FMS lança Calendário Ecoepidemiológico como aliado no combate à Dengue

Agente da FMS exibe novo Calendário Ecoepidemiológico como aliado no combate à Dengue (Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), através da Gerência de Zoonoses, lançou hoje (02) o Calendário Ecoepidemiológico. Uma ferramenta que vai ajudar ainda mais o trabalho de campo dos agentes de endemias que atuam no combate ao Aedes aegypti, mosquito causador das doenças Dengue, Zika e Chikungunya.

Caixas d’água, cisterna, vasos e bebedouros de animais continuam no topo da lista dos locais onde mais são encontrados focos do mosquito Aedes aegypti. O Departamento de Zoonoses reforça a orientação para que a população se atente a potenciais criadouros dentro de suas casas. “Durante as visitas domiciliares nossos agentes de endemias vão apresentar ao morador o Calendário Ecoepidemiológico, que contará com um check list com novas estratégias de reconhecimento dos possíveis focos de mosquito naquela residência”, afirma o presidente da FMS, Ítalo Costa Sales.

“Vamos incentivar que o morador faça a conferência do seu imóvel”, completou o presidente da FMS. O Brasil já têm 217.481 casos prováveis de dengue, 15 mortes confirmadas e 149 em investigação, nas primeiras semanas de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (30). Teresina tem 122 casos notificados de dengue, até o momento, e nenhum óbito.

FMS alerta para cuidados com o Aedes durante período chuvoso

Trabalho da FMS através de seus agentes de campo coleta amostras de possíveis focos da dengue (Ascom/FMS)

O período chuvoso requer atenção especial em relação a doenças, como dengue, zika e chikungunya, por ser uma época propícia à reprodução de seus mosquitos transmissores: o Aedes aegypti e o Aedes albopictus. Por isso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) pede a parceria da população para que redobre o cuidado dentro de suas casas. Amanhã, às 9h30, será lançado o Calendário Ecoepidemiológico, uma ferramenta que vai ajudar ainda mais o trabalho de campo dos agentes de endemias. O lançamento acontecerá no auditório da sede da FMS, na Rua Governador Artur de Vasconcelos, 3015 – Aeroporto.

“O período chuvoso favorece a formação de poças de água, onde o Aedes aegypti e Aedes albopictus colocam seus ovos e dão origem ao mosquito”, explica a médica que faz parte da diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amparo Salmito. “Se o mosquito estava infectado pela dengue, zika, chikungunya ou outras viroses, todos os seus ovos também estarão contaminados”, alerta.

O principal cuidado é o descarte de todo material inservível. Garrafas devem ser guardadas fechadas ou com a boca virada para baixo. As calhas dos telhados e caixas d’água também merecem atenção e devem ser mantidas limpas, bem como ralos e vasos sanitários tampados. Vasos de plantas com pratos de plástico devem ser evitados. “É muito importante que os quintais e locais ao ar livre passem por limpeza frequente, pois qualquer material que permita o mínimo acúmulo de água pode se tornar um criadouro do mosquito, mesmo uma tampinha de garrafa”, alerta Amparo Salmito.