Retomada a obra da Rede Cicloviária Mínima na avenida João Antônio Leitão na zona Leste

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), por meio da Diretoria de Trânsito e Sistema Viário, informa a retomada da obra de Implantação de Rede Cicloviária Mínima que encontra-se devidamente licenciada na avenida João Antônio Leitão, zona Leste. Os serviços  estão previstos para iniciar já nesta quarta-feira (1º) em parceria com a SAAD Leste.

A Rede Cicloviária Mínima contempla a menor extensão capaz de conectar os trechos já existentes de infraestrutura cicloviária, ou seja, tem a função de estabelecer a ligação dos trechos de infraestrutura cicloviária já existentes, seja através de ciclovias, ciclofaixas ou vias de trânsito compartilhado, assim, fechando o sistema e garantindo a ligação troncal entre as quatro zonas da cidade.

De acordo com o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Teresina, elaborado em 2015, a extensão total proposta para a Rede Cicloviária de Teresina é de 199.76 Km, dos quais 41,86 quilômetros já estão implantados, já existentes, e a extensão total dessa Rede Cicloviária Mínima é de 64.08 Km, dos quais 41,86 km são de vias cicláveis existentes e 22,22 km são propostos na Rede Cicloviária Mínima.

A Rede Cicloviária Estrutural é a malha que estabelece as principais ligações entre as diversas zonas do Município e entre este e os demais municípios e Estados. Na prática, a Rede Estrutural é composta pelos trechos já existentes de infraestrura cicloviária (41,86 km), pela Rede Mínima (22,22 km) e complementada por trechos adicionais (135,69 km) totalizando, portanto, 199,76 km de extensão.

Para fins de implantação da obra da Rede Cicloviária Mínima, implantação de ciclovia, no canteiro central da avenida João Antônio Leitão, na região Leste da cidade, segundo o projeto a ciclovia consistirá em duas pistas localizadas nas laterais do canteiro, tendo cada uma 1,5 m de largura. Por conta das obras da ciclovia, haverá a necessidade de supressão de espécimes arbóreos e poda de raízes, poda e corte de árvores, na avenida João Antônio Leitão, no trecho compreendido entre a rua Poeta Carlos Drumond e a avenida Kennedy.

A supressão das árvores possuem autorização para corte e poda emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). De acordo com o parecer técnico, os espécimes vistoriados devem receber a supressão total com a finalidade de evitar danos à propriedade público/privada, conforme a Lei Municipal Nº 2.475/1996 nos Art. 14 ao Art. 17 e a Lei Municipal de Nº 2.798/1999 nos Art. 14 ao Art. 19.

Destacamos que apesar da supressão das árvores, haverá a compensação das árvores suprimidas com plantio de novas espécies, seguindo o que determina a regulamentação que, “no caso de abate de árvores nativas deverá ser feito o replantio no mesmo imóvel, ou a doação ao Município de quatro mudas de espécies recomendadas pela Semam”.

 

Strans realiza obra de implantação de ciclofaixas de interligações da rede cicloviária mínima

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), por meio da Diretoria de Trânsito e Sistema Viário, está realizando obra de implantação de interligações da rede cicloviária mínima, que faz parte do Plano Diretor Cicloviário para interligar as redes de ciclofaixas já existentes com a estrutural, tanto no Centro, como nos bairros, em todas as zonas da cidade. A obra vai contemplar a ciclofaixa com sinalizações.

A engenheira da Strans, Ananda Patrícia Sousa, explica que serão implantadas várias ciclofaixas pela cidade.

“Serão 22,22 km de ciclofaixas implantadas acrescentadas com as já existentes, já temos 41,86 km implantados, que depois vai contemplar a rede estrutural que vão ser 135,69 km implantados, vai contemplar o Centro e os bairros com ciclofaixas e com ciclovias e vai ter compartilhado”, detalhou a engenheira.

Será contemplado também uma obra na Avenida João Antônio Leitão que é um calçadão juntamente que vai fazer a melhoria do canteiro central para colocar e da opção para o ciclista e para o pedestre, com uma rota mais acessível para eles.

“A parte civil da obra na avenida João Antônio Leitão está sendo executada e estamos iniciando nesta semana a parte civil na Avenida Miguel Rosa, e sinalização já tá sendo executado nos bairros, primeiro será a Rua Ceará, próximo a UESPI, que vai iniciar a sinalização, contemplando e regulamentando estacionamento e ciclofaixa. Vai interligar a UESPI até a Rua Simplício Mendes, que vai ter outra ciclofaixa para interligar com ela”, destaca Ananda Patrícia Sousa.

Vão ser várias interligações, a rede mínima vai servir para interligar a rede existente a ciclofaixa existente com a estrutural que vai vir posteriormente, vai ser um aumento de quilômetros de ciclofaixas executada. Atualmente temos 41,86 km de ciclofaixas e será acrescentado mais 22,22 km de rede cicloviária mínima.

Estamos dando mais opções para outros tipos de modais, não só o veículo motorizado, tanto as bicicletas como os pedestres para fazer caminhada, fazer uma atividade de bicicleta e como também os que trabalham com esse tipo de modal.

“Para diminuir a quantidade de veículos precisamos dá outras possibilidades para outro tipo de modal e aí vamos acrescentar bicicletários, melhoria de praça, para atrair esse tipo de público, para colocarmos as opções para eles aceitarem essa proposta e ver de uma outra forma a cidade. Porque essa interligação é importante isso, porque hoje tem ciclofaixa, mas ela para em muito ponto e a pessoa vai ter que ir para o meio da pista, e essa interligação vai dá opções para ele vir do bairro dele até o Centro da cidade. Então, é a interligação para realmente dá estrutura para as pessoas poder andar com esse tipo de modal”, finaliza a engenheira da Strans.

Plano Diretor Cicloviário

O Plano Diretor Cicloviário traça as diretrizes que trarão melhorias no sistema viário, permitindo a integração entre diferentes modais de transporte e também deve incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, desenvolvendo instrumentos eficazes para a implantação de ciclovias, de forma que propicie, ainda, segurança e comodidade para os ciclistas.

O Plano também pretende reduzir as desigualdades e promover a inclusão social e a mobilidade urbana, dando prioridade à bicicleta, depois ao transporte coletivo e, por último, ao transporte individual motorizado dentro de uma nova visão da gestão municipal que é a de proporcionar que as pessoas se empoderem da cidade.

Foto: Divulgação (Strans)