Viver+Teresina inicia limpeza de lagoa e destinará aguapés para compostagem

A lagoa do bairro Nova Brasília, zona norte, está ganhando vida novamente. O Viver+Teresina está iniciando o processo de limpeza e retirada dos aguapés ao mesmo tempo em que finaliza a construção do parque no entorno, com ginásio poliesportivo e outros equipamentos de lazer.

Em processo de degradação ao longo do tempo, essa lagoa tem cerca de 33 mil m² de área e seu espelho d’água estava escondido embaixo dos aguapés. No local, a população costumava jogar lixo doméstico, restos de podas e até animais mortos.

Viver+Teresina inicia limpeza de lagoa e destinará aguapés para compostagem. Foto: Ascom/Semplan

Estão sendo retirados, ao todo, cerca de 6 mil m³ de aguapés. Enquanto uma equipe vai, de canoa, fazendo a separação das plantas dentro da água, outra está na retroescavadeira fazendo a retirada. Esse material vai sendo depositado nas margens da lagoa para secar e serão destinados para a produção de adubo orgânico pelo processo da compostagem.

Esse utiliza os aguapés e outros materiais orgânicos, como casca de coco, restos de podas de árvores e lodo. Ao serem misturados, esses materiais passam por uma temperatura de cerca de 75ºC, o que elimina pragas ambientais e pequenos causadores de doenças.

“Estamos dando uma destinação ambientalmente sustentável para esses aguapés. Já foram feitos testes que comprovaram sua eficiência no composto. É mais uma solução inovadora que adotamos nesta obra, já que implementamos. no canteiro, o nosso próprio sistema de compostagem utilizando o resto dos alimentos dos trabalhadores. Além disso, os troncos de árvores mortas que haviam no local viraram vasos para as plantas do jardim que estamos fazendo ao lado da UBS”, explica Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Parque

O local também está ganhando um parque nessa área que estava totalmente degradada. Novas árvores serão plantadas, um jardim, quadra poliesportiva, equipamentos para a prática de tênis de mesa e futmesa, academias de força, quadra de areia, playground para as crianças e mobiliário, como bancos, lixeiras, iluminação e piso.

Prefeitura retoma as atividades da Usina de Compostagem orgânica em Teresina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP) retomou as atividades com a Usina de Compostagem e para isso realizou um Termo de cooperação técnica com a empresa “Waste Reverse”. Parceria com uma empresa privada especializada em soluções ambientais, junto com a concessionária de Água e Esgoto do município (ÁGUAS DE TERESINA/AEGEA) na destinação correta de seus resíduos de Esgoto.

Em contrapartida, a Usina vai funcionar com a oferta dos compostos orgânicos para os pequenos agricultores que darão uma destinação correta dos resíduos das podas e roçagens otimizando o processo atual e reduzindo os custos da Prefeitura e espaço do aterro sanitário.

Conforme o secretário da SEMP, Paulo Roberto da Iluminação, é de suma importância o reativamento da Usina. “Essa parceria vai permitir que o grande volume de materiais orgânicos que seria descartado poluindo o meio ambiente, possa ser reaproveitado, incentivando uma atividade comercial e a produção orgânica no nosso município que ainda é muito pequena. E ainda vamos atender as hortas comunitárias e campos agrícolas cadastradas no programa”, disse o gestor.

Com essa iniciativa, a economia ganha força, permitindo que o ciclo correto de produção e aproveitamento de recursos se estabeleça. E além disso, podemos desenvolver ações voltadas a sustentabilidade, destacando-se pelo avanço da cobertura de esgotamento sanitário e a destinação correta de seus resíduos. Otimizando os espaços dos aterros sanitários que poderão ser utilizados para os demais compostos, destacou o secretário.

A Semp abrirá o processo de licitação para aquisição de sementes e de adubos que vai ajudar muito o pequeno produtor. Outro projeto desenvolvido, será o aproveitamento do lodo que fica nos reservatórios de água, poderá ser destinado para aterros sanitário, incinerador, agricultura, construção civil e reúso em indústria (como matéria prima).

SEMAM realiza transporte de aguapés para compostagem na Central de Tratamento de Resíduos

“Na natureza nada se perde, tudo se transforma!”

Os aguapés que são filtros naturais, mas que em grande quantidade podem prejudicar o rio, e foram retirados do Poti viraram material para compostagem.

A compostagem de Aguapé (Eichornia crassipes) é um adubo orgânico rico em macro e micro nutrientes. Possui um grande potencial para substituir adubos químicos na produção de alimentos e como adubo natural das plantas.

Todo o material retirado foi transportado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), que é formada por um conjunto de tecnologias integradas em diferentes unidades de tratamento capazes de promover o gerenciamento completo dos diversos tipos de resíduos, evitando-se a poluição e minimizando os impactos ambientais.

(Foto: Ascom/Semam)

(Foto: Ascom/Semam)

(Foto: Ascom/Semam)

(Foto: Ascom/Semam)

(Foto: Ascom/Semam)

(Foto: Ascom/Semam)