SMPM promove rodas de conversa sobre inclusão e direitos no Abril Azul nos Serviços Florescer

Rodas de conversa sobre o Abril Azul nos Serviços Florescer (Foto: Ascom SMPM)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), realizou durante todo o mês de abril uma programação especial nos serviços Florescer com rodas de conversa voltadas à campanha Abril Azul, abordando a temática “Desafios, Direitos e Inclusão”.

A iniciativa teve como objetivo promover conscientização, informação e acolhimento às mulheres atendidas pela rede, especialmente aquelas que convivem diretamente com a realidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em seus contextos familiares e sociais.

Os encontros foram conduzidos pela advogada, Claudene Chaves e pela psicóloga, Joseli de Oliveira, técnicas da rede de enfrentamento à violência e empoderamento feminino, que abordaram questões relacionadas aos direitos das pessoas com autismo, inclusão social, acesso às políticas públicas e a importância do acolhimento familiar e comunitário.

Rodas de conversa sobre o Abril Azul nos Serviços Florescer (Foto: Ascom SMPM)

Durante os encontros, mulheres participaram de momentos de diálogo, escuta e troca de experiências, compartilhando vivências sobre maternidade atípica, inclusão social e acesso a políticas públicas. A ação reforçou a importância de ampliar o debate sobre autismo, combater preconceitos e garantir que informações qualificadas cheguem à população.

Para a SMPM, discutir o autismo também significa reconhecer e acolher a realidade de muitas mulheres que assumem, diariamente, o cuidado e a defesa dos direitos de pessoas autistas. A Secretaria segue fortalecendo ações socioeducativas e reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa com as diferenças, promovendo cidadania, autonomia e proteção às mulheres em toda a rede de atendimento.

Campanha “Pediu pra Parar, Parou” mobiliza Teresina durante todo o mês de fevereiro com ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher

Campanha “Pediu pra Parar, Parou” no carnaval (Foto: Ascom SMPM)

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), realizou durante todo o mês de fevereiro, a campanha “Pediu pra Parar, Parou”, uma ampla mobilização educativa voltada à prevenção da importunação sexual, ao enfrentamento do assédio e à promoção de um carnaval mais seguro e respeitoso para todas as mulheres.

A iniciativa integrou o calendário estratégico de ações preventivas do município no período carnavalesco, reforçando que o consentimento é indispensável em qualquer contexto e que a diversão nunca pode ser justificativa para desrespeito ou violência.

Presença ativa nos principais blocos da capital

A campanha teve atuação direta nos principais eventos carnavalescos da cidade, com equipes da SMPM realizando abordagens educativas, panfletagem e diálogo com a população. As ações ocorreram em blocos tradicionais como o Capote da Madrugada, Pinto na Morada, Bloco do Paçoca, Vaca Atolada e Curicas, alcançando milhares de foliões ao longo de quatro dias intensos de festividades. A presença institucional nos eventos reforçou o compromisso da gestão municipal com a prevenção, levando informação diretamente aos espaços de maior circulação de público.

Informação clara e acessível

Durante todo o mês, foram distribuídos materiais informativos com orientações objetivas sobre o que caracteriza importunação sexual, assédio e violência contra a mulher. Além da panfletagem, as equipes promoveram diálogo direto com homens e mulheres sobre respeito, limites e responsabilidade coletiva, estimulando uma postura ativa da sociedade na prevenção de situações de violência.

Campanha “Pediu pra Parar, Parou” no carnaval (Foto: Ascom SMPM)

Divulgação da rede de apoio e canais de denúncia

Outro eixo central da campanha foi a ampla divulgação da rede de atendimento às mulheres em situação de violência no município. Foram reforçadas informações sobre os serviços oferecidos pela Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas, além dos canais de denúncia como a Guarda Maria da Penha (Ligue 153) e o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A orientação às vítimas e testemunhas sobre como proceder diante de situações de assédio ou violência foi essencial para garantir que as mulheres soubessem onde buscar acolhimento, proteção e atendimento especializado.

Política permanente de enfrentamento

A campanha “Pediu pra Parar, Parou” integra a política permanente de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvida pela Prefeitura de Teresina, fortalecendo ações educativas, preventivas e de articulação com a rede de proteção. Mais do que uma mobilização pontual de carnaval, a iniciativa representou um chamado coletivo à consciência social: a responsabilidade pelo respeito é de todos.

Ao longo de fevereiro, Teresina vivenciou um carnaval marcado não apenas pela alegria e pela cultura, mas também pelo compromisso com a segurança, a informação e a defesa dos direitos das mulheres.

Creg realiza mais de 1800 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica no último trimestre de 2021 em Teresina

Em setembro, foram realizados 1826 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM). O local realiza atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

Segundo os dados, setembro contabilizou em torno de 316 atendimentos. Atualmente, esse foi o mês com maior número de solicitação dos serviços em 2021. Segundo a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, esse aumento se deve por conta das campanhas de incentivo á denúncia e combate à violência doméstica na capital em agosto, quando ocorreu as ações do Agosto Lilás – mês de alusão à Lei Maria da Penha e enfrentamento a violência contra à mulher.

Roberta pontua que o crescimento dos números de procura pelo serviço é um indicativo positivo, uma vez que demonstra que mais mulheres estão rompendo o ciclo de violência. Em contrapartida, o mês de janeiro, que apresentou 39 atendimentos, significa um silêncio das mulheres em situação de violência.

Além disso, a pandemia da covid-19 ainda demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

Atendimentos realizados de janeiro a setembro:

Janeiro: 39
Fevereiro: 217
Março: 149
Abril: 131
Maio: 234
Junho: 281
Julho: 217
Agosto: 252
Setembro: 316

Sobre o Creg

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma
Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.
(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Alô Mulher Teresina apresenta aumento nos atendimentos do serviço de assistência social em dois meses

 

Com dois meses de funcionamento na capital, a plataforma Alô Mulher Teresina, que disponibiliza atendimentos na área de enfrentamento a violência, saúde mental, assistência social e protagonismo feminismo contabilizou 282 atendimentos. Neste segundo mês, o serviço apresentou um aumento significativo nas solicitações por acompanhamentos na assistência social, comparado ao mês anterior, passando de 6 % para 15,6% das ligações recebidas.

Ao entrar em contato com a central telefônica e solicitar o atendimento na área da assistência social, as mulheres poderão tirar dúvidas sobre programas sociais que estejam inseridas, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Cadastro Único, entre outros. Elas também serão informadas sobre programas sociais do município que estão à disposição, como Amor de Tia, Mãe Teresinense e Criança Feliz.

Caso não solucione de imediato as solicitações, os atendentes direcionam a mulher para o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), mais próximo da sua região, para oferecer todo o suporte necessário.

Mesmo com esse aumento de solicitações por atendimentos na área da assistência social, o ramal mais solicitado ainda continua sendo o de enfrentamento à violência, que no mês anterior foi de 51% e, atualmente, apresenta o percentual de 45,5%, seguido do serviço de saúde mental com 21,2%, e empreendedorismo feminino, com 18,09% das ligações recebidas. 

Para a secretária de Política para as Mulheres, Macilane Gomes, é perceptível o avanço gradual do serviço, não só do número de mulheres que estão acessando, mas do entendimento que a partir da central telefônica elas podem ter acesso a diferentes serviços.

“O Alô Mulher Teresina é uma ferramenta tecnológica que surge nesse contexto de pandemia e vem dando esse suporte às mulheres através do serviço. As mulheres entram em contato e conhecem os diferentes serviços que estão conectados, elas tiram dúvidas, acessam serviços, capacitações, são diferentes tipos de atendimentos. Estamos muito felizes com os resultados obtidos até agora e esperamos que a plataforma avance ainda mais”, destaca a secretária.

O serviço Alô Mulher Teresina foi criado pela Prefeitura de Teresina e é coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).  Para se conectar com a central de atendimento, as mulheres devem ligar para o número 0800 033 0302. O atendimento é realizado das 8h às 20h, todos os dias, inclusive aos finais de semana.

SMPM promove live sobre serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher

Ascom/SMPM

“Serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher”. Este será o tema do bate-papo virtual que contará com a participação da Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Macilane Gomes e da Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), Joseana Leitão. A atividade que acontece, nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, no instagram (@smpmteresina), faz parte da programação do aniversário de Teresina e do “Agosto Lilás”, mês de conscientização e enfrentamento da violência contra à mulher.

Como o ambiente farmacêutico tornou-se um dos serviços essenciais mais utilizados durante o período de isolamento social, foi pensada uma articulação estratégica sobre como esse serviço poderia contribuir como um instrumento de proteção às mulheres que estão passando por alguma situação de violência.

Em parceria com o Conselho Regional de Farmácia, buscou-se divulgar serviços como o “Alô Mulher Teresina”, central telefônica que além de oferecer atendimentos às mulheres em situação de violência e/ou vulnerabilidade na capital, disponibiliza também o serviço de acompanhamento a saúde mental, assistência social e protagonismo feminino. A ideia é que a divulgação aconteça na abordagem dos atendentes e balconistas das redes de farmácia com as mulheres que frequentam o local.

Segundo a Secretária da SMPM, Macilane Gomes, o serviço de farmácia pode se constituir facilmente como um espaço de orientação sobre a rede de atendimento às mulheres, bem como a serviços específicos que elas muitas vezes não possuem conhecimento.

“Nesse contexto de pandemia, em que a violência contra a mulher se potencializou ainda mais, pensamos em serviços essenciais estratégicos que poderiam auxiliar nessa proteção às mulheres. Através desses serviços, a ideia é dar visibilidade para esse problema tão grave, acionando as pessoas que trabalham nesses locais, para que ao ter contato com alguma mulher, e perceber qualquer sinal de violência, oferecer orientação, apoio e acionar a rede”, esclarece a secretária.

Para a Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, Joseana Leitão, as mulheres que se encontram em situação de violência precisam saber que não estão sozinhas, que elas possuem uma rede proteção e amparo.

“As mulheres que estão passando por esse problema, precisam saber que existe essa rede de amparo. Queremos demonstrar que essa situação triste e difícil pode ser superada, e que existem canais como o “Alô Mulher Teresina”, que podem auxiliá-las nesse processo de superação”, finaliza a representante do Conselho Regional de Farmácia.

Projeto Balançando a Rede discute medidas de enfrentamento à violência contra a mulher em reunião virtual

Nesta quinta-feira (04), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) realizou mais uma encontro virtual com a equipe que compões o projeto Balançando a Rede, com o objetivo de traçar medidas de enfrentamento à violência contra a mulher e também otimizar ideias para o aperfeiçoamento daquelas que estão em vigor. Com essa proposta, o projeto realizou seu terceiro encontro no período de isolamento social, desta vez além da participação de representantes municipais e estaduais, contou também com a participação de um representante do Observatório Mulher Nacional.

Entre as pautas discutidas na reunião, foi destacada a construção de um relatório feito a partir de dados da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, que possibilita o acesso ao registro de atendimentos referente a órgãos como: Centro de Referência Esperança Garcia, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, dentre outros.

“O documento, que está em fase inicial, foi feito pela SMPM e deve contar também com a contribuição de outras entidades. Ele pretende organizar o quantitativo de atendimentos realizados por cada órgão para possibilitar uma melhor articulação na realização de estratégias no combate à violência contra a mulher”, pontua a secretaria municipal de Políticas paras as Mulheres, Macilane Gomes.

Para a delegada de Polícia Civil e diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Bruna Fontelene, a maioria dos dados solicitados podem ser facilmente catalogados. “Além da disponibilização dos dados, podemos contribuir com nosso núcleo de estudo, em parceria com instituições públicas e privadas de ensino superior destinadas ao planejamento e execuções de pesquisas sobre violência de gênero no estado. Ele está desativado por conta da pandemia, mas futuramente vamos retomar essa parceria com todos os órgãos e otimizar todas essas informações”, disse a delegada.

Outro ponto de destaque no encontro virtual foi o Observatório Mulher, projeto piloto que está em fase de implantação na SMPM em parceria com o Senado Federal. A ação tem como objetivo desenvolver ferramentas que possam proporcionar uma visão de futuro, projetando políticas públicas para as mulheres em Teresina. O projeto busca desenvolver estudos, assim como métodos e processos de trabalho que venham contribuir para esse desenvolvimento.

Para a analista em Gestão Pública da SMPM e responsável pelo Observatório Mulher Teresina, Helemara Moura, o projeto representa uma grande oportunidade de desenvolvimento para a cidade. “Essa é uma excelente oportunidade de desenvolvermos ferramentas que possam projetar uma visão de futuro, projetando as políticas públicas para mulheres. Para o desenvolvimento de Teresina do amanhã é necessário o desenvolvimento desses pilares a partir de hoje”, conclui.

Segundo o representante do Senado Federal, que está à frente da produção do Observatório no Senado, Henrique Ribeiro, o projeto nasceu da dificuldade de fazer uma análise de dados estatísticos. Ele destacou que o principal objetivo do documento é usá-los para a contribuição do aprimoramento das políticas públicas para as mulheres em situação de violência.

“A gente tem desenvolvido esse trabalho desde 2016 e tem evoluído bastante, mas apesar dos pontos positivos estamos sempre pensando em como ele pode contribuir efetivamente no enfrentamento à violência e se isso está realmente acontecendo. Concluímos que estamos muito longe do que acontece na realidade das pessoas, e por isso essa ideia de pensar como essas coisas acontecem no âmbito municipal”, afirma Henrique Ribeiro.

A reunião contou com a participação de várias representantes de instituições da rede estadual de proteção à mulher no Piauí, como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres, Defensoria Pública, Casa Abrigo, Patrulha Maria da Penha, Delegacia Especializada da Mulher, Conselho da Mulher e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

 

SMPM promove reunião para traçar medidas de enfrentamento à violência durante pandemia

Nesta sexta-feira (08), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), realizou reunião virtual com o intuito de planejar atuações de enfrentamento à violência contra as mulheres durante o período de isolamento social, juntamente com as instituições de defesa da mulher do município e do estado.

A secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, conduziu a reunião, que teve a participação da coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres, Zenaide Lustosa; delegada de Polícia Civil, Bruna Verena; defensora pública do Piauí, Lia Medeiros; e demais representantes de órgãos como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Conselho Municipal dos Direitos para as Mulheres e Centro de Referência Francisca Trindade, dentre outros.

“Esse encontro faz parte do conjunto de atuações do projeto ‘balançando a rede’, que tem como principal objetivo fortalecer o atendimento às mulheres nesse período de pandemia, além de traçar estratégias para reforçar esse fluxo. O momento serviu também para que as instituições falassem sobre o atendimento realizado em cada espaço e como está sendo essa experiência, mostrando assim o que está acontecendo em cada órgão”, explicou a secretária.

Entre os assuntos discutidos no encontro virtual, o destaque foi o aumento significativo no registro de denúncias e solicitações de atendimento às mulheres vítimas de violência durante o período de isolamento social. Segundo a representante do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar do MP-PI (NUPEVID), Amparo Sousa Paz, houve um aumento de 32% no registro de denúncias do aplicativo Salve Maria, plataforma virtual de denúncias anônimas.

“É um aumento significativo, por isso, a partir dessas denúncias, estamos atuando com agilidade e rapidez para atender essas mulheres. Lançamos a campanha contra o feminicídio em Teresina, justamente tentando chamar atenção sobre a importância das mulheres denunciarem, para que não termine em um feminicídio. É importante trabalhar na divulgação de toda essa rede de combate à violência, Centro de Referência, Delegacia, Salve Maria, temos que trabalhar todos eles”, enfatizou a Promotora de Justiça.

Segundo a Delegada de Polícia Civil, Bruna Verena, durante o período de isolamento social, houve uma redução de 50% no número de registros de Boletins de Ocorrência (BO), que ocorre de forma presencial. Devido as recomendações de isolamento, e considerando que o alerta interferiu diretamente nos registros presenciais, a Polícia Civil decidiu viabilizar as denúncias de forma virtual, que podem ser feitas pelo site: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php.

Foram pontuados também, entre as medidas de enfrentamento à violência adotadas no período de isolamento, a ampliação dos horários de atendimento pelos órgãos competentes, divulgação dos canais de denúncias e atendimento com cartazes em pontos estratégicos como supermercados e farmácias, a ampliação das estratégias de acolhimento às mulheres vítimas de violência no distanciamento social com o agressor.

Ainda durante a reunião virtual, foi marcado um novo encontro com instituições que trabalham no enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí, para a preparação de novas pautas e medidas adotados para o período de pandemia. O próximo encontro virtual deve acontecer na próxima quinta-feira (14), com horário a definir.