Exame preventivo do colo do útero é retomado nas Unidades Básicas de Saúde

Ascom/FMS

O exame preventivo do colo do útero, também conhecido como Papanicolau, já está disponível nas 64 Unidades Básicas de Saúde (UBS), administradas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). O procedimento detecta infecções e alterações nas células do colo do útero e havia sido suspenso em decorrência da pandemia, tendo sido retomado nesta segunda-feira (03).

Segundo a coordenadora médica da Atenção Básica da FMS, Fernanda Melo, esse exame é indicado para mulheres com vida sexual ativa e que tenham idade entre 25 e 64 anos. “A recomendação é a repetição do exame a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano”.

“É importante lembrar que o Papanicolau é um exame preventivo e detecta lesões precursoras do colo do útero, ou seja, a mulher na faixa etária indicada deve fazê-lo mesmo que não apresente sintomas. Agora, se a mulher apresenta algum sintoma, como corrimento ou secreção vaginal, também deve realizá-lo, independentemente da idade, para viabilizar o seu tratamento”, afirma a médica.

Para realizar o exame, basta a mulher se dirigir à uma UBS mais próxima da sua residência e o ideal é que ela não esteja na fase do ciclo menstrual. “Ela pode fazer o Papanicolau após cinco dias dessa fase. Há outras recomendações como não ter tido relação sexual, mesmo com preservativo, nas últimas 24horas e não ter usado creme vaginal nos últimos três dias”, finaliza Fernanda.

Atualmente, em Teresina, a FMS mantém 26 UBS para atendimento, de forma exclusiva, de pessoas com sintomas gripais e 64 UBS que estão atendendo usuários com outros problemas básicos de saúde que não sejam gripais. Nestas 64 UBS, há oferta de consulta médica e de enfermagem, além de serviços de vacina, coleta de exame, curativo e entrega de medicamentos.

Confira a lista das UBS que oferecem o exame preventivo do colo de útero

Quantidade de mamografias feitas em Teresina supera meta pactuada

Seguindo a recomendação do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta mulheres de 50 a 69 anos sobre a importância de realizarem mamografia a cada dois anos. O exame radiográfico é feito através da compressão da mama sobre uma plataforma e objetiva diagnosticar o câncer de mama em sua fase inicial. Somente em 2018 foram realizadas 12.917 mamografias nesse público prioritário na capital piauiense, superando em 18,58% a meta pactuada com o Ministério da Saúde.

No cálculo, considerou-se como numerador a quantidade de mamografias feitas apenas em mulheres residentes em Teresina e na faixa etária de 50 a 69 anos e como denominador o total da população feminina da capital, com a mesma faixa etária, dividido por dois. As fontes dos dados são do Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde e do censo do IBGE.

De acordo com Sheylla Maranhão, gerente de regulação da FMS, a rede pública de saúde de Teresina possui uma boa oferta do exame de mamografia. “Temos vários estabelecimentos, entre hospitais públicos e privados conveniados ao SUS, que possuem o aparelho mamógrafo. O Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo é um desses locais. Precisamos sensibilizar o público-alvo sobre a importância de realizar a mamografia, mesmo que essas mulheres não estejam apresentando sintomas”, afirma.

“Queremos incentivar a adoção de práticas saudáveis para prevenir o câncer de mama, como a realização de atividade física e de alimentação balanceada. Mas também estamos empenhados em aperfeiçoar o rastreamento para diagnóstico precoce dessa doença, através da disponibilização da mamografia na rede do SUS. Sabemos que o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil reduz o número de cirurgias mutiladoras e resulta em melhoria de qualidade de vida”, ressalta o presidente da FMS, Charles Silveira.

Para ter acesso à mamografia, prioritariamente, as mulheres de 50 a 69 anos de idade devem se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Elas são atendidas pelas equipes da Unidade e o exame pode ser solicitado. Se aparecer alguma alteração suspeita na mamografia da paciente, outros exames são solicitados para fechamento do diagnóstico de câncer de mama. Se for confirmada essa doença, a mulher é direcionada para realizar o tratamento no Hospital Universitário ou Hospital São Marcos.

A oncologista do Hospital São Marcos, Pollyana Cardoso, faz um alerta sobre os fatores de risco para surgimento do câncer de mama. “Há vários fatores que podem contribuir para o aumento do risco de desenvolver a doença, a exemplo da idade avançada, histórico familiar, sedentarismo, mulheres que nunca engravidaram ou nunca amamentaram, mulheres que menstruaram muito cedo ou pararam de menstruar muito tarde e que façam uso de bebida alcóolica”.

A FMS reforça também que, embora não substitua os demais exames médicos, como a mamografia, o autoexame das mamas também pode ser um aliado na detecção do câncer de mama. Os especialistas indicam que a mulher deve conhecer o seu corpo, pegar nas suas mamas, apalpá-las. A melhor época para isso é depois da menstruação. É importante destacar que o ato de apalpar os seios não detecta o câncer de mama em sua fase inicial, mas, se a mulher notar qualquer diferença, deve procurar o médico para avaliação.