FMS aumenta acesso ao atendimento psiquiátrico na rede ambulatorial

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina conta a partir de agora com seis unidades de saúde com atendimento ambulatorial em psiquiatria: Hospital do Dirceu, Hospital do Parque Piauí, Hospital do Promorar, Hospital Lineu Araújo, Hospital do Satélite, Hospital da Primavera. De janeiro a maio de 2021, a FMS realizou 1.024 atendimentos psiquiátricos e 2.261 atendimentos psicológicos na rede.

Para ter acesso ao serviço a população precisa primeiro ser atendida em uma Unidade Básica de Saúde, pelo médico da família, que encaminhará a demanda para o setor de marcação de consultas da unidade. Frente a um cenário de pandemia, os profissionais de saúde se preocupam que uma epidemia paralela afete a saúde mental da população brasileira.

“Os sete Centros de Atenção Psicossocial também estão aptos a fazerem os devidos encaminhamentos para atendimentos psiquiátricos na rede ambulatorial para aqueles pacientes que não tem perfil de CAPS. Pois os CAPS atendem pacientes com transtorno mental grave e persistente, já a rede ambulatorial atende casos de transtorno mental moderado”, explica Isabel Karine, gerente de saúde mental da capital.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país que apresenta maior prevalência de depressão na América Latina. É também o país mais ansioso do mundo. E, para profissionais da psiquiatria, a solidão é reconhecida como um gatilho – um impulsor – de transtornos de humor.

Hospital do Parque Piauí vai atender pacientes do programa de tabagismo com plataforma online

O Hospital do Parque Piauí, na zona sul de Teresina, vai utilizar plataforma online para continuar o atendimento, em grupo, aos pacientes que fazem parte do programa de combate ao tabagismo. Os interessados em ingressar no tratamento devem dirigir-se à sala do serviço social do hospital de segunda a sexta-feira ou telefonar para 3220 4747.

A psicanalista do hospital, Gardene Lacerda, explica que esta semana já estão sendo mantidos contatos por telefone com os pacientes que tiveram recaída e também com os que já estavam em tratamento no ano passado. “O contato com os pacientes é para saber qual a capacidade do celular deles para estruturarmos esse atendimento e também com as pessoas que estão procurando fazer o tratamento”, adianta.

Desde o ano passado, com o início da pandemia, foram suspensas as atividades do programa com as ações em grupo, embora tenha sido continuado o atendimento individualizado, via telefone ou com vídeo chamada.

A psicanalista, Gardene Lacerda, explica que o tabagismo é um grave problema de saúde pública. “A nicotina do tabaco causa dependência química similar à dependência de drogas como cocaína e é um fator que causa quase 50 diferentes doenças incapacitantes e fatais. Os malefícios do cigarro não são apenas individuais, mas também coletivos”, afirma.

Ontem, 31, quando foi comemorado o Dia Mundial de Combate ao Fumo, teve programação especial no hospital do Parque Piauí. O programa funciona com uma equipe multidisciplinar, tem duração de cerca de um ano, concilia terapia em grupo e uso de medicamentos.

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