Defesa Civil faz atendimentos à população após forte chuva

Com a forte chuva caída em Teresina nesta terça-feira (21), a Defesa Civil vem fazendo o atendimento a diversas ocorrências desde então. A equipe esteve em campo no momento da chuva, atendendo a população da zona leste e de parte da zona sudeste da cidade, regiões intensamente atingidas.

“Tivemos várias casas alagadas por ocasião da chuva, perda de veículos, de imóveis, além de dano estrutural”, relatou o tenente Antônio Linhares, da Defesa Civil Municipal.

Na manhã desta quarta-feira (22), o trabalho foi retomado. Segundo Linhares, a Defesa segue em campo realizando a  identificação desses danos e perdas para que a devida assistência possa ser dada à população.

“A zona leste foi a mais atingida de todas. Tivemos danos no São Cristóvão, Satélite, Ininga. Hoje estamos fazendo levantamentos de novos dados”, explica o tenente.

A Defesa Civil Municipal continua atuante em regime de plantão, durante a quarentena, e pode ser solicitada através de ligação gratuita para o número 153. Mais informações sobre as ações da instituição podem ser conferidas no site e nas redes sociais da Secretaria Municipal de Cidadania Assistência Social e Políticas Integradas.

Mais de 100 famílias são retiradas de áreas de risco em Teresina

Ascom/Semcaspi

A Prefeitura de Teresina tem intensificado o trabalho de assistência e atendimento às famílias em situação de risco por conta das chuvas e cheias dos rios na capital. Apesar do momento delicado contra a pandemia do vírus Covid-19, as equipes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) seguem trabalhando para auxiliar as famílias que têm suas casas comprometidas com as chuvas. Nos últimos três dias, 116 famílias foram removidas dos locais de risco. Somente a zona sudeste concentra 59% dos casos de desabrigamento, seguido da zona sul com 27%.

A Defesa Civil está atuando junto às SDUs e Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) de todos os territórios de Teresina para que as famílias que precisam ser retiradas das áreas afetadas possam ser devidamente atendidas. “Nós criamos um protocolo de atendimento em decorrência das enchentes. A Semcaspi, por meio das Gerências de Proteção Social, Defesa Civil e CRAS, está realizando a identificação destas famílias e dando os encaminhamentos junto as SDUs para que elas sejam inseridas no Programa Cidade Solidária, caso precisem ser removidas do local. A gestão da secretaria está dando todo o apoio, todo o suporte organizacional para que essas equipes atuem em todos os territórios”, afirma o secretário Samuel Silveira, da Semcaspi.

O tenente Antônio Linhares da Defesa Civil Municipal afirma que os volumes dos rios estão sendo monitorados diariamente. “Segundo o último boletim que recebemos as medições apontam a redução dos níveis de água nos rios. E, desde que não haja aumento de chuva nas bacias dos rios, a tendência é diminuir os infortúnios. O que temos identificado são muitos alagamentos nas regiões ribeirinhas do rio Poti bem como alagamentos e desabamento de imóveis próximo a córregos e galerias. A população pode acionar o atendimento da Defesa Civil por meio do número 153”, disse.

As equipes dos CRAS, compostas por assistentes sociais, psicólogos e servidores, estão todas em campo, mobilizadas para atuar nesse momento de atendimento emergencial às famílias. “A primeira preocupação está em retirar as famílias dos locais de risco. As equipes de CRAS vão diretamente nos locais e buscam conscientizar as famílias para que elas aceitem sair de suas residências explicando que a vida delas está em risco. Após isso, as equipes explicam o benefício Cidade Solidária e também ajudam as essas pessoas a procurar residências para acolhimento ou aluguel. As equipes também identificam a necessidade das famílias em receber outros benefícios ofertados pela Semcaspi, como cesta básica, kit acolhimento e kit limpeza”, explica Larissa Rêgo, assistente social da Gerência de Proteção Social Básica da Semcaspi.

A Semcaspi reforça que os servidores da sede e unidades de referência estão funcionando em escala de trabalho para manutenção dos serviços essenciais à população. Lembra ainda que servidores dos grupos de risco foram afastados, conforme orientações das autoridades de saúde e por meio do Decreto Municipal nº 19.531 de 18 de março de 2020, que declara situação de emergência em saúde pública no município. Destaca também que as equipes de operação do Programa Cidade Solidária estão trabalhando em consonância com as recomendações de prevenção da propagação do Covid-19.

SDU Centro Norte monitora lagoas e estações de bombeamento

Ascom/SDU Centro Norte

Por conta da intensidade das chuvas, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro Norte está com equipes 24 horas fazendo o monitoramento das estações de bombeamento da região. As equipes de manutenção percorreram as estações de bombeamento da Boa Esperança, do Dique do Mocambinho, do Piscinão e a estação que fica na Avenida Duque de Caxias, nas proximidades do supermercado Atacadão. Além disso, foram fechadas as comportas para evitar alagamentos nas áreas que ficam mais próximas do rio.

A gerente de Obras e Serviços da SDU, Patrícia Santos, afirma que a verificação no sistema de bombas está sendo feita diariamente a fim de evitar que o nível da água suba. “Estamos com as nossas bombas trabalhando diuturnamente, fazendo o escoamento das águas dos rios, com isso estamos conseguido evitar problemas nesse período chuvoso”, disse.

A engenheira ressalta ainda que está sendo feito o controle das estações elevatórias e das bombas. “Fazemos todos os dias o controle das cheias com relação às lagoas da zona Norte. Já fechamos as comportas que estão viradas para o rio Poti, para evitar alagar as áreas do Mocambinho, São Joaquim e Vila São Francisco”, acrescenta.

Além disso, as equipes de manutenção estão sempre de plantão para atender as necessidades. “Por conta o trabalho preventivo, as estações estão com o nível bom, mas mesmo assim estamos fazendo o monitoramento diário no local e cada vez que é identificado algum tipo de problema enviamos as equipes para resolver”, acrescenta.

As limpezas das galerias e bueiros estão sendo feitas diariamente, inclusive com a retirada de aguapés, assim as águas das chuvas estão tendo facilidade para escoamento. “Precisamos contar com a colaboração das pessoas no sentido de não jogar lixo nas ruas, pois essa sujeira se desloca com a chuva, chegando às galerias e entupindo-as, dificultando assim o escoamento da água da chuva”, disse.

O descarte irregular de lixo é um dos principais agravantes para o entupimento desses canais, e é importante que o cidadão denuncie o descarte irregular e colabore com uma cidade mais limpa. A população pode denunciar o descarte irregular de lixo por meio do telefone (86) 3215 7465 ou do aplicativo Colab, que fornece aos teresinenses a possibilidade de acrescentar imagens e local da infração.

64 famílias são removidas de áreas de risco em Teresina

Ascom/Semcaspi

Técnicos da Defesa Civil e das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDU’s) estiveram na manhã desta quarta-feira (18) fazendo a remoção de 64 famílias que se encontravam em áreas de risco de enchentes em Teresina. Todo o trabalho foi acompanhado pelo secretário de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), Samuel Silveira.

De acordo com o levantamento feito pela Defesa Civil, 28 famílias foram removidas na Vila Beira Rio, próximo a Curva São Paulo. Foram retiradas ainda 32 que estavam na Terra Prometida, na zona Sul de Teresina e 04 no bairro Poty Velho, na zona Norte da capital.

“Nós percorremos todas as áreas que sofreram algum tipo de alagamento por conta do aumento do nível dos rios nos últimos dias. A remoção dessas 64 famílias mostra que a estratégia preventiva adotada pela Prefeitura de Teresina foi acertada. Essas pessoas serão incluídas no programa Cidade Solidária que passará a atender mais de 360 famílias desde o início do período chuvoso em Teresina”, disse o secretário.

Em paralelo ao trabalho da Defesa Civil, os técnicos das SDU’s também participaram da remoção e fizeram um pré-cadastro das famílias para a inclusão nos programas sociais existentes, no intuito de evitar qualquer tipo de aglomeração de pessoas nos colégios e em outros espaços públicos, devido a política de prevenção ao novo coronavírus.

“O nível dos rios tiveram uma redução, apesar da chuva que atingiu a cidade de Teresina na noite de ontem. No entanto, como política de prevenção da Prefeitura de Teresina, nós conseguimos fazer a remoção dessas famílias e a inclusão no programa Cidade Solidária, onde elas ficarão abrigadas em casa de parentes ou no aluguel de algum outro imóvel durante esse período chuvoso. Novos atendimentos estão sendo programados em outras zonas de Teresina para evitar qualquer tipo de transtorno nos próximos dias”, explicou Deolindo Nascimento, coordenador da Defesa Civil Municipal.

Além do apoio financeiro, o Comitê de Gerenciamento de Crise da Semcaspi vai dispor de kits de acolhimentos, higiene, limpeza e alimentação para atender a demanda das vítimas. Para fazer o acionamento da Defesa Civil,  a Prefeitura de Teresina disponibiliza para a população o número 153. A ligação para o número é gratuita e permite que os teresinenses solicitem ao órgão o monitoramento, que pode ajudar na identificação e remoção das áreas de risco.

SDU Sudeste faz monitoramento das chuvas e atua na remoção de famílias em situação de risco

Ascom/Sdu Sudeste

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano – Sudeste realizou na manhã desta terça-feira (18) o monitoramento de áreas afetadas pelas chuvas. Acompanhado de equipes técnicas, o superintendente da SDU Sudeste, Evandro Hidd, visitou os bairros Vila Verde, Curva São Paulo e Vila Beira Rio e definiu estratégias para evitar possíveis transtornos.

Na Vila Beira Rio foram constatadas situações de alagamento próximo às casas devido ao aumento do nível do rio Poti. Para garantir a segurança e proteção da comunidade, a equipe de assistentes sociais da Gerência de Habitação da SDU Sudeste realizou o pré-cadastro de 28 famílias que serão removidas das residências em situação de risco.

A realocação das famílias será feita através do Programa Cidade Solidária, que possui duas vertentes de atuação: o ‘Família Solidária’ e o ‘Residência Solidária’. No primeiro, a pessoa acolhida indica outra família para lhe receber e a Prefeitura repassa uma ajuda de custo no valor de R$ 300. No segundo, a família deve indicar um imóvel, no valor de até R$ 300, para alugar e a Prefeitura arca com o pagamento no prazo de um ano.

Durante o período, a família é devidamente acompanhada pelas equipes de assistência social da SDU Sudeste e Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), sendo fornecido, caso necessário, cesta básica, kit acolhimento e kit limpeza.

“O monitoramento das áreas é um trabalho que fazemos constantemente na SDU Sudeste e adotado por todas as frentes de prevenção da Prefeitura de Teresina. Todas as nossas ações são definidas com o objetivo de evitar os alagamentos e, quando eles ocorrem, de minimizar os seus impactos e perigos à população”, informou o superintendente da SDU Sudeste, Evandro Hidd.

Rio Poti pode ultrapassar cota de inundação e Lagoas do Norte adota medidas de controle

Ascom/PLN

Dados da CPRM – Serviço Geológico do Brasil – indicam que o rio Poti deve atingir a cota de inundação no final da tarde desta terça-feira (17) em Teresina. O Programa Lagoas do Norte acompanha a elevação das águas e vem adotando medidas para minimizar as inundações em áreas povoadas.

Segundo a CPRM, o rio Poti em Teresina teve elevação de 3,65m nas últimas 24 horas. A cota atual é de 9,86m, portanto 86cm acima da cota de alerta (9m), sendo prevista nas próximas 10 horas valores próximos a 10,48m por volta das 17h15 de hoje, portanto 48cm acima da cota de inundação (10m) definida para a estação.

O rio hoje amanheceu em cota 9,55, às 5h15. Influenciam também na elevação do nível do rio a chegada das águas da barragem de Boa Esperança e de outras águas vindas de barragens rompidas no Ceará. Na cidade de Prata, a régua estabilizou na noite de ontem em torno da cota 10, que é o nível considerado de inundação.

Ascom/PLN

A determinação do programa é para o fechamento das comportas na extensão dos rios Poti e Parnaíba e acionamento das bombas da Estação Elevatória da avenida Boa Esperança nos momentos de chuva.

“Acompanhamos diariamente junto a CPRM, que é o órgão que mede os níveis dos rios e organizamos o trabalho das equipes para o acionamento das bombas da Estação Elevatória, que bombeia as águas da Lagoa dos Oleiros para o rio Parnaíba, e também o fechamento das comportas nas margens do rio. Esse mecanismo impede a entrada da água do rio para a cidade”, explica Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

A tendência é que o período chuvoso se intensifique até abril. Por isso, o Programa Lagoas do Norte também faz o acompanhamento da situação estrutural dos imóveis situados em áreas de maior risco, especialmente nas margens de lagoas, e encaminha os dados para a SDU Centro/Norte e Defesa Civil.

 

SDU Centro Norte coletou mais de 4 mil toneladas de lixo em janeiro

Ascom/SDU Centro Norte

O descarte irregular de lixo em ruas e avenidas da cidade é um dos fatores responsáveis pela obstrução da passagem de águas naturais e entupimento de galerias e bueiros. Somente no mês de janeiro, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano – SDU Centro/Norte recolheu mais de quatro mil toneladas de lixo na região, sendo 2.165,12 coletados manualmente e 2.035,30 toneladas recolhidas de forma mecanizada.

O gerente de Serviços Urbanos da SDU Centro Norte, José Neto, enfatiza que o trabalho de coleta e limpeza faz parte do trabalho diário da gerência, mas é preciso que a população evite depositar lixo de maneira irregular, especialmente em período chuvoso, para evitar transtornos. “Trabalhamos todos os dias para coletar lixo e assim proporcionar uma melhor qualidade de vida para os moradores da região”, enfatiza o gerente.

Dentre os serviços desempenhados pelos integrantes da equipe da SDU Centro Norte, estão os serviços de poda de árvores, capina, varrição e limpeza. A ação é promovida periodicamente pela equipe de limpeza da Gerência de Serviços de Serviços Urbanos (GSU) da Superintendência, composta por equipes de profissionais que se dividem de acordo com as demandas que surgem na comunidade.

A população precisa colaborar para evitar o acúmulo ou descarte irregular. A participação da comunidade é fator importante para evitar o acúmulo ou descarte irregular de lixo em áreas de proteção ambiental. O cidadão também pode ajudar e informar casos de depósito irregular através do aplicativo Colab ou entrando em contato com o Programa Lixo Zero pelos números 3226-2028 ou 99806-6171.

Teresina tem chuvas acima da média e Prefeitura monitora pontos críticos

Ascom/SDU Sudeste

As chuvas em Teresina estão ligeiramente acima da média e devem fechar fevereiro acima dos 230 milímetros esperados. Somente nos primeiros dias do mês já choveu o equivalente a 150 milímetros, o que representa uma distribuição irregular das chuvas, fenômeno que vem sendo registrado em várias cidades do país e do mundo.

Em Teresina, equipes da Prefeitura estão atentas e a Defesa Civil municipal está monitorando os pontos críticos para minimizar os danos e prestando assistências às famílias afetadas.

“O que tem acontecido é que as chuvas não estão bem distribuídas”, destaca o professor de Climatologia da Universidade Estadual do Piauí, Werton Costa, explicando que é como se a chuva de um mês chovesse em apenas um dia. “Na chuva do último dia 5 de fevereiro, um dos momentos mais críticos, por exemplo, choveu 83 milímetros em apenas 24 horas, esse é um volume considerado bastante alto”, completou.

Esse tipo de fenômeno não se restringe a Teresina. Um relatório recente do Conselho Consultivo Científico das Academias Europeias (EASAC) mostra que o clima se tornou mais volátil e mais extremo nos últimos 36 anos, com os eventos de inundações quadruplicando desde a década de 1980. Um dos casos mais recentes no Brasil está acontecendo em São Paulo nesta semana, em que as ruas da cidade se transformaram em verdadeiros rios.

Na capital, a Defesa Civil registrou 56 áreas de risco em toda a cidade e desenvolve um trabalho preventivo de monitoramento constante destas regiões mais críticas. Além disso, todas as SDUs realizam serviços para evitar possíveis transtornos em decorrência das chuvas intensas.

Na zona Leste da cidade, uma das mais afetadas pelas chuvas, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU-Leste) desenvolve um trabalho voltado para a “Rota das Chuvas”, percorrendo os pontos mais afetados da região e realizando serviços como limpeza e desobstrução de galerias de forma preventiva. O mesmo trabalho também é desenvolvido em outras regiões da cidade, como as zonas Sudeste, Norte e Sul, pelas SDUs de cada área.

Para evitar prejuízos maiores, durante todo o ano, a SDU Centro Norte mantém em dia a manutenção das bombas das estações. Todo o sistema funcionou durante as cheias dos rios que cortam a capital. Só nesta região, são 24 bombas aptas para atuarem nas estações de bombeamento.

Os trabalhos para minimizar problemas deste tipo podem ser reforçados com a ajuda da população, que também deve fazer a sua parte, realizando o descarte correto do lixo. “É fundamental o descarte correto do lixo, sobretudo nesta época do ano em que uma ação errada de depositar lixos em qualquer lugar pode ocasionar o entupimento de galerias e alagar inúmeras vias”, alertou o superintendente de Desenvolvimento Urbano Leste, João Pádua.

Obras do Programa Lagoas do Norte diminuem risco de alagamentos na região

Canal do Matadouro (Ascom/Programa Lagoas do Norte)

A zona Norte de Teresina era tradicionalmente a região que alagava quando as chuvas atingiam a cidade com mais força, provocando o desalojamento de milhares de pessoas. Essa realidade vem sendo modificada ao longo do tempo, principalmente porque uma das principais diretrizes do Programa Lagoas do Norte é reduzir o alagamento da região por meio de obras de drenagem.

Durante a forte chuva que caiu na cidade neste quarta-feira (05), as regiões beneficiadas na primeira fase do programa e as que vivem nos locais onde hoje estão acontecendo obras da segunda fase não tiveram problemas de alagamento. Atualmente, o PLN está fazendo investimento de mais de R$ 24 milhões em duas obras.

Uma delas é o Canal do Matadouro, no bairro Matadouro. Nesse local antes havia um córrego, utilizado para o acúmulo irregular de lixo, onde as famílias construíram casas em cima da passagem da água. O programa já realizou a construção de 3,4 km de rede de esgoto e mais de 400 ligações intradomiciliares. A parte de drenagem dessa obra está sendo finalizada e a urbanização já começou. Está sendo implementado calçamento com pista para caminhada, mas o projeto prevê ainda a instalação de playgrounds, bancos, lixeiras, iluminação pública, arborização e academia.

A dona de casa Eliane Ferreira de Carvalho, que mora há 39 anos nas margens do canal, atestou a eficiência da obra, mesmo ela ainda estando em execução. “Durante essa chuva nós fizemos a prova dos nove. A chuva foi muito forte e muito demorada, e percebemos que o canal funcionou mesmo. A água não chegou na nossa porta, nem invadiu as casas, não chegou nem próximo do que chegava antes. Então, estamos vendo que funcionou”, afirma.

A eficiência das obras também vem sendo percebida ao longo dos anos no trabalho da Estação Elevatória da Avenida Boa Esperança, construída para fazer o controle do nível da água das lagoas. Durante a chuva desta quarta, seis bombas da estação foram acionadas para retirar a água que chegou até a Lagoa dos Oleiros, drenando para o leito do rio Parnaíba. Esse trabalho permite que o nível da lagoa seja controlado, impedindo que ela avance.

Nesta segunda fase, o Programa Lagoas do Norte tem avançado na drenagem. Atualmente, quatro lagoas estão recebendo investimentos: Mazerine, Piçarreira, Oleiros e São Joaquim. A obra está concentrada na lagoa do Mazerine, agora. Esse investimento ultrapassa R$ 22 milhões. Em toda essa região serão feitas intervenções de drenagem e saneamento, tratamento das lagoas e urbanização de suas margens.

“São obras que vem avançando em bom ritmo. No Canal do Matadouro as famílias já sentem a melhoria no sistema de drenagem. Essa é o maior legado do Lagoas do Norte. Esse programa nasceu com esse intuito e segue trabalhando para que as pessoas que moram nessa região não sofram como no passado com as cheias dos rios e lagoas”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

 

Ação preventiva ameniza efeitos das chuvas na zona norte

Após as fortes chuvas que caíram em Teresina, na tarde de quarta-feira (5), o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro Norte, Carlos Daniel, e os técnicos do órgão visitaram, nesta quinta-feira (6) as regiões ribeirinhas e próximas às lagoas, que demandam atenção redobrada nos períodos com altos índices pluviométricos. Além desses locais, as equipes também percorreram as estações de bombeamento para verificar o nível das águas nesses locais.

De acordo com o superintendente da SDU Centro Norte, Carlos Daniel, a manutenção preventiva das estações de bombeamento ajudaram a evitar maiores problemas com a forte chuva de ontem. “Desde o início do período chuvoso, estamos fazendo a limpeza de galerias, bueiros e manutenção das bombas, por isso conseguimos um bom escoamento das águas da chuva”, disse.

Daniel reforça que os pontos que apresentaram problemas foram poucos, mas as equipes já estão em campo desde ontem resolvendo. “Precisamos mais uma vez alertar a população para que evite jogar lixo em terrenos baldios e nas vias públicas, pois quando chove esse material vai todo para as galerias e dificulta o escoamento da água”, acrescenta.

A gerente de Obras e Serviços da SDU Centro Norte, Patrícia Santos, reforça que a manutenção preventiva foi muito importante para evitar maiores transtornos. “O pontos mais críticos ocorreram porque as pessoas insistem em jogar lixo em locais inadequados e ainda estão aterrando as lagoas, com isso a água fica sem ter por onde escoar. Por esse motivo pedimos que as pessoas mudem seus comportamentos, porque somente assim conseguiremos evitar muitos problemas”, alertou.

A gerente ressalta que para resolver esse problema de drenagem a superintendência está projetando a construção de novas galerias em vários pontos da zona Norte. “O fechamento do Canal do Mocambinho, que terá a obra iniciada na próxima semana, é uma das medidas para resolver esse problema de escoamento de água na região”, diz.

Desde novembro do ano passado, momento em que as frequentes chuvas começaram a aparecer na capital, a superintendência vem atuando com medidas preventivas para evitar possíveis transtornos nas localidades próximas a rios e lagoas. Foram realizadas constantes vistorias, manutenção e monitoramento das estações de bombeamento e prestada toda a assistência social necessária para as famílias que tiveram algum transtorno com as chuvas.

Estações de Bombeamento

Durante todo o ano a SDU Centro Norte mantém a manutenção das bombas das estações. Todo o sistema funcionou durante as cheias dos rios que cortam a capital, evitando transtornos na região.

Só na zona Norte são 24 bombas aptas para atuarem nas estações de bombeamento, sendo 6 na Avenida Marechal Castelo Branco (Bairro Primavera), 9 na Avenida Boa Esperança, próxima ao Encontro dos Rios, e 6 submersas e 3 externas para casos emergenciais na Rua Santa Clara (no Dique do Rio Poti), atendendo as Vilas Mocambinho 1, 2, e 3, bairros Mocambinho e Santa Sofia.