Rede hospitalar municipal alcança nível de excelência no faturamento SUS

Rede hospitalar municipal alcança nível de excelência (Foto: Ascom FMS)

A rede hospitalar municipal de média complexidade atingiu um marco histórico no faturamento do SUS: uma taxa de glosa de apenas 0,60%, resultado que coloca o município em nível de excelência nacional. Em termos práticos, a glosa representa os valores que deixam de ser pagos pelo Ministério da Saúde quando há erros ou inconsistências nos procedimentos registrados. Esse índice é muito inferior ao parâmetro de até 2% considerado excelente pelo Ministério da Saúde e supera a média observada em hospitais do Brasil e do Nordeste, que costuma variar entre 3% e 8%.

O resultado refere-se especificamente aos hospitais em monitoramento e corresponde ao período avaliado em janeiro de 2026, tendo como base todo o trabalho realizado ao longo de 2025. Atualmente, estão sob monitoramento contínuo unidades estratégicas como: o Complexo Hospitalar Satélite (Hospital, UPA e Maternidade), Maternidade Wall Ferraz, Hospital do Monte Castelo, Complexo Promorar (Hospital, UPA e Maternidade), Hospital da Primavera, Hospital da Criança Parque Piauí e Complexo Buenos Aires (Hospital e Maternidade).

Esse desempenho é fruto da implantação do Núcleo de Auditoria e Faturamento Hospitalar da Diretoria de Atenção Especializada na Fundação Municipal de Saúde (FMS), que estruturou processos de qualificação, monitoramento contínuo e integração com os setores assistenciais. Entre as ações implementadas estão treinamentos técnicos sistemáticos, visitas institucionais às unidades, assessoria permanente às equipes de faturamento e articulação direta com auditores do SUS.

A coordenadora do núcleo, Ericka Soares, explica que quanto menor a taxa de glosa, mais eficiente e correto é o processo de faturamento e menos dinheiro o SUS municipal perde. “Esse resultado reflete o esforço conjunto das equipes: criamos esse núcleo para dar apoio técnico aos hospitais, permitindo que os faturistas conheçam melhor o processamento das contas, errem menos e consigam faturar mais e melhor. Antes de enviar ao Ministério da Saúde, cada procedimento é avaliado, o que reduz perdas e garante maior sustentabilidade para o sistema municipal.”

Segundo Ericka, a conquista evidencia a eficiência administrativa e o fortalecimento da auditoria preventiva, além da integração entre assistência hospitalar, faturamento e regulação. Ela ressalta o empenho dos coordenadores, das equipes de faturistas e dos diretores das unidades. “Para manter o desempenho, será preciso seguir com o monitoramento, investir em educação permanente e ampliar as boas práticas para toda a rede. O município consolida-se como referência nacional em gestão do faturamento SUS, com agradecimento especial a todos que tornam isso possível.”

Hospital do Parque Piauí aumenta em 803% a receita mensal após estratégia da FMS

Equipe do setor de faturamento do Hospital do Parque Piauí (Foto: Ascom/FMS)

O Hospital do Parque Piauí, em Teresina, registrou um aumento de 803% em sua receita mensal, passando de R$ 24.581,49 para R$ 222.184,73, após a implementação de uma nova estratégia de faturamento coordenada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Esse procedimento corresponde ao registro detalhado dos atendimentos realizados nas unidades da rede e a correta cobrança desses serviços junto ao Governo Federal.

A medida vem sendo aplicada em hospitais, maternidades e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, e já apresenta resultados positivos em outras unidades. Entre os locais com aumento de receita estão: UPA Promorar com aumento de R$ 151.265; Hospital do Monte Castelo: R$ 37.884; Hospital do Satélite: R$ 3.885; UPA Satélite: R$ 82.431 e Hospital do Dirceu: R$ 116.000.

Sob a liderança da enfermeira especialista em faturamento Ericka Soares, uma equipe está realizando visitas presenciais aos setores de faturamento para orientar e supervisionar as atividades, além de sensibilizar diretores e gerentes. Foi realizado ainda um diagnóstico situacional do faturamento em todas as unidades, com ações de monitoramento, capacitação e redistribuição de pessoal, priorizando servidores concursados com perfil compatível com o setor.

Segundo Ericka, os avanços são resultado também da integração entre a Diretoria de Atenção Especializada, a Diretoria de Regulação e o setor de Faturamento da Rede Hospitalar. “O alinhamento entre essas áreas possibilitou melhorias na gestão de leitos, na organização dos fluxos de internação e na sistematização dos dados sobre a produção hospitalar. O nosso foco é aprimorar os processos de cobrança e qualificar o atendimento ao paciente”, explica.

Para a enfermeira, a padronização dos registros clínicos e administrativos permite uma visão mais clara da realidade hospitalar. “Isso favorece a interlocução com o Ministério da Saúde e contribui para o planejamento de políticas públicas mais alinhadas às demandas locais. Além disso, o aumento da receita tende a fortalecer a capacidade de investimento na rede municipal de saúde” finaliza Ericka.

A diretora do Hospital do Parque Piauí, Nicole Alves, destacou ainda a importância do engajamento da equipe de faturamento no sucesso da nova estratégia. “As diretrizes repassadas foram fundamentais, mas sem o comprometimento da nossa equipe em atender às demandas com agilidade e precisão, os resultados não teriam sido os mesmos. É essencial reconhecer também o trabalho de quem está na linha de frente e que, com dedicação, garantiu a efetividade das mudanças implantadas.”