Fundação Monsenhor Chaves inicia elaboração do Plano Municipal de Cultura

A Prefeitura de Teresina iniciou elaboração do Plano Municipal de Cultura, um instrumento central para o planejamento e execução das políticas públicas de cultura em Teresina para os próximos dez anos. Neste momento o foco é construir um diagnóstico da realidade cultural da cidade. Os interessados podem participar através de um questionário que pode ser preenchido  no período de 08 a 27 de agosto.

O questionário está disponível através do link: https://pt.surveymonkey.com/r/diagnosticoculturalteresina. Podem participar artistas, arte educadores(as), grupos culturais, coletivos urbanos, agentes culturais, mestres(as) e grupos das culturas populares e tradicionais, gestores(as) culturais, estudantes, professores(as) e pesquisadores(as) e todos os interessados. Para mais informações, aqueles que desejam participar, podem mandar mensagem para o e-mail: pmcdeteresina@gmail.com.

O Plano pretende possibilitar ao setor cultural e demais áreas a implantação de normas integradas que ajudam no seu desenvolvimento com diretrizes que nortearão as políticas culturais. O documento está sendo elaborado com o aporte financeiro do Projeto Lagoas do Norte, que efetuou o contrato da consultoria responsável pela sua elaboração. O trabalho será coordenado pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FMC),

“Estamos na fase de construção da realidade cultural de Teresina, através da opinião pública. Esse momento é de extrema importância para a elaboração do plano”, disse Luís Carlos Alves, presidente da FMC.

Teresina terá Plano Diretor de Mobilidade Urbana com foco na sustentabilidade

Melhor aproveitamento das vias, redução de emissão de poluentes, de consumo de combustível e a otimização do sistema de transportes e trânsito. Esses são alguns dos enfoques do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável (PDMUS), que começa a ser elaborado pela Prefeitura de Teresina.

O assessor técnico da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Ricardo Freitas, ressalta que o foco do Plano será o conforto na locomoção dos moradores, priorizando a sustentabilidade nas questões ambientais, sociais e econômicas. “Tudo isso com base em um novo modelo previsto pelo Plano de Ordenamento Territorial (PDOT)”, destaca.

Nesse plano irão constar os objetivos, metas e ações a curto, médio e longo prazo para até 20 anos e serão incluídos alguns aspectos relativos às cidades que compõem a grande Teresina. O plano deve ser transformado em Lei aprovado pela Câmara de vereadores.

Freitas explica que terá a participação popular em todas as fases de elaboração do Plano. “Além das pesquisas com a população, serão realizadas audiências públicas para discussão com a comunidade, de forma que todos tenham conhecimento das questões envolvidas e das novas propostas.

A execução do Plano deve ser de um ano, com previsão de conclusão em outubro de 2020. Serão três etapas. A primeira inclui o diagnóstico com a realização de pesquisa domiciliar de origem/destino de tráfego e contagem de veículos. A segunda etapa inclui uma simulação técnica, como exemplo a análise de tráfego em uma área por vários períodos de tempo. A terceira fase é a elaboração do projeto.

O PDMUS vai atualizar o atual Plano Diretor de Transporte e Mobilidade de Teresina, baseando-se nas definições do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT (Lei n° 3.558/2006), que também se encontra em processo de revisão. Participam da elaboração do novo Plano a Strans, Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), SDUs e Semcom.

Profissionais se reúnem para traçar plano de redução de mortalidade materna em Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizará amanhã, 3 de abril, das 8h às 12h, no auditório da Diretoria de Assistência Especializada (DAE), o I Workshop Multidisciplinar para Redução da Mortalidade Materna em Teresina. O público alvo do evento são técnicos e gestores da FMS.

Indicadores de mortalidade materna dos últimos três anos serão apresentados aos presentes, além de o Comitê Hospitalar para Análise e Prevenção de Óbito Materno realizar uma apresentação falando da sua composição, funcionamento, competências e ações executadas. “Nosso principal objetivo é apresentar os indicadores e discutí-los com os profissionais para que juntos possamos elaborar um plano de ação para reduzir a mortalidade materna. Já realizamos diversos trabalhos relacionados a isso, mas nossa intenção é sempre melhorar para que possamos alcançar indicadores de países de primeiro mundo”, diz Íris Amaral, gerente de assistência hospitalar da FMS.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a mortalidade materna é inaceitavelmente alta. Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo. Estima-se que, em 2015, cerca de 303 mil mulheres morreram durante a gravidez e após o parto. Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos; a maioria delas poderia ter sido evitada.

O alto número de mortes maternas em algumas áreas do mundo reflete desigualdades no acesso aos serviços de saúde e destaca a lacuna entre ricos e pobres. Quase todas as mortes maternas (99%) ocorrem em países em desenvolvimento. Mais da metade delas ocorre na África Subsaariana e quase um terço no sul da Ásia. Mais da metade das mortes maternas ocorrem em ambientes frágeis e em contextos de crises humanitárias.