Quase 400 professores são vacinados contra a gripe em posto drive thru

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com o Centro Universitário UNINOVAFAPI, realizou nesta quarta-feira (08) a vacinação contra a gripe em professores da rede pública e privada através de posto drive thru. Durante todo o dia, foram vacinadas 378 pessoas.

Em 2020, a vacina contra a gripe protege contra três vírus: H1N1, H3N2 e Influenza B. O objetivo da imunização é evitar ou diminuir o número de internações e mortes por infecções primárias e secundárias.

As doses estão disponíveis em 65 Unidades Básicas de Saúde, Centro Lineu Araújo e Hospital Infantil. “A vacina é composta por vírus inativado, é segura, previne a doença e também complicações de saúde. Nesse momento, alertamos que 33.328 crianças, 5.996 mil professores, 5.409 gestantes e 1.032 mães no pós-parto ainda não se vacinaram”, afirma a diretora de Vigilância em Saúde, Amariles Borba.

A Influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral. Seu agravamento pode levar à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, como crianças menores de 6 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. “A imunização dos grupos prioritários contra a influenza é importante porque a doença pode levar a complicações como a pneumonia, causada pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana oportunista”, ressalta Amariles Borba.

Mais de 9.700 telemonitoramentos de pacientes com Covid-19 são realizados em Teresina

Entre os meses de maio e junho, já foram realizados mais de 9.700 telemonitoramentos de pacientes confirmados com Covid-19 em Teresina. O serviço acontece de duas formas. Por meio da Teleconsulta de Enfermagem, que monitora pacientes confirmados com coronavírus e são identificados pelos hospitais públicos e privados do município, e a Teleconsulta realizada pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde, que monitoram os pacientes confirmados e identificados nas próprias UBS.

O projeto Teleconsulta de Enfermagem realizou mais de 5.600 atendimentos em dois meses. A inciativa monitora, por telefone, pacientes com confirmação de Covid-19, que estão em tratamento domiciliar. O atendimento é feito por uma equipe de enfermeiros, que liga para os pacientes com frequência, acompanhando os sintomas e dando orientações de cuidados. Em caso de sintomas leves, o paciente pode tirar dúvidas sobre a manutenção do isolamento domiciliar e os cuidados domésticos. Em casos mais graves, ele recebe orientações sobre medidas de precaução ou necessidade de atendimento presencial nos hospitais ou nas 2 UBS designadas para atendimento específico de síndromes gripais.

A enfermeira Edna Albuquerque atua no Teleconsulta Enfermagem. Ela faz parte do grupo de profissionais que apresentam comorbidade e por isso atuam de forma virtual no atendimento dos pacientes que procuram o serviço. “Fazemos o primeiro contato com esses pacientes que tem confirmação de coronavírus. Posteriormente, uma enfermeira virtual entre em contato com o paciente para fazer o acompanhamento. Por volta de 14 dias depois do primeiro contato, ligamos novamente para reavaliar e dar alta, caso já esteja recuperado. É um projeto que está sendo muito bem avaliado pelos pacientes atendidos”, afirma a enfermeira.

O serviço de Teleconsulta das UBS já realizou mais de 4.100 atendimentos. O paciente após confirmado com Covid-19, na UBS, passa a receber chamadas telefônicas da equipe da unidade de saúde para acompanhar a evolução dos sintomas, orientar a manutenção do isolamento domiciliar e reforçar os cuidados com a higiene doméstica. O paciente também é questionado a respeito da situação de saúde das pessoas que residem no mesmo domicilio. A teleconsulta pode ser feito por um profissional da saúde de enfermagem, médico ou dentista.

De acordo com a gerente de Informação em Saúde da FMS, Karoline Alencar, os serviços de teleconsultas estão ocorrendo de forma positiva e que a iniciativa auxilia e tranquiliza os pacientes atendidos, ajudando a tirar dúvidas e servindo de apoio nesse período de recuperação da doença. “Dessa forma a gente criou uma estratégia para monitorar não apenas os casos positivos confirmados pelas UBS, mas também os pacientes que são conformados pelos hospitais. Além disso, o serviço foi pensando para incluir os profissionais que não podem estar na linha frente de combate ao novo coronavírus. No caso da Teleconsulta de Enfermagem, os profissionais que atuam no atendimento virtual estão afastados do trabalho presencial por serem idosos ou por possuírem alguma comorbidade”, ressalta a gerente.

O serviço de Teleconsulta de Enfermagem funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h para acompanhar pacientes confirmados por COVID-19, que estejam realizando tratamento em casa, além de seus contatos domiciliares. Já a Teleconsulta das UBS funciona de 07h as 19h, nas 26 UBS Fast Track, exclusivas para atendimento de síndromes gripais.

FMS promove treinamento sobre o manejo de oxigênio do paciente com Covid-19

Foto: Ascom FMS

Na internação por Covid-19, o controle da absorção do oxigênio pelo corpo, por meio de aparelhos ou mesmo pela mudança de posição do paciente, pode promover uma evolução considerável no quadro de saúde. Por isso, o Hospital de Campanha Pedro Balzi, vinculado à Fundação Municipal de Saúde (FMS), está promovendo um treinamento para seus servidores sobre técnicas que facilitam esse processo. A ação começou hoje (08) e segue até sexta-feira (10), no próprio hospital, nos horários de 9h, 15h e 21h.

O treinamento aborda dois temas principais. Um deles é a oxigenoterapia, que é quando o paciente é levado a respirar uma quantidade maior de oxigênio do que a existente no ar. “É comum que os pacientes com Covid-19 evoluam para quadros de insuficiência respiratória, que é quando ficam com uma quantidade de oxigênio no sangue muito baixa. Uma estratégia terapêutica adotadas para corrigir essa insuficiência é a oferta de oxigênio”, explica o fisioterapeuta Saulo Carvalho.

Essa suplementação do gás é feita por diversas maneiras, como o uso de máscaras, cateter nasal, ou mesmo através da ventilação mecânica por meio de respiradores. “Nós esclarecemos quais as técnicas recomendadas para pacientes com Covid-19, de acordo com a natureza da doença, bem como das demandas individuais de cada caso, de forma a não ofertar oxigênio de forma reduzida nem excessiva”, afirma o fisioterapeuta.

Durante a ação, os profissionais de saúde também serão orientados sobre os benefícios da posição prona – que é quando os pacientes são posicionados de barriga para baixo – no tratamento da infecção pelo novo coronavírus. Saulo explica que isso acontece porque a posição favorece a interação entre o oxigênio fornecido pelo respirador e o sangue que chega aos pulmões do paciente. “Muitos deles têm um problema que a gente chama de distúrbio da relação ventilação perfusão, quando o ar e o sangue vão para áreas diferentes do pulmão, impossibilitando o contato e a troca gasosa, que é fundamental para o corpo. Além disso, quando posicionamos o paciente de barriga para cima o pulmão pode ser comprimido pelo peso de outros órgãos, o que não acontece na posição prona, quando o pulmão fica ‘em cima’ e facilita a troca”.

O fisioterapeuta ressalta que estes protocolos, quando feitos corretamente e de forma precoce, evitam complicações como a intubação de pacientes, pois uma melhor respiração leva a uma resposta rápida do organismo à doença.

O curso é aberto para toda a equipe multidisciplinar que atua no Hospital de Campanha Pedro Balzi: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com várias opções de horários para contemplar os diferentes turnos de plantões. “A gente elaborou um cronograma de capacitação para a equipe, com o objetivo de melhorar a assistência ao paciente e a qualificação do profissional para o atendimento específico dos pacientes de Covid-19”, diz a diretora Gina Nogueira.

 

Pesquisa revela que transmissão da Covid-19 em Teresina já saiu do pico

A taxa de contágio da Covid-19 em Teresina caiu esta semana e está em 0,72. O dado foi revelado pela 12ª etapa da pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina nos dias 03 e 05 de julho na capital. A sondagem atestou também que o número de casos positivados para a doença diminuiu 6% em relação a etapa anterior: foram 156.623 confirmados, contra 167.175 casos na semana anterior. Os dados evidenciam que Teresina já saiu do momento de pico de transmissão do novo Coronavírus.

Outro dado positivo nesta etapa diz respeito à quantidade de pessoas na fase ativa e que pode transmitir a Covid-19. A pesquisa mostrou que 29.897 estão infectantes, número 28% menor que o apresentado na sondagem anterior, que foi de 37.448. A pesquisa aponta também que 57.685 estão imunes à doença e 72.041 pessoas estão na fase intermediária da infecção, ou seja, estão imunizadas ou desenvolvendo a imunidade.

“Esta etapa da pesquisa nos mostrou três evidências de que já saímos do momento de pico da Covid-19 em Teresina. Diminuímos o número de casos positivados para a doença, a quantidade de pessoas imunes à doença aumentou e, o mais importante, diminuímos a taxa de transmissibilidade da doença, com o R0 abaixo de 1. Portanto, podemos afirmar que já estamos em um momento de estabilidade da doença na nossa cidade, realidade bastante positiva desde que começamos a realizar a investigação sorológica da doença em Teresina”, afirmou o prefeito Firmino Filho.

Para ele, a pesquisa dessa semana mostra que Teresina avançou bem, mas que a situação ainda não é tranquila. “Para garantir que a gente saia rápido desse platô, temos que fortalecer o isolamento para que evolução da queda desses índices seja ainda maior. O interesse coletivo tem que ser colocado acima dos interesses individuais. O poder público de forma responsável coloca em primeiro lugar a vida dos teresinenses. Salvar vidas é o nosso maior compromisso, mas a população precisa colaborar também nessa missão para que a gente possa sair mais rápido desse momento”, enfatizou Firmino.

A pesquisa revela ainda que a quantidade de positivados é 21 vezes maior que os 7.466 casos confirmados oficialmente pelo Centro de Operações de Emergência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no domingo anterior à pesquisa.

Sobre a amostra da distribuição do vírus por toda a cidade, a pesquisa, que é realizada em parceria com o Instituto Opinar, demonstrou que a zona Sudeste aumentou a quantidade de casos e representa 32% dos positivados. A zona Norte aparece em seguida, com 29%, e apresentou uma tendência de queda em relação a sondagem passada. A zona Sul nesta etapa da pesquisa representa 21% das pessoas positivas para a Covid-19. A zona Leste aparece com 18% dos casos.

No que diz respeito à faixa etária, as pessoas com idade entre 25 a 34 anos continuam liderando entre os positivados e representam 29% dos casos. Os jovens entre 15 e 24 anos estão logo em seguida, com 18%, bem como os adultos com idade entre 35 a 44 anos, no qual o índice de positivados está também em 18%.  Logo abaixo, com 14%, estão as crianças e adolescentes nas faixas de 0 a 14 anos e os adultos com 45 a 54 anos aparecem entre os 11%. Já nas idades entre 55 a 69 a taxa está em 7%, e entre maiores de 70 anos o índice de positivados é de 4%, aumentou em relação a etapa anterior, onde esse índice tinha sido zerado.

Confira AQUI o resultado da pesquisa.

Teresina registra mais 12 óbitos e 261 novos casos de Covid-19

Teresina registrou mais 261 novos casos e 12 óbitos por Covid-19 nas ultimas 24 horas. Segundo dados divulgados, nesta terça-feira (07), pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a capital contabiliza 10.446 casos confirmados e 479 óbitos pelo novo coronavírus. O número de pessoas recuperadas chegou a 2.083.

Dentre os óbitos confirmados, dois ocorreram nesta terça-feira (07), nove no dia 06 de julho e um no dia 05 de julho. Os pacientes tinham entre 42 e 87 anos, sendo 10 homens e duas mulheres. Entre eles, apenas dois pacientes não apresentavam comorbidades.

Com o objetivo de atender os casos mais graves de Covid-19, a Prefeitura de Teresina realizou a construção de mais um hospital. O Hospital de Campanha João Claudino, anexo HUT (Hospital de Urgência de Teresina), que já está com estrutura pronta para receber os primeiros pacientes. Serão disponibilizados, inicialmente, 24 leitos de UTI. No total, o hospital tem capacidade para atender 60 pacientes com estado grave da doença.

Para atuar no atendimento dos hospitais da capital, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) está convocando mais 63 aprovados no edital 1/2020 do Processo Seletivo Emergencial da instituição. O objetivo é reforçar a linha de frente do combate ao novo coronavírus, por meio da contratação temporária de profissionais de saúde.

Prefeitura convoca 63 aprovados em processo seletivo para hospitais de Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está convocando hoje (07) mais 63 aprovados no edital 1/2020 do Processo Seletivo Emergencial da instituição. O objetivo é reforçar a linha de frente do combate ao novo coronavírus, por meio da contratação temporária de profissionais de saúde.

Desta vez, estão sendo convocados 30 técnicos em enfermagem, um técnico em radiologia, quatro psicólogos, um assistente social, cinco técnicos em patologia clínica, dois nutricionistas, cinco enfermeiros plantonistas, nove médicos plantonistas e seis fisioterapeutas. Eles serão lotados no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Hospital do Buenos Aires, Hospital do Satélite e Hospital do Parque Piauí, nos setores dedicados ao acompanhamento de pacientes com síndromes gripais.

Os convocados devem se apresentar amanhã (08), entre as 8h e as 14h, no Núcleo de Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoas da FMS, que fica na Rua Governador Artur de Vasconcelos, 3015 – Aeroporto. “Informamos que o candidato convocado que não comparecer na forma ora estabelecida será considerado desistente”, ressalta João Luciano de Castro e Sousa, chefe do Núcleo de Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoas da FMS.

Ao se apresentarem os candidatos deverão entregar os seguintes documentos (originais acompanhados de cópias legíveis) para comprovação e autenticação: Certidão de nascimento ou Casamento (quando for o caso); Título de Eleitor, com certidão de quitação eleitoral; Certidão de Reservista ou dispensa de incorporação (somente para homem); RG; CPF; Autodeclaração do candidato conforme anexo II do edital; Documentação que comprove os títulos indicados no currículo, conforme item 2.11 do edital; Comprovante de escolaridade exigida no Quadro I do Edital; Registro do Conselho competente; Conta Corrente Banco do Brasil; uma foto 3×4 recente; Comprovante de endereço atualizado; comprovante de inscrição no PIS/PASEP/NIT.

O Processo Seletivo Emergencial terá validade de seis meses, prorrogável por até igual período, a contar da homologação do resultado. Até o momento, 866 convocações já foram realizadas. “Novas convocações serão feitas de acordo com as necessidades de ampliação do serviço de assistência para pacientes com Covid-19”, disse João Luciano.

Confira a lista de convocados.

UBS do Renascença passa a atender casos suspeitos ou confirmados de Covid-19

Foto: Ascom FMS

A Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Renascença, na zona Sudeste de Teresina, passa a atender, exclusivamente, pessoas com síndromes gripais, incluindo quadro de Covid-19. Agora, Teresina conta com 26 UBS que dão assistência a esses casos e funcionam todos os dias, no horário de 7h às 19h.

Na zona Sudeste, há mais 4 UBS exclusivas para atendimento de síndromes gripais. “A UBS do Renascença tem localização estratégica no território e passou a atender casos gripais para otimizar o serviço, considerando que estava grande a procura por UBS desse porte na região”, explica Suya Mendes, coordenadora da regional sudeste da FMS.

Nessas 26 UBS, o paciente com sintomas gripais recebe todos os atendimentos necessários. A equipe de saúde avalia o caso e toma a conduta adequada, que pode envolver orientação médica, prescrição de medicamentos, indicação de isolamento domiciliar ou mesmo encaminhamento para hospitais ou UPAS, em casos mais graves.

Em Teresina, existem mais 64 UBS que estão atendendo pessoas com problemas básicos de saúde que não sejam gripais. Ali, são ofertadas consultas médicas e de enfermagem. Os serviços de coleta de exame, vacinas, curativos, trocas de sonda e entrega de medicamentos permanecem funcionando. Há ainda 6 UBS que atendem casos de urgência odontológica.

 Confira a lista das UBS com atendimento exclusivo para síndrome gripal:

Zona Sul:

1.UBS Portal da Alegria

2.UBS Parque Piauí

3.UBS Monte Castelo

4 . UBS São Pedro

5.UBS Irmã Dulce

6.UBS Dagmar Mazza

7.UBS Betinho

8.UBS Hugo Prado

 

Zona Sudeste:

9.UBS Redonda

10.Carlos Alberto Cordeiro (Dirceu II)

11.UBS Todos os Santos

12.UBS Novo Horizonte

13.UBS Renascença

 

Zona Norte:

14.UBS Poty Velho

15.UBS Santa Maria da Codipi

16.UBS Real Copagre

17.UBS Karla Ivana (Matadouro)

18.UBS Mocambinho

19.UBS Mafrense

20.UBS Parque Brasil

 

Zona Leste:

21.UBS Taquari

22.UBS Planalto Uruguai

  1. UBS Cidade Jardim

24.UBS Satélite

25.UBS Santa Isabel

26.UBS São João

Teresina é destaque no Brasil por investir na Atenção Básica durante a pandemia do Coronavírus


Algumas ações na área da Atenção Básica desenvolvidas pela Prefeitura de Teresina foram destaque na imprensa nacional. Na semana passada, o jornal Folha de São Paulo mencionou duas iniciativas da Fundação Municipal de Saúde: utilizar 25 Unidades Básicas de Saúde para atender exclusivamente pacientes com Covid-19 e fazer a busca ativa de familiares que moram na mesma casa de pessoas com a doença. Na publicação, também foi citado o trabalho feito em São Caetano (SP) e Belo Horizonte (MG).
Para Lígia Giovanella, uma das coordenadoras da Rede de Pesquisas em Atenção Primária à Saúde da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Teresina tem capacidade para enfrentar a pandemia. “Durante muitos anos, a gestão municipal investiu nessa área, atingindo cobertura de 100% pela Estratégia de Saúde da Família. Tudo isso facilita a abordagem nesse momento da pandemia. Os municípios que não investiram na atenção primária à saúde tiveram mais dificuldades no enfrentamento ao vírus”, ressalta.
No caso do rastreamento de casos de Covid-19, o serviço foi ampliado nas 25 UBS como uma estratégia para controlar a disseminação do vírus na cidade. “Se o paciente testar positivo nesse local, a equipe de saúde fica responsável por agendar o teste dos seus familiares em domicílio. Nós também ligamos para pessoas com Covid-19 que foram notificadas com a doença em outros estabelecimentos e fazemos esse agendamento da testagem em casa”, explica a enfermeira Andreia Sena.

O diretor de Atenção Básica da FMS (Fundação Municipal de Saúde), kledson Batista, ressalta que também foi ampliado  o horário de atendimento dessas UBS e, durante a pandemia, passaram a funcionar todos os dias, das 7h às 19horas. “Houve avanço nos processos de capacitação das equipes, aumento das testagens, aquisição de equipamentos e de medicamentos para otimizar os serviços nesses locais”.

Ele explica ainda que a Atenção Básica também continua realizando o monitoramento das pessoas com doenças crônicas. “Temos 65 UBS espalhadas pela cidade que estão atendendo usuário com outros problemas básicos de saúde que não sejam gripais. Há oferta de consulta médica e de enfermagem e os serviços de vacina, coleta de exame, curativo e entrega de medicamentos permanecem funcionando”.

Teresina já tem mais de duas mil pessoas recuperadas da Covid-19

Ludmila Carvalho é enfermeira na UPA Renascença e há cerca de um mês foi infectada pela Covid-19. Depois de uma internação, uma recuperação difícil e um período de isolamento, ela já está de volta ao trabalho, mas conta que passou por momentos de dúvida e ansiedade sobre sua recuperação. Assim como Ludmila, cerca de 2.010 pessoas já se recuperaram da doença em Teresina e estão aos poucos retomando à vida normal.

No momento da consulta médica, o paciente de Covid-19 recebe instruções sobre o isolamento domiciliar, que deve ser de 14 dias. Segundo o infectologista Kelsen Eulálio, membro da Comissão de Operações em Emergências (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), o prazo foi estabelecido com base em evidências clínicas e epidemiológicas segundo as quais a transmissão da Covid-19 acontece no máximo em até 14 dias do início dos sintomas. “Estudos mostram que após esse prazo não há mais risco de transmissão. Por isso, se a pessoa estiver totalmente recuperada, pode retomar à vida normal”, afirma ele.

O médico explica ainda que, de acordo com o protocolo atualmente adotado para acompanhamento dos casos, não há necessidade de se realizar retestagem para confirmar a cura da doença após o período de isolamento. “Sabemos que, mesmo depois do período de transmissão, ainda é possível que restos do material genético ou proteínas do vírus ainda estejam presentes, o que pode gerar um resultado positivo no teste de laboratório. Mas isso não significa dizer que você esteja no período de transmissão e que possa provocar novas infecções em outras pessoas. Do mesmo modo, não há uma recomendação de aguardar o surgimento de anticorpos do tipo IgG – que aparecem após algum tempo de infecção – nos testes sorológicos para o retorno ao trabalho”, esclarece o infectologista.

A literatura desenvolvida desde o descobrimento da doença também se mostra inconclusiva sobre uma eventual imunidade e a possibilidade de reinfecção. “O que sabemos de fato nesses seis meses de pandemia é que a reinfecção, se realmente existir, é um fenômeno extremamente raro. Mas recomendamos que, mesmo as pessoas que já tiveram Covid-19, tomem todos os cuidados como qualquer outra, até mesmo para evitar levar o vírus para outras pessoas por meio das mãos e do toque em superfícies ou objetos contaminados”, orienta Kelsen.

Ele explica que a Covid-19 pode trazer sequelas dependendo da gravidade da infecção. “A Covid-19 causa inflamação e fibrose nos pulmões, além de trombose nos vasos pulmonares, o que pode diminuir a capacidade respiratória e levar a uma diminuição da função, com cansaço fácil e maior dificuldade para a realização de atividade física. Ela também pode causar problemas musculares pela inflamação dos músculos e pelo período de imobilização em internações longas, além de já termos descrições de comprometimento cardíaco, entre outros”, enumera o infectologista.

A enfermeira Ludmila Carvalho faz questão de seguir as orientações dos órgãos de saúde e conta que segue tomando todas as medidas recomendadas, como a lavagem de mãos, limpeza de superfícies e uso de máscaras. “Até hoje, mesmo pesquisando e lendo sobre o assunto, ainda não me sinto totalmente segura para sair do isolamento. Por isso, estou tomando todas as medidas de prevenção em relação a mim e às pessoas ao meu redor, como meus pais, que são idosos, meu namorado e as pessoas mais próximas”, conta.

Ela chegou a ter 50% do pulmão comprometido, mas não sofreu sequelas. “Não tenho mais nenhum sintoma respiratório, o que me deixa mais tranquila em relação a isso, mas continuo me cuidando”.