Prefeito Silvio Mendes e representante do UNFPA/ONU assinam memorando de entendimentos para ampliar parceria

Prefeito Silvio Mendes e representante do UNFPA/ONU assinam memorando de entendimentos para ampliar parceria
(Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, e a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Florbela Fernandes, estiveram reunidos, nesta quinta-feira (15), com o objetivo de assinarem um novo memorando de entendimentos para ampliar a parceria para o desenvolvimento de ações e projetos na área social, atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade e populações atingidas pela emergência climática, além de estabelecer a possibilidade de colaboração com outros países do sul global. Além disso, durante a solenidade foi apresentado o relatório final da pesquisa “O impacto do calor extremo no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina”, realizada pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o UNFPA.

“Teresina é uma cidade quente, é uma mesopotâmia e é uma área de interesse para essas discussões. Foi desenvolvida uma pesquisa relacionando clima à gestação, e precisamos chamar a atenção para questões que muitas vezes não paramos para pensar”, disse o prefeito Silvio Mendes.

A visita da representante reforça a parceria entre a Prefeitura e a agência internacional, iniciada em 2023, através da Agenda Teresina 2030, órgão da gestão municipal que faz o trabalho de articulação entre a prefeitura e instituições internacionais e atua na pauta da sustentabilidade e monitoramento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU.

Prefeito Silvio Mendes e representante do UNFPA/ONU assinam memorando de entendimentos para ampliar parceria (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

A representante do Fundo de População das Nações Unidas, Florbela Fernandes, destacou a importância das ações que vêm sendo desenvolvidas pela Agenda Teresina 2030. “Fruto da parceria com o UNFPA, foi conduzido um estudo pioneiro sobre os efeitos do calor extremo na saúde materna, com foco em mulheres negras e pardas, no contexto urbano de Teresina. As evidências reunidas fortalecem a capacidade de implementar ações que geram impacto real na vida da população de Teresina. Ao integrar saúde, justiça climática, igualdade de gênero e proteção social, essa iniciativa contribui para fortalecer serviços públicos, reduzir desigualdades e ampliar o acesso a direitos. A experiência de Teresina pode inspirar soluções em outras cidades do Brasil e do Sul Global. O futuro climático exige respostas integradas que conectem saúde, proteção social e adaptação”, afirmou a representante.

Os dados da pesquisa “O impacto do calor extremo no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina” foram apresentados pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, e pela líder da pesquisa, Elisa Carvalho. Ela demonstra que as gestantes entrevistadas nas 75 Unidades Básicas de Saúde da zona urbana da capital se queixam de sintomas relacionados ao calor, como fadiga, pressão alta e ansiedade e relatam que não recebem informações sobre como lidar com essas dificuldades. O relatório consolidado será publicado posteriormente nos sites da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão.

Viver+Teresina promove oficina sobre adaptação à emergência climática para alunos da zona Rural

A educação climática é um dos principais pilares do trabalho do Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) que trabalha na adaptação e mitigação dos efeitos da emergência climática na capital. A primeira atividade de educação climática promovida pelo Viver+Teresina ocorreu na Unidade Escolar Santa Teresa, localizada no povoado Santa Teresa, zona rural leste da capital.

Os alunos do 6º ao 8º anos puderam conhecer mais sobre o tema em uma palestra que abordou ainda a importância da reciclagem e sobre o que é um jardim sensorial, local destinado ao plantio de espécies com poder de despertar aromas e sensações, como ervas medicinais e flores.

Os técnicos do Viver+Teresina também realizaram um diagnóstico da atual situação da escola e puderam verificar que existe uma horta desativada no local. A ideia é auxiliar alunos, professores e direção para que a horta possa ser revitalizada e, assim, ser utilizada como instrumento de promoção de uma alimentação mais saudável dentro e fora da escola, além de ser importante no estímulo dos alunos quanto ao contato com a natureza.

“Essa é nossa primeira iniciativa de educação climática. É o primeiro passo para que possamos levar, especialmente a crianças e adolescentes da nossa cidade, a importância de se pensar em uma Teresina mais resiliente e preparada para os eventos climáticos extremos. Precisamos arborizar mais, cuidar mais dos nossos rios, lagoas. Estamos trabalhando na construção de drenagem para que o período chuvoso não provoque tantos alagamentos. Ao mesmo tempo, estamos buscando alternativas para melhorar a arborização. Mas se não levarmos a educação climática para que as futuras gerações preservem essa estrutura, nosso esforço não valerá”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Agenda Teresina 2030 promove sessão sobre impacto da emergência climática na Câmara Municipal

Teresina ganhou, nesta quarta-feira (18), o seu Plano de Ação Climática, documento construído pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan. E, como parte da programação de lançamento, promoveu, na Câmara Municipal, uma sessão para os vereadores, autoridades e assessores parlamentares acerca da emergência climática, seus impactos e a importância de políticas públicas de mitigação e adaptação.

A sessão foi ministrada pelo gerente sênior de ação climática da C40 para o UrbanShift, Matheus Ortega. O evento se inicia às 15h, na Escola do Legislativo Municipal. “Estamos lançando o Plano de Ação Climática de Teresina e parte importante do nosso trabalho, a partir de agora, é preparar a cidade para os efeitos que a emergência climática nos impõe. E esse trabalho precisa ser de forma transversal, envolvendo toda a população e os vereadores são parte fundamental nessa construção”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Matheus Ortega é especialista em planejamento de ação climática e desenvolvimento internacional, Gestor Sênior do C40 Cities com mais de 12 anos de experiência profissional em desenvolvimento urbano sustentável, ação climática e gestão de projetos.

UrbanShift é a marca do Programa de Impacto para Cidades Sustentáveis do Global Environment Facility, GEF www.thegef.org), liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (www.unep.org) e implementado em parceria com o World Resources Institute (www.wri.org), C40 Cities (www.c40.org), ICLEI – Local Governments for Sustainability (www.iclei.org), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (www.undp.org), o Banco Mundial (www.worldbank.org) e o Banco Asiático de Desenvolvimento (www.adb.org).

O objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento urbano integrado em mais de 23 cidades na Asia, África e América Latina. No Brasil, o programa apoia o projeto CITinova II, liderado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (www.gov.br/mcti), e financiado pelo GEF, do qual a cidade de Teresina é integrante.