Vacina contra gripe está disponível gratuitamente em Teresina

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina está executando a Campanha de Vacinação contra a Gripe desde o dia 10 de abril e segue vacinando todas as pessoas do grupo prioritário até o dia 31 de maio. A meta da capital é vacinar 191.021 pessoas e até o momento vacinou 14.999 indivíduos pertencentes aos grupos prioritários, equivalendo a 7,87% da cobertura vacinal.

“Convocamos as gestantes, mulheres com até 45 dias de pós parto, crianças de seis meses a menores de seis anos, os idosos, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e asma, para se vacinar”, alerta Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. Fazem parte também dos grupos prioritários: funcionários do sistema prisional, presos e agora os policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

“Já começamos com as tratativas e fazer contato com os comandos das instituições para analisarmos o número de vacinados e a logística da vacinação. Este novo grupo, que abrange policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, será vacinado quando as doses extras forem enviadas pelos Ministério da Saúde”, informa Amariles Borba.

Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria. A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, seu agravamento pode levar ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A imunização da população (grupos prioritários) contra a influenza é importante porque a doença pode levar a complicações como a pneumonia, podendo ser causada pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana. Além disso, a proposta da vacinação é de evitar ou diminuir o número de internações e mortes substancialmente, não só pela infecção primária, mas também as infecções secundárias. O uso do antiviral está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de síndrome respiratória aguda grave, independentemente da situação vacinal. No entanto, o Ministério da Saúde, por meio das campanhas nacionais de imunização, prioriza os grupos mais vulneráveis para infecção pelo vírus.

Representantes da FMS participam do Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Piauí

Ascom FMS

Representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS) estão participando do IX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Piauí, nos dias 22 e 23 de abril. Ao longo do evento, eles irão apresentar trabalhos exitosos desenvolvidos na rede de saúde pública de Teresina. Haverá também um stand para demonstração de terapias integrativas e terapêuticas oferecidas aos usuários do SUS de Teresina,  como Reiki, fitoterapia (chás) e Acupuntura.

O presidente da FMS, Charles Silveira, esteve presente na abertura do evento, que ocorreu nesta segunda-feira (22) e destacou que “o Congresso permitirá identificar os processos de avanços e desafios enfrentados na área da saúde do estado do Piauí. Os conhecimentos adquiridos poderão direcionar ainda mais as ações dos gestores para o aperfeiçoamento do Sistema de Saúde, proporcionando um atendimento de qualidade aos usuários”, afirma.

Acerca dos temas que serão abordados pela Fundação no evento, o diretor de Atenção Básica da FMS, Francisco Pádua, comunica que no dia 22, irá ministrar sobre estratégias inovadoras que transformaram a Atenção Primária em Saúde da capital. Já no turno da tarde, a assessora técnica da FMS, Andreia Alves, coordenará oficina sobre implantação de prontuário eletrônico como ferramenta de melhoria do processo de monitoramento da Atenção Básica.

Nos dias 22 e 23, turno manhã e tarde, equipe da FMS fará demonstrações de Práticas Integrativas que já são desenvolvidas em Unidades Básicas de Saúde de Teresina, como auriculoterapia que consiste na estimulação de pontos da orelha com agulhas. “Essas terapias são complementares às condutas terapêuticas já realizadas por todos os profissionais de saúde; têm respaldo científico e podem contribuir para o tratamento, a prevenção e a promoção da saúde da população”, ressalta Roberta Pompeu, educadora física do NASF Leste e Academia da Saúde do Planalto Uruguai.

CAPSi realizou mais de mil atendimentos a crianças com transtornos mentais em Teresina

Ascom FMS

Toda criança pode fazer birra algum dia e ficar rebelde, sem obedecer aos comandos dos adultos. Essa situação, todavia, se frequente, pode indicar o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Foi o caso de Ricardo Deniur, de 12 anos de idade, uma das centenas de crianças acolhidas pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi) Dr. Alexandre Nogueira, da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Um levantamento realizado pelo CAPSi aponta que cerca de 465 crianças e adolescentes estão registradas no Centro e que, somente nos três primeiros meses de 2019, foram realizados 1.130 atendimentos individuais e em grupo, prestados por equipe multidisciplinar, composta por psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, assistente social, nutricionista, cuidador, redutor de dano, artesão e técnicos de enfermagem.

A mãe do pequeno Ricardo, Giselle Karol, conta que o comportamento dele chamava atenção e que chegou a realizar o seu tratamento em vários locais. “Entretanto, não tínhamos conseguido o êxito que estamos conseguindo no CAPSi. Hoje, além do TOD, ele foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O resultado do trabalho do Centro está sendo muito importante na vida dele e as mudanças são perceptíveis”.

De acordo com o psicólogo do CAPSi, Jorgan Carvalho, a diferença entre o quadro de birra e o TOD é perceptível. “Embora os sintomas sejam parecidos, a criança com esse transtorno apresenta uma desobediência e hostilidade muito persistente. Quanto ao TDAH, a criança pode ter hiperatividade associada à impulsividade ou ficar predominantemente desatenta ou mesmo predominantemente hiperativa e impulsiva”.

O psicólogo ainda explica sobre determinados transtornos mentais que acometem crianças e adolescentes e que são recorrentes no CAPSi: “A ansiedade generalizada também é comum, na qual a criança apresenta medos e preocupações exagerados, irracionais, em relação a várias situações. Estão constantemente tensas e dão a impressão de que qualquer situação é ou pode ser provocadora de ansiedade”.

“Há ainda o Transtorno de Espectro Autista (TEA), que são distúrbios do neurodesenvolvimento e o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH), caracterizado por explosões de raiva recorrentes e graves, manifestadas pela linguagem e/ou comportamentos desproporcionais à situação ou provocação. É como se fosse um adulto raivoso no corpo de uma criança”, finaliza Jorgan.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, os 7 CAPS da capital consideram a integração familiar e social como peça fundamental no tratamento de doenças mentais. “Com o CAPSi não é diferente e os profissionais envolvem os familiares em todas as fases do atendimento. Essa forma de cuidado tem dado bons resultados e podemos dizer que o trabalho desenvolvido ali é espetacular, dá todo suporte técnico e é fruto de uma cidade acolhedora”.

Como ter acesso ao atendimento no CAPS Infanto-Juvenil

Em Teresina, o CAPSi atende crianças e adolescentes de até 17 anos que possuem transtornos mentais severos e persistentes ou que têm problemas com o uso de álcool e outras drogas. “O acesso se dá por demanda espontânea: o familiar pode levar seu filho para ser atendido pela equipe, que faz uma triagem e uma avaliação, onde serão constatadas suas necessidades físicas, mentais e sociais”, ressalta Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

FMS monta logística para vacinar policiais contra gripe

 A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina irá vacinar policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas contra a gripe, segundo determinação do Ministério da Saúde que colocou hoje (22) este grupo na lista de prioritários. Desde o dia 10 de abril a Campanha Nacional contra Influenza acontece e segue até dia 31 de maio.

“O Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT), do Ministério da Saúde, nos enviou nota técnica orientando que os efetivos de policiais militares e civis, na ativa, devem a partir de agora fazer parte dos grupos prioritários para vacinação contra a gripe. Já estamos fazendo o levantamento de quantos irão se vacinar e montado a estratégia para imunizar esse novo grupo prioritário. Já começamos com as tratativas e já começamos a fazer contatos com os comandos das instituições para analisarmos o número de vacinados e a logística da vacinação. Este novo grupo será vacinado quando as doses extras forem enviadas pelos Ministério da Saúde”, informa Amariles Borba, Diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Segundo a nota técnica do Ministério da Saúde, orienta-se que os policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas devem apresentar documento comprobatório que informa a condição de policial militar ou civil na ativa. O Ministério da Saúde enviará doses adicionais da vacina Influenza às Unidades Federadas para vacinação deste novo grupo.

Desde o início da campanha, a FMS tem vacinado todas as categorias consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde para que um maior número de pessoas possam ser imunizadas, disse Amariles Borba. A lista completa do grupo prioritário que precisa receber a dose de vacina contra a gripe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é: gestantes e puérperas, crianças de 6 meses a 6 anos de idade, maiores de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, distúrbios que comprometem a imunidade, como o câncer, e outras), população indígena, pessoas privadas de liberdade, professores da rede pública e privada e trabalhadores do sistema prisional e agora policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria. Amariles Borba chama atenção para a principal forma de prevenção da doença, que é a lavagem das mãos. “É necessário que as pessoas continuem a praticar as boas atitudes de lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, para que não transmitam os vírus respiratórios causadores de gripes e outras doenças respiratórias”, comentou a diretora. “Tomar a vacina anualmente também é importante para o público alvo, porque a gripe pode ter consequências sérias, como pneumonia e infarto. Pra se ter uma ideia, ela mata mais de 650 mil pessoas todos os anos segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, finaliza a diretora.

SAMU lançará plataforma de ensino à distância em Teresina

Nos últimos anos, a tecnologia facilitou a vida das pessoas, especialmente na área da comunicação. Diante desse cenário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Teresina fará o lançamento da sua plataforma de ensino à distância. O evento ocorrerá nesta terça-feira (16), às 8h, no auditório da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Assim, todos os servidores do SAMU, através de login e senha, poderão ter acesso aos cursos sobre urgência e emergência em qualquer horário e lugar.

Para o presidente da FMS, Charles Silveira, a inauguração da plataforma é um avanço na educação continuada dos profissionais de saúde: “Esta modalidade de ensino tem crescido no Brasil e trará inúmeros benefícios para Teresina: trata-se de uma modernização dos processos de trabalho, que contribui com o aprendizado dos colaboradores e resulta em melhorias para a população que necessita do serviço pré-hospitalar”, comemora.

A plataforma de ensino à distância foi elaborada pela Empresa Teresinense de Processamento de Dados (PRODATER). De acordo com Francina Amorim, diretora geral do SAMU, alguns cursos, como o de libras, ficarão disponíveis também para os profissionais de saúde que integram o quadro da FMS. “Estes profissionais da rede de saúde do município que manifestarem interesse poderão entrar em contato com o Núcleo de Educação em Urgência do SAMU para que seja viabilizado o acesso à nossa plataforma de ensino”, afirma.

Segundo Laurimary Caminha, coordenadora do Núcleo de Educação em Urgência do SAMU, o órgão tem um cronograma extenso de capacitações: “Realizamos capacitações permanentes dos servidores para cumprir às exigências do Ministério da Saúde e, sobretudo, porque valorizamos a educação como meio de garantir um adequado atendimento às urgências e emergências clínicas, traumáticas, obstétricas e psiquiátricas”, ressalta, informando que os cursos disponíveis podem ser online ou semipresenciais.

São Sebastião e Alto Alegre recebem Faxina nos Bairros sábado (13)

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya, segue neste sábado (13) com a Faxina nos Bairros, atividade de limpeza e educação da Prefeitura de Teresina. A partir das 8h da manhã, as equipes percorrem nos bairros São Sebastião (zona Sudeste) e Alto Alegre (zona Norte).

A Faxina é promovida pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) de cada região. No São Sebastião, as equipes vão se reunir no Campo de Futebol da Vila Bagdá, e de lá percorrer o quadrante formado pela Rua 01 do Loteamento Todos os Santos, Rua 05, Rua 08, Rua Ervitônio Teodoro e Avenida Noé Mendes. Já no Alto Alegre, será percorrido o quadrante formado pelas ruas Castelo do Piauí, Amarante, Pescador Raimundo Salvino, João Isidoro França e Sapucaia, com ponto de encontro na Praça do Itaperu.

A Faxina é fruto da colaboração entre setor público e comunidade na recolhida do lixo doméstico, que tem potencial de se tornar criadouro do Aedes aegypti. “Nosso objetivo é percorrer bairros em todas as zonas da cidade recolhendo aquele lixo das residências que não eram recolhidos na limpeza de rotina, como móveis, eletrodomésticos de grande porte e entulhos em geral que pudessem se tornar foco para proliferação do Aedes”, explica Oriana Bezerra, gerente de zoonoses da capital.

Para isso, os gestores contam com a parceria da população, que durante a semana é orientada pelos agentes de saúde a fazer a limpeza em suas próprias casas e depositar o lixo no sábado para a coleta. Neste dia ocorre ainda uma caminhada educativa, em que os moradores recebem dicas sobre as doenças e como se prevenir contra a formação de focos do mosquito.

A Faxina nos bairros acontece desde 2015 e veio com o intuito de incrementar as ações de controle vetorial da FMS e desde então contribuiu para redução em torno de 50% da incidência de casos de dengue, chikungunya e zika em Teresina. Como ainda não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação, a principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito; por isso, a eliminação de objetos inutilizados que venham a acumular água é essencial, já que o Aedes aegypti se reproduz em água limpa e parada.

Maternidades Municipais aumentam quantidade de partos em Teresina

Ascom/FMS

No primeiro trimestre de 2019, as quatro maternidades da Prefeitura de Teresina que ficam nos bairros Buenos Aires, Dirceu, Promorar e Satélite e contam com 96 leitos, realizaram 1.257 partos. Esse quantitativo é superior ao número de partos realizados na Maternidade Dona Evangelina Rosa, que possui 148 leitos e realizou 1.039 partos no mesmo período. O dado foi apresentado hoje (12) em reunião envolvendo o prefeito Firmino Filho, técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e três deputados da Comissão da Saúde.

Durante a reunião, a equipe técnica da FMS fez avaliação da série histórica dos dados sobre partos realizados em Teresina, estabelecendo comparativo entre produção das maternidades municipais e Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo o prefeito Firmino Filho, os dados revelam que as maternidades da Prefeitura aumentaram a sua capacidade e a quantidade de partos. Por outro lado, foi visto que a MDER que, no passado chegou a fazer 12 mil partos por ano, fez menos do que 8 mil em 2018.

“A quantidade de partos das nossas maternidades está se equiparando com a da MDER, o que nos leva a discutir os motivos disso. Espero que haja desdobramentos dessa discussão acerca da rede materno-infantil. A Prefeitura quer debater a situação com o Governo, gestores do interior, Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Ministério da Saúde, pois essa questão tem a ver com a vida das gerações futuras e a qualidade de vida das mães no período de gestação”, finaliza o prefeito Firmino Filho.

A deputada estadual Lucy Soares, que participou da reunião, avaliou o encontro como extremamente positivo e informou que aguarda os desdobramentos dessa discussão. O deputado Gustavo Neiva também esteve presente. Já a deputada Teresa Britto, que é presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, ressaltou que “Teresina está fazendo o seu dever de casa e ajudando muito o Estado do Piauí. É preciso que haja maior resposta por parte do Governo Estadual.”

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, a Prefeitura tem se esforçado para aperfeiçoar a rede municipal de saúde. “Nós estamos contribuindo com a solução dos problemas identificados na Maternidade Dona Evangelina Rosa (administrada pelo Governo do Estado) e atendendo gestantes de baixo risco, porque buscamos trabalhar em rede pelo bem das gestantes e dos bebês. É por isso que estamos executando um plano de ação interno para qualificar cada vez mais o nosso atendimento”.

Segundo Jesus Mousinho, diretora de assistência especializada da FMS, a Fundação tem realizado debates técnicos para aperfeiçoar a rede obstétrica e neonatal. “Recentemente, ampliamos serviços nestes locais, como a implantação da classificação de risco, oferta de exame de urocultura e colocação de DIU (maternidade do Buenos Aires). É garantido também à gestante o direito a acompanhante. O nosso esforço é gigantesco e estamos estudando outras possibilidades de melhorias”, afirma.

Para melhorar a assistência obstétrica e neonatal, foi sugerido na reunião que também é necessário aumentar a taxa de ocupação do Centro de Parto de Normal da MDER, que girou em torno de 35% em 2018; utilizar efetivamente a Casa da Gestante de Teresina e estruturar os oito hospitais da Região Entre Rios que tem leitos obstétricos.

Outra ação fundamental é a reorganização da rede de saúde do Piauí. “Teresina tem leitos obstétricos e neonatais suficientes para os 30 municípios da Região Entre Rios. O que acontece é que a MDER, além de ser praticamente a única referência para parto de alto risco do Piauí, também possui em sua estrutura um CPN, cuja finalidade é atenção ao parto de baixo risco. Então com a efetiva atuação de cada unidade do interior, podemos evitar a vinda desnecessária para Teresina de gestantes classificadas como de baixo risco. Isso acabará por desencadear a fluidez da rede, já que só se faz saúde pública de forma coletiva”, conclui Charles.

São Sebastião e Alto Alegre recebem Faxina nos Bairros sábado (13)

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya, segue neste sábado (13) com a Faxina nos Bairros, atividade de limpeza e educação da Prefeitura de Teresina. A partir das 8h da manhã, as equipes percorrem nos bairros São Sebastião (zona Sudeste) e Alto Alegre (zona Norte).

A Faxina é promovida pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) de cada região. No São Sebastião, as equipes vão se reunir no Campo de Futebol da Vila Bagdá, e de lá percorrer o quadrante formado pela Rua 01 do Loteamento Todos os Santos, Rua 05, Rua 08, Rua Ervitônio Teodoro e Avenida Noé Mendes. Já no Alto Alegre, será percorrido o quadrante formado pelas ruas Castelo do Piauí, Amarante, Pescador Raimundo Salvino, João Isidoro França e Sapucaia, com ponto de encontro na Praça do Itaperu.

A Faxina é fruto da colaboração entre setor público e comunidade na recolhida do lixo doméstico, que tem potencial de se tornar criadouro do Aedes aegypti. “Nosso objetivo é percorrer bairros em todas as zonas da cidade recolhendo aquele lixo das residências que não eram recolhidos na limpeza de rotina, como móveis, eletrodomésticos de grande porte e entulhos em geral que pudessem se tornar foco para proliferação do Aedes”, explica Oriana Bezerra, gerente de zoonoses da capital.

Para isso, os gestores contam com a parceria da população, que durante a semana é orientada pelos agentes de saúde a fazer a limpeza em suas próprias casas e depositar o lixo no sábado para a coleta. Neste dia ocorre ainda uma caminhada educativa, em que os moradores recebem dicas sobre as doenças e como se prevenir contra a formação de focos do mosquito.

A Faxina nos bairros acontece desde 2015 e veio com o intuito de incrementar as ações de controle vetorial da FMS e desde então contribuiu para redução em torno de 50% da incidência de casos de dengue, chikungunya e zika em Teresina. Como ainda não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação, a principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito; por isso, a eliminação de objetos inutilizados que venham a acumular água é essencial, já que o Aedes aegypti se reproduz em água limpa e parada.

UBS Boa Hora lança Consultório na Escola

Ascom/FMS

A Unidade Básica de Saúde Boa Hora lançou esta semana o projeto Consultório na Escola na unidade escolar Conselheiro Saraiva. O objetivo do projeto é aproximar a relação entre as Equipes de Saúde da Família e a comunidade escolar, levando os atendimentos médicos, de enfermagem, odontológicos para dentro da escola uma vez ao mês.

“Esse estreitamento das relações do Programa Saúde da Família e Escola é contínuo com o Projeto Saúde da Escola, o Consultório na Escola nada mais é que um aperfeiçoamento do que já fazemos. Sentamos com a direção da escola, que disponibilizará uma sala que será adaptada para ser um consultório onde faremos atendimentos todas as primeiras segundas-feiras do mês”, explicou Lívia Viana, enfermeira saúde da família da UBS Boa Hora.

Ela fala ainda que a Equipe de Saúde da Família criou um canal de comunicação com os pais dos alunos da Escola Conselheiro Saraiva, um grupo de WhatsApp. “Esse meio de comunicação não serve para consulta, mas para parte educativa dando informações sobre atividades realizadas na UBS e as que serão realizadas na escola. Serve também para que os pais se sintam acolhidos dentro do nosso projeto”, disse Lívia.

CAPSi presta atendimento psicológico no Parque Rodoviário

Ascom/FMS

O período após uma tragédia é decisivo para crianças e adolescentes, cuja saúde mental deve ser acompanhada de perto para evitar traumas e assimilar a nova situação. Por isso, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) está com uma equipe no Parque Rodoviário, como parte de uma força tarefa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) para atendimento às vítimas da inundação acontecida no último dia 4 de abril.

A ação faz parte da mobilização organizada pela Gerência de Saúde Mental da FMS, que desde a semana passada tem elaborado o diagnóstico situacional e oferecido apoio emocional e psicológico à comunidade. Como centro responsável pela saúde mental de crianças e adolescentes, o CAPSi tem concentrado seu trabalho nas escolas e creches da região. “Estamos visitando a escola e a creche pela manhã e acolhendo as demandas que o pessoal vai identificando. Eles então são encaminhados para o psicólogo designado especialmente para o atendimento às vítimas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

Sayonara Lima explica a importância do acompanhamento especial voltado para o público infantojuvenil, que passou por um momento de desespero atrelado à situação de vulnerabilidade que elas vivem. “Suas casas são seus lugares seguros, ver esse lugar desaparecer ou ser invadido é ver sua segurança ir também. Elas precisam de cuidado, de uma escuta especializada para que possam seguir em frente, com condições de lidar com as adversidades que ainda podem encontrar”, disse a coordenadora.

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira atende crianças e adolescentes de até 17 anos com transtorno mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro funciona de 8h às 18h de segunda a sexta-feira. O Centro é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos.