FMS confirma quarto caso de febre do Nilo ocidental no Piauí

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, através do programa de Vigilância das Síndromes Neuroinvasivas, confirmou o quarto caso de febre do Nilo Ocidental no estado do Piauí. Trata-se de uma paciente do sexo feminino que sofreu quadro agudo de encefalite, inflamação do sistema nervoso, no mês de abril de 2019.

“A FMS está investigando a possibilidade de tratar-se de caso adquirido no Piauí (caso autóctone). Isso porque a paciente esteve nos municípios de Cabeceiras – PI e Lagoa Alegre – PI, nas semanas anteriores ao adoecimento. Ela foi internada no HUT e recebeu alta após tratamento, ficando com sequelas neurológicas”, explica o neurologista da FMS, Marcelo Vieira.

O vírus da febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquito infectado, geralmente do gênero culex. Os hospedeiros naturais são algumas aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e podem ser fontes de infecção para os mosquitos. Também pode infectar humanos, cavalos, primatas e outros mamíferos. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

“A prevenção da doença dá-se através de medidas para minimizar a proliferação e o contato dos mosquitos com humanos. Todos os casos suspeitos em Teresina são notificados e investigados laboratorialmente para febre do Nilo Ocidental, em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí e o Instituto Evandro Chagas”, finaliza Dr. Marcelo Vieira.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, o primeiro caso humano foi registrado no município de Aroeiras do Itaim – PI, em 2014. “Desde então, outros dois casos haviam sido confirmados nos municípios de Picos – PI e Piripiri – PI, ambos em 2017. Os casos em equídeos já foram detectados nos estados do Ceará, do Espírito Santo e de São Paulo”, afirma.

FMS lança nota informativa sobre investigação e acompanhamento de casos de Febre do Nilo

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina – PI vem acompanhando com atenção e cautela os desdobramentos relativos ao 3º caso confirmado de febre do Nilo no Piauí. Desde 2013, todos os casos suspeitos internados na rede pública municipal são submetidos a um protocolo de investigação implantado pela FMS que inclui o vírus do Nilo Ocidental, dentre vários outros de importante relevância.

A paciente em questão foi vitimada por encefalite, era procedente de Piripiri-PI, recebeu toda a assistência possível na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgências de Teresina, mas sofreu várias complicações clínicas que, aliadas à sua idade avançada e à presença de comorbidades, levaram-na ao óbito.

O litoral e o interior do estado do Piauí situam-se em rotas de aves migratórias – apontadas como elos importantes na disseminação da doença, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBIO). O vírus foi detectado também no estado do Espírito Santo, em 2018, e no estado do Ceará, em 2019.

De 2014 a 2019, foram investigados pela FMS 399 casos humanos suspeitos de doença neuroinvasiva grave por febre do Nilo, procedentes de várias cidades do Piauí e de estados vizinhos: 319 foram descartados, 35 tiveram resultados “indeterminados” e 42 permanecem em investigação. Todos os hospitais do município são capacitados para investigar e tratar qualquer novo caso suspeito.

AMARILES DE SOUZA BORBA

Diretora de Vigilância em Saúde