Saúde realiza mais de 2 milhões de procedimentos de média e alta complexidade em quatro meses

Nos primeiros quatro meses de 2020, a rede de saúde de Teresina realizou 2 milhões e 256 mil procedimentos de média e alta complexidade e 1 milhão e 76 procedimentos na área da Atenção Básica. O dado consta no Relatório de Prestação de Contas da Saúde, referente ao 1º quadrimestre desse ano e que foi apresentado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) aos vereadores, nesta quinta-feira (11).

O documento mostra que a Prefeitura de Teresina investiu, nesse período, 36,36% da sua receita própria para cobrir gastos com ações e serviços de saúde, percentual que corresponde a mais do que o dobro do exigido na legislação, que é de 15%. “O alto investimento representa o esforço em qualificar a rede de saúde da capital, que é referência na região nordeste do país”, explica o presidente da FMS, Manoel de Moura Neto.

A reunião foi conduzida pela diretora de planejamento da FMS, Cláudia Glauciene, e contou com a participação do presidente da FMS, Manoel de Moura Neto e da sua equipe técnica, além dos vereadores Venâncio, Luiz Lobão, Dudu e Graça Amorim. “A apresentação do relatório possibilita que os vereadores e a população tenham acesso às informações atualizadas sobre investimentos e serviços da saúde da capital piauiense”, finaliza Glauciene.

No que diz respeito ao conteúdo do Relatório, a Lei Complementar n°141/12 prevê que o documento deve conter informações como o montante e a fonte dos recursos aplicados no período; as auditorias realizadas ou em fase de execução; a oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada e, ainda, alguns indicadores de monitoramento relativos ao processo de pactuação interfederativa.

Teresina é a 4ª cidade do Nordeste em investimentos

Teresina ocupa o quarto lugar entre as capitais do Nordeste avaliadas quanto ao volume de recursos investidos no ano de 2018. Dados do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, divulgado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), apontam que o município realizou R$ 234,5 milhões em investimentos no ano passado.

A capital piauiense segue com o maior investimento per capita no valor de R$ 272,32, mesmo tendo contabilizado uma queda com relação aos valores de 2017, quando a cidade contabilizou R$ 312,1 milhões em investimentos.

“Das dez cidades que mais investem, a capital piauiense é a que tem o maior valor per capita, ultrapassando Recife e Fortaleza. São investimentos em obras nas áreas de educação, lazer, saúde e mobilidade urbana que contribuem para a qualidade de vida dos moradores da nossa cidade”, ressalta o prefeito Firmino Filho, que é segundo vice-presidente da FNP.

A pesquisa também leva em consideração as despesas com educação nos municípios. Neste quesito, Teresina apresentou gasto de R$ 509,9 milhões e teve 88.786 mil matrículas na rede municipal em 2018. Além disso, o município aparece com o menor custo em despesas com educação por aluno entre as capitais do Nordeste, com um valor total de R$ 5.743,03 mil.

O resultado divulgado pela FNP é a compilação de dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do IBGE, com análise dos principais itens da receita e despesa municipal, onde estão ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, indicadores de saúde e desempenho na educação.

“Produzida em um momento de extrema importância para a repactuação federativa do país, esta edição também traz números e conteúdos fundamentais para os debates. As propostas de reforma previdenciária e tributária, além da preservação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), são temas que estão na pauta e demandarão posicionamento dos governantes”, destaca o Presidente da FNP, Jonas Donizette.

Atos de vandalismo em áreas públicas da zona Sudeste causam prejuízos de R$ 70 mil

De janeiro a agosto deste ano, a SDU Sudeste investiu R$ 70 mil na recuperação de áreas públicas devido a ação de vandalismo. Os estragos são danos em lixeiras, calçadas e até em obras recentemente inauguradas. Pichações e furtos de cabos de energias também são cada vez mais frequentes.

A depredação e furtos de luminárias e cabos elétricos ocorrem, principalmente, em áreas onde há pouca trafegabilidade e no período noturno, quando se tornam vulneráveis.

Além do prejuízo causado para a Prefeitura, a ação de vândalos afeta atividades desenvolvidas nos espaços públicos no período da noite pelos moradores da região.

“É difícil controlar os atos de vandalismo e furtos. Pedimos que a população nos avise sempre ao perceber este tipo de ação. Essa prática custa caro ao contribuinte e é importante que o cidadão denuncie”, disse o superintendente executivo da SDU Sudeste, Isaac Meneses.

Evandro Hidd, superintendente da SDU Sudeste, explicou que investimentos para renovar os equipamentos danificados, causam prejuízos consideráveis para o orçamento municipal. “Toda vez que nós somos obrigados a investir em recuperação, por conta do vandalismo, deixamos de investir em outros equipamentos. Hoje está acima de R$ 70 mil de investimento, de retrabalho, em função do vandalismo na cidade. A gente sabe que essa conta pode crescer até o final do ano, infelizmente, mas nós não vamos descansar”, garantiu Hidd.

O superintendente alerta ainda que os recorrentes casos de vandalismo descaracterizam a cidade. “É uma situação muito complexa, um prejuízo financeiro, moral e comportamental em termos de sociedade. É um reflexo da falta de respeito com espaço público e o próximo”, finalizou.