Prefeitura de Teresina lança Plano de Ação Territorial da Horticultura

Prefeitura de Teresina lança Plano de Ação Territorial da Horticultura. Foto : (Ascom /Semp)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP), em parceria com o Banco do Nordeste (BN), lançou, nesta quarta-feira (22), O Plano de Ação Territorial da Horticultura, que tem como objetivo a organização e o fortalecimento da cadeia produtiva da horticultura.

Inicialmente, serão contemplados três municípios do território Entre Rios: Teresina, União e Miguel Alves. Serão beneficiados 120 horticultores e desses, 43 de Teresina.

O plano busca fortalecer as cadeias produtivas, implantar novas tecnologias, potencializar a cooperação e a participação dos agentes institucionais e econômicos no processo de desenvolvimento local e territorial.

Segundo o secretário da SEMP, coronel Edvaldo Marques, Teresina é uma cidade de grande produção de horticultura, onde o plano vem fortalecer os horticultores com capacitações, treinamentos e linhas de crédito para ampliação dos negócios dos horticultores.

“O plano fortalecerá os horticultores na ampliação da produção e comercialização de seus produtos, além da organização do setor”, destaca, coronel Edvaldo Marques.

O Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste (PRODETER) levará linhas de crédito e assistência técnica para produtores, buscando melhorar a produção e a comercialização dos produtos, gerando mais empregos e renda ao produtor, por meio de ações de capacitações, treinamentos, cursos e abertura de canais para comercialização.

O superintendente do Banco do Nordeste do Piauí, Diogo Martins, explica que o plano foi elaborado a partir das dificuldades relatadas dos horticultores que têm como principal dificuldade a comercialização dos produtos, a produção é de grande escala, mas falta o escoamento dos mesmos.

“Com o PRODATER, fomentaremos mais ainda a produção da horticultura e principalmente abrir canais para comercialização (supermercados, atacado, varejos, etc.) ”, ressalta o superintendente.

A horticultora Ana Lúcia, do município de Miguel Alves, fala da importância do programa para a ampliação de sua produção e comercialização de seus produtos.

“Com o PRODATER, teremos uma maior segurança no escoamento de nossos produtos e vamos produzir com a certeza de venda certa, além de recebermos incentivos de investimentos por meio de linhas de crédito rurais do banco do Nordeste que nos ajuda a ampliar nossos negócios. Eu já faço uso das linhas de crédito do banco do Nordeste, desde 2012”, afirma Ana Lúcia.

 

Projeto de integração das bacias beneficiará 25 comunidades rurais de Teresina

O prefeito de Teresina, Doutor Pessoa, apresentou ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Simonetti Marinho, a proposta de integração das bacias do Rio Parnaíba e do Rio Poti, elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh).

A obra consiste na construção de canal, reservação e barragem no Rio Poti, para irrigação e abastecimento, piscicultura e horticultura. A proposta foi bem recebida pelo ministro Rogério Marinho, que se comprometeu a buscar, junto ao Governo Federal, os recursos necessários para o desenvolvimento dos demais estudos e projetos necessários para a implantação do empreendimento.

Segundo o secretário da Semduh, Edmilson Ferreira, o objetivo principal desta proposta é beneficiar, com irrigação, comunidades rurais situadas na abrangência da Bacia do Rio Poti, propiciando a ampliação da capacidade de produção e a geração de trabalho e renda.

“Esta obra, executada parte em canal de concreto e parte em leito de riacho existente, beneficiará em torno de 25 localidades da zona rural de Teresina, com água para irrigação, piscicultura e horticultura, além de propiciar água em condições de receber tratamento para consumo humano”, explica o secretário.

Foto: Divulgação (Semduh)

Produtores rurais participam da Feira de Agricultura Familiar nesta sexta-feira (28)

Ascom/Semcaspi

“Antes a gente lutava muito. Produzia, mas se acabava ali na areia porque não tinha como a gente sair para vender. Depois que começou a feira, melhorou muito”, afirma Rosinete Pinheiro de Sousa, de 60 anos. Ela participa da Feira da Agricultura Familiar do Município desde 2016, mas trabalha com horticultura há 15 anos no Povoado Ave Verde. Em março, a feira completa quatro anos de existência e, ao longo destes anos, tem sido a principal fonte de renda para muitas famílias teresinenses que residem na zona rural.

Toda sexta-feira, o dia de trabalho da Francisca Ribeiro de Araújo Lima, de 47 anos, começa bem cedo. A horticultora acorda às 3h da manhã para finalizar a organização da sua mercadoria e aguardar o carro da Prefeitura de Teresina, que vai buscá-la no Assentamento Alegria. “A gente começa a se organizar na praça 5h30, 6h os clientes já estão chegando. Dependendo do que a gente traz, eu faço R$400 ou R$500 por feira. Eu tenho dois filhos e meu marido que trabalha comigo. Da feira eu sustento minha família”, afirma Francisca.

As feiras têm como objetivo incentivar a comercialização dos produtos agroecológicos produzidos nas comunidades rurais que integram o Projeto de Transição de Produção Convencional para Produção Orgânica no município de Teresina e gerar renda para as famílias. O cronograma do evento é dividido em dois locais. Na segunda e na última sexta-feira do mês acontece na Praça Rio Branco e na primeira e penúltima sexta-feira é a vez da Universidade Federal do Piauí receber os agricultores.

A presidente da Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), Carlota Joaquina de Sousa Rosal, destaca que a realização das feiras livres possibilita desenvolvimento sustentável e maior segurança alimentar para os consumidores. “As feiras de base agroecológica, na Praça Rio Branco e na UFPI, se configuram como um espaço de comercialização, de troca de experiência e de acesso à cultura. Essas feiras contribuem muito para a melhoria de vida das famílias agricultoras de nosso município e dos consumidores teresinenses, pois oferece produtos de isentos de agrotóxicos”, explica.

A assistente social Conceição Andréa Lopes Teixeira, da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e coordenadora da CMAPO, explica que o trabalho realizado nas comunidades utiliza metodologias participativas que buscam o envolvimento dos produtores de modo mais consciente na transição da forma tradicional de produzir alimentos para a forma agroecológica.

“Nós fomos vendo quais as comunidades que tinham potencialidades, pois a legislação de orgânica não permite produção em área urbana por conta da condição da área, como índices de contaminação do solo, presença de esgotos e poluição do ar. Também foi utilizada uma metodologia de diagnóstico rápido-participativo; com o processo, eles percebem que são seres participantes e sujeitos da ação. Nós os incentivamos e, hoje, todas as comunidades têm associações formalizadas e mantém um caixa para terem independência financeira”, afirma.

O trabalho da assistência social junto às famílias que trabalham com agroecologia em Teresina engloba diversas áreas que envolvem diretamente sociedade, sustentabilidade e alimentação saudável, visando garantir direitos que dão dignidade à vida dessas pessoas e trabalha com a perspectiva de promover relações sociais justas e saudáveis. Conceição Andréa Lopes ainda destaca que a agroecologia é um posicionamento político que se preocupa com as relações sociais e o meio ambiente.

“A agroecologia preza pela preservação da saúde dos trabalhadores e pela não existência de exploração de trabalho, por isso apoia a produção familiar. A agroecologia é regida por princípios. Um deles trata diretamente das relações, entre horticultores e horticultoras, agricultores e agricultoras, em que as condições individuais e de grupo têm que ser respeitadas. A alimentação saudável e a preservação do meio ambiente possibilitam que os agricultores produzam mais, dessa forma, eles terão uma condição financeira melhor e também uma melhor qualidade de vida”, finaliza a assistente social.

Há mais de 20 anos trabalhando com cultivo no Assentamento Alegria, Domingos Mariano de Sousa participa do projeto há quatro anos. Para ele, a produção agroecológica é muito importante tanto para quem consome como para quem produz e também para o meio ambiente. “Hoje trabalhamos de forma mais saudável, bom para a natureza, bom para se alimentar e bom para quem trabalha porque a gente trabalha com segurança. Somos responsáveis por alimentar as pessoas com um alimento saudável, que é muito bom para quem produz como para quem vai consumir um produto limpo”, declara o agricultor.

Recentemente, o prefeito Firmino Filho entregou a obra de revitalização do campo agrícola com sistema de irrigação do Assentamento Alegria, e há mais dois campos sendo revitalizados. Na ocasião, o prefeito também oficializou a entrega de 10 triciclos e materiais de plantio, por meio de convênio com a Fundação Banco do Brasil, que irá beneficiar todas as comunidades assistidas pelo projeto. As comunidades rurais que fazem parte do Projeto são: Vale da Esperança, Camboa 1, Camboa 2, Ave Verde, Assentamento 17 de Abril, Cerâmica Cil, Alegria, Soim 1, Soim 2 e Serra do Gavião.

A Feira da Agricultura Familiar é organizada pela Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), órgão vinculado administrativamente à Superintendência de Desenvolvimento Rural de Teresina (SDR), e pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), através da Gerência de Segurança Alimentar e Nutrição (GSAN), em parceria com o Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Universidade Federal do Piauí (UFPI).