
Anderson Costa, o secretário Luis André, Gaspar Alencar, Antônio Carlos Araújo, Kalil Luz, Shélyda Raiane, Lorraine Cavalcante e o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, em dia de visita à Flona. Fotos (Ascom/SEMAM).
Nesta terça (20) o secretário municipal de Meio Ambiente, Luís André, e Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030 no Piauí, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), organizaram visita à Floresta Nacional de Palmares, a Flona, no km 323 da BR343, zona Rural do município de Altos.
Completaram o grupo outros membros da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam): o secretário executivo Antônio Carlos Araújo; a gerente da GPP, Gerência de Planejamento e Projetos, Shélyda Raiane Rodrigues; os analistas ambientais Anderson Costa e Kalil Luz e a bióloga Lorraine Cavalcante do departamento de Monitoramento.
Eles foram recebidos por Gaspar Alencar, gestor da Flona, uma reserva de 168,21 hectares decretada Floresta Nacional – a primeira do Piauí –, pela União em 2005, cuja flora é uma transição entre os biomas Caatinga e Cerrado. “Gaspar é um expert no assunto e já atuou como chefe de fiscalização nos nossos Parques Nacionais da Serra da Capivara e de Sete Cidades. Mora aqui na região há sete anos e conhece tudo. Foi um tour de pouco mais de uma hora extremamente informativo e saímos cheios de ideias. Só temos a agradecer ao Leonardo pela ideia”, afirmou Luis André, referindo-se ao convite de Leonardo Madeira, reforçado na reunião em que os dois executivos fizeram na sede da Semam, no Parque da Cidade, após o 2º Encontro Nacional Iclei Brasil – Governos Locais pela Sustentabilidade, em Palmas (TO), quando Leonardo falou em nome da Agenda 2030 e Semplan, mas representou também a Semam e o secretário Luis André.
“Com os devidos cuidados, a Floresta Nacional de Palmares tem tudo para se tornar um destino de turismo ecológico importante para o Piauí. Já está aberta à visitação, mas ainda é pouco procurada, o que é uma pena, pois este tesouro natural está ao lado de Teresina”, ressaltou o secretário. “Desde que fizemos a I Conferência do Clima, no início do ano, nos aproximamos da Flona, que guarda importante memória da capital e região metropolitana. Temos feito visitas sistemáticas à floresta, com técnicos da Agenda 2030 e da Semam, pois entendemos que aqui se guarda a memória da cidade sob diversos aspectos, como fenômenos ambientais que Teresina já teve e se perderam ao longo do processo de urbanização. Aspectos de biodiversidade, de memória de conforto térmico… É um privilégio ter um remanescente florestal em tão bom estado de conservação tão perto de nós. A compreensão destes fenômenos ambientais deve influenciar as políticas públicas de nossa cidade”, afirmou Leonardo.
Trilha acessível
Leonardo Madeira e Luís André saíram do tour animados com uma ideia que surgiu durante a trilha de cerca de 1,5km. “Posso dizer que hoje foi um marco, pois não me recordo de outro secretário de Meio Ambiente ter adentrado a floresta. Luis André fez a trilha, conversou, compreendeu como funciona tudo, pois é importante ‘entender’ a floresta até para propor uma política pública de arborização mais assertiva, e disso veio a ideia da trilha acessível”, revelou Leonardo. “Tivemos acesso à trilha aqui oferecida, pois não temos limitação de mobilidade. Mas é preciso promover a inclusão. Portanto, queremos que exista a versão da trilha com acessiblidade para estes visitantes e que seja construída com materiais que causem o menor impacto possível ao meio ambiente”, completou o coordenador da Agenda 2030. & quot;Tudo para incentivar que mais pessoas conheçam o local e tenham a consciência da riqueza deste patrimônio”, concordou Luis André.
A Flona é uma área protegida de manejo de recursos de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza gerida pela da Instituição Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A visita foi motivada pelo início do projeto Citinova II, projeto financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), executado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Teresina, Belém e Florianópolis foram contempladas na segunda fase do projeto, que é financiado por um fundo alemão e visa adotar soluções inovadoras e baseadas na natureza para adaptação e diminuição dos efeitos das mudanças climáticas, além d a preservação da biodiversidade”, explicou Leonardo.

