Reunião discute implantação da Patrulha Maria da Penha em Teresina

Eduardo Marchão

A implantação do projeto “Patrulha Maria da Penha” em Teresina foi pauta na tarde desta quinta-feira (22) durante reunião do secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, com representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), da Guarda Civil Municipal e com o vereador de Teresina, Enzo Samuel.

O projeto tem o objetivo de atender mulheres vítimas de violência que são assistidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia na capital. Ele consiste na realização de visitas periódicas às residências de 100 mulheres em situação de violência doméstica e familiar, para verificar o cumprimento das medidas protetivas de urgência e reprimir eventuais atos de violência.

“Nossa ideia é criar um formato experimental de instalação do que seria a Patrulha Maria da Penha a ser executada pela Guarda Civil Municipal, tomando como filtro o Centro de Referência Esperança Garcia. Já chegamos a um fluxo mínimo, agora, é aprimorar o projeto, e se for viável, até o mês de novembro, lançaremos o programa”, disse o secretário.

Além das visitas, o encontro apontou alternativas que podem ajudar na diminuição da violência, como o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e o desenvolvimento de um aplicativo com a possibilidade da inserção do botão do pânico.

“Vamos realizar novas reuniões para alinhar o projeto e apresentar ao prefeito Firmino Filho. Temos, também, a intenção de conhecer a execução desse projeto em Curitiba, Salvador e Belo Horizonte. Vamos buscar fazer contato para entender as dificuldades nesse processo de implantação e o alcance”, finalizou.

Reunião discute regras nos abrigos dos venezuelanos em Teresina

Ascom/Semcaspi

Representantes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (09) com os coordenadores dos abrigos CSU do Buenos Aires e Piratinga para discutir a aplicação de algumas orientações solicitadas pelo Ministério da Cidadania do Governo Federal com os venezuelanos.

A chefe de Divisão de Média Complexidade da Semcaspi, Layla Paiva, informou que as regras serão estabelecidas e deverão ser cumpridas, mantendo um diálogo diário, mas respeitando a cultura dos migrantes.

“A coordenação do abrigo está construindo uma rotina para eles, onde diariamente terão momentos de conversas com explicação sobre as regras institucionais, reforçando, por exemplo, que não será permitida entrada de venezuelanos alcoolizados e nem a entrada de bebida alcoólica no abrigo e que não podem sair com as crianças” disse.

Para reforçar a necessidade de aplicação dessas regras, a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Daguimar Barbosa, esteve no abrigo para dialogar com os migrantes e repassar o posicionamento do município.

“Estivemos lá para informá-los que essas orientações serão repassadas diariamente para eles. Nossa intenção é manter as ações educativas dentro do abrigo e nas ruas, para que eles consigam se adaptar a essa nova realidade”, explicou a gerente.

Como parte da construção desse diálogo, enfermeiros da Fundação Municipal de Saúde estiveram no abrigo do CSU do Buenos Aires para quantificar o número de crianças que precisam de vacinação, avaliar o estado de saúde delas e levar algumas orientações para os adultos. Os abrigos possuem uma comissão formada por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, agentes de proteção social, organizações não governamentais e representantes poder público.