HUT promove evento sobre Prevenção do Suicídio

Ascom/HUT

A equipe de psicologia do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) promoveu a palestra “Prevenção do Suicídio: Acolhimento e manejo com pessoas em grave sofrimento”. O público alvo foi todos os profissionais de saúde do Hospital e o objetivo foi preparar esses profissionais para o primeiro contato com o paciente que tentou suicídio e sua família.

O palestrante convidado foi o Dr. Carlos Henrique, psicólogo, psicoterapeuta e especialista em Tanatologia. Durante a palestra ele explicou que mesmo com todas as campanhas de prevenção do suicídio, esse tema ainda é bastante delicado. “Precisamos falar sobre suicídio com responsabilidade e de forma cuidadosa. Trazer esse tema para debate no HUT é importante, porque é pra ele que são encaminhados os casos mais graves de tentativa de suicídio. Portanto, as equipes precisam estar preparadas para acolher essas pessoas que estão em sofrimento. O suicídio é um fenômeno tão complexo que até mesmo os profissionais de saúde tem dificuldade nesse manejo”, disse.

Eliana Mendes, psicóloga do HUT, disse que o primeiro atendimento nesses casos é fundamental, pois o paciente e sua família precisam se sentir acolhidos e amparados para facilitar uma segunda abordagem mais especifica por parte das equipes de saúde.

“Existem vários mitos sobre o assunto, e muito preconceito. Precisamos usar o diálogo pra desmistificar as inverdades, e estarmos preparados, como profissionais pra atender essa demanda. O paciente que tenta suicídio vem de um sofrimento muito grande, a ponto de atentar sobre sua própria vida, não podemos agir com uma postura julgadora, ao contrário, é preciso acolher, amparar e oferecer possibilidades de cuidado”, explicou Eliana.

Ascom/HUT

De acordo com Clara Leal, diretora geral do HUT, falar sobre o suicídio não incentiva, ao contrário, pode salvar muitas vidas. “Precisamos mostrar que quanto mais o assunto for difundido, maior será a probabilidade das pessoas que sofrem desse mal procurar ajuda e entender seus problemas. Os profissionais do HUT são preparados para atender casos de suicídio e, após a alta, os pacientes são encaminhados para tratamento específico no Hospital Lineu Araújo ou para os CAPS”, explicou a diretora.

FMS promove mutirão de busca ativa da hanseníase em quatro pontos da capital

Ascom/FMS

Encerrando as atividades da Semana Estadual de Combate a Hanseníase, a Fundação Municipal de Saúde promoveu, na manhã hoje (21), o Mutirão de Manchas, que é uma busca ativa de casos da doença. A ação aconteceu em quatro pontos de diferentes zonas da cidade: no Ambulatório do Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB); na Unidade Básica de Saúde Reginaldo Castro/Renascença; no Ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na Unidade Básica de Saúde Piçarreira, durante o evento Teresina em Ação.

Durante o mutirão, profissionais da FMS realizam a avaliação de casos de pessoas com manchas na pele, em uma triagem de possíveis de casos de hanseníase. “A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria onde as manifestações são principalmente qualquer tipo de lesão de pele com perda de sensibilidade. Seria aquela mancha onde o paciente não sente dor, não sente qualquer tipo de agente no local”, esclarece o infectologista Carlos Gilvan Nunes, chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS. “Além da mancha, a hanseníase pode acometer nervos, o que leva a casos de incapacidade, de deformidade nos estados avançados da doença. É uma doença de transmissão respiratória, e por isso a gente também avalia casos de contatos da doença”, complementa o médico.

Foi este o caso de Doraci Leite, de 52 anos. “A minha cunhada teve hanseníase e se tratou há dois anos, e como eu estava sentindo uma dormência nas mãos resolvi vir aqui”, relata. O exame é feito por meio de um teste de sensibilidade na pele, pelo contato com tubos quentes e frios dentro e fora da mancha para detectar alguma diferença na sensibilidade. Doraci teve resultado negativo, mas em caso positivo, o paciente é encaminhado para tratamento, que é feito por uma combinação de medicamentos e fornecido gratuitamente pela Atenção Básica Municipal.

O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, após um mês tomando a medicação, a pessoa já não transmite a doença. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menores as chances de sequelas decorrentes da doença, que podem ser neurológicas e até mesmo deformações.

Teresina, apesar da tendência de redução dos casos, ainda apresenta altos coeficientes de detecção de Hanseníase, continuando a ser um grave problema de saúde pública, portanto todos os esforços devem ser somados para o enfrentamento da doença nas três instâncias do Sistema Único de Saúde seja federal, estadual ou municipal.

Teresina tem mantido uma série histórica de hiperendemicidade. No ano de 2018 foram diagnosticados 350 casos novos de hanseníase na população geral  o que corresponde a uma taxa de detecção de 40,6 casos/100.000 habitantes, em comparação com a média nacional de 12,23 casos/100.000 habitantes é cerca de quatro vezes maior.

Outro  indicador que se destaca é a taxa de detecção em casos menores de 15 anos, ou seja os casos de Hanseníase Infantil. Em  2018 foram  detectados 26 casos novos de hanseníase nesta faixa etária o que corresponde a uma taxa de 12,7 casos/100.000 habitantes. A prevalência de Hanseníase Infantil  significa transmissão recente da doença por possível contato com pessoas doentes não tratadas, manutenção da endemia, bem como severidade da doença se não for detectada de forma precoce e tratada oportunamente.

FMS lança amanhã (18) campanha de hanseníase e verminoses nas escolas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) lança amanhã (18), às 9h da manhã, a sexta edição da Campanha Municipal de Hanseníase e Verminose. A abertura será na Escola Municipal Cristina Evangelista, que fica na rua Piracuruca, 1345, bairro Três Andares.

O objetivo desta iniciativa é reduzir a carga parasitária de verminoses em escolares do ensino público fundamental e identificar casos suspeitos de hanseníase, possibilitando um diagnóstico oportuno da doença, o tratamento adequado e  acompanhamento dos casos confirmados. “O público alvo da Campanha são estudantes na faixa etária de 5 a 14 anos das escolas públicas municipais do Ensino Fundamental regular  de Teresina”, informa Svetlana Coelho, enfermeira da Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS.

Para identificação dos casos de hanseníase é adotado o “método do espelho”, que consiste no preenchimento da ficha de autoimagem para identificação de escolares que apresentem sinais e sintomas sugestivos de hanseníase. A ficha é distribuída aos escolares, preenchida pelos pais e/ou responsáveis e devolvida para a escola em, no máximo, dois dias. Já o combate às verminoses é feito com o uso do medicamento para profilaxia das verminoses Albendazol 400 mg, via oral, dose única, sob a supervisão de um profissional da Estratégia de Saúde da Família. A realização dessa ação de profilaxia e de diagnóstico de hanseníase em escolares está em conformidade com as recomendações de Órgãos Internacionais como a OPAS/OMS.

Apesar dos esforços promovidos pelo governo brasileiro para o controle da doença nos últimos anos, casos em menores de 15 anos ainda são diagnosticados no país, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente da doença. Teresina ocupa a 8ª posição nacional em casos de Hanseníase em menores de 15 anos. Em 2018, o número de casos novos diagnosticados nesta faixa etária em nossa capital foi 26 casos, o que corresponde a um coeficiente de detecção de 12,7 casos por 100.000 habitantes. “Vale ressaltar que casos de Hanseníase infantil sinalizam focos de infecção ativos e transmissão recente da doença”, diz Svetlana Coelho.

FMS lança nota informativa sobre investigação e acompanhamento de casos de Febre do Nilo

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina – PI vem acompanhando com atenção e cautela os desdobramentos relativos ao 3º caso confirmado de febre do Nilo no Piauí. Desde 2013, todos os casos suspeitos internados na rede pública municipal são submetidos a um protocolo de investigação implantado pela FMS que inclui o vírus do Nilo Ocidental, dentre vários outros de importante relevância.

A paciente em questão foi vitimada por encefalite, era procedente de Piripiri-PI, recebeu toda a assistência possível na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgências de Teresina, mas sofreu várias complicações clínicas que, aliadas à sua idade avançada e à presença de comorbidades, levaram-na ao óbito.

O litoral e o interior do estado do Piauí situam-se em rotas de aves migratórias – apontadas como elos importantes na disseminação da doença, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBIO). O vírus foi detectado também no estado do Espírito Santo, em 2018, e no estado do Ceará, em 2019.

De 2014 a 2019, foram investigados pela FMS 399 casos humanos suspeitos de doença neuroinvasiva grave por febre do Nilo, procedentes de várias cidades do Piauí e de estados vizinhos: 319 foram descartados, 35 tiveram resultados “indeterminados” e 42 permanecem em investigação. Todos os hospitais do município são capacitados para investigar e tratar qualquer novo caso suspeito.

AMARILES DE SOUZA BORBA

Diretora de Vigilância em Saúde