Metade das crianças e adolescentes poderá ter sobrepeso ou obesidade até 2040

Nesta quarta-feira (4), Dia Mundial da Obesidade, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) chama atenção para um cenário preocupante: o Atlas Mundial da Obesidade 2026 projeta que até 2040, metade das crianças e adolescentes brasileiros poderá estar com sobrepeso ou obesidade. Atualmente, cerca de 38% dos jovens no país já vivem com excesso de peso, índice bem acima da média global de 20,7%.

A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco para diversas outras condições, como diabetes, hipertensão e mais de 13 tipos de câncer.

De acordo com o Dr. Gustavo Carvalho, médico apoiador da Diretoria de Atenção Básica da FMS, o problema exige uma visão ampla. “A obesidade não é apenas uma questão estética. Ela compromete o funcionamento do organismo em múltiplos níveis, desde alterações hormonais até impactos no sistema cardiovascular e imunológico. É um desafio que precisa ser enfrentado com seriedade e planejamento.”

O profissional reforça que não existem soluções rápidas ou milagrosas. Para mudar esse quadro, é essencial investir em campanhas educativas e conscientização, estimulando hábitos saudáveis desde a infância. “Precisamos promover um estilo de vida equilibrado, baseado em pilares como alimentação adequada, prática regular de atividade física, sono de qualidade, manejo do estresse e relações sociais saudáveis”, acrescenta.

Metade das crianças e adolescentes poderá ter sobrepeso ou obesidade até 2040 (Foto: Ascom FMS)

Em relação à alimentação, a nutricionista da FMS, Juliana Eulálio, destaca que para a prevenção da obesidade é fundamental o incentivo ao aleitamento materno e uma introdução adequada da alimentação complementar após os seis meses de idade. “ A família tem papel importante na consolidação dos hábitos de vida saudáveis como: consumo de uma alimentação rica em proteínas de alto valor biológico, cereais integrais, frutas, legumes e verduras, evitando os alimentos ultraprocessados, além de reforçar a prática de exercícios físicos e evitar uso excessivo de telas”.

Para estimular a prática de exercícios físicos, a FMS mantém em Teresina seis Academias da Saúde, abertas à comunidade e supervisionadas por profissionais de educação física. Esses espaços contribuem para a promoção de hábitos saudáveis e também para o enfrentamento da obesidade. As unidades estão distribuídas nas zonas da cidade: Sul (UBS Monte Castelo e UBS Angelim), Norte (UBS Monte Verde), Sudeste (UBS Alto da Ressurreição) e Leste (UBS Planalto Uruguai e UBS Santa Isabel), além da UBS Ininga que conta com o Cantinho da Saúde.

FMS alerta sobre incidência de doenças sazonais neste período chuvoso

FMS alerta sobre incidência de doenças sazonais neste período chuvoso (Fotos: Ascom FMS)

Teresina enfrenta, neste período, previsão de chuvas intensas, acompanhadas de ventos fortes, com risco de alagamentos. Diante desse cenário, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta a população para o aumento da incidência de doenças epidemiológicas sazonais, comuns durante o período chuvoso.

Entre as principais doenças observadas estão as doenças diarreicas, infecções que podem levar à desidratação, especialmente em crianças menores de cinco anos, além da Hepatite A, transmitida principalmente por água e alimentos contaminados.

Também há um aumento das infecções respiratórias, como gripe, Covid-19 e os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), favorecidas pelas mudanças climáticas e maior permanência em ambientes fechados.

Outro agravo de destaque é a leptospirose, doença grave transmitida pela exposição à água de enchentes contaminada com urina de roedores, situação comum em áreas alagadas. Com esse cenário, observa-se ainda o aumento de outras condições associadas, como as micoses.

As arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, também apresentam maior risco de transmissão neste período, em razão do acúmulo de água parada, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Segundo Amparo Salmito, gerente de epidemiologia da FMS, é fundamental reforçar medidas de prevenção e cuidados básicos de saúde. “Para reduzir riscos e proteger a população, orientamos manter o cartão de vacinas atualizado, aumentar a hidratação, lavar bem as mãos, evitar o acúmulo de água parada e não ter contato com água de enchentes.”

Cuidados recomendados à população

-Manter a atualização do cartão vacinal, especialmente para gripe, dengue, pneumocócicas e meningocócicas de acordo com a faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde;

-Aumentar a hidratação, com ingestão regular de água potável, especialmente em casos de febre, diarreia ou vômitos, prevenindo a desidratação;

-Lavar bem as mãos com água e sabão, prevenindo infecções, incluindo as diarreias associadas à contaminação por moscas;

-Evitar contato com água suja proveniente de chuvas e alagamentos;

-Eliminar focos de água parada para prevenir a proliferação do mosquito da dengue;

-Procurar atendimento médico ao apresentar sinais e sintomas como febre, diarreia persistente, vômitos, dores no corpo ou dificuldade respiratória.

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase (Foto: Ascom FMS)

A Ponte Estaiada João Isidoro França, até o dia 29 (quinta-feira), estará iluminando Teresina na cor roxa. Esta é uma das ações organizadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase. Durante este período, estão sendo promovidas atividades educativas que buscam informar a população sobre os sinais e sintomas da doença, formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce, fundamental para evitar sequelas e incapacidades físicas.

A programação inclui, no dia 28 de janeiro (quarta-feira), o terceiro Treinamento em Hanseníase Clínica com ênfase na Avaliação de Contatos, voltado para médicos e enfermeiros da Atenção Básica. Além disso, está acontecendo uma mobilização especial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, com palestras educativas, avaliação de contatos de casos acompanhados nos últimos cinco anos, aplicação de testes rápidos, busca ativa de pacientes faltosos e atividades coletivas para avaliação de manchas na pele.

Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS, ressalta que o que é a doença e como ocorre a transmissão. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Ela acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, atingindo com maior frequência braços, mãos, pernas e pés. A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, por meio das vias respiratórias, como fala, tosse ou espirros.”

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase (Foto: Ascom FMS)

Em 2024, Teresina registrou 180 casos na população geral, com taxa de detecção de 19,9 por 100 mil habitantes. Entre menores de 14 anos, foram notificados quatro casos, com taxa de 2,3 por 100 mil habitantes. Já em 2025, contabilizaram-se 178 casos na população geral, com taxa de detecção de 19,6 por 100 mil habitantes, e dois casos na população infantil, correspondendo a uma taxa de 1,16 por 100 mil habitantes. “Mesmo com a redução do número de casos nos últimos anos, a hanseníase segue como um relevante problema de saúde pública, reforçando a necessidade de intensificar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença, em consonância com as metas da Estratégia Global para Eliminação da Hanseníase até 2030”, afirma Walfrido Salmito.

Onde realizar o tratamento em Teresina

No Brasil, o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem realizar o tratamento em domicílio, com acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Para situações mais complexas, a Rede de Atenção à Saúde de Teresina oferece atendimento especializado na Dermatologia do Hospital da Polícia Militar, Hospital Universitário e no Centro Maria Imaculada.

Teresina inicia vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para proteção de gestantes e recém-nascidos

Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (Foto: Ascom FMS)

A partir da próxima quinta-feira (11), Teresina iniciará a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês. O município recebeu 2.660 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, para dar início à estratégia de proteção materno-infantil.

A vacina estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), nas maternidades, no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo, Hospital da Polícia Militar e no ponto de vacinação do Teresina Shopping, ampliando o acesso e facilitando a adesão das gestantes.

Quem pode receber a vacina?

A imunização é destinada às gestantes a partir de 28 semanas de gravidez, conforme orientação do Ministério da Saúde. A proteção ocorre por meio da transferência de anticorpos maternos para o bebê, reduzindo de forma significativa o risco de formas graves de doença nos primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade.

A FMS informa que todas as unidades já estão sendo abastecidas e preparadas para iniciar a aplicação. Para se vacinar, a gestante deve apresentar documento de identificação, cartão de pré-natal e cartão de vacinação.

“A chegada da vacina contra o VSR representa um avanço fundamental para a proteção dos bebês de Teresina. As formas graves da doença são mais frequentes nos primeiros meses de vida, e a imunização das gestantes é a forma mais eficaz de garantir essa proteção. Estamos preparando todas as unidades para iniciar a aplicação e orientar as famílias”, fala Emanuelle Dias, coordenadora de vacinação da FMS.

Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (Foto: Ascom FMS)

Situação epidemiológica do VSR em Teresina

O VSR foi o vírus respiratório mais prevalente em Teresina em 2025, com exceção do coronavírus, superando inclusive o vírus Influenza.

Das 2.293 amostras analisadas pelo Lacen-PI para pesquisa de vírus respiratórios, 213 foram positivas para VSR. As amostras são provenientes de pacientes internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e das unidades sentinelas de síndromes gripais.

A maior incidência ocorre em crianças menores de 2 anos, sendo o VSR a principal causa de internação por infecções respiratórias, especialmente nos primeiros meses de vida. No Nordeste, a sazonalidade do VSR abrange os meses de março a julho, período de maior circulação viral.

No Brasil, até 22 de novembro de 2025, foram registrados 43,2 mil casos de SRAG causados por VSR.

O vírus é responsável, por aproximadamente, 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.

Segurança e eficácia

A vacinação materna contra o VSR tem eficácia comprovada. Segundo o Estudo Matisse, a estratégia demonstrou 81,8% de eficácia na prevenção de formas graves da doença nos bebês durante os primeiros 90 dias de vida.

A recomendação é de dose única por gestação, sem restrição de idade materna.

Capacitação profissional

Uma capacitação das equipes será realizada na terça-feira, 9 de dezembro, garantindo alinhamento técnico para início da estratégia.

A estratégia reforça o compromisso do município em proteger a saúde materno-infantil, prevenir internações e ampliar o acesso a medidas de imunização baseadas em evidências.

Teresina registra queda nos casos de HIV e FMS reforça ações do Dezembro Vermelho

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou, nesta semana, as ações do Dezembro Vermelho, campanha nacional dedicada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do HIV e da AIDS. Em Teresina, a mobilização acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde, no Centro de Testagem e Aconselhamento e nos Serviços de Atendimento Especializado (CTA).

De acordo com a Série Histórica de HIV/AIDS 2010–2025, divulgada pela Coordenação de IST/HIV e Hepatites Virais da FMS, o município registrou queda no número de casos em 2024, após um período de aumento observado nos anos anteriores.

Dados da Série Histórica – Teresina

Em 2010, foram registrados 233 casos entre residentes no município.

Desde então, os números oscilaram, chegando a um pico em 2019, com 569 casos.

Em 2022 e 2023, os registros permaneceram elevados, com 539 e 553 casos, respectivamente.

Já em 2024, Teresina contabilizou 469 casos, uma redução em relação aos anos anteriores.

Em 2025, até 1º de dezembro, foram registrados 424 casos.

Para a FMS, os dados reforçam a importância da ampliação das estratégias de prevenção, da testagem precoce e do acesso ao tratamento contínuo.

Prevenção Combinada

A coordenadoria de IST/HIV e Hepatites Virais destaca que, apesar dos avanços, o preconceito ainda é uma das principais barreiras enfrentadas pelas pessoas vivendo com HIV. “O estigma leva muitas pessoas a evitarem o diagnóstico ou o tratamento por medo da discriminação. Com o uso contínuo da medicação, a carga viral pode se tornar indetectável, o que significa intransmissível — garantindo qualidade de vida e interrompendo a cadeia de transmissão”, afirma Alana Niége, coordenadora de IST/HIV e Hepatites Virais da FMS.

A camisinha permanece como método eficiente e amplamente disponível na rede pública, mas a distribuição de preservativos sozinha não foi suficiente para conter o aumento dos casos nos últimos anos. Por isso, o Ministério da Saúde consolidou a estratégia da Prevenção Combinada, que reúne diferentes ferramentas de proteção:

✔ Preservativos

Distribuídos em todas as UBS e unidades especializadas.

✔ PEP – Profilaxia Pós-Exposição

Indicado após situações de risco.
Disponível 24h na urgência do Hospital Natan Portella

✔ PrEP – Profilaxia Pré-Exposição

Uso diário ou sob demanda antes da exposição ao HIV.
Disponível no SAE do Centro Lineu Araújo.

✔ Testagem Precoce

Realizada gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Testagem e Aconselhamento.
O teste também é recomendado para todas as gestantes, pois o início imediato do tratamento, quando necessário, evita a transmissão vertical ao bebê.

Ações durante todo o ano

A FMS reforça que a luta contra o HIV não se limita ao mês de dezembro. A campanha incentiva a testagem regular, a prevenção e o início imediato do tratamento, garantindo mais saúde, qualidade de vida e redução da transmissão.

“Quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo o tratamento é iniciado. E com o tratamento adequado, a pessoa alcança níveis indetectáveis do vírus, o que impede a transmissão”, destaca a coordenadora de IST/HIV e Hepatites Virais, do Núcleo de IST/HIV da FMS.

Distribuição de preservativos no mês do Dezembro Vermelho (Foto: Ascom FMS)

Vacinação contra raiva acontece nas zonas norte e leste dia 22

Vacinação contra raiva nas zonas norte e leste (Foto: Ascom FMS)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizará no sábado (22), das 8h às 17h, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a raiva destinada a cães e gatos da zona urbana. Nesta data, os postos estarão distribuídos pelas zonas norte e leste da capital, e a lista completa dos locais já está disponível no site da FMS e no PDF abaixo.

A segunda etapa ocorrerá no dia 29 de novembro, também das 8h às 17h, contemplando as zonas sul e sudeste. No total, serão disponibilizados 270 postos de vacinação para atender à população.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, causada por um vírus do gênero Lyssavirus, que acomete o sistema nervoso central e apresenta taxa de letalidade próxima a 100% em animais e humanos. A transmissão para seres humanos ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas em feridas abertas.

De acordo com Joaquim Gomes, gerente da Gerência de Zoonoses da FMS, a vacinação anual de cães e gatos é a forma mais eficaz de interromper o ciclo de transmissão da doença. “A imunização protege os animais e contribui também para a segurança da população”.

O veterinário da Gerência de Zoonoses da FMS, João Pereira, explica que a vacina é gratuita e indicada para cães e gatos a partir de três meses de idade. “A orientação é que os tutores levem seus animais, de preferência com coleiras e em caixas de transporte, para evitar acidentes e fugas durante a vacinação”.

CLIQUE AQUI E CONFIRA OS POSTOS DE VACINAÇÃO

FMS alerta que conhecer o mosquito da dengue é essencial para combatê-lo

Dra. Amariles Borba, alerta sobre os riscos do Aedes aegypti (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou nesta quinta-feira (13), um alerta sobre os riscos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com a médica Amariles Borba, compreender o comportamento do inseto é fundamental para evitar sua proliferação e proteger a população.

A fêmea do mosquito é a responsável pela picada, já que precisa se alimentar de sangue para completar o ciclo reprodutivo e transmitir os vírus. Ela tem preferência por pessoas vestindo roupas escuras e consegue alcançar até apartamentos em andares elevados, utilizando roupas e elevadores como meio de transporte.

A picada do Aedes é quase imperceptível. Isso acontece porque o inseto utiliza três lancetas que liberam substâncias com efeito anti-inflamatório, anticoagulante e anestésico. Dessa forma, a vítima não sente dor e não reage, o que favorece a sobrevivência do mosquito.

Outro aspecto preocupante é a resistência dos ovos. Eles podem permanecer grudados em superfícies por mais de um ano, aguardando condições ideais para eclodir. “Basta a presença de água limpa, água um pouco suja para que, em apenas cinco dias, o ciclo se complete e novos mosquitos estejam prontos para voar”, explica Amariles Borba.

Cuidados para evitar a proliferação do mosquito

A FMS reforça que a população deve redobrar os cuidados, eliminando qualquer tipo de água parada em recipientes, calhas e vasos. Além disso, recomenda-se lavar superfícies com escovão, sabão e água sanitária, garantindo a remoção dos ovos.

Segundo Amariles Borba, a prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue, zika e chikungunya. “A colaboração de todos é essencial para reduzir os focos do mosquito e evitar novos casos dessas doenças”, conclui.

FMS realiza blitz educativa de combate à sífilis no Shopping da Cidade

Blitz educativa de combate à sífilis (Foto: Ascom FMS)

Em referência ao Outubro Verde, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina promoverá blitz educativa de combate à sífilis no Shopping da Cidade. A ação acontecerá nesta quinta-feira (23) em dois turnos: das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30 e a programação inclui testagem rápida, distribuição de preservativos, panfletagem e palestra para sensibilizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença.

Segundo Vanessa Matos, chefe do Núcleo de Epidemiologia Hospitalar da FMS, a iniciativa busca informar, alertar e conscientizar sobre os riscos da sífilis. “Trata-se de uma infecção bacteriana que merece atenção, pois é transmitida por relações sexuais desprotegidas e pelo uso de agulhas contaminadas. Além disso, pode afetar mãe e bebê, caso seja contraída durante a gestação”, explica.

Vanessa reforça que a prevenção deve ser uma prioridade. “É fundamental que a população compreenda os riscos e saiba como se proteger. Recomendamos o uso de preservativos, a realização de testes rápidos e o tratamento completo. Vale lembrar que, mesmo após a cura, a sífilis não confere imunidade permanente, ou seja, é possível se reinfectar caso haja contato com uma pessoa portadora da doença”.

A sífilis representa um risco significativo à saúde, tanto do adulto quanto do feto. Quando não tratada, pode provocar complicações graves como abortamento, parto prematuro, natimortalidade, manifestações congênitas precoces ou tardias e até a morte do recém-nascido. Em estágios avançados, como na sífilis terciária, a doença pode causar lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar ao óbito.

Testes rápidos e tratamento nas UBSs

Em Teresina, os testes rápidos estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), além do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no centro da capital. O exame é simples, de fácil execução e o resultado é obtido em até 30 minutos. O tratamento também é oferecido nas UBSs, com medicamentos como a penicilina benzatina.

FMS convoca 36 mil crianças e adolescentes para vacinação contra a dengue em Teresina

Vacinação contra a dengue em Teresina (Foto: Ascom FMS)

Nesta terça-feira (23), a Fundação Municipal de Saúde (FMS), está convocando 36 mil crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos, para receberem a vacina contra a dengue, uma doença infecciosa que, em sua forma grave, pode evoluir para complicações sérias e até levar ao óbito. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no posto localizado no Teresina Shopping, sem necessidade de agendamento prévio.

Segundo estimativas do IBGE, Teresina possui 57.785 pessoas nessa faixa etária. Até o momento, foram aplicadas 20.890 primeiras doses e 10.191 segundas doses da vacina, totalizando 31.082 aplicações registradas no sistema E-SUS. A FMS alerta ainda que 5.945 crianças já deveriam ter retornado para tomar a segunda dose, já que completaram o prazo de 3 meses desde a primeira dose.

A coordenadora de vacinação da FMS, Emanuelle Dias, alerta que muitos responsáveis ainda acreditam que é necessário agendar a vacinação, o que pode estar dificultando a adesão. “Não há necessidade de agendamento. Fazemos esse apelo porque queremos ampliar a cobertura vacinal e reduzir os riscos associados à dengue entre o público-alvo”, reforça.

Para receber a vacina, é necessário apresentar CPF ou cartão do SUS, comprovante de residência em Teresina e, se possível, o cartão de vacinação. As UBSs funcionam de segunda a sexta-feira, nos turnos manhã e tarde. Já o posto do Teresina Shopping atende de segunda a sexta, das 13h às 18h, e aos sábados, das 10h às 20h.

Sobre a dengue

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares e articulares, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e, em casos mais graves, sangramentos e queda de pressão. A forma grave da doença, conhecida como dengue hemorrágica, pode levar ao óbito. A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para prevenir casos graves e reduzir internações.

FMS intensifica vigilância e convoca população para vacinação contra o sarampo

FMS convoca população para vacinação contra o sarampo (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, iniciou a intensificação das ações de vigilância epidemiológica e convoca a população não vacinada para se imunizar contra o sarampo. A medida ocorre após o crescimento expressivo de casos da doença nas Américas em 2025 e também de 20 casos notificados no Tocantins, estado que faz fronteira com o sul do Piauí.

Em comunicado oficial, por meio do Ofício Circular, o Ministério da Saúde recomendou aos municípios estratégias para conter possíveis surtos, como notificação imediata de casos suspeitos, investigação e coleta de material para diagnóstico laboratorial e intensificação da vacinação, incluindo trabalhadores de saúde.

Emanuelle Dias, coordenadora de Vacinação da FMS, informa que a cobertura vacinal entre o público infantil está em aproximadamente 88% para a primeira dose da vacina tríplice viral e em torno de 70% para a segunda dose. “Nosso objetivo é alcançar coberturas vacinais superiores a 90% em toda a população, com foco especial nos grupos prioritários”, destaca.

Para se proteger contra o sarampo, o público infantil deve tomar a vacina tríplice viral aos 12 meses e a tetra viral aos 15 meses. Caso a pessoa não tenha recebido a vacina nessa faixa etária ou não tenha comprovação vacinal ou esteja com esquema incompleto, o esquema fica assim: duas doses da tríplice viral, se tiver idade entre 5 e 29 anos ou então uma dose única da tríplice viral se tiver de 30 a 59 anos. Já os profissionais de saúde devem tomar duas doses da tríplice viral, independente da idade (com exceção de gestantes e imunossuprimidos graves).

A vacina está disponível em 91 Unidades Básicas de Saúde e nas maternidades municipais, nos turnos manhã e tarde, e no posto do Teresina Shopping, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h e aos sábados, das 10h às 20h.

Quais os sintomas do sarampo

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Não há tratamento específico, e os medicamentos utilizados visam apenas aliviar os sintomas. A transmissão é possível de seis dias antes até quatro dias após o surgimento dos sintomas.

Breno Noah, diretor interino de Vigilância em Saúde da FMS, explica que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas com quem tiver contato. “E o vírus pode permanecer ativo e contagioso no ar ou em superfícies por algum tempo, mesmo após a saída da pessoa infectada do ambiente, sendo assim, a transmissão também pode ocorrer por meio de gotículas contaminadas.”

Os sintomas mais comuns da doença são irritação nos olhos, corrimento no nariz, mancha branca na parte interna da bochecha, mal estar, tosse, mancha vermelha na pele. Pode ocorrer também febre e convulsão, infecção nos ouvidos, conjuntivite, pneumonia, perda de apetite, diarreia. Em casos mais graves, lesão cerebral e óbito.