Viver+Teresina inicia investimento de quase R$ 1 milhão em drenagem para resolver problema histórico no Parque Alvorada

Viver+Teresina investe 1 milhão de reais em drenagem no Parque Alvorada. Foto: Ascom/Viver+Teresina

O problema histórico de alagamentos e convivência com o esgoto vivenciado pelas famílias que moram nas proximidades da rua Glauber Rocha, no bairro Parque Alvorada, zona norte de Teresina, está prestes a ser solucionado definitivamente. O Viver+Teresina está iniciando a obra de drenagem, com investimento previsto em R$ 970 mil, que transportará a água da chuva que se acumula para a lagoa do bairro Nova Brasília.

O projeto do Viver+Teresina contempla a construção de galeria, sistema elevatório com conjunto motor-bomba para drenar as águas pluviais diretamente no canal já existente e coletar essa água no início da rua, conduzindo-a até a lagoa do Mazerine. Além disso, o sistema terá bocas de lobo, meio fio, sarjetas e caixas coletoras.

A obra está começando e deve seguir por etapas passando pelas ruas Monteiro Lobato, Dídima Castelo Branco, Gláuber Rocha e Santa Inês. A equipe social do programa iniciou o contato com as famílias para informar sobre o andamento da obra.

De acordo com o diretor geral do Viver+Teresina, Bruno Quaresma, a drenagem é essencial para que as famílias deixem de conviver com o esgoto que se acumula no canal e proteger os imóveis da água que se acumula nos períodos chuvosos, afetados pela crise climática.

“Com as chuvas cada vez mais intensas que estamos vivenciando em decorrência da crise climática as obras de drenagem são cada vez mais essenciais porque assim poderemos fazer com que a água acumulada baixe de nível o mais rápido possível, diminuindo os impactos sobre as famílias. Estamos desenvolvendo projetos cada vez mais inovadores para adaptar nossa cidade a essa nova realidade de eventos extremos, com períodos de chuva e B-R-O Brós cada vez mais intensos”, afirma Bruno Quaresma.

  • O Viver+Teresina é ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e tem como finalidade desenvolver projetos que possam proporcionar adaptação e resiliência à cidade em face à emergência climática.

Programa Lagoas do Norte reúne técnicos do Banco Mundial e representantes de secretarias para tratar de projetos

Fotos: Ascom Programa Lagoas do Norte

O Programa Lagoas do Norte reuniu, nesta terça-feira (20), os técnicos do Banco Mundial e membros das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Agenda 2030 para discutir o andamento de projetos que são coordenados pelo programa junto a essas pastas, com financiamento da entidade financeira.

A reunião integra agenda da missão virtual de acompanhamento do programa e do banco. O objetivo é estreitar e alinhar as informações sobre o andamento desses projetos. O Lagoas do Norte coordena e financia ações e obras que buscam reestruturar sistemas, gestão e o atendimento que acontece em algumas secretarias.

Com a Agenda 2030, o Lagoas do Norte trabalha com o projeto Mulheres Pelo Clima, que é a estratégia de Teresina para o enfrentamento das mudanças climáticas sensível ao gênero. Ele tem como finalidade construir uma capacidade de liderança em mulheres vulneráveis à mudança climática através de uma transformação da percepção social das potencialidades associadas a suas atividades produtivas. O foco é no desenvolvimento econômico, redução da violência de gênero, educação ambiental e coesão social.

A parceria se dá na estruturação de soluções em obras e gestões que possam garantir essa construção. Entre as soluções estão a reforma do Ecoponto do Lagoas do Norte, local em que cerca de 20 mulheres recicladoras fazem a triagem e manipulação dos materiais coletados.

A proposta prevê a reorganização do centro de triagem e do setor administrativo, que deverão contar com zonas de triagem, pesagem e armazenamento mais adequados, vestiários, refeitório, mezanino, auditório, salas de capacitação e banheiros. Além de capacitar essas mulheres, a ideia também é proporcionar melhores formas de desenvolvimento de suas atividades econômicas. Para as recicladoras, a proposta é que elas possam utilizar bicicletas elétricas equipadas com carrinho. Isso poderá proporcionar maior segurança e capacidade de armazenamento dos produtos coletados e que elas possam fazer trajetos mais longos em busca do material. Também será formatado um modelo de gestão colaborativo junto às recicladoras

Já a parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) está permitindo que essa secretaria seja totalmente reformada, tenha seus sistemas modernizados e desburocratizados, com a capacitação de servidores e compra de equipamentos. Durante a reunião, a secretaria solicitou maior aporte para as obras e prazo para a realização de obras.

“Tivemos uma reunião bastante proveitosa para que os novos gestores possam compreender o andamento dessas parcerias e propor as modificações e ajustes necessários para que esses projetos se desenvolvam de forma eficiente. Ainda nessa missão com o Banco Mundial, estamos discutindo vários aspectos de reestruturação do Lagoas do Norte também. Assim, vamos avançar para beneficiar a população da zona norte”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do programa.