The Vejo na Ponte respira rock em sua segunda noite de festival

Arrepiar-se ao escutar um solo de guitarra, colar posters dos ídolos na parede do quarto e fazer coro para aquelas músicas ícones fazem parte da tradição do rock. Na segunda noite do The Vejo na Ponte, Teresina respirou o gênero musical com quatro bandas renomadas do Piauí. O evento contou com a participação de Edivaldo Nascimento, Último Romance, Maverick 75 e Cojobas.

Do indie rock ao rock and roll, a noite atraiu mais uma vez famílias, grupos de amigos e casais de namorados. De acordo com o empresário Antônio Luís, a ideia do evento agrada todos os públicos. “Diferente de festas fechadas, podemos ver famílias, crianças e pessoas mais velhas misturadas com os mais novos. O evento atrai todo mundo, por ser repleto de bandas boas, gratuito e ainda por cima em um dia e horário bom para todos”, afirma.

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) em parceria com a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), o The Vejo na Ponte virou, além de ponto de lazer, um ponto de economia para empresas.

“O evento consegue atrair muita gente com vontade de expor e vender seus produtos. Ele ajuda, principalmente, o setor da gastronomia, com grande variedade de gêneros alimentícios comercializados no festival. É uma dinâmica que não contempla só a cultura local, mas que também ajuda a girar a economia da cidade”, explica o secretário da Semdec, Venâncio Cardoso.

Presente na primeira edição do festival, a fonoaudióloga Rayane Melo sente-se atraída pelo evento por conta da mistura de bandas. “Ter a oportunidade de assistir bandas renomadas em um espaço gratuito e aberto a todos é algo que me atrai e espero que continue por muitas edições”, afirma.

“Nosso estado, em especial a capital, tem um relacionamento histórico com o rock and roll. O estilo está presente em Teresina assim como o forró está para Fortaleza, o reggae para São Luís, o frevo para Recife e o axé para Salvador. Somos uma terra de roqueiros muito talentosos, muita produção de altíssimo nível e muita garra”, afirma Ostiga Júnior, vocalista da banda Cojobas.

Causa Animal

O The Vejo na Ponte também esteve engajado em uma pauta diferente nesta edição. É que junto com mais de dez entidades de defesa dos animais, o evento arrecadou ração para cães e gatos,além de material de limpeza. Além disso, as entidades protetoras têm vendido comida e produtos relacionados aos pets com o objetivo de arrecadar dinheiro para o pagamento de dívidas junto às clínicas veterinárias de Teresina.

“As vendas estão muito boas, percebemos que teve uma aceitação muito positiva do público com os produtos que trouxemos. Estamos com uma van, que dá esse apoio na hora de receber a ração de quem doou e também com um stand de venda. A causa animal foi muito bem aceita”, comemora Raissa Rocha, organizadora da Barraca do Aumor.

Teresina respira rock: estilo musical tem relacionamento histórico com a capital

ASCOM/FMC

Arrepiar-se ao escutar um solo de guitarra, colar posters dos ídolos na parede do quarto e ter a atenção totalmente prendida nos filmes norte-americanos em que o mocinho, sonhando com o estrelato, consegue atingi-lo, são algumas das características que muito representam a visão criada em cima do gênero musical rock. De certa forma, elas não diferem da realidade que acontece não somente nos Estados Unidos ou na Inglaterra, mas também no Brasil. No Piauí, especialmente em Teresina, o rock está em todo e qualquer lugar, basta abrir os olhos ou, melhor dizendo, os ouvidos para perceber.

O rock surgiu nos Estados Unidos na década de 1950. Diferente de tudo da época, ele inovou ao unir a música negra do sul dos EUA e o country. Apresentando letras simples embaladas por um ritmo ousado e dançante, o sucesso foi inevitável, agradando a todos os gostos. No Brasil, a história do rock começa, também, nos anos 50, mas é somente em 1980 que o país, de fato, o incorporou definitivamente.

O Piauí já revelou vários talentos da música e, ao longo do tempo, se mostra um estado rico em diversidade musical. Sem sombra de dúvida, o rock, que comemora o Dia Mundial neste sábado (13), se mostra presente, como conta o vocalista da banda Cojobas, Ostiga Júnior: “Nosso Estado, em especial a capital, tem um relacionamento histórico com o rock and roll. O estilo está presente em Teresina assim como o forró está para Fortaleza, o reggae para São Luís, o frevo para Recife e o axé para Salvador. Somos uma terra de muitos talentosos roqueiros, muita produção de altíssimo nível e muita garra”, afirma.

Mesmo com tamanhas dificuldades que artistas do ramo enfrentaram e ainda enfrentam em suas trajetórias, parar de sonhar com rock está fora de cogitação. A nova geração se mostra ousada e ávida por novidades. Aqui, em Teresina, entidades como o Palácio da Música oferecem cursos de guitarra para jovens que pretendem trilhar um caminho que, apesar de ser bastante almejado, apresenta vários obstáculos. Um dos alunos, o jovem Matheus Vilarinho, é um dos destaques da escola e hoje conseguiu uma vaga para a Berklee College of Music, nos EUA, a mais importante faculdade de música do planeta.

Comemorando o dia Mundial do rock, o Festival The Vejo na Ponte pretende trazer os destaques piauiense do gênero para uma noite que vai marcar a festa. Com entrada gratuita, a 2ª edição acontece neste domingo (14), a partir das 17h, no Estacionamento da Ponte Estaiada.

O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) em parceria com a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) e tem como grandes atrações nomes como Edivaldo Nascimento, Último Romance, Maverick 75 e Cojobas.

“Um evento com estrutura de qualidade e aberto ao público num espaço consolidado com a arena Ponte Estaiada é um importante meio de difusão que por lá se apresentarão. As pessoas só gostam daquilo que conhecem e só conhecem aquilo que a que têm acesso. O The Vejo na Ponte é exatamente isso: uma ponte, um acesso”, fala Ostiga sobre o festival.

Quinta Sinfônica de julho traz 4° sinfonia de Brahms

Nesta quinta-feira (11) a 3ª edição do Quinta Sinfônica, da Orquestra Sinfônica de Teresina (OST), apresenta a Sinfonia nº 04 do compositor alemão Johannes Brahms. A apresentação tem início às 20h, no Palácio da Música, com entrada gratuita e terá a regência do maestro Aurélio Melo.

A Quinta Sinfônica consiste em concertos totalmente eruditos às segundas e quintas-feiras de cada mês, no Palácio da Música, sempre às 20h e com entrada franca. O objetivo é apresentar uma sinfonia diferente por mês, possibilitando que a população aumente seu conhecimento sobre o repertório erudito, ouvindo sinfonias dos mais diversos compositores de diferentes gerações e estilos.

Brahms é um dos mais destacados compositores do romantismo musical europeu do século XIX, considerado pelo pianista e professor Hans von Bülow um dos pilares da música clássica, formando com Bach e Beethoven o tripé “três Bs”. O artista dedicou-se a quase todos os gêneros e, para muitos, foi o sucessor de Beethoven, além de ser um continuador da obra de Schubert e contribuir para a divulgação da música de Bach, quando esta ainda não era muito valorizada.

A OST é mantida pela Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina com a ajuda da Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC). Desde a sua criação, em 1993, a Orquestra se propõe a dar um tratamento sinfônico à música popular brasileira, tendo o cuidado de transpor as melodias de grandes compositores populares para a grandiosidade do som sinfônico com a finalidade de desenvolver um trabalho artístico-educacional, promovendo apresentações em teatros, colégios e praças.

 

Projeto Terça Maior abre inscrições para artistas piauienses

Com a finalidade de criar uma plataforma para artistas locais mostrarem seu trabalho autoral, a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves abre inscrições a partir de hoje (04), até dia 19 de julho, para o projeto Terça Maior. Serão selecionados seis shows musicais de artistas solos e/ou bandas.

As inscrições devem ser encaminhadas para a presidência da FMC e devem estar de acordo com as exigências do edital, além de estar com a ficha de inscrição devidamente preenchida. A seleção será feita seguindo critérios como excelência artística do show, currículo do artista e desenvolvimento do trabalho autoral.

Para a habilitação das propostas, o interessado deverá encaminhar o Projeto do Show Musical e as documentações exigidas, em envelope aberto, que será lacrado após a conferência de seu conteúdo no protocolo da FMC, e assinado no lacre pelo responsável pela entrega.

O envelope deve conter formulário de Inscrição; release dos artistas solos e/ou bandas e do Show; clipagem com registro de mídia de shows dos artistas solos e/ou bandas (fotos, cards e banners eletrônicos, reportagens, vídeos, etc…); CD ou DVD dos artistas solos e/ou banda; mapa de palco e rider técnico do show; fotos dos artistas solos e/ou bandas digitalizadas (no mínimo duas); relação das músicas a serem apresentadas durante o show, constando os nomes dos respectivos autores.

Nesta edição as apresentações, que têm acesso gratuito, acontecem no período de 30 de julho a 17 de dezembro. Os contratados receberão o valor de R$ 3.000,00. Segundo o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves, Abiel Bonfim, o projeto visa incentivar a produção musical piauiense. “O Terça Maior foi criado para fomentar a produção e criação musical local, além de valorizar os artistas e oferecer toda a estrutura física e técnica para um show”, afirma.

Clique aqui para ver o edital.