Casa Reencontro comemora sete anos acolhendo crianças sob medida de proteção

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE), comemorou nessa quarta-feira, (06), o aniversário de fundação da Casa de Acolhimento Reencontro. Atualmente, a unidade atende 23 crianças, de ambos os sexos, que estão sob medidas de proteção. A comemoração reuniu as crianças acolhidas e os servidores da Casa Reencontro, com lanche e música, seguindo todos os protocolos de segurança contra à Covid-19.

De acordo com a gerente da Casa de Acolhimento Reencontro, Lucimara Paulo, um dos momentos mais desafiadores destes sete anos foi manter as atividades com as crianças assistidas no período de pandemia.

“Durante este período de pandemia, tem sido bem difícil, diante da necessidade do distanciamento. Isso atrapalhou as atividades lúdicas, porque as crianças ficaram bastante isoladas, mas estamos voltando aos poucos. Mesmo no período mais intenso, a gente conseguiu fazer algumas atividades, dentro do possível. Nos articulamos de uma maneira, para estas atividades estarem acontecendo, sem deixar de lado o emocional destas crianças”, esclareceu.

Para a assistente social da Casa de Acolhimento Reencontro, Lorena Madeira, os sete anos representam um avanço na Política de Assistência Social de Teresina.

“Até então, não existia uma casa de acolhimento com este perfil. São crianças do município de Teresina, vítimas de violação de direitos e são acolhidas numa tentativa de garantirmos a medida protetiva. O tempo que elas ficam acolhidas, a gente faz o serviço de buscar a reintegração familiar, sanando as vulnerabilidades encontradas e na última hipótese, são colocadas para adoção”, pontuou.

A Casa de Acolhimento Reencontro está localizada na Rua Professor Odilo Ramos, no Bairro Morada do Sol, e está com o novo número para contato: (86) 3212-1861.

ENVOLVIMENTO EMOCIONAL

A assistente social, Lorena Madeira, ressalta que a dedicação que a equipe da Casa de Acolhimento Reencontro disponibiliza às crianças fortalece e melhora as atividades desenvolvidas.

“Não tem como não se emocionar. Porque é um trabalho que tem sim, um desgaste emocional, mas ao mesmo tempo é fortalecedor. Cada criança que chega aqui tem uma história de vida e a gente observa que não é tão simples. É um trabalho desafiador e requer um suporte emocional muito grande de toda a equipe e nos fortalecemos com o nosso amor e dedicação por estas crianças”, ressaltou.

Casa Reencontro registra 50 atendimentos durante a pandemia

A Casa de Acolhimento Reencontro, instituição que abriga crianças de 0 a 12 anos que foram vítimas de violações de direitos, registrou, desde o mês de março até julho deste ano, 50 atendimentos. O espaço oferece acolhimento temporário para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram afastadas do convívio familiar por medida protetiva judicial e é administrado pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Para evitar o contágio da Covid-19, a direção do espaço adotou o sistema de acolhimento provisório nas residências de funcionários, visto que eles são cadastrados como padrinhos afetivos.

“Achamos mais prudente realizar o acolhimento familiar dessas crianças junto aos funcionários da casa, que estão com a carga horária reduzida e em home office. Foi uma medida para evitar a aglomeração na casa tanto deles, quanto das crianças. Isso fez com que a gente evitasse o risco de surto no abrigo, e não tivemos nenhum caso infantil positivado para Covid-19”, explicou a coordenadora.

No momento que as crianças estão com os funcionários, ambos são acompanhados semanalmente por uma psicóloga, que também entra em contato com a família de origem e atua como intermediário. Além disso, os colaboradores recebem toda a assistência material para manter a criança através de alimentos, fraldas, materiais de higiene pessoal e medicação. Esse acolhimento foi viabilizado por portaria da 1ª Vara da Infância, tendo como base as resoluções do Conselho Nacional de Justiça.

Os relatórios de atendimento da casa detalham que, durante o período de quatro meses, foram feitas 12 inserções no programa de acolhimento temporário do Família Acolhedora. Os números apontam ainda que foram executadas 04 adoções, 19 reintegrações e 06 destituições familiares.

Para diminuir o impacto do isolamento social, os funcionários que permaneceram trabalhando de forma presencial foram orientados a desenvolver atividades lúdicas e educativas com as crianças que estão no espaço.

“Estamos fazendo oficinas de pintura e de desenho, dança e brincadeiras. Como as crianças não estão indo à escola, é importante que eles tenham essa compreensão da importância do lúdico, de estar em contato com os amigos e desenvolvendo atividades de interação, não apenas estar na casa, mas também interagindo”, reforça a coordenadora.

A Casa de Acolhimento Reencontro está localizada na Rua Professor Odilo Ramos, 1501, bairro Morada do Sol.  Os encaminhamentos para a Casa são realizados por meio do Conselho Tutelar, Polícia Militar e 1ª Vara da Infância e Adolescência. O telefone para contato é 3232-7929.