Residência Inclusiva disponibiliza práticas de dança e meditação aos acolhidos

Abrigando 11 pessoas, com idades entre 18 e 59 anos, com deficiências dos tipos física, auditiva, visual ou intelectual, a Residência Inclusiva Boa Morada passou a oferecer oficinas de dança e meditação aos moradores da casa. O objetivo das atividades é minimizar os efeitos provocados pelo isolamento social e oferecer momentos de relaxamento aos acolhidos. A estratégia foi adotada para dar continuidade ao acompanhamento terapêutico e pedagógico dos assistidos, que precisam ser contínuos.

A terapeuta ocupacional Fernanda Xavier explica que o trabalho da terapia envolve o desenvolvimento da capacidade sensorial em relação ao ambiente e a sociabilidade dos acolhidos. “O objetivo é dar continuidade à terapia voltada para desenvolver os aspectos psicomotores, cognição e movimento deles. As atividades estão sendo feitas com todos os cuidados devidos, como distanciamento e uso de máscaras”, disse.

Com as atividades externas e visitas suspensas desde o início da pandemia, a coordenadora da instituição, Girlene Neco, afirma que foi um desafio lidar com os efeitos destas restrições, mas que a prática das atividades de dança, meditação e pintura têm ajudado bastante.

“O desafio que tivemos na Residência foi tentar passar toda essa situação que estamos vivendo de uma maneira mais leve. Antes, nossos assistidos recebiam visitas de familiares, podiam sair, e infelizmente isso não está podendo acontecer agora por conta da pandemia. Então, a nossa proposta é trabalhar de forma lúdica e reflexiva com o objetivo de estimulá-los, para que eles possam expressar os sentimentos e para que a gente consiga minimizar a ansiedade deles”, disse.

A coordenadora ressalta ainda a importância do trabalho dos cuidadores, que tem sido fundamental nesse momento em que os cuidados com os residentes foram intensificados. A equipe de funcionários está trabalhando em regime de escala e foram adotadas todas as recomendações das autoridades em saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no local.

A Residência Inclusiva Boa Morada faz parte do Serviço de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência. O serviço de acolhimento provisório busca manter os vínculos e a possibilidade de reinserção dos usuários ao seio familiar e, nesse momento, tem estabelecido contato com familiares por meio telefônico ou virtual.

 

Residência Inclusiva Boa Morada realiza capacitação com colaboradores

Ascom/Semcaspi

A Residência Inclusiva “Boa Morada”, que atua no resgate e acolhimento de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social, recebeu uma ação de Planejamento Operacional Passo a Passo nesta semana. A palestra foi ministrada por Hizelia Olegario, auxiliar de cuidadores da Residência, e abordou aspectos operacionais pertinentes ao trabalho da equipe.

“Foi um momento de abrir espaço para troca de conhecimento, de perguntas e respostas e entender o papel do cuidador e auxiliar de cuidador. Consideramos esses colaboradores os homens de frente, pessoas que estão 24 horas com os nossos residentes e que devem estar mais do que preparados e conhecendo quais os procedimentos de emergência, sobre a rede de articulação, no caso dos encaminhamentos, e sobre os fluxos e contra-fluxos”, explica o coordenador Maurício Silveira.

O coordenador também ressaltou a natureza ininterrupta desse processo. “É um treinamento continuado: enquanto nosso serviço existir, estaremos sempre em capacitação, para que possamos aperfeiçoar novas habilidades e adquirir mais conhecimento!” O convite também foi estendido à equipe da Escola de Surdos Consuelo Pinheiro, prédio vizinho à Residência Inclusiva, e professores e cuidadores marcaram presença.

Inaugurada no último dia 12 de agosto, a Residência Inclusiva é administrada pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

A Residência Inclusiva conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, terapeuta ocupacional, intérprete de libras, cuidadores e auxiliares. O tempo de moradia pode ser de longa permanência, dependendo da necessidade de cada pessoa.

O serviço funciona todos os dias da semana, de forma ininterrupta, na Rua Francisco Mendes, nº 290, bairro Cabral e oferece proteção social, acolhimento institucional e ressocialização de jovens e adultos, com idade entre 18 a 59 anos, de ambos os sexos, em situação de dependência, vulnerabilidade ou com vínculos familiares rompidos ou inexistes.

Teresina ganha primeira residência inclusiva para pessoas com deficiência

Rômulo Piauilino

Pessoas com deficiência e que vivem em situação de vulnerabilidade social agora contam com a Residência Inclusiva Boa Morada. Inaugurada nesta segunda-feira (12) pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a residência realizará ações de acolhimento todos os dias da semana.

Todas as ações acontecerão, de forma ininterrupta, na Rua Francisco Mendes, nº 290, bairro Cabral. Além disso, também será oferecido proteção social, ressocialização de jovens e adultos, com idade entre 18 a 65 anos, de ambos os sexos, em situação de dependência, vulnerabilidade ou com vínculos familiares rompidos ou inexistes.

“A residência inclusiva é a primeira do Piauí a oferecer acolhimento integral a pessoas com deficiência sem vínculos familiares. A instituição oferece um ombro amigo às pessoas que mais precisam”, destacou o prefeito de Teresina, Firmino Filho.

A Residência Inclusiva Boa Morada possui capacidade de atendimento para 10 usuários, que podem ser encaminhados pelo Ministério Público, através de ordem judicial, ou pelos serviços de CRAS e CREAS da Prefeitura. O espaço conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, terapeuta ocupacional, intérprete de libras, cuidadores e auxiliares. O tempo de moradia pode ser de longa permanência, dependendo da necessidade de cada pessoa.

“A inauguração desse espaço representa mais um avanço que a Prefeitura dá na ampliação das políticas públicas de assistência social. E hoje firmamos mais um passo nessa caminhada cujo objetivo é fazer com que a pessoa com deficiência tenha orgulho de viver nessa cidade”, ressalta o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, destacando também o trabalho realizado pelos Centro Dia recentemente inaugurados pela prefeitura.

A solenidade contou com a participação do vice-prefeito Luiz dos Santos Júnior, das promotoras de justiça Marlúcia Evaristo e Flávia Gomes, do secretário da Semdec, Venâncio Cardoso, do vereador Valdemir Virgino, da presidente da APAE, Cristiana Gardênia, do representante da OAB, Joaquim Santana Neto, do coordenador da residência Boa Morada, Maurício Silveira, além de representantes do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Associação dos Surdos, Ação Social Arquidiocesana (ASA), servidores públicos e comunidade.