Comissão de Justiça Climática discute diagnósticos estratégicos para políticas públicas em Teresina

A Comissão de Justiça Climática (COMJUCA), instituída de forma pioneira no Brasil pela Prefeitura de Teresina, realizou mais um encontro nesta quarta-feira (16). O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção da justiça climática na capital.

Na pauta da reunião, a equipe apresentou diagnósticos estratégicos para definição de ações e políticas públicas para públicos específicos, como crianças, idosos, pessoas em situação de rua, migrantes, grávidas e trabalhadores expostos. Dentre os dados apresentados, destacam-se os números relativos a situações de crianças expostas às altas temperaturas.

De acordo com a secretária executiva de Ensino da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Janaína Moura, o grupo desenvolveu uma pesquisa entre diretores(as),pedagogos(as),professores(as),famílias. “Foram mais de 550 pessoas que cederam informações muito importantes para a construção de um relatório inicial que nos revela muitos dados importantes. Podemos notar que 98% das pessoas entrevistadas entendem que o calor tem prejudicado o desenvolvimento e aprendizado das crianças. Então, através do COMJUCA nós poderemos atuar e minimizar os impactos na vida dessas pessoas”, explica.

Outro dado importante no levantamento com foco nas crianças do município de Teresina é de que 81% dos participantes da pesquisa entendem que o calor extremo tem prejudicado a frequência escolar desses alunos. Um dado relevante foi sobre as pessoas em situação de rua. De acordo com a equipe ligada a Assistência Social no município, existem mais de 1.000 pessoas nesta condição, vulneráveis à desidratação, queimaduras por incidência solar e doenças de pele, sobrecarga cardiovascular e outros prejuízos à saúde humana.

A Comissão Municipal de Justiça Climática pretende organizar um Fórum Municipal para apresentar de forma consolidada os dados coletados sobre os diversos grupos de atenção. De acordo com o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, o evento deve ocorrer no início do mês de Dezembro e reunir a população em geral, gestores públicos, instituições privadas e demais atores que podem colaborar com a Justiça Climática em Teresina.

“Hoje recebemos muitas informações importantes de alguns setores sensíveis da nossa sociedade. Alguns dados relativos às crianças da nossa cidade e também a pessoas em situação de rua. Com base nisso, iremos pautar o trabalho da Comissão para promover justiça climática nesses públicos. Por isso, começamos a conversar sobre a realização de um Fórum no mês de Dezembro para consolidar estes dados que iniciamos a coleta. São desigualdades que afetam de forma significativa a vida das pessoas e que, muitas vezes, pequenas ações podem melhorar a vida de cada uma e vamos juntos buscar este equilíbrio”, explicou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

A comissão é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de Produção Agrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.

 

Teresina é pioneira na instituição de comissão para desenvolver ações de justiça climática

Em uma ação pioneira no Brasil, a Prefeitura de Teresina instituiu a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA. O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção de justiça climática na capital.

O estudo realizado para a construção do Plano de Ação Climática detectou que parte da população teresinense sente mais os efeitos das mudanças climáticas (calor intenso, alagamentos, inundações, arboviroses). É a população que reside nos bairros mais afastados, sem acesso a saneamento básico, que trabalha em atividades com alta exposição solar.

“Temos a imensa felicidade em sermos pioneiros nesta ação porque justiça climática é promover políticas que possam diminuir os impactos da crise do clima nas pessoas. Então, esse trabalho passa por diversos setores, como saúde, educação, saneamento. Por isso, a nossa intenção é unir forças, experiências e vivências dentro do poder público e, assim, ampliarmos a visão do problema”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A comissão é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de Profução Agrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.