Agenda Teresina 2030 e ONU promovem evento para discutir justiça climática na capital

As populações mais vulnerabilizadas em virtude da mudança do clima serão o foco do I Fórum de Justiça Climática de Teresina, evento organizado pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). O fórum vai abordar os diversos aspectos e impactos dos eventos climáticos extremos nas populações de idosos, gestantes, crianças, trabalhadores e mulheres.

Em sua programação, o I Fórum de Justiça Climática de Teresina terá a participação de especialistas locais e também do UNFPA/ONU, com uma palestra magna e mesas redondas para aprofundar as discussões.

“Esse evento é o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Comissão de Justiça Climática de Teresina (COMJUCA). É uma oportunidade para chamarmos a atenção da sociedade, de um modo geral, para a situação dessas populações mais vulneráveis ao calor extremo, à intensa radiação solar, às consequências das chuvas torrenciais, à falta de acesso a saneamento básico e soluções de adaptação a esse contexto de mudanças climáticas”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Nesse cenário de desigualdade intensamente vinculado às condições impostas pela emergência climática, Teresina tem grupos de populações vulnerabilizadas e impactadas pelos eventos extremos, que se tornam cada vez mais constantes. A capital piauiense foi a décima no Brasil a construir o seu Plano de Ação Climática, documento que traz um diagnóstico da emissão de gases do efeito estufa e suas consequências, um amplo estudo de vulnerabilidades da cidade, bem como os fenômenos extremos que já se manifestam no clima, na biodiversidade, nas pessoas e nas estruturas públicas e traz ainda os prognósticos para o futuro. Não apenas o calor já costumeiro, mas chuvas, ilhas de calor, deslizamentos, inundações, enxurradas e queimadas vêm se intensificando e afetando sobremaneira a vida de grupos sociais de forma mais intensa e indistinta.

A partir desse plano, criou-se um ecossistema de discussão acerca dos dados e a busca por integrar esforços, instituições, poder público, universidades, especialistas e população em geral para que a cidade conquiste resiliência e consiga se adaptar à nova realidade. A Agenda Teresina 2030, então, propôs e a Prefeitura Municipal de Teresina instituiu, em abril deste ano, a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA, um importante instrumento de intercessão nas discussões para atendimento dessa população mais vulnerabilizada frente à crise do clima.

O I Fórum de Justiça Climática de Teresina tem a participação efetiva dos membros do COMJUCA na formatação das mesas redondas e na condução das discussões. O evento será realizado no dia 28/11, no Sesc Cajuína. As inscrições serão abertas e podem ser realizadas através do link https://www.even3.com.br/forum_de_justica_climatica_de_teresina/

 

Semplan participa de rodada de apresentações de projetos de enfrentamento à crise climática promovida pela C40 Cities

Teresina tem se inserido na discussão nacional e mundial acerca da crise climática, cujos efeitos tem se intensificado, como se percebe com as ondas de calor, ciclones, seca intensa e chuvas extemporâneas. Durante toda a semana passada, a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) esteve presente na Academia Urbanshift de Financiamento para a adaptação Climática para Cidades Brasileiras, evento promovido pela C40 Cities, uma rede global das principais cidades do mundo que estão unidas em ação para enfrentar a crise climática.

A Academia Urbanshift de Financiamento para a Adaptação Climática para Cidades Brasileiras é uma capacitação para financiamento de projetos bem-sucedidos de resiliência climática em todo o Brasil. Participaram as cidades de Belém, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas, Porto Seguro, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Teresina.

Também estiveram representantes do Gap Found, do Banco Mundial, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), The Nature Conservancy do Brasil (TNC Brasil), do World Resources Institute Brasil (WRI Brasil) e dos Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei América do Sul), entidades especialistas em financiamento para apoiar projetos de adaptação climática.

O secretário executivo de Planejamento Estratégico e Gestão da Semplan, Jivago Gonçalves, e o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, representaram a Prefeitura de Teresina no evento.

“Teresina teve essa grande oportunidade de participar de uma academia de financiamento climático, onde pudemos manter contato com instituições nacionais e internacionais para apresentar nossos desafios, que são muitos. Conseguimos falar um pouco da nossa cidade, dos problemas que temos e de soluções. Temos certeza que conseguimos nos aperfeiçoar para elaborarmos um bom projeto e obtermos o apoio de instituições para o enfrentamento às mudanças climáticas na nossa capital”, afirma Leonardo Madeira.

Prefeitura faz licitação para elaboração do Plano de Ação Climática para Teresina

A Prefeitura de Teresina divulgou edital de licitação para a contratação de empresa para elaboração do Plano de Ação Climática para a realização de um diagnóstico de vulnerabilidades à mudança do clima na capital. A ação servirá para mapear as áreas, populações e atividades potencialmente afetadas por essas mudanças, o inventário de Emissão de Gases do Efeito Estufa, permitindo o monitoramento de fontes emissoras e sumidouros.

O valor estimado do projeto é de R$ 625.803,84, com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O especialista em engenharia urbana, Mauro Jonas, explica a importância da ação para a cidade. “Devido à intensidade das mudanças climáticas, Teresina presencia alterações constantes. Segundo o Banco de Desenvolvimento da América Latina, o Índice de Vulnerabilidade Climática para Teresina é de risco e extremo risco. O Plano de Ação será o instrumento fundamental para subsidiar a ação contra os problemas que essa mudança do clima pode trazer para a cidade”, informa.

A empresa ficará responsável pela definição dos limites do inventário e fontes de emissão de gases poluentes, além de categorizar as emissões, identificar as fontes e sumidouros, coletar dados e calcular emissões e remoções, apresentar resultados e gerenciar a qualidade e verificação do inventário. O prazo para execução dos serviços será de dez meses, a partir da assinatura da Ordem de Serviço.

A entrega dos envelopes ocorrerá no dia 28 de fevereiro, a partir das 8h, na Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (SEMA), localizada na Rua Firmino Pires, 121– Centro de Teresina.