de uma empresa especializada o estudo da atual situação do dique do rio Parnaíba.  A empresa selecionada deverá fazer uma avaliação sob os aspectos hidráulico, estrutural, social e ambiental, devendo apresentar ao menos três alternativas para o dique.

“Em relação à segurança do dique, estudos afirmam que ele necessita de uma reestruturação. Precisamos fazer um plano de emergência para a cidade porque sabemos que, mesmo melhorando a estrutura do dique, poderemos ter ainda um risco residual e temos que trabalhar na redução desses riscos e ao mesmo tempo trabalhar o fortalecimento do dique para reduzir as chances de inundação da área”, afirmou Paul Procee.

O prefeito Firmino Filho avalia que toda a região já sente os efeitos dos eixos trabalhados pelo Lagoas do Norte. “Estamos com um período chuvoso que já dura seis meses em Teresina e a região norte não sofre mais como sofria antigamente, com milhares de pessoas desabrigadas”, finalizou o prefeito, acrescentado que a cidade de Teresina sempre confiou nas ações administrativas da Prefeitura.