Após cadastros, famílias atingidas pelas enchentes são beneficiadas com aluguel social e kits

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), oferece por meio dos Benefícios Eventuais, com o Programa Cidade Solidária, assistência às famílias atingidas pelas chuvas em Teresina. Dados atualizados nessa terça-feira, (08), pelo Comitê Emergencial, apontam que das 712 famílias atingidas pelas chuvas, 540 já estão inseridas no Programa Cidade Solidária, com o aluguel social.

A Semcaspi oferece duas modalidades de assistência às famílias atingidas pelo estado de calamidade: o Programa Cidade Solidária, com o aluguel social no valor de R$300 e os kits (acolhimento, higiene e limpeza) para famílias que conseguiram acolhimento em casas de familiares ou amigos; e a assistência aos abrigos, onde as famílias recebem o kit acolhimento e, mensalmente: cestas básicas e os kits higiene e limpeza. 
Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, estas famílias são cadastradas em parceria com a Secretaria Municipal de Defesa Civil e as SAADs da região onde elas residem.

“O prefeito Dr. Pessoa não tem medido esforços para fazer valer toda a assistência que estamos oferecendo e que é um direito das famílias atingidas, neste caso, pelas enchentes. Após cadastros, as famílias passam a receber os auxílios devidos. Nossas equipes atuam diariamente no atendimento deste público, fazendo com que estes benefícios cheguem o quanto antes para este público”, ressaltou.


Eduardo Aguiar, secretário executivo da Semcaspi, explica que as famílias que estiverem em situação de vulnerabilidade devido às enchentes devem procurar os devidos órgãos para realizar o cadastro que dá acesso aos benefícios.

“Até o momento, das 712 famílias atingidas pelas enchentes, estamos com 107 famílias em processo de identificação. A gente chama atenção para que elas busquem, inicialmente a Secretaria Municipal de Defesa Civil, que irá verificar a situação destas famílias e a SAAD da região onde moram, para efetuar os devidos processos cadastrais. Desta forma, os benefícios chegaram com a Semcaspi o mais rápido possível”, esclareceu.

ALUGUEL SOCIAL

O Programa Cidade Solidária oferece o aluguel social de R$300, que é um valor definido pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), art. 22, da Lei n. 8742, de 07 de dezembro de 1993, com alterações do art. 8ª da Lei n. 4.916/2016 no ano de 2019, passando de R$180 para R$300, valor indenizatório destinado às famílias que estão acolhendo as que foram atingidas pelas enchentes.

“O valor de R$300 é previsto em lei para população em situação de vulnerabilidade. A gente está ciente de que este valor está defasado em relação ao mercado, mas é um valor que a gente está em estudo para um possível aumento. Todo este processo de alteração deverá ser feito dentro dos trâmites de votação na Câmara Municipal e sanção. Ressaltamos também que estas famílias não ficam desassistidas, então, são atribuições da política de assistência social, com o valor do aluguel social do Cidade Solidária e os kits, segundo cada modalidade de acolhimento”, esclareceu.

Prefeitura de Teresina e Governo Federal unem forças para combater alagamentos e ajudar famílias atingidas

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), Edmilson Ferreira, acompanhou hoje (5) a visita dos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Cidadania, João Roma, a Teresina. Os ministros vieram avaliar a situação dos alagamentos na cidade e colher informações necessárias para a liberação dos recursos.

“Os ministros afirmaram que o Governo Federal vai dar o suporte necessário para ajudar as famílias atingidas em Teresina. Esse suporte é de fundamental importância, Teresina precisa desse compromisso. O prefeito Doutor Pessoa estava aguardando essa ajuda e está fazendo tudo que está ao seu alcance para acolher as 400 famílias que perderam suas casas. Elas estão sendo abrigadas, de forma emergencial, em escolas, ginásios e pelo programa Família Acolhedora”, explica o secretário Edmilson.

Para combater novos alagamentos, a Prefeitura de Teresina está utilizando o sistema de bombas do dique da Avenida Boa Esperança para retirar água das lagoas, resultante da precipitação das chuvas. São 12 bombas com capacidade para retirar 9 mil litros de água por segundo.

“As comportas dessas lagoas para os dois rios estão fechadas para não correr o risco da água voltar dos rios para dentro das lagoas. Já a água que chega pela chuva nós estamos jogando nos rios, por meio desse sistema de bombeamento, para baixar o nível e evitar novos alagamentos”, esclarece o secretário.

Além desses serviços, a Prefeitura, por meio das Superintendências de Ações Administrativas Descentralizadas (SAADs), intensificou a limpeza de bueiros e galerias de todas as zonas da cidade.

Prefeito Dr. Pessoa com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira / foto: Rômulo Piauilino – Semcom

SAAD Norte inicia cadastro de famílias atingidas pelas cheias dos rios em Teresina

Foram iniciadas na manhã desta terça-feira (04), o cadastro das famílias que estão desabrigadas após a cheia dos rios Poti e Parnaíba, na zona Norte de Teresina. A logística está acontecendo na sede da SAAD Norte, localizada na Avenida Rui Barbosa, ao lado do Teatro do Boi.

Fotos: Ascom Saad Norte

De acordo com a superintendente Ana Paula Santana, da SAAD Norte, por determinação do prefeito Dr. Pessoa, todas as famílias que forem cadastradas passarão por uma avaliação a ser feita pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (SEMDUH), que darão assistência em curto, médio e longo prazo.

“Vamos cadastrar todos aqueles que forem afetados pelas cheias do rio e vivem em condições precárias. O prefeito determinou essa ação e em seguida as demais secretarias irão atuar no sentido de viabilizar residências e assistências em locais seguros e de maneira definitiva”, disse a superintendente.

Mais cedo, durante entrevista, o prefeito disse que não é aceitável que famílias estejam desabrigadas enquanto existem centenas de apartamentos e casas de programas habitacionais, atualmente abandonadas e desocupadas na capital.

“Nós em quatro anos não deixaremos ninguém em área de vulnerabilidade. Aqueles que estão saindo agora temporariamente, poderão sair para um lugar definitivo. Aqueles que não possuem ainda um local definitivo haverá um cadastramento para que posteriormente seja construído residências em locais seguros”, afirmou o prefeito.

“Todos que não quiserem mais voltar para as áreas de risco a Prefeitura vai dar moradia. A partir da semana que vem daremos duas semanas para as pessoas que foram contempladas com casas que estejam abandonadas ocuparem, caso não compareçam vou autorizar as famílias entrarem. Não vamos deixar pessoas sem moradias sendo que existem casas desocupadas”, finalizou Dr. Pessoa.

A equipe de assistência social informou que é exigida a documentação tanto das pessoas que irão acolher as famílias, quanto das famílias que estão sendo acolhidas. Os documentos necessários são RG, CPF, comprovante de residência ou uma declaração da associação de moradores do bairro em que a família prejudicada reside.