Teresina mantém queda no atendimento de síndromes gripais graves e óbitos por Covid-19

Teresina continua registrando queda nas estatísticas relacionadas à pandemia do novo coronavírus. Segundo o Painel de Monitoramento Covid-19 da Prefeitura de Teresina disponibilizado nesta segunda-feira (28), o número de atendimentos por síndromes gripais graves caiu 27,42% nas últimas duas semanas. Além disso, a média de óbitos decorrentes da doença também sofreu quedas significativas.

De acordo com o levantamento, no período de 28 de abril a 28 de dezembro foram atendidos 11.631 pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Os dados mostram uma redução de 27,42% entre a média atual de atendimentos (25,71) e a média calculada há 14 dias (35,43). Se comparado ao final do mês de junho, período do pico da Covid-19 na cidade, onde chegou a se registrar cerca de 140 atendimentos em um dia, a redução é de mais de 60%.

Com relação aos óbitos ocorridos na capital, considerando a média móvel de 14 dias, houve uma queda de 22,22%. A média atual é de apenas um óbito por dia, enquanto no pico da doença em junho, chegou a se registrar até 19 mortes diárias. No período de 26 de março a 27 de dezembro, ocorreram 1.205 óbitos de residentes em Teresina.

O Painel apresenta ainda um crescimento moderado de 11,95% na taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19, que é de 60,64% atualmente. Esse número indica que 114 dos 188 leitos disponibilizados estão sendo utilizados. Há 14 dias, o índice era de 54,17%. “Esse leve aumento é um alerta para que a gente continue mantendo todos os cuidados ainda para evitar a proliferação do vírus, tendo em vista que ele ainda segue em circulação. Estamos no período de confraternizações, mas é importante evitarmos as aglomerações e nos mantermos vigilantes com o uso de máscara e álcool em gel”, alerta o infectologista Walfrido Salmito, membro do Comitê de Operações Emergenciais em Saúde (COE).

Teresina registra mais de 40 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças

De janeiro a agosto deste ano, Teresina registrou 43 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de 13 anos, sendo seis deles de Influenza A H1N1 e 37 de Covid-19. Os dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEPGripe) acendem um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a gripe e em relação à adoção de medidas de prevenção para evitar a disseminação do novo Coronavírus neste público.

O último balanço da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontou que a cobertura vacinal contra a gripe, causada pelos vírus Influenza A H1N1, H3N2 e Influenza B em crianças de seis meses a seis anos, está em 59.76%. A quantidade de casos este ano já ultrapassa o registrado durante todo o ano passado, quando quatro casos de Influenza foram confirmados, sendo um caso de Influenza H3N2 e três casos de Influenza B.

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, reforça que as crianças fazem parte do grupo de risco para a Inluenza, pois estão em desenvolvimento e o seu sistema imunológico encontra-se em formação. “Estudos epidemiológicos nacionais e internacionais mostram que as crianças, principalmente as menores de 5 anos, são as que mais desenvolvem a forma grave de doença viral respiratória e têm complicações que levam ao óbito”, alerta.

Em Teresina, a FMS segue imunizando pessoas pertencentes aos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a gripe nas Unidades Básicas de Saúde que não realizam atendimentos relacionados às síndromes gripais. Nestes locais, uma série de cuidados estão sendo tomados para reduzir os riscos de contaminação pelo novo Coronavírus e garantir segurança à população na ida às salas de vacinação durante a pandemia.

Walfrido Salmito, médico infectologista da FMS, explica que a vacina da gripe não tem eficácia contra o novo Coronavírus, e que mesmo com evidências de que a Covid-19 afete com menos frequência e menor gravidade as crianças em relação aos adultos, as medidas de prevenção são necessárias e os cuidados com esta faixa etária precisam ser reforçados.

“É importante que as crianças tenham hábitos de higiene, usem máscaras a partir dos dois anos de idade e respeitem o isolamento social. Embora não façam parte do grupo de risco para Covid-19, elas podem ser infectadas pelo novo Coronavírus. A maioria não apresenta sintomas, mas as que têm sintomas devem buscar atendimento médico”, orienta o infectologista.