Comitê Emergencial permanece em alerta sobre chuvas; três famílias já foram realocadas

O Comitê Emergencial de Enfrentamento aos Desastres Naturais, criado pela Prefeitura de Teresina para prevenir danos durante o período chuvoso, removeu três famílias de áreas consideradas de risco.

“A remoção das famílias foi feita pela Defesa Civil, na Taboca do Pau Ferrado, zona rural da cidade. Elas foram encaminhadas para o Programa Cidade Solidária e receberão suporte da Prefeitura”, afirma o presidente do Comitê, Edmilson Ferreira.

O Programa Cidade Solidária inclui o Aluguel Solidário e a Família Acolhedora. As três famílias removidas neste ano foram acolhidas no Família Solidária.

“Essas pessoas, geralmente já conhecidas das famílias removidas, aceitam hospedá-las em sua residência até que o problema seja resolvido. Em contrapartida, a Prefeitura ajuda com cestas básicas e kits de higiene, limpeza e cobertores”, acrescenta Edmilson Ferreira.

Enfrentamento aos desastres

O Comitê Emergencial de Enfrentamento aos Desastres Naturais se reúne semanalmente, às terças-feiras, na sede da SAAD Norte, para discutir as ações.

“Além disso, temos o Comando Operacional de plantão permanente, que se reúne ao final de todo dia para atualizar a situação. Esse Comando funciona na Defesa Civil”, acrescenta o presidente do Comitê.

Atualmente, 56 pontos mapeados como áreas de risco estão sendo monitorados de perto pelas equipes da Prefeitura.

Lagoas do Norte elabora Plano de Emergência para conter desastres naturais

Os desastres naturais que vem acontecendo no Brasil atingem um número cada vez maior de pessoas. Em Teresina, o desenvolvimento das obras e ações do Programa Lagoas do Norte minimizaram sobremaneira o número de famílias que a chuva costumava deixar desabrigadas nas décadas de 80 e 90. Porém, toda a região norte conta com a proteção de estruturas de engenharia e, aliado a elas, um planejamento de ações coordenadas para situações de emergência, como um período intenso de chuvas com transbordamento dos rios Poti e Parnaíba, por exemplo.

Por isso, o Lagoas do Norte está estruturando, com a ajuda de especialistas em desastres naturais, o Plano de Ação de Emergências. Esse plano prevê a coordenação de atuação de órgãos do município e do Estado para a adoção de medidas, evacuação de áreas atingidas, instrumentos de apoio, segurança e posterior retorno da população.

“Estamos elaborando esse planejamento que tem como objetivo salvaguardar vidas em períodos que requerem maior cuidado e atenção. Nessa região temos o problema recorrente provocado pelas inundações dos rios e das lagoas. O plano visa exatamente organizar essas ações e colaborar com as famílias para que elas possam ter seus direitos garantidos. Estamos fazendo expedições nos rios e nos bairros para verificar a ocupação das margens e avaliar como o município pode agir nos casos de emergências”, diz Leonardo Madeira, assessor técnico.

Para a elaboração desse plano, o Lagoas do Norte contratou especialistas nas áreas de hidrologia, engenharia de segurança, ciência social e geógrafo. Esses especialistas já estão trabalhando. A equipe participa de reuniões com os técnicos do programa e visitam a região, tanto por terra como em expedição nos rios.

Um dos especialistas é Wagner Nascimento, engenheiro de minas, geotécnico e ex-diretor da Agência Nacional de Mineração. Ele acompanhou o desastre em Brumadinho (MG) no momento do rompimento da barragem. “Esse plano a gente nunca quer usar, mas precisamos estar preparados para casos de emergências. Aqui evidenciamos uma situação iminente em que a chuva pode impactar os rios e estamos identificando quais os procedimentos necessários para salvaguardar a vida das pessoas em casos extremos”, explica Wagner Nascimento.

Foto: Divulgação (Lagoas do Norte)